Falso namoro
14 Ala hospitalar
Notas iniciais
Zabini estava caminhando sobre a ala hospitalar parecia mais nervoso que a própria garota. A culpa aumentou quando descobriu o diagnóstico, Hermione tinha torcido o tornozelo.
Lembrou quando tinha sido flagrado numa situação íntima com Pansy.
— Hermione. — O negro indagou sentando na beirada da cama. — Sobre o que você viu no salão comunal não significou nada.
— Não me interessa. — Respondeu tomando outro gole da poção horrível que fora obrigada a tomar. — Não me deve explicação nenhuma.
— Mas eu quero me explicar. — Blaise respondeu fitando os olhos castanhos da garota estava sendo sincero. — Eu fiquei cansado de você me dar foras, eu venho tendo meu ego diminuído todas as vezes que nos encontramos.
— Então você resolveu pegar a primeira que apareceu. — Ela concluiu sentindo raiva, tinha ficado com ciúmes e mesmo sobre tortura não iria admitir.
— Sim. — Respondeu sem pensar fazendo a garota ficar indignada. — Quero dizer. — Tentou concertar o que dissera observando a expressão dela. — Pansy é uma garota legal e percebi que ultimamente tem começado a gostar de mim, enquanto eu estou me apaixonando por você.
Declarou deixando Hermione sem palavras, nunca havia cogitado a hipótese dele realmente está gostando dela. Pensou que tivesse numa aposta idiota para ficar com ela e sentiu vergonha pelo seu comportamento.
— Blaise...
— Não precisa dizer nada. — Disse se levantando. — Sei que não sente o mesmo, eu vou deixar você em paz. — Falou indo embora interrompendo o que ela queria dizer.
— Eu também estou me apaixonando por você. — Sussurrou para si mesma.
As horas transcorreram a fazendo observar o teto, pois só poderia receber alta no dia seguinte. Zabini não retornou indicando que realmente a deixaria em paz. A porta da ala hospitalar fora aberta entrando Harry que parecia desesperado.
— Mione. — Falou se aproximando dela. — Eu vim assim que soube. Você está bem?
— Eu estou bem. — Ela respondeu fazendo a expressão preocupada do garoto suavizar um pouco. — Eu acabei torcendo o tornozelo, mas estou tomando poção que está curando e amanhã vou poder sair daqui.
— O que aconteceu? — Perguntou confuso.
Granger contou detalhadamente o que aconteceu antes que fosse atingida por um feitiço.
— Então você duelou com alguém na biblioteca que provavelmente apagou suas memórias. — Harry concluiu. — O que você viu?
— Não faço ideia. — Respondeu esforçando a cabeça, mas só apareceu borrões. — Deve ser algo importante, ninguém apaga memória sem motivo. — Falou sentindo as dores de cabeça regressarem pelo esforço essessivo.
— Zabini contou sobre tudo que aconteceu e pediu que eu viesse vê-la. — Disse sorrindo. — Falou que estava sozinha e precisava de companhia. Ele está triste e cabisbaixo. — Parou ponderando se realmente deveria se intrometer resolvendo continuar. — Eu acho que Zabini gosta de você.
— Eu sei. — Respondeu entristecida. — Estou começando a me apaixonar também.
— Acho que deveria dar uma chance a ele. — Harry falou deixando a grifinória pensativa. — E se acabar magoando você pode contar comigo que vou fazer ele se arrepender, pois ninguém mexe com minha irmã e fica assim mesmo.
Hermione sorriu largamente o abraçando também o considerava seu irmão.
***
As aulas sobre defesas contra as artes das trevas virou tormento para muitos alunos. Alguns estudantes tinham saudades de Snape, pois o novo professor o fazia parecer quase um anjo. Suas aulas eram baseadas em feitiços perigosos e extremamente difíceis e não admitia nenhum erro por partes de alunos ao executar. O professor passeava calmamente sobre a sala verificando as carteiras tentando encontrar o mínimo erro no exercício para tirar pontos das casas e contrário de Snape que protegia sonserina, o atual professor estava sempre pronto para tirar pontos sobre qualquer casa.
Luna ficou incomodada quando percebeu ele permanecer o olhar fixado sobre ela. Queria continuar respondendo as questões sobre a matéria que tinha passado no quadro, porém era constrangedor e acabou o encarando por alguns segundos o fazendo finalmente desviar o olhar.
O sinal tocou fazendo todos os alunos saírem correndo da sala. O ambiente da sala era pesado, ninguém conseguia sentir a vontade ali parecia quase sufocante.
Luna abriu a mochila depositando todos os materiais que tinha usado incluindo pergaminhos e penas. Se levantou caminhando o mais depressa possível para a porta de saída, porém escutou a voz grave do professor.
— Posso falar com você? — Disse percebendo a garota tensionar. — Não vai levar dois minutos, srta. Lovegood.
Luna voltou andando apressadamente parando na mesa dele, queria ir embora tinha planejado visitar Hermione na ala hospitalar.
— Fiz algo errado, professor? — A loira perguntou confusa.
— Não que eu saiba. — Disse sorrindo. — Tenho alguns conhecidos no ministério da magia e soube que descobriram uma pista do paradeiro do seu pai.
— Que pista? — A garota perguntou enforica qualquer notícia naquele momento trazia mais esperanças.
— Era assunto confidencial, mas conseguir convencer que me escrevesse. — Disse abrindo uma maleta pequena que continha inúmeros papéis, tinteiros e outras coisas que Luna não deu atenção. — Não lembro sobre tudo, por isso vou entregar a carta para você caso queira ler com calma.
— Obrigada, professor. — Disse agradecida embora não entendesse o interesse dele querer a ajudar tanto a descobrir onde seu pai estava.
Mas quando ele tirou algumas papeladas de dentro da maleta Lovegood conseguiu visualizar algo que a empalideceu havia ali dentro um objeto pequeno e brilhante era o colar do seu pai.
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