Famintos
1 Prólogo
Notas iniciais
Espero que gostem, boa leitura.
BroomsVille, uma cidade do interior, conhecida por obter a sede da mundialmente vendida marca de produtos domésticos "Dr. Brilho" que é famosa por ter a fórmula secreta milagrosa que some com a sujeira misteriosamente.
Mark Schmidt um garoto magricela de 18 anos com cabelo loiro despenteado, estava sentado no sofá assistindo atentamente o noticiário que passava na TV.
"A empresa de produtos de limpeza "Dr. Brilho" está sendo acusada de liberar gases tóxicos no ar de modo indevido. A investigação concluiu-se nessa sexta-feira e as acusações são feitas pela "PMA" protetores do meio ambiente. Eles dizem que os gases liberados pela fábrica fazem mal não só ao ambiente, mas também á quem tem contato, tendo possibilidades de efeitos colaterais..." A TV havia sido desligada.
–Ei, eu estava assistindo! — reclamou Mark.
–Os pais de MiYoon estão partindo. — disse Lea, irmã de Mark, uma garota em boa forma de 17 anos, loira com cabelos lisos que vão até o ombro e lindos olhos azuis.
–Ok! — respondeu ele pegando o controle remoto das mãos da irmã. — Mande abraços. — disse ligando a TV.
–Tenha bons modos. — ela bateu em seu braço. — Vamos lá! — puxou e arrastou ele para fora deixando a TV ligada.
"Houve vazamentos nas fábricas da franquia "Dr. Brilho", os 300 funcionários que foram expostos aos gases tóxicos estão em estado crítico.Enfrentando vários processos judiciários, será esse o fim da marca "Dr. Brilho"?"
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–Appa, Omma! — disse Kim MiYoon, uma garota sul-coreana de estatura média com longos cabelos negros e pele clara. — Não vão poder ficar para minha apresentação de ginástica artística? — disse fazendo bico.
–Desculpa filha, mas o nosso voo está marcado para duas e meia. — disse o Sr. Kim abraçando sua filha.
–Não se esqueça de filmar. — disse a Sra. Kim abraçando os dois. — Eu sinto muito de não poder ir, queria tanto... Espero que entenda.
–Tudo bem Omma. — Miyoon deu um sorriso torto.
–Vamos logo! — gritou JangSu, irmão mais velho de MiYoon. — Vamos. — buzinou do carro.
–Estamos indo. — respondeu Sr. Kim. — Se cuida filha — beijou sua testa e entrou no carro.
–Ok Appa. Tchau Omma — deu um último abraço.
–Boa sorte na apresentação. — deu um beijo em sua filha e entrou no banco de trás do carro.
–Tchau maninha. — acenou Jangsu.
–Tchau Oppa. — acenou de volta.
–Tchau senhor e senhora Kim! — gritou Lea acenando animada. — Tchau JangSu! — cutucou Mark.
–Hã?- olhou confuso. — Ah, Tchau. — Mark deu um sorriso amarelo.
Acenaram e saíram com o carro.
Porque seu irmão está indo e você não? — Mark perguntou curioso.
–O irmão dela mora e trabalha em Trounoir, onde fica o aeroporto. — respondeu Lea.
–E por que ela não fica com o irmão dela? — eles entraram na casa.
–Jangsu Oppa tem sua própria vida agora. — MiYoon respondeu pegando as malas no chão. — E também, eu estudo aqui, não tem como eu ir e voltar toda hora.
–Eu vou para minha aula de karate. — Lea mudou de assunto. — Yoon, você vem?
–Sim, eu tenho que ir treinar para minha apresentação, o ginásio fica no caminho. — respondeu. — Vou guardar minhas coisas. — saiu em direção ao quarto e se deparou com John Schmidt, pai de Lea e Mark.
–Olá Miyoon, seus pais já foram? — perguntou dando um leve sorriso.
–Sim. — sorriu de volta.- Que pena que não pude dizer adeus. — disse. — Bom, fique a vontade, é bom ver Lea com amigos. — sorriu e foi em direção à sala e Miyoon foi para o quarto.
–Pai! — gritou Lea ao avistar seu pai. — Pode me levar para o karate? — perguntou abraçando ele.
–Sim, claro. — retribuiu o abraço.
–Ok, o ginásio onde a Yoon vai treinar fica perto, podemos levar ela também. Vou pegar minhas coisas para podermos ir. — disse e saiu.
–Mark estava sentado no sofá lendo um livro enquanto seu pai pegava uma pasta em cima da mesa.
–O representante da universidade vem segunda-feira. — disse John. — Animado? Já sabe o que fazer?
–Eu andei pensando sobre... — Disse Mark se ajeitando no sofá. — Não sei se é isso que eu realmente quero fazer. — disse apreensivo.
–Não sabe? Claro que sabe, você vai ser um grande advogado assim como eu. — disse com rispidez.
–Eu que deveria escolher o que eu quero. — disse impaciente.
–E o que você quer? — pausou e não esperou resposta. — Quer ser um atletazinho que fica atirando flechas em um alvo estúpido? — disse furioso. — Eu permiti que fizesse isso como um hobby, isso não é profissão! — jogou a pasta no sofá.
–Você não se importa com a minha opinião? — gritou de volta.
–Que opinião? Você vai me agradecer por isso, é o seu futuro. Eu sei o que é melhor para você, você não vai ser respeitado se ficar...
–Pai, estamos prontas. — Lea interrompeu.
–Oh, sim, vamos. — pegou sua pasta. — Conversamos depois. — disse para Mark e saiu com as meninas.
Mark furioso socou o sofá e se jogou nele resmungando.
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Na casa ao lado morava Ronald Thomas, técnico em informática, um rapaz alto, forte e bonito com aproximadamente 19 anos. Ele estava nos fundos de sua casa com seu amigo Lewis Miller, um rapaz não tão alto e nem tão baixo, com cabelos escuros desalinhados, pele maltratada e barba mal feita, vestia roupas amarrotadas que aparentemente eram maiores que seu corpo.
Ronald estava com um taco de baseball e Lewis com uma luva e uma bola arremessando para Ron.
–Então, conseguiu alguma coisa com aquela gatinha? — perguntou Lewis arremessando a bola.
–Você acha que se eu tivesse arranjado algo com ela, eu estaria aqui jogando com um desocupado? — riu e rebateu a bola.
–Eu não sou desocupado, só não consegui nenhum trabalho que eu goste... — respondeu pegando a bola do chão.
–Oh, claro. E quando você procura emprego? Você não sai daqui de casa. — disse sorrindo. — Aliás, seus pais te expulsaram? Faz três dias que você dorme aqui. Eu não me incomodo, mas se quiser morar comigo, vai ter que contribuir, não quero um parasita. — disse se preparando para rebater.
–Er... Está bem, vou atrás de algo. — respondeu sem graça. — Se concentre no jogo. — arremessou a bola.
–Ron rebateu tão forte fazendo a bola voar para longe em direção à janela do vizinho fazendo-a quebrar.
–Boa! Da próxima vez joga o taco junto. — ironizou Lewis.
–Caramba! — exclamou Ron. — Vem, vamos lá. — disse indo em direção a casa vizinha.
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Mark ainda estava jogado no sofá. Balançava o pé rapidamente e mordiscava o canto da boca pensativo.
–Ele não vai me forçar a ser advogado — sussurou.- Só porque é meu pai não significa que vai escrever meu futuro, eu que deveria fazer isso.
De repente uma bola de baseball entrou quebrando a janela e caindo em sua cabeça tirando-o de seus devaneios.
–MAS QUE MER... — Gritou se levantando rápido do sofá, reparou que havia uma bola caída em seu colo, ele pegou e observou a bola, olhou para trás e viu a janela estilhaçada, foi em direção a ela e procurou pelo responsável.
A campainha tocou e ele foi confuso atender.
–Oh, olá. — Disse Ron dando um sorriso amarelo. — Eu por acaso deixei cair minha bola aqui.
Então é você o idiota que quebrou minha janela? — disse com raiva.
–Desculpa. Não foi minha intenção. — sorriu torto. — Ai está ela! — apontou para a mão de Mark e tentou pega-la.
Rapidamente Mark jogou a bola em direção a lata de lixo que estava na calçada fazendo cair dentro dela.
–Ops, não foi minha intenção. — Mark sorriu forçado e fechou a porta na cara deles.
–Esse cara devia jogar basquete. — disse Lewis recebendo um soco de Ron no braço.
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Horas havia se passado, Lea e MiYoon chegaram em casa de taxi.
–Ah, estou morta! — Disse Lea entrando em casa.
–Somos duas. — respondeu Miyoon. — Vou tomar um belo banho. — saiu subindo as escadas.
–Ok, eu vou depois então. — Lea disse indo em direção ao jardim dos fundos.
Mark estava atirando flechas com seu arco em um alvo pregado na parede.
–Oi. — disse Lea sorrindo de lado.
–Oi... — Mark respondeu automaticamente enquanto se concentrava no alvo.
–Está treinando para a competição na segunda? Aposto que você vai ganhar. Você é tão bom. — sorriu.
–Queria que o nosso pai pensasse assim. — respondeu arrancando as flechas pregadas no alvo.
–Hoje de manhã vocês estavam brigando não é? Eu ouvi metade.
–Ele quer que eu faça somente o que ele manda, sem se importar com a minha opinião. — se virou para ela.
–Ele só quer o seu bem, você está indo para a faculdade, ele está preocupado. — Disse Lea tentando acalmá-lo.
–Ele deveria se preocupar com o que eu quero, com o que me deixa feliz. Eu não quero ser advogado. — Atirou uma flecha com raiva.
–Se acalma, dê um tempo a ele, vocês podem conversar sobre isso depois. — ela colocou a mão sobre o ombro do irmão. — Nosso pai está estressado agora, ele é o advogado da empresa do Dr. Brilho e eles estão enfrentando vários processos nesse momento. Tente entende-lo. — Mark olhou para sua irmã.
–Está bem, vamos entrar, está ficando tarde. — disse e os dois entraram.
–Vou tomar banho, pede uma pizza. Acho que o papai não virá para jantar... Como sempre. — Lea disse tristonha e saiu.
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Os três comeram pizza e assistiram um pouco de TV na qual só passava os escândalos da empresa do Dr. Brilho. Até que o telefone tocou.
–Alô? — Atendeu Mark.
–Alô, Mark, sou eu. — disse seu pai do outro lado da linha. — Olhe, eu terei que viajar para capital, houve alguns problemas no caso que estou encarregado. — disse com a voz tensa. — Voltarei na segunda para sua entrevista na universidade. Cuide das meninas, tchau. — desligou.
–Eu... — Mark engasgou.
–Quem era? — perguntou Lea.
–Papai, ele vai voltar só na segunda. — respondeu.
–Ótimo, como se fosse a primeira vez que isso acontece. — bufou. — Deveríamos fazer uma festa de protesto.
–Nada disso, eu estou no comando, e digo não! — disse ele com voz de autoridade.
–Seu chato, reclama dele, mas é igualzinho. — mostrou a língua e subiu para o quarto seguida de Miyoon. Mark riu da infantilidade da irmã.
–Ele é um chato. — reclamou Lea.
–Eu acho que uma festa agora não seria uma boa. — respondeu MiYoon.
–Ah é? E de que lado você está? — disse jogando o travesseiro em direção a amiga fazendo-a rir. — E tá rindo de que? — Lea pulou em Miyoon e começou a fazer cócegas nela, as duas começaram a rir até que Miyoon reparou que havia dois rapazes as observando pela janela.
–Lea... Olha. — Apontou.
–O que? — olhou confusa para janela.
Ron e Lewis estavam olhando para elas da janela de frente a delas.
–Ei, seus pervertidos! — ela gritou.
–Calma, não estamos fazendo nada de mais, só estou na janela da minha casa. — Ron respondeu sorrindo.
–Ah, eu posso quebrar a sua cara sabia? Eu sou quase faixa preta. — se gabou.
–Eu adoraria lutar com você. — disse dando um lindo sorriso. — Já está na hora de irem para cama.
–Quer que eu faça vocês dormirem? — Gritou Lewis e Ron o empurrou para o lado.
–Não obrigada. — Lea mostrou a língua e fechou a janela fazendo Miyoon rir.
–Você os conhece? — Perguntou Yoon sentando na cama.
–Sim, aquele é o Ron e o seu amigo que não sei o nome. — ela respondeu sentando também. — Ele é bonito, não? Eu sempre arrumo problema no computador com desculpa dele vir. — Riu. — Mark o odeia.
–Você é uma safada sabia? — Miyoon deu um tapinha no braço da amiga.
–Eu só estou brincando. — ela riu fazendo a outra rir também.
Mark bateu na porta e abriu devagar.
–Meninas, vou indo dormir, boa noite. — disse ele. — E vocês vão dormir também, foi um dia cansativo.
–Boa noite. — as duas responderam e Mark fechou a porta.
–Vamos Yoon, amanhã será um longo dia. — disse Lea.
E mal sabiam eles que o dia de amanhã seria o mais longo de suas vidas.
Notas finais
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