Family

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Então .. aqui ta a continuação ..
até lá em baixo e desculpe qualquer erro '-'

Quando o médico disse aquelas palavras, vocês tem um lindo garotinho, Kurt entrou em choque e a única coisa que ele falava era “Blaine, o quarto é inteiramente rosa”, ele não se preocupou que tínhamos outras coisas a fazer.

- Kurt, temos que escolher o nome. – Disse enquanto nos encaminhávamos até o quarto onde estava Ashley e o bebê.

- Eu acho que já sei. – Kurt caminhava ainda mais rápido.

- Qual? – Sussurrei quando chegamos na porta.

Ele não me respondeu, apenas adentramos o local em silencio. O bebê miúdo estava em um pequeno berço ao lado da cama de Ashley, ele era tão lindo. Kurt então o pegou no colo e o acariciou, seus olhos estavam fechados, ele dormia tranquilo, perdido no mundo dos sonhos sem nem saber que aqui no mundo real, seu pai pirava por ter um quarto rosa.

Kurt me olhou e sorriu, olhar aquela criaturinha frágil só fez minha preocupação aumentar, como eu, um homem totalmente despreparado iria criar um bebê fraco e indefeso?

- Pegue ele Blaine. – Kurt me tirou de meus devaneios.

- Não. – Respondi rápido demais e Kurt me encarou. – Tenho medo de deixa-lo cair. – Dei de ombros e Ashley riu junto com Kurt.

— Não vai deixa-lo cair. – Kurt pôs o pequeno menino em meu colo tremulo.

Cuidei para segurar firme em sua pequena e fraca cabecinha, como era tão pequeno? Estava nervoso e tremulo, o medo me consumia. Foi então, quando estava chegando ao meu máximo, estava prestes a surtar que o pequenino segurou firme em meu dedo e apertou-o, como se dissesse “está tudo bem”.

Seus olhos abriram lentamente e mostraram sua cor clara, eles eram tão pequenos que não consegui identificar a cor real deles, mas eram lindos.

- Rory. – Kurt sussurrou ao meu lado.

- O que? – Perguntei lhe olhando.

- Rory Anderson-Hummel. – Kurt sorriu e concordei. – E parece que ele gostou de você. – Kurt acariciou mais uma vez os cabelos de Rory, ele havia nascido com muitos por sinal.

- É... acha que vou ser um bom pai? – Perguntei e Kurt riu.

- Não. – Lhe encarei. – Tenho certeza.

Paramos ali por um momento, Rory em meus braços segurando firme meu dedo indicador, Kurt me abraçando por trás e acariciando os fios de cabelo do pequeno, parecíamos finalmente uma família.

- Eu vou dar um jeito no quarto, você fica aqui e acerta a papelada? – Kurt perguntou já pegando o celular, mas sem soltar minha cintura.

- Claro. – Respondi lhe olhando rápido e voltando os olhos atentos a Rory.

- Volto mais tarde, cuide bem dele. – Ele me deu um selinho breve e um beijo na testa de Rory e então saiu.

- Somos só nós dois agora amigão. – Falei mexendo o dedo indicador que ainda estava sendo segurado pelo meu filho.

Meu filho. Oficialmente ele era meu filho após assinar o ultimo papel, Rory Anderson-Hummel. Sorria toda vez que o nome se passava pela minha mente, liguei para Cooper lhe contando a novidade, Rachel estava no hospital comigo esperando que terminassem os últimos exames em Rory.

- Kurt está muito maluco? – A morena ao meu lado perguntou.

- Muito. – Concordei e sorri relembrando o castanho no telefone, gritando com funcionários que não pintavam direito ou não encontravam o que ele queria.

Kurt me buscou no hospital, Rory só teria alta no dia seguinte e eu disse que o ajudaria no quarto. Era incrível o quanto Kurt era ágil, o quarto estava praticamente pronto só faltava uma coisa.

- Estava esperando você para isso. – Ele pegou a pequena placa que continha escrito “Bem Vindo Rory” e colocou em minhas mãos. – Temos que por juntos.

- Kurt, como você achou uma placa dessas tão rápido? – Perguntei o encarando assustado.

- Eu tenho meus contatos. – Ele disse triunfante. – Agora, vamos por ou não?

- Grandes contatos. – Virei olhando a porta branca e vazia.

Seguramos juntos a placa, um de cada lado e juntos a colocamos. Estava tudo pronto, um quarto em tom azul claro, com carrinhos e bonecos espalhados.

Fomos dormir, parecia estranho, mas eu queria trazer Rory logo para casa, sei que estava com medo antes, mas agora estou com saudades de telo em meus braços.

[..]

Amanheceu e seria o dia mais feliz, alegre e brilhante de minha vida. Rory estava vindo para casa e eu não conseguia parar de sorrir e dizer o quanto queria tê-lo em meus braços novamente.

- Incrível a mudança de humor repentina. – Kurt ria ao me ver correr pela casa buscando tudo que é necessário para trazer Rory.

- É que.. ele não é o bicho de sete cabeças dos meus sonhos. – Dei de ombros pondo a ultima coisa na bolsa.

- Você teve pesadelos onde nosso filho era um monstro? – Ele me encarou.

- Ah.. não? – Fiquei nervoso e ele sorriu.

- Você fica lindo nervoso, e ficava ainda mais com medo do Rory. – Nosso lábios se encontraram por alguns minutos.

- Precisamos ir. – Me separei e peguei a bolsa.

- Meu filho tem um dia e já roubou meu marido. – Kurt bufou.

- Até parece. – Lhe abracei e beije-lhe mais uma vez.

Saímos em direção ao hospital, acelerei o carro querendo chegar logo, mas todos os sinais ficavam vermelhos. Estava impaciente e nervoso, como mudei assim tão rápido?

Chegamos ao hospital e Kurt pegou Rory no colo, iríamos para casa, mas antes ele queria ir à casa de Rachel. Mudei a rota do carro, Kurt estava atrás ao lado do bebê conforto. Olhava os dois homens de minha vida pelo espelho e sorria igual a um bobo.

- Kurt, Blaine. – Rachel abriu a porta e nos recepcionou. – E Rory. – Ela fez uma voz mais suave ao falar o nome do garotinho.

- Oi irmãozinho. – Finn abraçou Kurt. – Oi Blaine. – Ele me abraçou em seguida. – Parabéns. – Ele olhava Rory.

- Entrem. – Rachel nos deu espaço e sentamos no sofá. – A que devemos a honra?

- Queríamos anunciar uma coisa. – Peguei Rory do bebê conforto e o pus em meu colo.

- O que? – A morena perguntou curiosa com Finn ao seu lado.

- Queremos que vocês sejam os padrinhos. – Disse sorrindo e Kurt me olhou, seus olhos azuis claro, eu conhecia esses olhos, os mesmo olhos do dia do nosso casamento.

- Sério? – Rachel deu um pulo e nos abraçou.

- O Rory, cuidado. – Disse enquanto ela me abraçava.

- Eles são frágeis, mas não são de vidro Blaine. – Ela me encarou e se sentou.

- Blaine virou pai babão, que não desgruda. – Kurt ria acompanhado dos outros enquanto eu estava sério.

Conforme Rory ia crescendo as coisas iam mudando, ele era mais apegado a mim, o que causava ciúmes em Kurt. Corridas de carro para o hospital viraram rotina, ele era um menino agitado e vivia fazendo macaquices e se machucando. Só que eu pensei que depois de tantos anos, depois de grande eu iria parar com essas corridas, mas cá estou, correndo feito um louco pelas ruas de NYC.

Notas finais
Ficou curto, mas neah .. Gostaram ?? mereço Reviews ?? eu amo saber a opinião de vocês, isso me anima para escrever u.u
xoxo.