Falso amor

43 Capítulo 43


Notas iniciais
Oi lindas, aqui estou com um novo capítulo, espero que gostem. Bjs e se cuidem s2...

Maria olhou os dois filhos e quase gemeu chorando diante deles ao ver em que situação poderia estar se estivesse grávida de Estevão outra vez.

Luciano notava que algo passava com o silêncio dela, que por isso, ele disse preocupado.

—Luciano: Se ainda não se sente bem, é melhor que volte ao consultório do médico e faça exames, Maria.

Heitor que concordou com a fala de Luciano, também disse.

—Heitor: Acho que o que Luciano diz é o certo de fazer, mãe.

Maria ao ouvi-los arregalou os olhos e sacudindo a cabeça ela disse, temendo fazer qualquer exame naquele momento.

—Maria: Não! Eu estou bem, não irei fazer nenhum exame!

Ela tocou os cabelos de um lado. Tinha que deixar aquele hospital tinha que sair dali. Enquanto Estrela também vendo sua estranheza, disse também.

—Estrela: Se tiver que fazer exames fico com a senhora até o final.

Ela a abraçou e Maria olhou de lado e buscou os olhos de Vivian, o que fez a loira fixar os olhos nela e dizer.

—Vivian: Acho que o que Maria precisa é de descanso e uma refeição bem forte.

Maria respirou fundo. Era mesmo aquilo que precisava. Não precisava de exames algum nem estava grávida. Que assim, assentindo com a cabeça e afastando Estrela dela, ela disse.

—Maria: É isso mesmo que preciso e o que o médico me receitou. Preciso descansar. Não se preocupem.

Ela olhou para os 3 pares de olhos que olhavam para ela depois de sugerirem que ela fizesse exames. E Heitor então, depois de suspirar, disse enfiando suas mãos no bolso da calça.

—Heitor: Então é isso, vá para casa mãe. Vou ver como está meu pai. Depois nos falamos.

Ele deu um sorriso leve e então ela disse, ao segurar em um braço dele depois que viu ele se afastar.

—Maria: Jante conosco essa noite, querido. O dia está acabando então depois que ver ele, te convido para estar com nós filho e até você Vivian.

No final das palavras ela buscou olhar para Vivian, mas sem soltar Heitor. Heitor olhou Vivian que olhava Maria depois do convite e disse.

—Heitor: Se eu for, eu te ligo, senhora.

Maria deu um sorrisinho de lado e o soltou para ele ir até o quarto que Estevão estava.

E depois que ficaram só eles ali, Luciano disse.

—Luciano: Então vamos? Eu dirijo. Hum?

Juntos, Vivian, Maria, Luciano e Estrela saíram do hospital, mas que assim chegaram ao estacionamento, vendo o carro de Maria, Luciano entrou para dirigi-lo, ao lado dela e Estrela foi atrás enquanto Vivian foi até o carro dela prometendo que iria no jantar.

As horas passavam.

Demétrio que esperava ainda no hospital depois que Bruno havia ido embora cansado de esperar a autorização daquela visita, ao final do dia, foi chamado por uma enfermeira para ir até o quarto de Estevão.

Que então ele entrou no quarto. Uma outra enfermeira, segurava um copo com um canudo para Estevão beber água assim. Que depois que ela viu aquela outra visita, ela disse por estar seguindo o que foi lhe passado.

—X: Só pode passar 5 minutos com ele, senhor. Ordens médicas. Boa noite.

Logo em seguida ela saiu levando o copo em uma bandejinha e Demétrio foi até o sofá colocar sua maleta nela. Que quando fez, desabotoado um dos botões do terno que usava, ele disse indo até a frente do leito que Estevão estava deitado.

—Demétrio: Vim das empresas direto para cá e ao lado de Bruno, que teve que ir antes que fosse liberado nossa visita Estevão, mas eu estou aqui. Nos deu um susto.

Estevão respirou fundo. Havia se agitado muito com sua conversa com Maria, por isso havia sido observado e quase que não receberia mais aquela visita de seu amigo e então advogado, que por insistência o médico havia permito mais aquela. Mas só ela. Ele não se sentia bem, não como gostaria de estar, que era bem o suficiente para sair daquele hospital. Mas tinha que falar com Demétrio também e na mesma urgência que antes teve ao querer falar com Maria. Que então assim, ele disse, indo direto ao ponto de sua agonia por mais aquela conversa.

—Estevão: Tem que voltar atrás na decisão que tomei sexta-feira ao chegar da empresa, Demétrio. Não quero mais!

E Demétrio sabendo do que ele falava disse logo.

—Demétrio: Não tem mais como voltar atrás, Estevão. Te dei mais que um dia para decidirmos se usaríamos a carta que estávamos guardando até aqui e achei que tinha sido suficiente ao dar seu aval.

Estevão fechou os olhos pensando em Maria e na conversa que tiveram. Havia dado autorização a Demétrio de fazer algo que só o prejudicaria na tentativa de diminuir os erros que havia cometido contra ela e tentar concertá-los. Que se de uma coisa ele estava mais certo, era que seguia querendo Maria ao seu lado, mas agora não podia ser a força, não como pensava em fazer. Queria ela, sua família de volta, mas não como estava fazendo, não depois da confissão dela que tinha mudado tudo. Seu modo de pensar, as peças daquele jogo, da guerra e da quebra de braço que traçavam desde sua volta.

Que assim ele respondeu Demétrio.

—Estevão: Decidi com raiva. Fora de mim, Demétrio. Tem que haver alguma forma de desfazer essa decisão!

Ele respirou fundo quase que ofegante. Estava perturbado, temoroso com tudo que estava passando. Se Maria fosse inocente teria muitas coisas que desfazer, muitos erros. Palavras ditas, ações feitas que ele sabia que ambas coisas talvez jamais teriam concertos. Mas aquilo que pedia a Demétrio e tinha decidido há um dia, poderia ter volta atrás. Tinha que ter...

Longe dali. Alba estava na sala de estar de Bruno, com ele e Patrícia.

Ela tomava uma bebida em um pequeno copo, sentada em uma poltrona, enquanto Bruno estava em pé fumando e Patrícia, ao lado dele de copo de bebida na mão também.

Estavam todos atentos às desconfianças de Estevão sobre a verdade que levou durante 15 anos como a única.

Que por isso estavam ali debatendo aquele tema. Que assim, Alba disse.

—Alba: Não importa se Estevão está querendo voltar atrás, as coisas com ele e Maria nunca vão ser como antes.

Patrícia então virando para olhar Alba disse nervosa.

—Patrícia: Como não importa, Alba? Maria me colocou contra parede hoje no hospital, depois ele também. Se os dois resolverem buscar a verdade juntos, vão achar! Vão achar e terminar juntos!

Bruno então depois de tragar mais uma vez seu cigarro pensando, disse.

—Bruno: Patrícia tem razão, Alba. Maria e Estevão juntos outra vez é um perigo para a vida que levamos. Maria sozinha com Estevão seguindo acreditando em sua culpa, não terá tanta força assim.

Ele respirou fundo. Outra opção melhor que tinha, era Estevão morto. Se ele tivesse morrido dessa vez ao ter dado entrada no hospital, agora poderia ser ele o futuro presidente das empresas San Román. Claro que poderia ser. Era o mais experiente, o mais sensato ainda que existisse Heitor, sabia que para o bem das empresas San Román ele deveria ser o presidente na ausência de Estevão. Mas Estevão havia sobrevivido, e então tinham que lidar com Maria e a verdade podendo escapar das mãos deles.

Alba sem saber o que se passava na mente de Bruno de verdade, revirou os olhos ao ouvi-lo. Estava confiante que ainda que Estevão começasse desconfiar que havia uma verdade mais forte que a mentira que ele acreditava, não tinha como ele ter Maria ao lado dele, não com tantos erros cometidos ainda mais com um que ela já sabia. Que por isso ela disse, cheia de confiança.

—Alba: Já disse que mesmo que Estevão comece duvidar, juntos não vão ficar.

Patrícia a olhou e se aproximou dela e disse mais histérica.

—Patrícia: E que garantias tem? Estevão nunca esqueceu essa maldita mulher!

Alba então se levantou e contou a eles o que sabia.

—Alba: Maria terá uma surpresa muito em breve vinda de Estevão. Ela vai perder aquela menina para ele. E tenho certeza que ela não será capaz de perdoá-lo por mais uma vez ele lhe tirar um filho, ainda que ele comece acreditar em sua inocência.

Bruno riu e Patrícia abriu a boca sentando no sofá. Sabiam que seja o que Estevão estava planejando, complicaria mais as coisas, mas ainda assim não os deixavam salvos. Já que eles eram muito bem ciente que Maria já tinha de volta seus dois pés dentro das empresas San Román. Que assim, Bruno disse.

—Bruno: Estevão sempre agindo por impulsos e nos beneficiando por isso. Mas ainda temos outro problema que separados ou não, Maria segue sendo a pedra em nosso sapato. Mas por enquanto. Porque ela não vai regressar para Empresas San Roman. Não vai.

Patrícia sentiu o corpo todo arrepiar e se abraçou. Estava naquilo por todos aqueles anos, mas não gostava de saber demais, não queria saber o que de real passava dentro das empresas Roman.

O cheiro de comida incendiava o apartamento de Maria. Luciano havia cozinhado um prato delicioso que conhecia e Estrela havia ajudado ele, enquanto Maria tinha passado o resto das horas que havia chegado do hospital, no quarto sozinha.

Ela tinha tomado um banho e posto um robe preto e longo e depois deitou. Tentou dormir, mas não havia conseguido por entre as lágrimas não deixar de pensar nas palavras de Estevão, no passado doloroso que tinham e ainda na possibilidade de poder estar grávida. Desde que havia regressado ao México, sua vida e seus sentimentos haviam se tornado uma bagunça. Estavam tudo revolto. Estevão era um furacão que bagunçou dentro daqueles 15 anos tudo que ela lutou para pôr em seu lugar.

Enquanto passou aquelas horas dentro do quarto, revivia como um filme cada momento dos últimos dias que tinha passado antes de deixar o país. Primeiro lembrou de sua semana presa e do momento quando Estevão lhe deu a notícia que a deixaria livre, mas em troca tiraria dela o filho deles, depois sua chegada naquela maldita manhã de volta a mansão depois de ter acordado em um lugar que desconhecia. Ela se encolheu entre lágrimas apertando o travesseiro na mão. Revivia a chuva de papéis caindo em cima dela que Estevão dizia ser as provas de sua dupla traição. As palavras dele alta e em bom som que lhe doía o peito só de lembrar.

Ela se virou e olhou para o teto de mão na testa e olhos encharcados de lágrimas.

flashback

— Maria: Estevão, eu não, não o trai! Não o roubei! Por Deus, eu nem sei o que fala! Não sei o que se passa! Eu acho que vou enlouquecer!

Ela levou as mãos nos cabelos querendo acordar daquele pesadelo que estava vivendo. Estevão a pegou nos braços e sacudiu ela. Agora sentia que tudo que viria de Maria e o que ela falasse, seria mentira, seria falso! Então ele disse gritando outra vez com ela.

— Estevão: Não me minta mais, Maria! Já tenho provas que roubou minha empresa e que me traía todo esse tempo!

Maria fechou os olhos deixando grossas lágrimas caírem. Se sentia tão indefesa, tão pequena, tão sozinha, que disse chorando sem poder abrir os olhos.

— Maria: Está me machucando, Estevão! Eu não fiz nada que me acusa! Não fiz nada!

Ela abriu os olhos ao final das palavras e Estevão cansado de vê-la negar a verdade que ele já tinha em mãos, ele disse.

— Estevão: Chega a essa hora em nossa casa e não fez nada, Maria? Vamos ver se vai seguir negando para mim!

Estevão largou Maria de um jeito rude que ela se desequilibrou e caiu na frente da escada. Ali aos prantos sem saber o que fazia, ela levantou o rosto e viu Alba no topo da escada olhando para ela, e como fosse chuva de papel, ela sentiu folhas caírem sobre ela. Eram fotos dela com o amante que Estevão lhe acusava estar, sobre uma cama que ela reconheceu que era aonde tinha acordado pela manhã e muitas cópias do desfalque que ela supostamente estava dando nas empresas San Román junto com seu amante.

— Estevão: Agora negue que não me traiu? Negue que não é a vagabunda que nessas fotos mostram que você é, Maria!

Fim de Flashback

Maria sacudiu a cabeça querendo espantar outra vez o que pensava.

Dentro do quarto dela, ela ouviu que a campainha havia tocado. Havia passado tanto tempo ali que a noite já havia caído e ela não tinha percebido. Que então, ela suspirou imaginando que era Vivian e Heitor chegando para o jantar.

Assim ela se sentou limpando o rosto e foi até o banheiro. Ela então molhou as mãos na torneira da pia e molhou o rosto com elas, se olhando no espelho.

Ela suspirou. Era como que se ouvisse as palavras de Estevão em sua cabeça. O simples mencionar que ele queria buscar a verdade com ela o medo que pôde ver outra vez brilhar nos olhos dele sentido que de fato chegaria o dia que ele lhe imploraria perdão, fizeram com que sua ferida fosse cutucada mais uma vez, lhe trazendo não só a dor de volta em seu peito, mas também toda revolta de vê-lo querer o que agora ela não precisava mais. Enquanto a confissão dele que ele a amava mais clara, era a mesma que ela guardava, mas que não seria capaz de expor.

Ela respirou fundo e sussurrou.

—Maria: É tarde Estevão, muito tarde para me oferecer ajuda e seu pedido de perdão.

Ela então buscou uma toalha de rosto e enxugou ele. Voltando olhar no espelho outra vez ela voltou dizer em outro sussurro.

—Maria: Eu não posso estar grávida. Não posso.

Heitor tinha chegado ao lado de Vivian. Luciano tirou o avental que usou para cozinhar para recebê-los.

E então ele disse, já na sala.

—Luciano: Que bom que estão aqui. Maria vai ficar feliz.

Heitor então o respondeu.

—Heitor: Só vim por ela. Queria saber se ela está melhor.

Estrela que apareceu logo atrás, disse.

—Estrela: Ela está bem, Heitor.

Ela deu um sorriso curto ao irmão. Gostava da preocupação dele com a mãe deles, mas não que fosse maior que a dela. Vivian depois de olhar ao redor, disse.

—Vivian: Eu posso chama-la?

Luciano assentiu com a cabeça e estendeu o braço para direção que Vivian devia tomar, dizendo.

—Luciano: O primeiro quarto á direita é o dela.

—Estrela: Vem, Vivian vou te mostrar onde é e depois vou ao meu.

Heitor então ficou com Luciano sozinho, que disse não muito contente.

—Heitor: Fica bem a vontade no apartamento de minha mãe e até sabe certinho onde é o quarto dela.

Luciano deu soltou um riso com as palavras de Heitor que soaram com toda desconfiança que ele pôde notar, que então ele o respondeu.

—Luciano: Passei todos esses anos ao lado dela, visitas nossas eram comuns lá em Londres, Heitor. Enquanto o quarto, bom ela mora em um apartamento que apesar de amplo, dá para saber cada cômodo. Não pense besteiras rapaz. Fui franco com você no hospital.

Heitor de expressão séria estreitou os olhos. Temia tanto estar sendo enganado só porque pensava que a carência que teve de mãe, o tragava a acreditar em tudo que Maria dizia tão fácil como tirar um doce de uma criança. De fato, ele precisaria daquela verdade, das provas dela para perder o medo e toda insegurança que ainda sentia em relação a mãe. Que depois de ouvir Luciano ele disse não negando seu ainda incomodo em relação a ele.

—Heitor: Ainda assim deve entender que me incomoda vê-lo tão perto dela.

Luciano olhou para o chão e depois o olhando, coçou o queixo e disse brincando com um sorriso nos lábios.

—Luciano: Penso que tem ciúmes da sua mãe. Vem vamos montar a mesa juntos.

Ele deu dois tapinhas no braço dele e andou e Heitor o seguindo até a cozinha, disse.

—Heitor: Não seremos amigos se é o que quer.

Enquanto no quarto de Maria, ela tinha Vivian a observando passar pó no rosto em frente do espelho.

Que assim ela disse depois de se cumprimentarem e Vivian dizer que sairia do quarto com ela.

—Vivian: Lá no hospital senti que queria me falar algo, mas não podia naquele momento Maria e por isso que me convidou para esse jantar também.

Maria deixou sua maquiagem sobre sua penteadeira devagar. Se maquiava para tentar esconder que estava pior do que tinha deixado o hospital, mas não fisicamente. Que então ela disse, mirando Vivian de lado.

—Maria: Está quase se convertendo em minha nora, te convidei por isso e para deixar Heitor mais á vontade também em aceitar esse convite com Luciano estando presente também, Vivian.

Maria procurou um batom para passar. Enquanto Vivian a olhou desconfiada. Era certo que apesar que Heitor e ela terem se estranhado recentemente, uma força já os puxavam para os braços um do outro novamente, mas mesmo que para ela seu relacionamento com Heitor ainda não tinha nome, não era a questão ali e sim o que ela deduzia.

Ela sabia que Maria tinha algo para falar, estava misteriosa quanto ela já a viu estar quando ela havia voltado dormir com Estevão e depois ter se tornado a nova milionária do México e contado a ela ambas as coisas em diferentes momentos. Que então ela disse insistindo.

—Vivian: Hum. Demorou bastante também no quarto com o pai dele e depois passou mal. Quer conversar sobre isso? Se quiser, minha boca é um túmulo.

Vivian depois de falar, sentou na ponta da cama fazendo um sinal de zíper na boca.

Maria a olhou depois de terminar de passar o batom marrom na boca. Uma parte dela queria desabafar com Vivian como amiga, já estava levando horas guardando seu desespero por dentro, mas temia julgamentos e não só dela como de Luciano quando ela contasse que tinha chances de estar grávida. Que então ela disse.

—Maria: Discutimos como sempre. Nada de novo. Enquanto o fato de ter passado mal, estou sobre pressão esses dias, nossa cliente foi assassinada pelo marido, sigo na luta para ter meu Heitor completamente do meu lado, já sou sócia das empresas San Román o que já me leva dentro dela a partir da semana que vem e agora Estevão para em um hospital e tudo depois dele quase morrer em minha frente. Eu não sou de ferro Vivian.

Maria caminhou sentando na cama também e ficou calada. Vivian então deu um curto sorriso e sentou mais perto dela, puxou ela de um lado pelo braço e a respondeu, abraçando-a.

—Vivian: Claro que não Maria. Está passando por tudo isso e não é fácil. Mas pior seria se estivesse grávida, o que foi o que eu pensei assim que te vi caída no chão daquele hospital. Seria um azar e tanto estar grávida do seu ex.

Quando ouviu as últimas palavras de Vivian, ainda que tinha gostado do gesto dela em abraça-la sem que ele precisasse pedir, Maria saltou da cama toda nervosa e disse.

—Maria: Que besteira diz. Não estou grávida Vivian, não estou!

Ela tocou os cabelos e Vivian levou a mão na boca. As duas ficaram se olhando em silêncio, até que Vivian pronta para especificar sua pergunta, a porta do quarto se abriu com Estrela entrando.

—Estrela: Interrompo alguma coisa?

A adolescente olhou as duas e Maria rápido negou com a cabeça, dizendo.

—Maria: Não, meu amor, vamos para sala.

Vivian fixou os olhos olhando Maria e a seguindo para fora do quarto ela disse, baixo para que não fossem ouvidas.

—Vivian: Se quiser te compro um teste. É só pedir.

Maria a olhou em silêncio fazendo um sinal com a cabeça de sim. Mas nada disseram, com todos ali não podiam seguir com aquele assunto.

Na sala de jantar Maria viu a mesa arrumada. Heitor de pé de um lado dela e Luciano de outro e sorriu.

Era madrugada quando Estevão acordou ofegante no meio da noite.

Estava sozinho no quarto do hospital por não ter aceitado que Alba nem ninguém passasse a noite com ele. Precisava ficar sozinho e pelo incrível que parecia sentia que só poderia fazer aquilo onde estava. Estar sozinho parar pensar, para refazer em sua mente tudo que já tinha feito e o que queria fazer e para também chorar. Ele ficou vermelho com as lágrimas vindo de novo nos olhos dele e ele não queria ter plateia para aquele momento. Chorava temendo as consequências de seus atos mais do que a morte.

Ele colocou as mãos nos olhos. Tinha uma agulha com uma borrachinha presa nas costas da mão dele por ele estar recebendo medicação por ali. Ele então se irritou e tirou fazendo o local sangrar. Tinha que voltar estar de pé e fora dali mais que antes.

Uma semana passou.

7 dias que Estevão se mantinha no hospital ainda sem ter alta. Maria não o visitava e também não atendia as ligações que ele tentava fazer a ela. Preso ainda naquele leito, apesar de desesperado para sair, Estevão começou entender que toda sua agonia de deixar o hospital alterava sua condição, que fora a recuperação que teria que passar da cirurgia, ele tinha que ficar bom no hospital para passa-la em casa que alterado como estava estando nos dias passado, só fazia com que sua pressão alterasse e seus exames dessem resultados que não o favorecia. Que por isso ele começou praticar uma fingida e estratégica calma para seu médico liberá-lo.

Durante seu tempo fora da presidência da empresa, Bruno o procurou para pedir autorização de dar ordens que só ele como presidente poderia fazer dentro das empresas San Roman. E Estevão autorizou assinando um documento. Passaria 40 dias depois fora das empresas e o que ele menos queria pensar era em negócios. Os dias passavam e muitas coisas aconteciam com ele ciente que mais uma audiência judicial para pedir a guarda de Estrela se aproximaria. Era a primeira que passaria por uma investigação vigorosa para justiça entender em quem seria capaz de seguir criando e educando Estrela, ele ou Maria.

Alertada por uma carta que havia recebido que teria uma visita de um representante do juizado de menores no apartamento, Maria e Luciano foram rápidos em agir. Já que Luciano ainda estava no país, ele se hospedou em um hotel. Maria era mãe solteira que o tinha hospedado em casa, algo que não teria problemas se ela não fosse uma mulher e Estevão tão sujo como eles julgavam que junto ao seu advogado que a tinha pego de surpresa naqueles dias que parecia que ele abandonaria aquela decisão de tirar Estrela, esperavam qualquer coisa.

Que por isso, ela logo cedo em uma terça- feira de manhã com Estrela na aula, esperava a visita aguardada e em seguida faria o que estava preparada a fazer. Chegaria nas empresas San Roman e tomaria seu lugar.

Uma senhora toda formal e de cabelos cinza e um coque no meio dele, entrava no apartamento dela.

Maria suspirou atrás da mulher que olhava todo o ambiente que vivia a menor de idade que o pai pedia o total poder sobre ela.

Maria suspirou de olhos frios. Estevão não se arrependeria nunca.

Longe dali no escritório de advogados de Geraldo Salgado, Luciano estava com ele. Amigos de profissão, estavam em mais um encontro naquele dia.

Luciano deixaria México em 3 dias mas sentia que devia ficar por mais tempo, ainda mais por saber que Estevão seguiria na briga pela guarda de Estrela. Aquela visita que Maria teria trazia desconfianças a ele que mais uma vez Estevão tinha uma carta na manga como teve ao já ter a prova de paternidade na primeira audiência deles. Que por isso ele disse, por Geraldo estar cada vez mais por dentro de quem era o ex marido de Maria graças a Luciano.

—Luciano: Iria embora em 3 dias. Mas sinto que devo ficar com Maria até ser marcada essa nova audiência que ela terá com Estevão, Geraldo.

Por trás de sua mesa, Geraldo mexeu na gravata vermelha que tinha. Havia perguntado a Luciano na primeira vez que se viram quando ele havia chegado, se existia algo com ele e Maria, Luciano havia negado ainda que confessado que antes, sim, mas não estava tão seguro diante daquela proteção toda que ele tinha por ela. Que por isso ele disse.

—Geraldo: Estevão San Roman, é um homem bem poderoso no ramo empresarial, tem dinheiro e prestigio, mas não é dono do mundo nem de todo dinheiro dele, Luciano. Estou confiante que Maria não perderá a filha para ele. E também estarei aqui caso ela precise de um advogado que a represente.

Luciano suspirou. Tinha se oferecido para estar como advogado para Maria em mais uma audiência, mas ela tinha negado, dizendo que poderia se defender sozinha. Afinal, se o medo fosse o dinheiro que Estevão tinha, fazer com que ela perdesse Estrela, ela também agora tinha o mesmo que ele. A diferença era que Luciano sabia o quanto Estevão podia ser traiçoeiro o usando e Maria não. Que assim, ele o respondeu.

—Luciano: Já me ofereci para representá-la, mas ela não quer. Mas não sei. Acho que enquanto Estevão está no hospital está tramando algo.

Geraldo respirou fundo pensativo disse.

—Geraldo: O conhece e a história deles mais que eu. Se acha isso. Não vou duvidar. Mas quero te fazer uma pergunta, Luciano de homem para homem.

Luciano imaginando o que ele falaria, disse.

—Luciano: Sei que está interessado em Maria. Vi isso assim que falamos dela a primeira vez que voltamos se ver, Geraldo. Então se quer saber se entre mim e ela pode voltar acontecer, algo, minha resposta é não. O que quero dela é só sua amizade como ainda tenho. Isso já me satisfaz.

Geraldo deu um riso de alivio e depois disse.

—Geraldo: Ainda bem, porque não queria que houvesse desavença entre nós, Luciano. Porque sim estou interessado em Maria. Muito e queria perguntar mesmo se havia alguma chance para que voltassem.

Luciano respirou fundo e depois fez um gesto negativo com a cabeça. Não se via como um perdedor além do mais acreditava que tinha mais que Estevão um dia seria capaz de voltar a ter vindo de Maria. Tinha sua total confiança, era ele que ela buscava para conversar, era os braços dele que ela também buscava abraços, ajuda, conforto e buscava ser ouvida. Estevão jamais voltaria ser procurado por ela da maneira que ele era. Apesar da confissão que ainda o amava, Luciano tinha certeza que o abismo que existia entre eles nunca mais faria com que ela se entregasse a esse amor outra vez. Não. Ter ela como Estevão jamais voltaria ter, para ele bastava. Tanto que estava confiante que assim que ela conseguisse o que queria, ela regressaria a Londres e seriam como antes.

Que depois que pensou ele disse.

—Luciano: Me faria um favor Geraldo se quando eu voltasse para Londres se aproximasse mais dela. E sim, eu sei o que estou dizendo e pedindo. Só não podemos deixar que Estevão tenha dela o que já teve. Seu amor.

Geraldo o olhou sério. Se aquilo era uma missão dada a ele, ele cumpriria ainda mais empenhado por saber que seu rival não era o homem que estava em sua frente, que tinha tudo para voltar ter a mulher que queria e sim outro que pelo que ele havia entendido estava em completa desvantagem.

Maria fechou a porta do seu apartamento quando a sua visita depois de olhar todo o lugar que Estrela vivia com ela que era a mãe, tinha lhe feito inúmeras perguntas. Ela revirou os olhos quando foi perguntada quantas horas trabalhava. Dando entender que a resposta dela poderia ser usada contra ela. Claro, ninguém se importava quando o homem passa horas longe do filho ou sai para um momento de lazer sem ele, mas quando uma mulher e mãe faz tais coisas sempre são questionadas com perguntas. Ela passou a mão nos cabelos e sentou.

Se Estevão a amava como havia dito. Por que seguiria tentando tirar a filha dela? Ela revirou os olhos. Era um falso amor. Era tudo mentira o que ele dizia.

Maria então se levantou. Também seguiria no que havia prometido fazer com seu regresso e seria naquela manhã. A guerra continuava. Se era assim que Estevão queria seguir, seguiriam.

Pegando sua bolsa acima do sofá ela lembrou o que tinha dentro dela e não teve coragem de usar, que era um teste de gravidez que Vivian havia conseguido para ela. Ela suspirou, não havia ainda menstruado, mas enquanto aquela suposta gravidez não podia ser evidenciada não seria um problema que ela teria que lidar aquele momento enquanto já tinha muito outros. Que então assim, ela saiu do apartamento.

Nas empresas San Roman.

Bruno estava respirando poder por quase uma semana dentro dela. Se ilusionava com a possibilidade de ocupar a sala e o cargo maior daquela ela empresa para sempre. Quando avisou que passaria mais de um mês de frente a tudo aos que com ele trabalhavam em todo o esquema que fazia por trás do nome daquela grande empresa e distante de qualquer suspeita das maiores autoridades do país, foi comemorado o espaço garantido deles.

Ainda que Bruno esperava a chegada de Maria naquela manhã, não temia já que também tinha cuidado que ela não passasse mais que um dia na empresa.

O tic-tac soava e esperaram para fazê-lo despertar naquela mesma manhã.

Maria dentro do carro seguia para empresas San Roman. Ela parou em um sinal vermelho e respirou ansiosa. Passava na mente seus primeiros passos que gostaria de dar como sócia majoritária na empresa. E o primeiro era se reunir com o diretor de finanças e exigir todos os balancetes mensal da empresa, pelo menos os dentro de 12 meses e tentaria resgatar dos 15 anos antes de tudo acontecer e o primeiro do ano seguinte de sua saída. Se começaria reunir provas do que estava acontecendo abaixo dos olhos e nariz de Estevão, deveria compará-los, um a um até juntar peça por peça e esclarecer porque foi vitima daquela armação.

O sinal abriu e ela afundou o pé no acelerador. O celular dela tocou e no painel mesmo do carro ela atendeu. Que Heitor que estava do outro lado da linha, disse.

—Heitor: Mãe.

Maria abriu um sorriso, era sempre bom ouvir o mãe dele. Que então ela disse.

—Maria: Sim, filho.

Heitor que estava na empresa disse.

—Heitor: Já estou te esperando.

Maria então o respondeu sabendo que ele estava tão nervoso e ansioso para aquele momento como ela.

—Maria: Estou no caminho, querido.

Ela então viu outro semáforo se aproximando, tendo assim que diminuir a velocidade, que ao tentar, Maria percebeu que nada havia mudado e o carro seguia avançando da mesma maneira. Nervosa ela afundou mais o pé e disse com Heitor ainda na linha.

—Maria: Filho, Heitor algo está passando com o freio do meu carro!

Ela não parou de tentar frear enquanto Heitor ao ouvir disse, aflito.

—Heitor: Como? Mãe!?

Maria então o gritou novamente.

—Maria: Heitor!

Quando viu que o carro dela ia avançar o sinal, ela sabia que um outro carro bater nela aquele momento seria inevitável, o que fez ela fechar os olhos e chorar desesperada.

Notas finais
Olá . Estou pausando a história. Voltarei só em julho com o final dela. Qualquer dúvida podem me encontrar no privado, ou ir no perfil la no watpad e na história falso amor que tem um aviso esclarecendo melhor o pq eu a pausei. Obrigada ❤️