Famiglia

3 #03 FULMINE, Lambo


Notas iniciais
O que seria de uma tempestade sem o trovão, não é mesmo? E eu adoro o Lambo, adoro mesmo, esse pirralho é tão querido por mim que até dói mas escrever sobre ele foi um bela de uma dor de cabeça haha!

Estalos estranhos saíam de algum lugar da bicicleta a cada pedalada dada, provavelmente vinham de algum lugar perto dos pneus, mas sempre que seus dedos apertavam o freio o som parecia ficar pior, preocupando sua mente que nem sequer sabia onde raios estava o problema.

Tsuna provavelmente ficaria uma arara quando soubesse o que ele havia feito.

Mas ele não havia feito nada!

Ao menos ele sempre poderia colocar a culpa no dono da bicicleta — que não era ele — mas o fato dele estar mais crescido em nada ajudaria na sua desculpa. Quando ele era novo, bastava um choro barulhento e a culpa caía sobre outra pessoa mas agora, estava ficando cada vez mais complicado fazer isso.

Lambo dificilmente sabia quando havia feito algo de errado, visto que todos sempre o deixavam sair impune de seus delitos. Mas ele via o quanto Tsuna se esforçava em mostrar para ele o senso de certo e errado, e ao menos isso ele valorizava.

Tsuna sempre o levava a sério. Independente dele ter se tornado o guardião do trovão tão novo, o décimo sempre o via com atenção, o enxergando como ele realmente era — uma criança— por mais que na maior parte do tempo quisesse se ver longe dele.

E saber disso não o ajudava com seu dilema atual.

Lambo crescera, seu enorme afro diminuíra em tamanho e agora, ele não podia mais esconder pequeno objetos nele, muito menos aquela bazuca que o fazia ir para lugares no futuro.

Ele gostava de ir para o futuro, mas sempre se sentia melhor quando os cinco minutos passavam e ele voltava para o presente.

O presente onde ele podia roubar doces da geladeira e repetir as refeições da titia.

Com um suspiro vencido, o garoto que outrora adorava andar para cima e para baixo com um pijama de estampa malhada, decidiu que lidaria com as consequências de ter estragado a bicicleta de Tsuna e perderia uma tarde de sol em Namimori.

Seus pés doíam por ter caminhado o trajeto de volta, mas ver que tanto a titia quanto o titio o esperavam na varanda com pedaços de melancia, o fez se sentir menos culpado por seus pensamentos.

E quando titio verificou a bicicleta, Lambo viu que talvez, admitir seus erros a si mesmo não fosse algo tão ruim.

— Sem problema garoto! É só falta de óleo na corrente, você a forçou demais, só isso.

E realmente, a honestidade era mais leve do que ele conseguia se lembrar.