Famous

7 Um clique, um café e um like, por favor


Notas iniciais
Nossa que bloqueio PÉSSIMO eu passei essas últimas semanas Várias problemas pessoais, uma confusão na minha vida, mas finalmente consegui espremer alguma coisa, já peço desculpas se não ficou tão bom :( Ainda não decidi se vai ser uma long ou uma short, mas quero deixar o fluxo seguir, sem ficar bitolada com o número de palavras nem nada do tipo! Obrigada por todo o apoio, significa muito pra mim ♥ quando as coisas vão mal, escrever fanfic é o que me mantem firme, e acho que é o melhor que eu poderia ter

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Um clique, um café e um like, por favor

Parecia surreal, mas Naruto realmente teve uma semana tranquila. Depois do fim de semana conturbado, ele não tinha certeza se conseguiria passar por alguns dias tranquilos, todavia, foi quase como se fosse uma pessoa normal.

Durante a reunião com Danzou e a gestão, deixou que o homem esbravejasse o quanto quisesse — algumas acusações a mais ou a menos não o faziam perder o sono a noite –. Assim que seu rosto desinchou e ele parecia fora da zona de perigo de uma possível convulsão, fez com que o casal assinasse uma nova cláusula de booster de publicidade, que incluía mais algumas fotos, interações nas redes sociais, encontros privativos nem tão privativos assim; o de praxe. Naruto sequer se deu ao trabalho de se importar – uma gota não era nada para quem já estava molhado, e Ino estava levando a situação melhor do que qualquer um faria; ela merecia o crédito.

Uma vez que a agenda de apresentações estava vazia e todos os photoshots de outono já tinham sido feitos, a banda teve um merecido descanso, algo que não acontecia todo dia. Optaram, unanimemente, por permanecerem no apartamento e curtirem a paz de espírito proporcionada por séries de televisão ruins e pizza amanhecida.

Quando podiam usufruir da generosa cobertura, agradeciam por terem conseguido o melhor que o dinheiro podia comprar – o que incluía um estúdio próprio, salas de ensaio e acústica totalmente a prova de som. Gaara e Naruto ensaiaram um pouco na bateria, e o loiro arriscou algumas teclas aleatórias no piano, na esperança de conseguir uma melodia boa o suficiente para compor – estava com essa sensação incômoda em sua mente, como palavras querendo sair para uma música, mas simplesmente não conseguia se arranjar.

Shikamaru ficou a maior parte do tempo em seu quarto, e os garotos não eram loucos de incomodá-lo durante seu período de hibernação. Sasuke, ao seu modo reservado e indiferente, transitava entre a cozinha e o salão de jogos, tocando um pouco com os amigos, mas não o suficiente para participar de uma colaboração.

Na sexta-feira, pela manhã, Naruto acordou com o som irritante do despertador do celular. Tinha um encontro com Ino – sairiam para fazer comprar e tomar um latte na Rodeo Drive, sendo flagrados coincidentemente por uma equipe de paparazzi contratados pela Vocal Records. Ainda que o Uzumaki não negasse seu profundo ódio pelos profissionais, não era como se tivesse muitas escolhas – além da multa rescisória milionária que, de alguma forma, Danzou conseguia tornar maior e maior –. Ino tinha parecido animada com o programa, e mandou mensagem dizendo que passaria pegá-lo com seu motorista perto das dez.

A loira era muito mais que uma boa amiga para Naruto, sobretudo nas últimas semanas. Não se incomodava com as manchetes sensacionalistas e ter seu rosto exposto milhões de vezes no Twitter. Estava sempre pronta para defendê-lo e dizer que as coisas dariam certo – ela sorria, cumprimentava as pessoas e fazia lives engraçadas no Instagram. De todas as formas, Ino ficou infinitamente melhor que o vocalista, naquele quesito.

Suspirou. O reflexo do espelho parecia tão cansado quanto ele se sentia, mas, pelo menos, estava bem vestido – Mei fazia um trabalho espetacular com seu guarda-roupa patrocinado –. Terminou de bagunçar o cabelo – o que não precisava de muito trabalho – e saiu do quarto, pensando se ainda tinha massa para panquecas. Enquanto caminhava pelo corredor assustadoramente grande do apartamento, sua mente voou para centenas de quilômetros, de maneira incontrolável, para a dona dos olhos mais incomuns que ele já tinha visto, e de personalidade mais execrável.

Como chiclete, Hinata Hyuuga estava grudada em seus pensamentos. Não importava o quanto ele a desprezava, quanta raiva sentisse dela, de seus artigos invasivos e mentirosos, da sua editora sensacionalista, o quanto tentava esquecê-la – ela sempre voltava. Naruto apenas não entendia o que o tinha fascinado tanto. Como vocalista da HiNoIshi, tinha conhecido mais garotas bonitas do que podia contar – Ino era uma angel, e os desfiles de lingerie eram realmente outra coisa –. Certamente existia uma quantidade absurda de mulheres muito mais atraentes que ela; mas eram seus olhos, sua pele, seus traços, sua expressão que insistiam em impressioná-lo, mesmo que não quisesse.

Perguntou-se se poderia ser a implicância; o choque de ter conhecido uma garota americana que não caía de amores por ele ligou dentro de sua cabeça uma espécie de fascinação inexplicável e idiota. Quanto mais lembrava das respostas sarcásticas e rudes, mais queria voltar a encontrá-la – e mais se xingava por isso.

Lamentou que Danzou a tivesse envolvido em toda aquela merda burocrática, apenas para proteger a confidencialidade daquela foto, ao mesmo tempo que não acreditava que ela fosse tão inocente assim – ela era estagiária da Famous, afinal; um bando de abutres deploráveis que tinham como objetivo pessoal destruir sua vida.

Passou pela copa, ainda distraído, e encontrou Gaara já acordado, lavando algo na pia. A calça de moletom surrada e o cabelo desgrenhado denunciavam que ele tinha acabado de acordar. O ruivo se virou quando ouviu o barulho das cadeiras.

— Bom dia, Naruto. – cumprimentou em um tom animado.

— Bom. – o loiro respondeu, disperso e irritado; era geralmente assim que se sentia quando a garota morena voltava a atormentá-lo em sua cabeça.

— Alguém acordou com o pé direito hoje. – provocou, tornando a se virar. Naruto não se deu ao trabalho de responder, procurando ingredientes para a massa de panquecas na geladeira próxima ao baterista.

Even when I lay in the bed, she don’t get out of my head, that girl’s gonna drive me crazy. — resmungou, cantarolando conforme as palavras surgiam e ele era incapaz de segurá-las. De repente, Gaara fechou a torneira, virando todo o tronco em sua direção, os olhos arregalados e a expressão franzida.

— Espera, o que foi isso?

— O que? – Naruto pareceu acordar para a realidade, ruborizando um pouco pelo amigo ter escutado – Ah, não foi nada. Apenas algumas coisas que apareceram, não sabia que você estava ouvindo.

— Não lembro de ter lido nada disso no seu caderno de rascunhos. É uma letra nova? – insistiu, ficando cada vez mais eufórico. O loiro não estava entendendo.

— Acho que sim. – deu de ombros – Me surgiu agora, não anotei elas nem nada.

— Naruto! – engasgou, o olhando como se ele fosse uma nova espécie de extraterrestre – Você está sem inspiração há meses— frisou – e de repente começa a cantar na cozinha! Não está percebendo isso?

Naruto estava chocado demais para responder. Não tinha lhe ocorrido que as ideias simplesmente lhe saltavam, sem precisar se esforçar. Gaara e o restante dos garotos sabiam como ele ficava frustrado por não conseguir compor, sobretudo com a pressão feita pelos produtores para gravarem um sexto álbum. Só estava se sentindo agitado, e precisava colocar aquelas frases para fora de sua mente.

— Não, acho que não percebi. – encolheu-se, desviando o olhar. Gaara fez uma espécie de ruído indignado.

— Só achei estranho você não estar mais animado por isso.

Ele não respondeu. A verdade era que não queria reconhecer seus momentos súbitos de inspiração, e seu celular cheio de notas, frases e melodias inacabadas, frutos de instantes criativos cada vez mais recorrentes. Admitir que estava se inspirando novamente implicava admitir que era por causa dela. Sempre que se perdia em pensamentos, lembrando dela, era tomado por uma onda súbita de estímulo, com estrofes surgindo a torto e a direita. Ela. A garota insuportável com quem tinha discutido duas vezes na vida. Era simplesmente patético.

A vibração do telefone o livrou de ter que responder ao amigo, e Naruto saiu mais que rapidamente, respondendo a Ino que já estava descendo. Estar com Gaara era tão agradável quanto era embaraçoso – de modo geral, o Sabaku era mais tranquilo e companheiro que os demais, mas ele também era mais observador, e quase sempre Naruto era acometido por aqueles olhos verdes julgadores, como se ele soubesse o que estava escondendo.

O carro esperava no subsolo. Naruto entrou no banco de trás, cumprimento o sempre discreto motorista particular de Ino. A garota o abraçou pelo pescoço, afastando-se com um sorriso animado. O vocalista tirou alguns segundos para admirar como ela estava bonita, usando uma echarpe colorido e vestido de voal, com joias que só não brilhavam mais que ela própria. Com pouquíssima maquiagem e a boca brilhando de gloss, Naruto se perguntou como nunca tinha se apaixonado de verdade por ela.

Ele e Ino se conheciam a quase três anos, agora. Entre idas e vindas de seu relacionamento falso, compartilharam muitas dificuldades – como, por exemplo, a composição do quarto álbum, quando a banda esteve prestes a se separar; ou quando um produtor de evento quis vetar Ino do desfile principal por achar que ela estava muito gorda. Eles choraram juntos, riram juntos, estiveram apoiando um ao outro em momentos importantes, não somente pelo contrato, mas por serem, realmente, amigos. O loiro nunca sentiu nada além de amor fraternal pela modelo, e sabia que era recíproco; só achava, no fundo, que as coisas seriam muito mais fáceis se namorassem de verdade. Ela seria sua musa inspiradora, e suas letras românticas fariam sentido.

— Eu estou morrendo por um café. – comentou, dando sinal para saírem. Os vidros totalmente escurecidos permitiam uma parca privacidade.

— Não comeu ainda? – verificou seu relógio de pulso, recostando no banco de couro.

— Que nada. – abanou com a mão, mexendo em algo do celular – Fui direto para o estúdio tirar algumas fotos da campanha nova, não consegui parar. – Naruto a fitou com censura, e ela riu – Nem vem. Nós estamos indo comer agora.

— Direto para os lobos. – suspirou. A Yamanaka achava graça na forma como ele se referia aos paparazzi. Tirou uma foto sua descaradamente, o fazendo rolar os olhos.

A Rodeo Drive estava cheia de turistas fascinados e sub-celebridades com sacolas. Naruto, particularmente, odiava aquele lugar – pelo mesmo motivo que Ino amava. As dezenas de lojas de marcas de luxo decoravam o corredor mais famoso de Los Angeles, de modo que era praticamente impossível caminhar na calçada sem trombar com alguém ou ser assediado. O carro parou em um estacionamento vazio, e o casal desceu para a rua ensolarada. Ino deu algumas instruções ao motorista e voltou, segurando a mão de Naruto com firmeza. Juntos, começaram a caminhar.

Não demorou para que algumas pessoas os reconhecessem, tirando fotos com os celulares e apontando aos cochichos. O vocalista fez sua melhor cara de distraído, rindo mecanicamente, enquanto a modelo tirava de letra – jogando o cabelo louro para trás e gargalhando tão naturalmente quanto se ele tivesse lhe contado uma piada muito engraçada.

— Vamos entrar logo. – resmungou entredentes, sorrindo duro.

— Precisamos sentar do lado de fora, você sabe. – ela respondeu, ainda arrumando o cabelo com autenticidade. O loiro reprimiu uma carranca.

Continuaram o cortejo até a Urth Caffe. Naruto parou duas vezes para dar autógrafos, e até mesmo chegou a sorrir de verdade – as garotas eram tímidas e jovens, com seus quinze anos, e seus olhos brilhavam para ele. Aquele sentimento sempre o aquecia, não importava em que merda estava metido. Sentaram-se em uma das mesas na sombra, e logo um garçom veio atendê-los. O coitado estava suando bicas e trocando as palavras, provavelmente por ser sua primeira vez.

— Logo ele pega o jeito. O que não falta é gente famosa por aqui. – Naruto comentou quando ele se afastou, trombando em uma das cadeiras. Ino concordou, teclando furiosamente.

— Já postaram uma foto nossa, olha. – virou o celular e Naruto leu um tweet de alguma blogueira. Rolou os olhos involuntariamente.

— Eu odeio incentivar esses caras. – resmungou – Odeio ter que te meter nisso também. – disse em tom de desculpas, e Ino estendeu a mão para a dele, complacente.

— Estamos juntos nessa. – o tranquilizou – Eu assinei o contrato, também.

— Não porque precisava. – provocou – Quando nós chegamos na Califórnia, você já tinha o que? Duzentos mil seguidores?

— Ah, eu queria ser mais famosa. – deu de ombros – A VS tinha acabado de me contratar e eu não tinha entrado em nenhum desfile ainda. Namorar o vocalista gostoso da banda do momento talvez ajudasse. – ironizou, e Naruto ruborizou, rindo.

Era fácil rir com Ino, mas logo seu rosto assumiu, novamente, a máscara desconfortável e os devaneios longe. Suspirou, se esforçando para parecer animado, pela Yamanaka, que preenchia o silêncio falando sobre seus contratos, desfiles, redes sociais e celebridades que não gostava. O loiro apreciava o esforço, e sabia que, as vezes, não é uma companhia muito agradável. Pediram um café expresso e um cappucino tradicional, junto de alguns bolinhos que só o Uzumaki comeu. Deram as mãos, riram exageradamente e se inclinaram intimamente. Logo aquelas fotos estariam estampadas nos tabloides e Naruto estaria liberado para trabalhar na confusão de seus pensamentos.

Pelo menos foi isso que ele pensou.

Estavam no carro de volta para o apartamento, no meio da tarde, quando Naruto recebeu uma mensagem nada educada da gestão. Com um resmungo derrotado, pediu para o motorista de Ino levá-lo até a Vocal Records – poderia ter ignorado e fingido demência, mas não estava realmente interessado em mais uma das punições megalomaníacas do diretor.

— O que acha que aconteceu? – a loira perguntou, preocupada.

— Não sei. – grunhiu – Talvez mais um dos ataques de pelanca daquele velho. Mal posso esperar para acabar esse contrato. – desabafou, mais para si mesmo. Em momentos como aquele era quando sentia, de verdade, a exaustão de seis anos ininterruptos de carreira.

Pararam no subsolo da gravadora, e Naruto se despediu de Ino, agradecendo a carona. Respirou fundo e entrou no elevador, apertando o número mais alto de andares. A música ambiente era levemente familiar, tão calma que chegava a ser irritante. O loiro colocou a mão nos bolsos, tentado a mandar uma mensagem para Sasuke ou Gaara – mas não queria parecer um covarde, então apenas ignorou.

A porta do escritório já estava aberta, e o vocalista hesitou antes de entrar para a sala exageradamente luxuosa. A vista continuava de tirar o fôlego, ainda que todos aqueles anos – e todas aquelas reuniões – tivessem tirado-lhe o êxtase de Los Angeles. Danzou fumava um charuto importado fedorento, e estava sem seus brutamontes chaveirinhos. Estavam sozinhos, e aquilo era perigoso – Naruto não gostava de se encontrar com o executivo sem a presença de Kakashi, em partes porque ele o tranquilizava e o impedia de dizer coisas estúpidas, em partes porque ele também impedia os abusos de Danzou.

— Ora ora, a minha galinha dos ovos de ouro. – a voz rouca de fumante lhe causava repulsa.

— O que foi dessa vez? – rolou os olhos, sem tempo para as enrolações pretensiosas do homem. Ele soprou a fumaça do charuto, virando-se para o Uzumaki, usando um ridículo terno esverdeado de alguns milhões de dólares.

— Me diga, garoto... – caminhou até a mesa, puxando um tablet grande e fino – Você está necessitado?

— O que? – a pergunta o pegou desprevenido.

— Necessitado, com necessidades sexuais. Se está precisando transar. – gesticulou, como se estivesse falando do clima. Naruto engasgou e arregalou os olhos – Porque se estiver, sabe que podemos arranjar isso, contratar algumas profissionais competentes e solucionar o problema.

— M-M-Mas que porra de pergunta é essa? – gaguejou, aturdido – É claro que não!

— Ah, não? – repetiu, calmamente. Depositou o charuto no cinzeiro e digitou alguma coisa no tablet – Então poderia me explicar o que justifica essa cara de merda aqui? — terminou gritando, com as veias saltadas, batendo o aparelho contra a mesa como se ele não custasse nada.

O loiro se inclinou para ver o tweet com quatro fotos suas e de Ino, de algumas horas antes. Ao contrário do que esperava, não era nenhuma das poses ensaiadas que tinham praticado durante o encontro – e sim fotos onde estava carrancudo, suspirando e com a expressão carregada. Ino saiu falando e gesticulando em todas, dando a impressão de que estavam discutindo.

Problemas no paraíso? Vocalista da banda HiNoIshi e modelo são flagrados em encontro que não parecia estar indo muito bem #naruino http://t.co/dFWp99LU

Naruto não precisou ver o perfil para saber qual era a revista.

— Bem, foi um ângulo ruim. – suspirou, por fim, devolvendo o aparelho para Danzou.

Ângulo ruim?— ele realmente parecia a beira de um novo ataque cardíaco.

— O que você quer que eu diga? – Naruto irritou-se. Não estava em um bom dia, e, as vezes, apenas não conseguia controlar seus impulsos – A culpa não foi minha, eu fiz o combinado! – defendeu-se, enquanto Danzou o fitava furiosamente com os olhos de peixe.

— Devo lembrá-lo do seu contrato, rapazinho? – sua voz baixou dois tons com a ameaça, mas o vocalista não se deixou intimidar.

— Não, porque você sempre faz isso! – exclamou, gesticulando – Você é o nosso produtor, não nosso dono. – o encarou.

— Ah, mas eu sou. – sorriu sombriamente – Eu sou sim.

Furioso, Naruto estava no banco de trás de seu carro, com as mãos tremendo de raiva. Não conseguia pensar direito, o olhar ameaçador de Danzou gravado em sua mente. Sua vontade era pegar algumas centenas de dólares e desaparecer no mundo – algum lugar tropical; ou ir para casa, mesmo que não a chamasse mais assim. Mas estava amarrado. Preso a um maldito pedaço de papel.

Procurando se distrair, pegou o celular em seu bolso. Foi quando percebeu que tinha uma solicitação estranha de mensagem no Instagram.