Família, Amigos, Amores e Música
2 2. Supernormais
Notas iniciais
Nosso novo bairro era relativamente grande, considerando o tamanho de Forks é claro, era um bairro tipicamente residencial com crianças e adolescentes andando de bicicleta e sentados nas calçadas aproveitando o fim das férias do verão inexistente que há em Forks.
—Pai, falta muito? Já fiquei muito tempo dentro desse carro com a Renesmee — Anthony se lamentou.
— Como se ficar com você fosse um prazer! — Reclamei.
— A primeira briga dentro de Forks Bella, deveríamos tirar uma foto! — Papai falou com ironia e mamãe revirou os olhos.
— Não é a nossa primeira briga em Forks — Anthony disse. — Nós brigamos no natal passado quando eu cortei o cabelo da Nessie.
— E no ano novo retrasado quando eu pendurei sua cueca dos Minions na Árvore de natal.
— E teve aquele verão que eu contei para todo mundo que você fazia xixi na cama! — Falou rindo.
— Você fez o que?! — Os meus olhos ficaram esbugalhados. — Então é por isso que toda vez que eu passava perto, as pessoas davam risadinhas? Eu vou matar você Anthony! — Gritei partindo para cima dele, eu ia arrancar aquele par de olhos castanhos e depois dar para os meu gatos comerem e então ia extrair o que ele tinha de mais precioso e tacar fogo: sua coleção especial de colecionador dos livros do Harry Potter.
— Chegamos crianças! — Papai disse despreocupado com nossa briga no banco de trás. Enquanto minhas mãos estavam no pescoço de Anthony o fazendo ficar sem ar e roxo dei uma rápida olhada para fora através da janela para então sentir meu queixo cair diante da charmosa casa.
— Meu Deus! — Sussurrei com um sorriso bobo, larguei um Anthony ofegante no carro e fui para fora observando melhor aquela belezinha.
A casa era tão bonita, tinha dois andares e sua fachada era branca. O pessoal da
mudança estava saindo aparentemente haviam terminado de despachar os móveis, pela porta da frente vi os dois amores da minha vida andando pelo hall meio desorientados.
—Godofredo! Coco Chanel! — Chamei os meus gatos. Coco veio mais rápido, minha gata alaranjada andava como se desfilasse e ainda usava o lenço e a boina que eu tinha colocado quando estávamos na minha querida São Francisco, Godofredo meu gato branco gorducho e com manchas pretas, vinha a passos mais lentos por causa do peso, porém não menos charmosos. — Oi meus bebês! Que
saudade eu estava de vocês! — Exclamei pegando Coco e depois Godofredo.
— E aí bichanos? — Anthony disse acariciando a cabeça de Godofredo que ronronou, parece
que ele havia melhorado cedo demais, deveria ter apertado mais forte. — Você viu o Puff, Nessie? — Puff era o Chow Chow caramelo do retardado do meu irmão mais velho.
— Eu vou saber? Devia cuidar melhor do Puff! — Respondi irritada indo em direção a entrada da casa.
— A Renesmee por favor! Já faz anos — reclamou, mas ignorei. Só voltaria a falar com Anthony se ele me pedisse desculpas. — Você vai me ignorar? É sério mesmo? Vou contar para mamãe! — Continuei a ignorar, sabia que nesse caso a mamãe ficaria do meu lado.
— Mãe! A Nessie está me ignorando! — Gritou passando por mim e entrando na casa.
Assim que coloquei meus pés no hall de entrada Puff passou por mim meio perdido por causa do novo ambiente. Fechei as portas da frente, não queria que nenhum dos pets fugisse.
—Tudo bem, garotão? — Perguntei colocando os gatos no chão e fazendo carinho na cabeça de Puff.
Comecei então a explorar a casa, passei pela sala de estar onde papai estava dormindo no sofá branco, ele estava com a boca aberta e a baba escorria pelo seu rosto, não podia perder a oportunidade, tirei o celular da cintura e postei uma foto no Inst marcando a família inteira e depois só para garantir mandei a foto para o grupo da família, só uma brincadeirinha básica pelo Dia da Mentira, papai havia feito o meu doce favorito, maçã do amor, fui toda feliz morder a maçã e o que era? Cebola! E eu odeio cebola com todas as minhas forças!
Após o ato continuei pela sala de jantar, cozinha e o banheiro. Decidi subir as escadas para o segundo andar, que dava para um corredor de paredes claras, haviam cinco portas, a primeira do meu lado esquerdo era o banheiro, a do direito tinha a porta fechada, mas eu abri curiosa, era o quarto de Anthony, tinha uma decoração azul e vermelho com o tema de futebol americano, esporte que ele praticava como Halfback, graças a sua incrível velocidade herdade de papai que na idade também jogava na mesma posição. Continuando do lado direito abri a próxima porta.
—Ai meu Deus! Ai meu Deus! — Gritei pulando no mesmo lugar feliz da vida. Era o meu novo quarto, ele tinha tons de rosa claro e branco e era apaixonante. Adentrei mais o cômodo e via as caminhas de Godofredo e Coco Chanel perto da janela. Do lado opostos a cama havia uma estante com cinco longas prateleira que ficava centralizada na parede, ela ficava entre a porta de entrada e uma outra porta que também estava fecha. Enfrente a estante tinham quatro grandes caixas que estavam escritas “Livros Renesmee”, depois que abri as caixas e vi que estava tudo certo fui em direção a porta fechada que estava me deixando curiosa, quando girei a maçaneta e olhei para o interior, tive que considerar duas coisas: 1° Talvez eu não odiasse
Forks tanto assim mais e 2° se eu morresse naquele momento eu seria a pessoas mais feliz do mundo.
—EU TENHO UM CLOSET! CHUPA MUNDO! — Berrei fazendo a minha dancinha da vitória e cantando Queen. — We are the champions, my friends. And we'll keep on fighting. Till the end. We are the champions. We are the champions. No time for losers.Cause we are the champions of the world. — Eu me joguei de joelho no último verso igual aos guitarrista. Comecei a abrir as caixas que tinham dentro do closet tirando as minhas roupas de dentro e iniciei a organização do local.
Fiquei dá uma hora da tarde( que foi quando cheguei) até às cinco
e meia, me encontrava exausta, mas tinha valido a pena. Todas as caixas com roupas estavam vazias e tudo estava arrumado e organizado. Me joguei na cadeira bege que existia lá pronta para dormir ali mesmo, porém ouvi o miado dos gatos me chamando para a realidade.
—Vocês estão com fome né? — Falei indo até eles e pegando-os, saí do quarto e passei pelo de Ant, a porta estava aberta, vi que ele estava dedilhando seu violão olhando pela janela ele cantava a música favorita de Jade, sua ex namorada. Eles tinham terminado pois sua ex, achou que um relacionamento distância não ia fazer bem a nenhum dos dois. Diferente do que
aconteceu entre o Jake e eu, concordamos que um relacionamento a distância poderia dar certo.
I've been roaming around
Always looking down at all I see
Painted faces fill the places I can't reach
You know that I could use somebody
You know that I could use somebody
Someone like you, and all you know, and how you speak
Countless lovers under cover of the street
You know that I could use somebody
You know that I could use somebody
Someone like you
Off in the night, while you live it up, I'm off to sleep
Waging wars to shake the poet and the beat
I hope it's gonna make you motive
I hope it's gonna make you notice
Someone like me
Someone like me
Someone like me, somebody
I'm ready now
I'm ready now
I'm ready now
I'm ready now
I'm ready now
I'm ready now
I'm ready now
Someone like you, somebody
Someone like you, somebody
Someone like you, somebody
I've been roaming around
Always looking down at all I see
Tenho andado por aí
Sempre menosprezando tudo que vejo
Rostos pintados preenchem lugares que não consigo alcançar
Você sabe que eu preciso de alguém
Você sabe que eu preciso de alguém
Alguém como você, tudo que você conhece, e como você fala
Inúmeros amantes disfarçados na rua
Você sabe que eu preciso de alguém
Você sabe que eu preciso de alguém
Alguém como você
Fora na noite, enquanto você vive, eu vou dormir
Fazendo guerras para agitar o poeta e a batida
Eu espero que isso faça você notar
Eu espero que isso faça você notar
Alguém como eu
Alguém como eu
Alguém como eu, alguém
Eu estou pronto agora
Eu estou pronto agora
Eu estou pronto agora
Eu estou pronto agora
Eu estou pronto agora
Eu estou pronto agora
Eu estou pronto agora
Alguém como você, alguém
Alguém como você, alguém
Alguém como você, alguém
Tenho andado por aí
Sempre menosprezando tudo que vejo
Jade vivia cantarolando “UseSomebody” do King of Leons por aí, amava a música e amavaainda mais quando Ant cantava para ela.
— Oi — disse quando ele acabou.
— Você voltou a falar comigo — disse forçando um sorriso.
— É, eu sou muito caridosa. — Falei dando de ombros e me sentando em um puff perto da porta, Coco desceu do meu colo e foi explorar o novo ambiente. Ela passou pelo cachorro do meu irmão que estava deitado em sua própria caminha e observou por um instante, como se quisesse se certificar que a caminha do Puff não era melhor que a sua, acho que criei uma gata narcisista.
— Desculpa?
— Tudo bem, faz tempo. — Falei olhando em seus tristes olhos. — Como você está, Ant?
— Bem — foi a vez dele dar de ombros.
— Você não precisa ser sempre tão autoconfiante ou forte sempre Anthony — falei de forma doce, indo me sentar ao seu lado na cama.
— Eu não imaginei que três anos iam acabar assim.
— Eu sinto tanto Ant! — Me enfiei embaixo do seu braço e abracei sua cintura. Só podia imaginar a dor de meu irmão, se Jake decidisse terminar comigo eu ficaria arrasada, não seria tão forte quanto Anthony vinha sendo naquelas duas semanas.
— Não queria que doesse tanto, sei que se mostrar meu sofrimento para nossos pais eles irão ficar mal, e essas oportunidades são muito importantes para a carreira deles.
— No que posso te ajudar?
— Só de estar aqui, já é muito importante para mim. — Disse Beijando minha têmpora.
— Sempre vou estar aqui para você Ant. — Dei um beijo estalado em sua bochecha.
— Ok baixinha, já deu de melação — dei risada e me levantei. Sabia que Anthony precisava do seu espaço.
— Onde estão nossos pais? — Indaguei fuçando em sua escrivaninha.
— Acho que estão lá embaixo. — Respondeu guardando se violão na capa.
— Papai já acordou?
— Achou que sim, mas se ele ainda estiver dormindo é por causa do ataque que mamãe deu no aeroporto. — Nossa mãe tinha uma incrível fobia de aviões e fazia de tudo para não entrar em um, antes de embarcarmos no voo para Seattle Isabella Cullen teve um ataque nunca antes
visto.
—Não, por favor! Não me coloca lá dentro! — Bella temos que ir, vai dar tudo certo. — Papai falou com calma.
— TUDO CERTO! UMA MERDA! COMO PODE DAR TUDO CERTO! OLHA O TAMANHO DISSO CULLEN! ESSE NEGÓCIO VAI CAIR E EU VOU MORRER! — Mamãe berrou, começando a chorar e ela se jogou de joelhos no chão e uniu as mãos. — DEUS POR FAVOR NÃO ME DEIXA MORRER EU TENHO DOIS FILHOS PARA CRIAR! SÃO DOIS INÚTEIS NÃO FAZEM NADA SEM MIM! E O MEU MARIDO ENTÃO, VAI CASAR COM A PRIMEIRA OXIGENADA QUE ELE ENCONTRAR! POR FAVOR MEUS DEUS NÃO FAZ ISSO COMIGO! EU TENHO SÓ 27 ANOS, SOU NOVA DEMAIS PARA MORRER!
— Bella, amor você tem 37 — papai se agachou ao seu lado.
— QUIETO CULLEN!
Depois de um tempo mamãe conseguiu se acalmar um pouco e pediu um calmante que a fizesse dormir o voo inteiro.
— Ok então, vou descer e dar comida para os meus gatos. — Falei indo em direção a porta. — Godo, Coco!
Do final da escada vi meus pais sentados no sofá mexendo em uma das caixas das muitas caixas.
— Mãe onde está a comida dos gatos? — Perguntei indo até eles desviando das caixas.
— Hum… Olha quem apareceu, achei que tinha morrido sufocada naquele monte de roupas. — Ela brincou e continuou. — Amamos o seu cover do Queens.
— Foi melhor que o seu de cover coreografado de “Breakaway” da Kelly Clarkson quando do viu sua nova biblioteca. — Papai comentou com um sorriso brincalhão no rosto.
— Quieto Cullen! — Mamãe beliscou o braço do marido. — A ração está na cozinha.
********
Deixei os gatos comendo e voltei para a sala, meus pais olhavam fotos enquanto davam risada.
— O que é tão engraçado? — Indaguei indo me sentar.
— Seu tio Jasper e seu estilo emo-gótico da época de adolescente. — Mamãe me mostrou uma foto em que meu tio tinha um cabelo mais longo e ondulado que escondia metade de seu rosto, usava lápis olho preto e um batom roxo. Era bizarro pensar que o meu tio que era um psicólogo
super zen curtia ouvir punk aos 17 anos.
— Meu Deus, isso aqui é uma mina de ouro! — Falei rindo e começando a xeretar na caixa
também. — Olha só o Anthony pequenininho tomando banho! — Virei a foto e estava escrito 9 meses. — O pipi dele é tão pequeno! — Apontei e mostrei para eles.
— Não é! Seu pai e eu ficamos preocupados na época! — Mamãe falou e pegou a foto. — Mas hoje já é normal, eu perguntei para Jade. Já que seu irmão agora é tímido. Nem parece que eu troque as fraldas daquele moleque!
— Bella! — Papai disse rindo.
— Essa é do casamento de vocês né?
— Sim — papai respondeu e olhou para mamãe. — Você estava mais incrível que o normal amor.
— Eu estava ENORME, parecia que iria explodir. No final da gravidez de Ant eu parecia um balão.
— Nossa eu achei que essa foto tinha sido perdida! — Papai exclamou mostrando para mamãe, era ela e eu com uns oito anos. — Olha com vocês duas estão parecidas!
— Posso ficar com ela? — Perguntei, aquele monte de foto havia me dado uma ideia. — E com essa aqui também?
— Há do nosso casamento? — Mamãe indagou e eu confirmei com a cabeça. — Pode, mas o que vaifazer com elas?
— Vou fazer um mural! — Exclamei pulando do sofá e indo subir as escadas.
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Me joguei no chão, aquele maldito mural tinha dado mais trabalho do que eu pode imaginar, mas modéstia parte ele estava incrível, havia pisca-piscas entre as fotos e todo mundo que era importante para a mim estava ali.
— Toc. Toc. Posso entrar? — Papai estava na porto.
— Claro! Entre e me fale o que achou. — Apontei para o mural.
— Ficou o ótimo gatinha. — Ele se sentou ao meu lado.
— Eu também gostei, mas parece que falta alguma coisa!
— Talvez alguém? — Ele arqueou as sobrancelhas.
— Alguém? Quem? — Olhei mais atentamente para o mural. Ali estava reunido todas as pessoas que são de valor para mim, meus pais, meu irmão, meus avós maternos e paternos, tia Alice, Rose, Em, Jas, meus primos Benjamin e Jasmine( minha melhor amiga) filhos da tia Rose e do tio Em, os gêmeos Alec e Jane, e Anne filhos da tia Ali e do tio Jasper e por fim meus gatos e Puff. Estava todo mundo ali, não faltava ninguém…- Ah merda! Esqueci do Jake! Eu sou uma namorada horrível papai! — Falei me sentando e escondendo o rosto com as mãos.
— Tudo bem querida, eu também esqueceria o Black — papai disse me abraçando de lado.
— Papai! — Ralhei com ele.
— Tudo bem filha, é normal as mulheres dessa família se esquecerem. Uma vez sua mãe me esqueceu no supermercado. — Soltei uma gargalhada. — Viu, tudo bem!
— Ok, vou parar de ser dramática e achar uma foto do Jake — me levantei e meu pai me imitou.
— Essa é a minha garota! — Beijou a minha testa e foi em direção a porta. — Ah, sua mãe mandou você terminar aqui e ir tomar banho, vamos jantar na casa de Charlie. — Disse se encolhendo ao pronunciar o nome do pai de minha mãe. Digamos que vovô Charlie não é o maior fã de papai, desde que meus pais namoravam meu avô não gostava do Cullen( como meu avô chamava
meu pai ) e depois que minha mãe apareceu grávida do Anthony aos 18 anos ele passou a odiar papai.
******
Estava descendo as escadas quando meu celular tocou, o tirei da bolsa e vi a foto de Jake, animada deslizei meu dedo pela tela e levei o aparelho à orelha.
— Jake!
— Ness, é ótimo ouvir sua voz…
— Como você está? — Perguntei indo para a sala.
— Totalmente entediado, tinha me esquecido como os sábado são sem graça sem você comigo. — Ownt, ele era tão fofo.
— Aqui também está muito chato sem você — falei me sentando no sofá.
— Como está Forks, além de chata?
— Chuvosa?
— Está fazendo muito calor agora.
— Que inveja! Você vai tocar em algum lugar hoje? — Jake tinha 19 anos era um DJ em ascenção.
— Das oitos as duas em uma festa de desesseis anos. Depois voltarei para casa, sozinho e ainda mais entediado… Você está me deixando na mão, Ness — percebi o duplo sentido da frase e soltei uma risada.
— Então somos dois que estamos na mão.
— Falando sacanagem pelo telefone? Que coisa feia! — Anthony sussurrou no meu ouvido me fazendo dar um gritinho assustada.
— Mais que merda Anthony! Quer me infartar! — Falei colocando a mão no peito.
— Como vai o pequeno Black! — Anthony perguntou irônico, como meu pai, Ant também não gostava do meu namorado e adorava caçoar de Jake, por ser uns bons centímetros mais alto que meu namorado.
— Está ótimo Ant, agora some! — Falei, mas de nada adiantou, meu irmão se sentou exatamente do meu lado.
— Ah, mas aqui está muito bom, bem do seu ladinho! — Disse passando os braços pelo meu ombro e me apertando.
— Jake agora se tornou um…
— Já estão prontas crianças? — Minha mãe me interrompeu do primeiro degrau da escada.
— Bella está aí? Fala que eu mandei um oi! — A voz de Jacob saiu animada pelo aparelho. Meu namorado idolatrava minha mãe, não o julgo minha mãe é incrível! Esse era um dos fatos que fazia meu pai não gostar de Jake.
— Mãe, eu já nasci pronto! — Anthony respondeu indo até mamãe, ele a puxou e a fez girar fazendo seu vestido azul e seu cabelo solto balançarem e ela dar uma sonora gargalhada.
— Você se parece tanto com seu pai, meu garotinho vai me dar trabalho. — Mamãe disse e beijou a bochecha de Ant.
— Jake tenho que desligar. — Falei com pesar, com minha família perto eu não teria privacidade.
— Ok, já é sete e meia tenho me arrumar. Eu te amo.
— Eu também. — Disse e desliguei. A primeira vez que Jacob falou que me amava foi no nosso aniversário de 6 meses de namoro, um ano antes. Eu ainda não havia falado que amava ele com todas as palavras, só falava eu também, gostava muito de Jake, ele era importante para mim, mas falar eu te amo é algo muito forte, não estava pronta para dizer isso ainda.
— Vamos, vamos, vamos! Não queremos chegar na casa de Charlie atrasados! — Papai disse descendo a escada rapidamente.
— Relaxe amor, ainda é cedo. — Mamãe falou e se sentou ao meu lado começando a ajeitar meu rabo de cavalo. Minha mãe as vezes achava que eu ainda tinha oito anos.
— Não, não, não! Levante — meu pai falou me puxando para ficar em pé — levante. — Puxou a esposa. — Melhor adiantado, do que atrasado. — Nós empurrou para a porta.
*********
— Vão na frente crianças. — Nossa mãe falou quando estávamos do lado de fora do carro e em frente a casa de vovô Charlie. A casa de nosso avô materno era sempre igual, Bella nós contou que era a mesma desde quando ela era apenas uma garotinha que ia visitar o pai nas férias deverão.
— Nessie, gatinha vá na frente de Anthony — meu pai pediu.
— Por que? — Indaguei.
— Porque você se parece com sua mãe e ele vai ficar feliz, enquanto se ele ver o Ant vai selembrar de mim e vai ficar emburrado. — Ele explicou.
— Edward, não exagere. — Mamãe disse.
— Não estou exagerando, estou me prevenindo.
— Você deveria ter se prevenido a 18 anos atrás, não acha Cullen? — Vovô perguntou saindo pela porta da frente. Como a casa, vovô era o mesmo de sempre, com seu bigode e carranca de xerife.
— Oi Charlie, é muito bom ver você também — meu pai disse fazendo careta.
— Vamos entrem, Sue fez torta de carne. — Meu avô falou nos dando passagem. Sue era a irmã viúva de um velho amigo de Charlie, que cozinha de às vezes para ele, minha mãe suspeitava que eles tinham algo mais, mas isso estava na cara.
— Olha como vocês estão grandes! — Vovô disse analisando a Ant e a mim de sua velha poltrona, enquanto estávamos sentados no sofá com papai em sua pequena sala de estar vendo o canal
de esportes. — Garoto como você cresceu desde o natal. Continua jogando futebol?
— Sim, tenho planos de conseguir uma bolsa jogando. — Ant respondeu.
— Isso é muito bom. — Vovô concordou dando uns tapinhas nas costas de Anthony. — Nessie você está cada vez mais a cara de sua mãe — vovô sorriu para mim. — Espero que não faça as mesmas burradas que ela. — Mamãe revirou os olhos, ela estava saindo da cozinha com pratos etalheres em mãos, Sue vinha atrás com seus cabelos castanhos escuros, sua pele morena e
uma travessa. Papai se encolheu um pouco mais.
— Chega de conversa afiada papai, você não é disso — mamãe disse colocando os prato na mesa.
Nós sentamos a mesa, vovô na cabeceira, minha mãe a sua direita e Sue a esquerda, papai ao lado de mamãe e Ant ao seu enquanto eu me sentei ao lado de Sue. Comemos em silêncio por um tempo, a torta estava muito boa e eu estava morrendo de fome.
— Eu e Sue temos uma coisa para contar — vovô falou de repente.
— E o que seria pai? — Minha mãe indagou levando um pedaço de torta a boca.
— Sue e eu vamos nos casar! — Os olhos de minha mãe se arregalaram ao pronunciamento de seu pai, o pedaço de comida que estava em sua boca foi parar no cabelo de Sue e em Ant engasgou com o suco que bebia quando foi rir de mamãe. Minha família era sempre protagonista de jantares supernormais. Só que não.
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