Família
1 MaskRei - Parte 1
Notas iniciais
Grécia, Atenas, Santuário, quarta casa zodiacal…
Deathmask, seu guardião, estava sentando nas escadas, lembrando-se de quando conheceu a única mulher que ele amara.
Flashback
Deathmask, um ano antes da batalha das doze casas, tinha sido mandado para Tóquio, Japão para missão. No momento, ele estava em frente a uma escadaria enorme. Junto com ele estava sua urna dourada, em suas costas.
– ‘Terei que subir essas escadas?’ – Pensa Deathmask, desanimado –
Deathmask, desanimado, começa a subir. Após quase uma hora subindo, o rapaz chega ao topo.
– ‘Para que tanta escada?!’ – Pensa Deathmask, cansado –
Deathmask estava apoiando suas mãos nas coxas, descansando um pouco. Ao se recompor, ele vê uma jovem de cabelos negros como a noite, a pele branca, usando um quimono vermelho na parte de baixo e branco na parte de cima. Ela estava varrendo as folhas caídas de uma árvore. Deathmask tinha se encantado com a mulher que ele acabara de ver.
– Quem está aí? – Pergunta Rei, assustada –
Deathmask se esconde atrás de uma das árvores.
– Apareça! – Grita Rei –
Nada.
Rei diz algumas palavras estranhas e joga um papel na árvore. O papel, ao encostar-se à árvore, pega fogo, fazendo Deathmask sair rapidamente detrás da árvore.
– O que pensa que está fazendo, sua louca?! – Pergunta Deathmask, furioso – Quase me queimou!!
– Ninguém mandou não se revelar. – Comenta Rei, voltando a pega a vassoura – Sinto muito, mas o templo está fechado.
– Estou procurando o senhor Hino. – Diz Deathmask, ficando mais calmo –
– É o meu avô. – Fala Rei, surpresa – Vovô!
O senhor Hino aparece. Ele era baixinho e careca. Deathmask quase riu ao ver a aparência do senhor.
– Você é o jovem que o Grande Mestre pediu para hospedar? – Pergunta o senhor Hino, olhando a urna dourada –
– Sim. – Afirma Deathmask – Deathmask de Câncer.
– Vejo que já conheceu a minha neta. – Ri o senhor Hino –
– Sim, mas ela não se apresentou devidamente. – Ironiza Deathmask, olhando para Rei –
– Rei Hino. – Diz Rei, virando o rosto –
– Rei, poderia levar o rapaz até o quarto de hóspedes? – Pede o senhor Hino, olhando para sua neta –
– Claro. – Responde Rei – Por aqui…
Rei entra no templo, sendo seguida por Deathmask. Em silêncio, Rei leva o jovem cavaleiro até o quarto.
– É aqui. – Avisa Rei, parando na porta –
Rei abre a porta e deixa Deathmask entrar.
– Obrigado; — Agradece Deathmask, tirando a urna dourada das costas e a colocando no chão –
– O que é essa urna dourada? – Pergunta Rei, curiosa –
– É onde guardo minha armadura. – Responde Deathmask, se espreguiçando – Sou um cavaleiro de Atena.
– Meu avô já me contou sobre os cavaleiros de Atena. – Lembra Rei – Mas sempre pensei que fosse lenda. Bom, vou deixar você descansar. Seja bem vindo ao templo Ishikawa.
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Deathmask olha para o céu estrelado.
– ‘Rei, como será que você está?’ – Pensa Deathmask, triste –
Japão, Tóquio, Templo Ishikawa…
Rei também se lembra de como conheceu Deathmask. Ao olhar para a queimadura antiga de uma das árvores, acaba rindo, se lembrando da primeira vez que viu Deathmask. Ela fica com uma cara triste, ao se lembrar da primeira noite deles juntos.
Flashback
Caía uma chuva torrencial em Tóquio.
– Vovô, você viu o Mask? – Pergunta Rei, preocupada –
– Ele desceu para a cidade. – Responde senhor Hino – Mas até agora não voltou.
Rei pega sua capa de chuva e vai até onde está sua bicicleta.
– Rei, aonde você vai? – Pergunta senhor Hino, na porta do templo –
– Vou atrás dele! – Grita Rei, em resposta, subindo na sua bicicleta – Não se preocupe, vou pelo atalho!
Rei, invés de descer pelas escadas, vai por um caminho pela floresta, que era um atalho para a cidade.
Ao chegar à cidade, Rei não demora muito a encontrar Deathmask, ensopado, debaixo de uma marquise.
– Mask! – Chama Rei, indo até ele –
– O que está fazendo aqui, Rei? – Pergunta Deathmask –
– Estava preocupada com você! – Responde Rei – Suba logo na bicicleta!
– Eu não vou subir na garupa! – Nega Deathmask, envergonhado –
Rei desce da bicicleta e vai pra garupa.
– Satisfeito? – Pergunta Rei, olhando para ele – Agora entra logo!
Deathmask entra na bicicleta e volta para o templo, sendo guiado por Rei, que ensinava o caminho do atalho.
Ao chegarem ao templo, entram e vão direto pro quarto de Deathmask.
– Que chuva! – Reclama Deathmask, ensopado mais ainda –
Rei, ao ver o rosto de Deathmask vermelho, leva suas mãos à testa dele.
– Mask, você está queimando em febre! – Fala Rei, preocupada – Vou pegar algo para abaixar essa febre.
– Não precisa se preocupar. – Diz Deathmask – Não é uma febrezinha que vai matar um guerreiro de Atena.
– Você é um humano! – Lembra Rei – Esqueceu? Ou seja, se não cuidarmos dessa febre, pode se tornar algo pior! Já volto.
Rei vai. Logo depois, ela volta com uma bacia d’água e panos. Ao entrar no quarto, vê Deathmask deitado, cheio de frio.
– Mask… – Sussurra Rei, preocupada –
Ela vai até ele e coloca um pano na cabeça dele e cobre o corpo dele com vários cobertores.
– Está mais quentinho? – Pergunta Rei –
– S-sim. – Gagueja Deathmask, que estava tremendo de frio –
– Eu vou fazer uma sopa para você. – Avisa Rei, olhando para ele –
– Estou sem fome. – Responde Deathmask, encolhido –
– Mas você tem que comer! – Insiste Rei, preocupada –
Rei ia se levantar, mas Deathmask se senta e a puxa para ele, fazendo Rei ficar de costas para ele, abraçando-a.
– Mask, o que está fazendo? – Pergunta Rei, vermelha –
– Não vá embora. – Pede Deathmask, delirando – Fica aqui comigo… Só essa noite, por favor.
Rei se vira pra ele. Percebera que Deathmask estava delirando de febre.
– Mask, você está deliran... – Começa Rei –
Só que ela é interrompida pelos lábios de Deathmask nos seus. Surpreendida pela atitude de Deathmask, Rei acaba retribuindo o beijo dele. Porém, logo se afasta.
– Mask… – Fala Rei, vermelha – Você está delirando de febre!
– Não, não estou! – Nega Deathmask, olhando para ela – Quando estou debilitado, eu consigo dizer as coisas que quero quando não consigo dizer, estando bem. Rei... Eu quero você!
Silêncio.
– Rei, fale alguma coisa. – Diz Deathmask –
– E-eu não sei o que dizer. – Gagueja Rei, vermelha e nervosa –
Deathmask toca o rosto de Rei.
– Diga que quer ser minha essa noite. – Aconselha Deathmask – Seja minha, Rei. Eu… Eu preciso de você! Ou você não quer?
– Querer, eu quero, mas… – Responde Rei, mais vermelha ainda – Eu sou… Virgem…
– Vou com o maior cuidado do mundo. – Avisa Deathmask, se aproximando –
Os dois se beijam. Durante o beijo, Deathmask puxa Rei de leve para baixo dele, ficando por cima dela. Após o beijo, os dois encostam suas testas, porém Deathmask ainda estava de olhos fechados enquanto Rei olhava para ele, ainda vermelha. Deathmask beija de leve os lábios de Rei e desce seus lábios, indo até o queixo, seguindo para o pescoço dela; Do pescoço, ele vai até uma das orelhas de Rei, beijando-a atrás, arrancando um leve suspiro da mesma.
– Mask… – Geme Rei, levemente –
Deathmask pega a ponta da fita do quimono de Rei e começa a desamarrar lentamente, enquanto beijava o pescoço dela. Ao desamarrar completamente a fita do quimono, Deathmask para de beijá-la e olha ela, deixando-a envergonhada.
– Não me olhe desse jeito. – Pede Rei, tímida –
– Você é tão linda. – Elogia Deathmask, rindo levemente da timidez de Rei –
Deathmask abre o quimono de Rei, revelando o corpo nu da jovem. Nu em termos, já que ela ainda estava de calcinha. Rei estava tão envergonhada que não conseguia olhar para Deathmask e olhava para os lados, para o teto, menos para ele. O jovem cavaleiro ficara deslumbrado com o corpo da mulher que estava em sua frente. Sem esperar, Deathmask coloca uma de suas mãos em um dos seios de Rei e com a outra prendia de leve uma das mãos de Rei e volta a beijá-la, só que com mais urgência, mais paixão.
Dia seguinte Rei acorda e percebe que estava sozinha no quarto de hóspedes.
– Mask? – Chama Rei, se sentando –
Ao se sentar, percebe uma carta caída em seu colo. Ela a pega e desdobra o papel. Começando a ler.
“Estou voltando para o Santuário, Rei. Desculpa não ter te acordado, estava muito linda dormindo. Rei, a nossa noite foi maravilhosa, a melhor da minha vida. Mas tenho minhas obrigações como cavaleiro. Se eu soubesse que encontraria alguém como você em minha vida, nunca teria virado um cavaleiro. Adeus.”
Ao ler a última palavra da carta, Rei se levanta rapidamente, se veste e corre para fora do templo.
– Vovô! – Chama Rei, desesperada – Cadê ele?!
– Já foi para o aeroporto, Rei. – Responde o senhor Hino – O voo dele sai daqui à meia hora.
Rei pega sua bicicleta e vai embora pelo atalho. Graças ao atalho, ela consegue chegar mais rápido ao aeroporto. Ao chegar lá, estaciona sua bicicleta e corre para dentro. Ao ver um balcão, vai falar com a moça.
– O voo pra Grécia? – Pergunta Rei, cansada –
– Portão três. – Responde a recepcionista, graciosamente –
Rei corre na direção do portão três e entra.
– MAAAASK!! – Grita Rei, desesperada –
Deathmask, ao escutar o grito de Rei, se vira para trás.
– Rei? – Pergunta Deathmask, surpreso –
Rei corre até ele e o abraça fortemente.
– Por que foi embora sem se despedir de mim? – Pergunta Rei, chorando –
– Porque eu sabia que ia ser difícil lhe dizer adeus. – Responde Deathmask, acariciando os cabelos dela –
– Eu sei que não podemos ficar juntos. – Diz Rei, com a cabeça encostada no peito dele – Eu… Eu também sou uma guerreira da justiça, assim como você. Mas a nossa noite foi tão… Não consigo achar palavras para descrevê-la, Mask.
– Você também é…? – Começa Deathmask. Ele ri – Obrigado pela noite foi fantástica. Rei... Você foi a única mulher que amei em uma noite. Eu amo você.
– Eu também. – Soluça Rei, chorando – Droga! Por que tem que ser assim?!
Deathmask abraça Rei fortemente. Só ele sabia o quanto ele estava sendo forte naquele momento.
SENHORES PASSAGEIROS DO VOO EM DIREÇÃO À GRÉCIA, QUEIRAM IR PARA A FILA DE EMBARQUE!
– Rei, tenho que ir. – Fala Deathmask, se afastando –
Eles se afastam e se beijam levemente. Após o beijo, Deathmask dá um sorriso para ela.
– Meu nome verdadeiro é Giovanni. – Ri Deathmask – Adeus, Rei.
– Adeus, Giovanni. – Despede Rei, secando seu rosto –
Deathmask deposita um beijo na tesa de Rei e vai embora, sem olhar para trás.
–----
Rei se senta na escada e chora ao se lembrar de seu primeiro e único amor.
– ‘Giovanni… ’ – Chora Rei, tampando seu rosto –
Continua.
Notas finais
Kissus :*
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