Famous Friend
13 Problems....
Notas iniciais
E agradecer as outras por comentarem também! Eu demorei um pouco pela falta de suporte do meu provedor de internet, resumindo a net da minha casa é uma porra de uma punheta disperdiçada. affs. mais espero que curtam essa bagaça aqui!
ENJOOY IT!
Estava num sono bem leve, e sentia alguém fazendo carinho no meu cabelo mas não incomodava. Era bom. Abri os olhos lentamente e quase caí da cama com o susto ao ver aquela pessoa sentada na minha cama com um sorriso nos lábios.
- Pétrick? O-o que você está faze-endo aqui ? — foi a primeira coisa que passou na minha cabeça, ele fechou a cara parecendo decepcionado.
- É assim que me recebe, Melly ? — Senti um arrepio estranho quando ele me chamou de Melly, era o único que me chamava assim. No mesmo momento me senti culpada, eu estava sendo grosseira com ele... Então o abracei, não muito confortável e ele me puxou para um beijo. Não me senti bem com isso, não que ele não beijasse bem, mas o gosto do seu beijo agora parecia amargo. — Estava com saudades! — sussurrou em meio ao abraço, as coisas não estavam fazendo sentido... O que ele fazia aqui ?
- Er,... também estava Pét. — sorri quando ele me soltou, sim eu sentia saudades... mas era diferente. Ele pareceu se iluminar quando eu disse isso. — Então, por que resolveu vir sem avisar? — tentei formular a pergunta de uma forma não-ofensiva.
- Ah, sim.. Queria te fazer uma surpresa e também.. hm, resolver umas coisas. — hesitou por um instante o que me deixou confusa. Ele não tinha coisas para resolver aqui... Nunca falei muito sobre Pétrcik, ele era herdeiro de uma rede de restaurantes famosos na França, seu pai dono e chefe de cozinha começou a treinar seu sucessor desde os 17 anos. E agora com 25, assumiu o cargo de seu pai, gerenciando toda a rede de restaurantes francêses. Digamos que Pétrick crescido em berço de ouro era o partido perfeito para mim, na percepção de meu pai. Era o sonho dele que casassemos para juntar as fortunas. Puff... Mais ele não tem nada para resolver aqui. A não ser que não seja algo profissional.. hm.
- Ok, er... faz tempo que chegou? — perguntei observando ele massagear minhas mãos. Pétrick estava tão diferente... ele continuava lindo como sempre, alvo do desejo feminino... Cavalheiro, educado, responsável, bonito e ainda rico. Mas ele parecia ter uma postura mais madura agora, o que me surpreendeu um pouco. Mas isso não fazia diferença nunhuma agora. é...
- Não, não,... cheguei a uns 20 minutos. Sua irmã me recebeu muito simpatica e disse que eu podia te acordar, mais estava tão linda dormindo... — sorriu e tirou uma mexa de cabelo de meu rosto, se aproximando de mim para mais um beijo... Como eu me sentia uma vaca, beijando ele assim. — Tudo bem? — perguntou confuso quando me afastei um pouco.
- Tudo bem sim, er... é que nem escovei os dentes ainda, Pét. — foi a primeira desculpa que achei, eu não era tão hipócrita assim para me sentir confortável beijando o Pétrick depois de tê-lo traído. E depois de bem, ... descobrir estar apaixonada por Brian. O que eu estava pensando?!
Me levantei da cama e olhei no relógio no meu pulso, 02:00 da tarde. Perdi a hora de ir para o estúdio, droga! Vou ter que ligar para o Matt.
Ele olhou a minha expressão, e pareceu se lembrar de algo.
— Você nunca dormia até essa hora na França, ou ainda não se reacostumou com o fusorário? — perguntou risonho. Eu fui em direção ao meu guarda-roupa e suspirei, de costas para ele.
- Hm, é que eu fui num evento e voltei muito tarde. — disse apenas, não iria ficar expecificando muito as coisas. Mas eu tinha que conversar com ele, o mais rápido possível. — Se importa se eu tomar um banho rápido? — franzi o cenho, ele negou com a cabeça. Mas se aproximou de mim, passando de leve o dedo em minha face... seu rosto próximo de mim.
- Contanto que eu possa tomar banho junto com você, eu não me importo nem um pouco... — riu um pouco e me beijou denovo, me deixando um pouco paralizada.. Sua língua convidava a minha para uma dança, a qual não aceitei de imediato. Ele passou a mão por minha cintura, nos aproximando mais e eu suspirei vencida... não podia culpá-lo. Ele era meu namorado, e não sabia meus motivos para evitá-lo. Continuamos assim, até que perdemos todo o ar em nossos pulmões. — Estava com saudades disso... — sussurrou perto da minha orelha, extremeci com esse contato.
- Hm, Pétrick ... desculpa mais acho melhor, er... eu tomar banho sózinha agora! Tudo bem? — dei um selinho nele para parecer convincente, eu sabia a real intenção de tomar banho comigo. E eu não suportaria isso, seria pior depois quando eu contasse depois, mais um ponto na minha lista de arrependimento. Ele simplismente acenou com a cabeça e eu fui para meu banho.
Tomei uma banho quente e demorado, 'cozinhando' lá por uns instantes. Por que não podia ser fácil uma vez na vida? Eu nunca quiz magoa-lo. Mas acabei o fazendo...
Depois de uns instantes pensando embaixo do chuveiro, me sequei e vesti uma saia jeans com uma blusa leve e clara. Era verão em HB, eu abusava das roupas frescas.
Quando voltei para o quarto, ele estava sentado na cama novamente, com meu celular nas mãos fitando-o . Nem percebeu quando entrei.
- O que foi? — perguntei tirando ele do transe. Ele me olhou e seu humor parecia ter mudado repentinamente.
- Hm, seu celular começou a tocar, achei que não teria problema atender... era Brian. — me encarou numa expressão vazia, ótimo! Uma bela hora para ligar, Brian. Isso meio que explica a sua mudança de humor repentina, Pétrick conhecia minha história com Brian. Ele sabia que eu sempre tive uma quedinha por ele quando começamos a namorar. Espera, ... quedinha não. Eu tinha um capote por Brian. — Er,... não sabia que vocês tinham re-estabelecido contato. — abaixou a cabeça e sorriu um pouco. -Acho que coisas mudaram por aqui... — acrescentou e me olhou denovo, de um geito não raivoso ou algo assim.. mas de um geito acuado, como se ele se sentisse ameaçado.
- É, estamos nos falando denovo, não só ele... mas todos os outros da banda também. — tentei me explicar, uma tentativa falha. — Hm... o que ele queria? — tomara que ele não tenha falado merda, o que pioraria minha situação.
- Apenas queria saber se você não iria para o estúdio, e... bem, acho que ele não gostou de saber que eu era seu namorado.. — fez uma careta e meu rosto provavelmente ficou corado. Maldita super percepção que você tem, Pétrick. — O que você ia fazer no.. estúdio?
- È, que eles me arrumaram um emprego temporário... eu estava entediada de er,... ficar sem fazer nada. — ele sorriu dizendo algo como ''Você não consegue ficar parada!". Ele se interessou sobre esse assunto de estúdio, perguntando o que eu ia fazer lá e coisas do tipo. Ficamos algum tempo batendo papo no meu quarto, ele também me contou as novidade do sem emprego. Dizendo que foi eleito o melhor chefe de cozinha dos últimos tempos por uma revista francesa local. Ele parecia feliz com o seu sucesso profissional, o que também me deixou feliz.
Então meu pai bateu na porta do meu quarto, pedindo permissão para entrar... o que era mega estranho, pois devia ser umas 4:00 horas da tarde ainda, ele devia estar na empresa. Mas, ah... Pétrick estava em casa, o genro preferido. Minha irmã deve tê-lo contado a novidade. Ele logo carregou Pétrick para a sala, para conversar e eu os segui tentando parecer tão impolgada quanto ele com a chegada do Pét.
Ficaram conversando várias horas, meu pai falando sobre seus investimentos, Pétricl também falando sobre seus negócios, sobre planos de se tornar investidor da bolsa de valores e etc.
Contou novamente a história de sua vida, que nasceu em Los Angeles, morou aqui na Califórnia até os 11 anos e depois foi para Paris com seu pai para abrir um restaurante e resultou na famosa rede de restaurantes Lockwoore' e blá, blá, blá.
Eu não via a hora de tirar Pétrick dali para conversar com ele. Resolver logo essa merda que está martelando na minha cabeça, mas o que havia para mim no momento era fazer sala', fingindo estar saltitante pr ter Pét do meu lado com um dos braços nos meus ombros enquanto comenta com o meu pai sobre vidreiras da Itália, onde mandava fazer os melhores vinhos para servir em seu restaurante.
Pelo amor de Deus, isso estava tão não-interessante. Suspirei, um gesto distraido demonstrando toda a minha chatiação com o meu tédio.
— Mallory, aonde vai? O jantar vai ser servido! — Meu pai questionou educadamente horas depois, quando me levantei indo em direção as escadas.
- Hm, vou me lavar pai. Eu já desço. — tentei sorrir convincentemente e fui para meu quarto, eu tinha que me explicar com... hm, vocês sabem quem.
Encontrei meu celular sobre a cama, e procurei por seu número na agenda. Só de pensar em falar com ele, meu coração acelerou, meus pés não paravam quietos no lugar, eu me sentia uma adolescente insegura e bobinha quando se tratava de Brian.
Porém, fiquei tão anciosa e nervosa assim a toa, pois a ligação caiu na caixa de mensagens. Tentei mais 1, 2, 3 vezes e nada. Então me questionei, será que é de propósito? Ele não queria falar comigo?
Bom, eu tinha que explicar minha usência para alguém, né... então liguei para o Matt. Que finalmente atendeu não muitos segundos depois.
- Alô . — Uma voz baixinha atendeu, parecia hm... desanimado?
- Oi, Matt! É a Mell... — pausei, mas não escutei nenhuma reação do outro lado da linha. -... eu ér, ... queria pedir desculpas por não ter ido no estúdio hoje, é que meu... hm, meu namorado chegou de viagem e eu fiquei presa aqui... — aguardei ele falar algo como "Voce está despedida!" ou "Não olha mais na nossa cara." mas a única coisa que ouvi foi um suspiro...
- Tudo bem! er, quando que ele chegou? — pareceu hesitante, ele sabia que isso tudo ia dar rolo. Eu suspirei, merda, todo munda sabia que isso daria rolo... porque só eu não percebi que era uma tremenda burrada?
- Hoje de tarde, ... olha se você quiser Matt, eu posso ficar mais horas ai amanhã. — apontei buscando por uma rota para compensa-los. Então escutei uma segunda voz no fundo, parecia... não, era a voz do Syn!
- Não precisa, ninguém vai para o estúdio amanhã. — escutei alguém pigarreando, e aquela voz que eu indentificaria a quilômetros disse, meio distânte: "Pergunta até quando ele vai ficar?". Matt pareceu suspirar. — Mell,... hm posso perguntar uma coisa? — começou inseguro.
- Ele não tem data definitiva para voltar, Brian ... disse que veio resolver uns negócios. Você não está com o seu celular, ou... não quis me atender? — não aguentei isso dele se esconder, um silêncio se formou. 5 segundos inteiros, eu já imaginava grilos como trilha sonora desse momento.
- Er, esqueci meu celular em casa... — sua voz pareceu bem mais perto do aparelho. Eu bufei. Não acreditei muito nisso. Elenão disse mais nada, então...
- Passa para o Matt. — sussurrei apenas, escutando passos no corredor. Comecei a andar na direção do banheiro e molhei as mãos e o rosto com o celular apoiado entre minha orelha e ombro.
- Fala Mell... — a voz mudou, e os passos do corredor se aproximaram mais ainda.
- Posso ir buscar o meu carro amanhã? — perguntei rápido então Pétrick apareceu no quarto com um q' de curiosidade sobre o meu telefonema.
- Claro, te espero aqui... amanhã então. — Matt respondeu prontamente enquanto Pétrick me analisava. Hm, e agora? Ele ficaria me perguntando por que não liguei para eles na sua presença.
- Ok, beijo então... hm, manda um beijo para er, ... você sabe.. para a Val. — tomara que ele entendesse que não era realmente só para a Val. — Hm, tenho que desligar meu namorado está me esperando.. — ele só murmurou om ok' e desligou.
- Quem era? — Pétrick questionou e se paroximou de mim, meu puxou pela cintura para um beijo no testa.
- Era Matt, vocalista da banda... ele que me arrumou o emprego então, achei que tinha que justificar a minha falta. — sorri, ele me abraçou e beijou meu ombro... e parecia que eu estava sentindo o Brian... Porra, o que está acontecendo comigo agora? — Vamo-os descer ? — gaguejei um pouco e peguei na sua mão, ele acentiu e descemos as escadas.
Jantamos na sala de jantar em familia, David também havia chegado para complementar o pacote de melhores genros do ano... Apenas minha mãe não estava em casa hoje, presa no trabalho denovo.
Conversamos sobre assuntos agradáveis durante o jantar, depois da janta, meu pai convidou os genros para um drink.
Então ficamos eu e Samy na sala de estar apenas batendo papo furado, enquanto os homens conversavam no escritório de meu pai.
(...)
- Vamos dar uma volta ? — perguntei quando já era umas 09:00 horas da noite, todos já haviam se retirado para seus aposentos. Só estavam eu e Pét na sacada, bebendo vinho. Ele me olhou confuso com esse pedido, mas concordou.
Pegamos o carro que ele havia alugado quando chegou, uma Mercedes também. Mais que povo sem criatividade, e gosto para carros esportivos! Ele foi dirigindo em silêncio enquanto eu o guiava para a praia, não muito distante da minha casa. Eu iria conversar com ele e não dava para ser na minha casa.
Ele estacionou na vaga para carros, e começamos a andar descalso na areia morna da praia. Eu pensava em como começar, enquanto observava as ondas quebrarem.
- Qual é o propósito desse passeio? Concerteza você me trouxe aqui por algo importante, e não foi para me seduzir! — brincou, arrancando risos baixos e nervosos de mim. Concordei com a cabeça, evitando seu olhar. Ele entendeu. — Hm, ok... pode começar, você está estranha desde que cheguei... Mas antes quero dizer uma coisa. — se posicionou na minha frente. Eu aguardei seu pronunciamento, fitando seus olhos claros. — Eu queria me desculpar se te tratei mal, há alguns dias atrás... não foi a intenção, eu estava passando por um momento ruim e estava nervoso por você não estar ao meu lado, nesse momento.... — suspirou e olhou ligeiramente para o mar, e depois voltou seu olhar para mim. — Sinto muito se acabei descontando em você, esse foi um dos motivos de eu ter vindo... — um sorrisinho discreto brotou em seus lábios me deixando curiosa. ''Um dos motivos de eu ter vindo...''? Ok, eu mais curiosa ainda...
- Tudo bem,... eu também tenho que me desculpar por te deixar um pouco de lado, desde quando cheguei. — o olhei, não era porque eu não era apaixonada por ele, que eu não o suportava. Pétrick era um dos caras mais legais e gentis que eu já conheci. Eu devia desculpas para ele, antes de magoa-lo e ter mais motivos para desculpas..
- Estamos desculpados então! — soou novamente alheio a essa atmosfera tensa, que apenas eu parecia sentir. Ele me abraçou ternamente denovo, eu gostava desses abraços. São abraços que eu gostaria de receber de um amigo, quando eu estivesse triste. Eu o queria como amigo, mas não sei se depois de hoje... — Agora, me diz o que você queria falar.. — me soltou e me puxou pela mão para sentarmos na areia reluzente perante a lua.
Encarei o mar denovo, tentando escolher as palavras. Isso era horrível, ter que encará-lo e confessar isso.
- Eu só quero que você prometa que vai escutar tudo o que eu tenho para dizer, depois você pode me jogar no mar... ou de um precipício. — exasperei, e falei tudo meio embolado. Ele arregalou os olhos.
- Eu não vou te jogar num precipício! — negou com a cabeça, numa expressão ofendida.
- Ok, só no mar então... — respirei fundo e olhei para baixo, sentindo seu olhar em minha face. Ele passou a mão na nuca por uns instantes e ergueu meu rosto com as mão delicadamente para fita-lo.
- É tão grave assim? — perguntou e eu acenti com dificuldade, ele tirou suas mãos de mim e olhou para o mar denovo por um momento. — Prometo que vou escutá-la... — murmurou apenas. Ok, chegou a hora.
- Bom, desde que eu cheguei... eu er, estava me encontrando com os meninos da banda... meus amigos de infância. — Sua expressão estava vazia e indecifrável, aguardando. Então resolvi continuar. — Agente começou a se ver denovo, e bom, você sempre soube que eu sentia algo por Brian. E bem, parecia que eu tinha esquecido quando me mudei para Paris. Mas quando eu o vi, foi como se tudo voltasse ao mesmo tempo, todos os sentimentos juntos. Magoa, saudades, atração,... tudo isso. — olhei para as minhas mãos, que tremiam agora. Eu estava criando coragem para continuar. — Então, parecia que agora esses sentimentos todos eram recíprocos... e acabou que um dia,... não foi nada planejado! Eu estava dando carona para ele, agente começou a brigar no carro, começamos a brincar na lama... nada muito importânte... Então ele ofereceu seu chuveiro para me lavar, e eu acabei ficando lá... e bom, você deve saber o final.. — virei meu rosto, para não ver a sua feição. Foram minutos torturantes de silêncio.
- ... vocês, ... transaram? — perguntou tranquilamente, ele não parecia bravo, apenas magoado e inseguro, o que me fez sentir mais raiva de mim mesma. Eu preferiria ele bravo e me xingando ou me jogando no mar, do que magoado. E quanto a pergunta dele, apenas acenti com o peso da culpa em minhas costas. — Ok, era só isso... ou tem mais? — questionou, também olhando para o mar.
- Hm, ... depois disso, eu me arrependi de ter te traído.. eu odiei isso, eu não queria te magoar Pét. Eu tentei evitar contato com ele, depois disso... mas na noite seguinte, tinha uma premiação na qual a banda deles concorriam... e bom, me colocaram como acompanhante dele. Agente não se falou muito durante e evento, er,.... e eles ganharam. E quando ele veio me cumprimentar, novamente eu me senti culpada, por descontar no Brian a raiva que eu tinha por ter te traído. Ele não tinha culpa, ele não me forçou a nada... Então eu resolvi ir conversar com ele, pedir desculpas por esse comportamento e dizer para esquecermos tudo o que aconteceu, mas... acabou que agente transou denovo... — finalizei. Ele me olhava aparentando estar decepcionado.
Ok, eu não podia reclamar.. eu merecia mais do que decepção.
- Eu já,... imaginava que algo assim aconteceria, se você voltasse e encontrasse com ele.... — murmurou com o olhar distante. Ele falava calmamente. — Quando isso aconteceu? — dessa vez ele se virou para me olhar.
- Er, ontem a noite... — sussurrei, ele apenas acentiu e desviou o olhar denovo. — Sinto muito Pétrick, você deve estar me odiando agora,... — esperei sua reação, mas ele só sorriu.
- Não a ponto de te jogar num precipício.. — riu mais um pouco, abusando do humor negro. Eu não consegui mover um músculo, nem para rir. — Eu não posso fazer nada, ... você pelo menos está sendo sincera, e se arrependeu. — bufou e voltou a olhar para mim. — Talvez eu também tenha culpa nisso, eu não te dava muita atenção...
- Não, Pétrick... por favor. Não me venha com essa história! A única culpada aqui sou eu e eu estou admitindo isso. — o interrompi, não ia aguentar ele se martirizando por meus erros. Ele se calou por um instante. — Me julgue como quiser... — me calei depois disso, um pouco aliviada por não ter desistido de contar-lhe a verdade.
- Eu não sei o que fazer, Melly... eu estou magoado sim, mas eu já sabia da exisência dessa possibilidade. Mas eu te amo tanto... que eu suportaria passar por cima de tudo isso. — murmurou bem próximo a mim. Ok, eu senti uma faca sendo enfiada em meu peito com essa revelação, ele me amava... a ponto de não ficar bravo e tolerar uma traição. Oh meu Deus! Por que eu não podia corresponder esse amor, ele era mais do que eu merecia, ele era melhor do que eu imaginava... — Mais o que eu te digo agora Mallory, é que preciso pensar... rever meus conceitos. — seus lábios se curvaram numa linha rígida. — Até porque, meu ego foi atingido... — sorriu para mim. Eu deveria corresponder esse sorriso, mas novamente não consegui... — Agente pode conversar amanhã . Er, ... eu penso direito nas coisas, e decido o que eu quero. — depois disso ainda ficamos uma meia hora ali, em silêncio. Apenas observando as ondas, a areia iluminada pela lua, até que resolvemos que era hora de ir para casa.
Quando chegamos na frente de casa, ele não estacionou.
— Acho que vou dormir num hotel hoje, ... agente se fala outro dia, ok? — perguntou para mim enquanto ainda estavamos dentro do carro. Acenti, era mais do que justo um tempo para pensar. Ele me deu um beijo na testa e se foi.
Eu entrei para meu quarto com lágrimas nos olhos, pode parecer besteira... mas Pétrick me fazia sentir um monstro sendo gentil e me tratando bem assim. Eu nem troquei de roupa nem nada, deitei na minha cama e curti meu momento depressivo até adormecer com o gosto salgado das lágriamas. E as lembranças de suas palavras cortantes...
Amanhã seria um novo dia, uma nova chance de eu concertar as coisas....
Notas finais
Desculpem os erros de ortográfia, estou meio cegueta hoje.
Comentem, :)
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