Falso amor
73 Capítulo 73
Olá meninas. Eu tinha planos de fazer desse capítulo o antepenúltimo, por isso eu estava demorando para atualizar por querer me dedicar mais nele, porém deixei de ser exigente e fiz o que meu tempo dava para fazer e para assim eu atualizar de uma vez. Então é isso, não ficou como eu queria o capítulo, mas melhor que atualização nenhuma. Beijos!
Estevão necessitou de alguns segundos para entender o que acabava de ouvir de Maria. Como que as palavras dela fossem irreais demais para o momento qual vivia, ele acreditar nelas. Então ele olhou novamente o documento que tinha em mãos, nele as palavras que antes havia lido seguiam lá. Então era certo. Estava livre. De fato, quando já não precisasse estar naquele hospital, voltaria para o lado de sua amada família e que em todos aqueles dias passou a sonhar com tal acontecimento.
—Estevão: Parece mentira o que acaba de me falar e o que eu li aqui, Maria.
Estevão então se ouviu falar, com sua voz nada firme e a mão trêmula segurando ainda o documento que constava sua liberdade.
Maria deu apenas dois passos para se ver mais próxima a ele. Tocou-lhe assim no rosto com uma de suas mãos delicadamente e o acariciou, enquanto com um de seus dedos, ela limpou a lágrima que viu descer dos marejados olhos dele.
—Maria: Mas não é mentira, meu amor. Não é. Você vai para nossa casa quando deixar o hospital.
Ela falou então quase tão emocionada como ele se encontrava no momento. Estevão ao ouvi-la chamar a casa dele com Heitor de nossa, o fez sentir tão mais feliz como pensava que não poderia ser mais capaz de estar naquele momento, e isso desde que descobria que estava livre da prisão que havia sido seu lar por quase 50 dias.
Se ilusionava com um novo recomeço. Com Maria seguindo ao seu lado e junto dos filhos que os uniam. Tudo então parecia tão mais certo e real como já temia que não poderia tornar ou voltar a acontecer: Ele junto outra vez da mulher que amava e filhos.
Ele então largou o papel novamente onde antes esteve, pegou a mão de Maria que lhe tocava no rosto e beijou-lhe a palma, dizendo em seguida.
—Estevão: Acaba de falar nossa casa e tudo depois de me dar essa notícia que com tanta ansiedade esperei, meu amor. Nada pode me fazer mais feliz do que agora estou. Estou livre daquele inferno que me teve na solidão sem você, sem nossos filhos. Eu te amo, querida. Amo-os mais que tudo nessa vida.
Ele voltou a beijá-la agora em ambas as mãos, depois a mirou nos olhos, e quando fez Maria disse.
—Maria: Estevão, meu amor, eu estou tão feliz como você e sei que nossos filhos também estão. Eu te amo querido. Nós te amamos.
Estevão tocou no rosto dela, quando fez, os olhos de ambos se encontraram na mesma mirada intensa e cheia de um amor recíproco.
Maria sentia seus próprios olhos marejarem assim como via que os de Estevão estavam da mesma forma. Que depois de se perder no profundo dos olhos verdes do homem que amava, ela baixou seu olhar e seus olhos foram em direção aos lábios dele, e não precisou de pedido algum para que em seguida as bocas se aproximassem e se unissem em um beijo.
E tudo parecia terminar ali, pelo menos a parte que ainda o atingiam tão injustamente dificultando assim o amor que juntos sentiam e que os uniram ainda que separados.
Entretanto Maria consciente da próxima etapa que teriam que passar, desfez do beijo se separando de Estevão devagar. Tocou nas próprias bochechas por terem descido sobre elas lágrimas enquanto era beijada, e disse.
—Maria: Sua liberdade por enquanto é provisória Estevão. A investigação vai seguir, só agora em rumos diferentes e você deve saber de algo que vai favorece-lo.
Estevão a olhou com atenção. Apesar da maior parte que o movia por dentro era o desejo de voltar ao que fazia, que era beijá-la, ele sabia que não poderia ignorar seu temor de ter que voltar para prisão. Com isso então ele disse sério.
—Estevão: Eu vou me vestir com algo que me trouxe para que possamos conversar.
Maria assentiu agora olhando todo o corpo dele que estava com uma toalha em meio de sua cintura e depois ela se afastou. Estevão em seguida encontrou uma pijama dentro da mala, o pegou e voltou ao banheiro.
Enquanto passava alguns minutos dentro dele, ele se admirou ao notar-se dentro de um simples pijama azul e que tinha hábito em todas as noite usar, quando estava em casa. Aquele simples traje de dormir o fazia se ver como antes era. Apesar de constatar que já não gostava muito de lembrar do homem que tinha sido durante aqueles longos 15 anos.
Quando saiu do banheiro, ele avistou Maria sentada de lado, em um pequeno sofá do quarto. Ela tinha cruzado as pernas, e assim mostrava parte de sua meia calça que deixava suas pernas mais desenhadas onde a saia que usava não as cobriam. Ela olhava para tela do celular e ele assim, ficou olhando-a em silêncio.
Passava a desejar aquele momento se ajoelhar diante daquela não só linda mulher, quanto também nobre de coração e mais uma vez lhe pedir perdão. Não entendia o que a fazia seguir ali com ele. Na verdade, entendia, só era consciente que não era digno do motivo que a fez seguir ao lado dele.
Ainda mais naqueles dias que passavam e que sentia que agora só era o que restava de uma carcaça do homem que um dia havia sido, e que naquele momento tinha muito pouco para oferece-la. Que mesmo assim, ela seguia com ele e o perdão ainda que não falado, ali dado a ele. Dado com ações deixando que as palavras se tornassem totalmente dispensáveis.
Um perdão que não tinha sido no sim dela quando a pediu outra vez em casamento, mas naquele processo. A perca que ambos passaram e o castigo de sua triste cegueira que tinha tirado sua liberdade por um angustiante período.
Maria então estranhando a demora de Estevão, levantou a cabeça e o surpreendeu olhando-a.
— Maria: O que faz aí, me olhando desta maneira, Estevão?
Depois de falar, ela colocou o celular dela devagar em um lado e descruzou as pernas, o mirando em seguida mais atenta.
Estevão então suspirou. O olhar de Maria tinha um ar investigativo, mas nos seus lábios existia um discreto sorriso. Ele só não foi capaz de retribuir o sorriso por estar se sentindo intenso demais. Que sendo tomado por variados sentimentos, ele caminhou devagar chegando mais perto dela, enquanto falava.
—Estevão: Te vejo e ainda não posso acreditar que segue ao meu lado Maria. Não posso acreditar que mereço seu perdão, seu amor, sua presença. Ainda mais como agora estou.
Ele fez uma pausa, suspirou e se olhou enquanto fazia um gesto com as mãos em direção ao seu corpo. E então ele seguiu quando voltou a mirá-la.
—Estevão: A roupa que visto, é muito cara para ser uma simples roupa para que eu possa dormir. Olho ela em mim e lembro do que fui, e fico em uma linha tênue, entre ter sentido falta de ser o Estevão que todos em meu convívio admiravam meu trabalho, meu nome e meu status, e o horror de saber que me admiravam exatamente por tais coisas. Eu não quero ser o que fui mais.
Quando o ouviu, Maria se levantou. Caminhou poucos passos até ele e quando tiveram em uma distância de uma mão entre eles, ela disse.
—Maria: E não vai voltar a ser Estevão. Você vai recomeçar quando sair daqui. Você pode escolher ser um novo homem e como desejar que ele seja. Vamos juntos recomeçar, porque sim, eu sigo aqui e seguirei conforme desejar isso também.
Estevão deu agora um leve sorriso. Sua mão a buscou para ele agora diminuindo a distância, os deixando assim com os peitos quase colados. Ela ergueu a cabeça para mirá-lo melhor, ele então passou agora um braço em volta da cintura dela, quanto o outro ele ergueu e com a mão lhe tocou no rosto.
Assim então ele disse, olhando-a assim como ela fazia com ele.
—Estevão: Meu recomeço consiste em limpar meu nome e procurar outro caminho, que com você ao meu lado, será como minha bússola Maria, meu amor. Você é essencial para mim, nunca mais te deixarei ir de minha vida.
Depois de falar, ele a beijou sem ter tempo de Maria responde-lo. Depois do beijo sem soltá-la apenas apertando-a mais entre seus braços, ele levou o rosto dele para o pescoço dela. Ele então cheirou ali aspirando o cheiro dela, depois beijou de uma forma que a fez se arrepiar.
Maria subiu as mãos nos braços dele, segurou-os apertando enquanto ele já seguia distribuindo beijos onde estava. Que sentindo coisas que a tiraria da razão e da seriedade da conversa que teriam que ter, ela tentou dizer.
—Maria: Estevão, temos que conversar...
Estevão suspirou ao ouvi-la, subiu mais as mãos nela lhe apertando nas costas, e a mirou no rosto quando deixou de beijá-la e disse com ar de suplica.
—Estevão: Vamos para aquele sofá que antes esteve, preciso lhe tocar, beija-la, te ver, Maria.
Maria olhou para o lugar que ele falava, depois sentiu que Estevão fazia ela andar até ele. Ela então riu nervosa por entender qual era a intenção dele, e tocou-lhe o peito para depois dizer.
—Maria: Não estamos em casa, Estevão estamos em um hospital, alguém pode vir, além do mais não está tão bem para fazermos o que pensa.
Ela o olhou calando-se em seguida, enquanto ele, fez um gesto negativo com a cabeça e rebateu as palavras dela enquanto falava.
—Estevão: Já me disse que estou livre, assim posso decidir o que fazer sem sermos interrompido, querida. E não ligue para meu corpo ele é mais resistente do que aparenta.
Ele riu depois de falar e levou as mãos no rosto dela roubando um beijo. Maria então o tocou nas mãos e disse.
—Maria: Estevão o que diz não justifica o que quer que façamos.
Estevão levou ar ao peito de uma forma melancólica, e depois baixo disse.
—Estevão: Por favor, meu amor, seja minha aqui e agora.
Maria suspirou olhando os olhos dele que brilharam demais em um verde cristalino, depois trocou seu olhar para o móvel que ele antes indicava para ser o lugar do encontro deles.
Assim momentos depois, Estevão caminhava devagar até o sofá. Seu movimento o fez sentir seu corpo protestar, mas calado sentou-se devidamente no seu lugar. Maria então depois de ter fechado a porta do quarto por dentro, ela caminhou até ele, dizendo
— Maria: Se eu te ver mal, vamos parar.
Estevão assentiu quando a ouviu, enquanto seu corpo todo já estava ansioso e desejoso por aquele momento.
Maria começou a tirar o terninho que usava, deixando em seguida ao lado de Estevão. Depois ela deu passos para trás e desceu o zíper de sua saia. Ele com as mãos inquietas e acima de seus joelhos, suspirou sem piscar seus olhos enquanto via as mãos dela em um lado de sua cintura, se livrando da peça que vestia.
Ela então deixou a saia escorregar e ele apertou as mãos ainda inquietas, quando viu as meias pretas e transparentes dela cobrindo uma delicada calcinha da mesma cor.
Em seguida ele se obrigou a subir o olhar quando a viu começar a se livrar da blusa, e logo depois com ela na mão voltar a se aproximar dele. Quando fez ela deixou a peça junto do terninho e foi puxada pela cintura por ele.
Ela então parou assim ainda de pé entre as pernas dele. Já suspirando de desejo por tê-lo olhando-a como estava, ela baixou o olhar para mira-lo um pouco abaixo dela, e o ouviu falar com a voz embargada de desejo.
—Estevão: Deixa eu me livrar disso.
Depois só se ouviu um som de um rasgo e o corpo dela tremendo nas mãos dele. Ele acabava de rasgar o pano de sua meia calça e bem ao meio.
Ele respirou pesadamente, olhando o triângulo no centro das pernas dela e ainda protegido com a peça que não demoraria para ir para o lado.
Maria então colocou um de seus joelhos em cima do sofá e ao lado de uma das pernas de Estevão. Ele então aproveitou o caminho facilitado, e com uma mão afastou a calcinha dela e a outra levou ao sutiã.
Ele afastou para cima revelando os seios dela, e fez isso a olhando assim como ela o olhava.
—Estevão: Sonhei tanto com o momento que te teria outra vez assim para mim, Maria.
Ele sorriu mas não com um sorriso ingênuo, quando a ponta de seus dedos encontraram ao meio do corpo dela, tocando-lhe o sexo já molhado.
Ele não a penetrou com os dedos, decidiu senti-la ainda como estava, acariciando-a. Assim então a mirando e com leve movimentos de seus dedos nela, ele disse.
—Estevão: Me quer tanto quanto te quero.
Maria mordeu os lábios e desceu uma mão que encontrou o pulso dele. Quando o tocou, ela também inclinou mais o corpo em direção a mão dele.
—Maria: Estevão...
Ela sussurrou o nome dele, e depois abriu a boca em um gemido mudo quando dois dedos dele entraram nela e sua boca depois de puxa-la de repente mais para ele, teve como alvo os seios dela.
—Maria: Ah, querido.
Ela fechou os olhos e seu outro joelho foi para cima do sofá agora abraçando-o com suas pernas. E ainda usando um par de elegantes sapatos de saltos, ela esfregou um pé no outro para tratar de se livrar deles.
Estevão deixou de tocá-la para segura-la com as duas mãos mais firme. Novamente ele sentiu seu corpo protestar com a urgência de seus movimentos, mas o ignorou enquanto seguia a com a boca alternando entre os seios dela.
Maria jogou a cabeça para trás deixando que ele seguisse lhe tomando os seios daquela forma, sem pressa mas também sem muita delicadeza. Tinha o desejo de sempre vindo dele e o controle de fazê-la enlouquecê-la antes que ele entrasse de fato nela.
Diante dos dias que passou sem Estevão, ela só notava naquele momento que em nenhum sentiu seu corpo tão ansioso por ele, nem mesmo em meio da saudade havia buscado se consolar nas lembranças dos momentos que voltavam a ter. Havia se tornado apenas a mulher sofrida e mãe, enquanto fazia de tudo para voltar a tê-lo.
Agora com ele perto outra vez, perto demais para domina-la e enlouquece-la daquela maneira, mais uma vez constatava que só ele, só sua presença a deixava daquele modo. Tão quente como mulher e desejosa por sexo.
Ela então tocou na cabeça dele, e seu corpo tombou mais contra ele. Estevão sem soltá-la, jogou a cabeça para trás encostando na parte de trás do sofá, e trocou de seio enquanto agora sua mão alisava todo o bumbum dela.
Maria entre gemidos desfrutando dos toques, levou a mão em nas costas e abriu seu próprio sutiã para se livrar dele de uma vez, que quando fez teve que se afastar para tira-lo.
Estevão a olhou com os olhos brilhando de desejo e ofegante, enquanto agora via nenhum impedimento entre ele e os seios dela. Maria em seguida então baixou a mão para parte de baixo do pijama dele, logo ela sentiu seu membro quente, pulsante e totalmente ereto na palma de sua mão.
Ela então desceu a mão e subiu sem surpreender dele usar nada além daquela calça cobrindo onde ela tocava. Assim então ela o beijou, enquanto sua mão seguiu se movimentando de cima à baixo repetidas vezes.
Estevão começou gemer no beijo, e todo vermelho ele tentou falar ainda contra os lábios dela.
—Estevão: Se seguir fazendo isso, não vou suportar por muito tempo Maria. Foram quase cinquenta infelizes dias sem você...
Desesperado, ele fechou os olhos depois que falou enquanto apertava as mãos envolta dos braços dela. Maria já não tendo os lábios no dele, entendeu o que ele dizia.
Ela então deixou de estimulá-lo daquela maneira, juntou mais os corpos e depois Estevão sentiu o corpo dela tomando-o para dentro de si. Ela então gemeu baixo e ele não tão baixo assim.
E quando ela teve ele todo dentro dela. Não se moveu. O olhou, e a mesma coisa ele fez.
—Maria: Vou seguir...
Ela não esperou resposta dele, fez um movimento leve movendo o corpo em cima dele e colocou as mãos ao lado de sua cabeça, segurando no couro do sofá.
Estevão só subiu as mãos levando uma na cabeça dela, tocando-lhe nos cabelos pela nuca. E ofegante, ele disse.
—Estevão: Faça como quiser, não se importe comigo. Faça... faça como quiser.
Maria se moveu mais uma vez, mas tão leve quanto uma pluma. Seu rosto se transformando em puro prazer, sua intimidade mais molhada, mas ainda assim sabendo que não poderia ouvir o que Estevão falava. Que olhando-o, ela o respondeu em um sussurro.
—Maria: Não quero te machucar de novo.
Ela não se moveu mais, parou encostando o rosto no dele e testa com testa. Assim Estevão a beijou faminto dela. Ele alisou uma coxa dela e apertou. Apertou de uma maneira que ela sentiu o desejo de sentir seus toques mais firmes nela, mais por todo o corpo dela ainda que sua razão lhe gritava que tanto o lugar como a situação que ele estava, não era o momento para terem aquele tipo de sexo.
Ela então o afastou com as mãos nos ombros, dizendo.
—Maria: Fique quietinho, Estevão...
Estevão a mirou e com as mãos agora levemente em volta do corpo dela. Ela começou se mover e ele se rendeu. Fechou os olhos e a deixou seguir no controle.
Maria também fechou os olhos, se debruçou mais sobre ele, levando a cabeça ao lado da dele enquanto movia o quadril em movimentos rápidos o suficiente para deixa-la a beira de um orgasmo que dava seus sinais.
Os cabelos negros dela cobriam parte do peito ainda coberto dele o enquanto o cavalgava, e ele abriu os olhos, a pegou nos cabelos com fascínio e os cheirou. E quando Maria gozou, controlando-se ele a apertou em desespero sentindo-se indo com ela. Seu corpo todo tremeu em espasmos e sua boca foi ao primeiro lugar que alcançou no corpo dela para ocupa-la para não gritar, enquanto tinha também um violento orgasmo.
Depois da explosão dos orgasmos, ofegando, Estevão buscou olhá-la e quando fez, pediu.
—Estevão: Necessito de mais, meu amor.
Ele beijou o ombro dela e depois olhou a cama os visualizando ali. Não conseguiu se ver capaz de estar cobrindo o corpo de Maria sem fazer esforço suficiente para que suas costelas não protestassem. Também não tinha certeza se ela o cavalgaria ali. Que interrompendo seus pensamentos lascivos, ela disse.
—Maria: Não vamos abusar mais...
Ele apenas beijou mais o ombro dela, e depois a olhou e disse.
—Estevão: Eu ainda te quero. Não me sente?
Maria suspirou. Ainda o sentia duro. Algo que era culpa daquele desejo acumulado diante daquela forçada separação deles. Que então assim, ela tentou dizer.
—Maria: Estevão, você vai se machucar.
Ela tocou-o no peito. Alisou e depois deu um beijo por cima do pijama.
Estevão sorriu abraçando-a, e disse.
—Estevão: Não importa. Vamos ali.
Ele olhou para cama que era seu leito, e Maria olhou em seguida.
Parecia louco demais fazerem amor naquele leito de hospital. Que quando ela estava pronta a negar, ele se levantou com ela. Em seguida ela saltou rápido para não o ver carregando-a naquela condição.
Estevão então, a puxou por um braço e a beijou rapidamente, e depois andou com ela até a cama. Que no caminho, Maria tentou dizer.
—Maria: Estamos nos comportando como dois jovenzinhos descontrolados, Estevão.
Quando ela falou tentando protestar, ela foi virada. Suas mãos foram até colchão da cama, sua meia calça junto com a calcinha abaixadas e então Estevão estava dentro dela outra vez.
Ela revirou os olhos e segundos depois, ele já se movia freneticamente dentro e fora dela. Ele já não parecia o homem obediente que antes fora quando ela esteve no controle e ela sem nenhuma força de detê-lo.
Amanheceu.
Maria voltava a entrar no quarto de Estevão e com um copo de café nas mãos.
Sendo ainda 7:00h da manhã, ela entrava se sentindo envergonhada e uma inconsequente, quando depois das 5h da manhã, Estevão demonstrar sofrer de intensas dores. Com isso, ele havia sido medicado e ganhado mais alguns dias no hospital.
—Maria: Eu sinto muito.
Quando ela falou, deixou seu copo em uma mesinha ao lado do leito dele, e o viu abrir os olhos.
Ele deitado, sorriu movendo devagar o pescoço para olhá-la. E ainda que sentindo dores no movimento, ele a respondeu.
—Estevão: Eu não. Eu não me arrependo de nada.
Ele ofereceu a mão para ela pegar, que quando pegou, ela disse.
—Maria: Seu médico sabe o que fizemos para que ficasse pior, Estevão. Estou morta de vergonha.
Depois de falar, Maria sentiu que se ruborizava quando lembrava da visita do médico ao leito e encontrando Estevão ruim. Para ela ainda que o médico tivesse sido discreto nas perguntas, ele havia entendido o que tinha passado entre eles dois.
Estevão apenas sorriu outra vez, e confirmou a teoria dela, dizendo.
—Estevão: Sim ele sabe.
Maria soltou a mão dele e respondeu.
—Maria: Não ria. Não tem graça. Você quase chorou de dor essa madrugada.
Ela cruzou os braços. E Estevão fez uma careta ao ouvi-la.
—Estevão: Me quebraram uma costela, isso dói, mas não seria isso que me faria desperdiçar uma noite contigo, Maria. Agora pare hum. Sou mais forte que aparento.
Ela revirou os olhos e depois que o viu oferecendo a mão para ela voltar estar ao lado dele, ela disse forçando-se sorrir.
—Maria: Fomos inconsequentes, diga a verdade.
Ele deu de ombros, beijou a mão dela e depois disse.
—Estevão: O mais prejudicado aqui foi eu, e não me vê maldizendo nosso momento.
Maria suspirou, agora levou a mão dela junto daquele ele pegava e o respondeu.
—Maria: Não estou fazendo isso. Só estou com a consciência pesada. Eu deveria ter resistido.
Estevão de um sorriso de lado, e disse.
—Estevão: Até quando hum? Estou louco para te beijar.
Ele sorriu dessa vez mais largamente, e Maria o respondeu.
—Maria: Nos beijamos muito essa noite.
Estevão negando com a cabeça, justificou o motivo de seu largo sorriso, dizendo.
—Estevão: Não onde eu estou desejando beijar agora.
Ele baixou o olhar para baixo da cintura dela. E Maria quando estava a ponto de responder, bateram na porta. Ela então disse rápido e com um ar de alivio.
—Maria: Deve ser nossos filhos.
Ela caminhou até a porta, e quando ela a abriu, viu Alba. Então ela se virou pra olhar Estevão, que disse a ela.
—Estevão: Quem é?
Maria levou ar ao peito sabendo que o clima qual estavam, mudaria em segundos quando falasse.
—Maria: A conversa que teríamos essa noite, era sobre isso Estevão.
Ela então abriu mais a porta e ele pôde ver quem era.
—Alba: Olá Estevão.
Estevão no mesmo momento sentiu seu corpo rígido. Seu rosto se avermelhou e todo pensamento revoltante e de ingratidão veio em sua mente, referente a Alba que apenas aparecia naquele momento. Sua tia, sua única família de seu próprio sangue depois de seus filhos, o havia abandonado. Não apenas o abandonado, mas também o traiu.
Assim ele estava certo que ela como Bruno, Demétrio e Evandro, com Evandro ainda em vida, tinham tramado tudo o que houve em sua empresa por todos aqueles recorrentes e desgraçados anos.
Assim então, ele disse de tom firme e olhar frio.
—Estevão: O que faz aqui Alba?
Alba ergueu a cabeça, notando que ele deixara de chamar ela de tia naquele momento, a oferecendo um tratamento informal e gélido, menos respeitoso.
Que mesmo abalando-se por dentro, ela se esforçou para responde-lo.
—Alba: Vim limpar seu nome de todas acusações que ainda estão sob suas costas Estevão.
Estevão buscou o olhar de Maria, ela lhe devolveu seguido com um aceno leve de cabeça. O que deu a ele a segurança que o que Alba dizia era verdade. Assim, então ele voltou a olhar cheio de desprezo a mulher, e disse.
—Estevão: E o que pretende fazendo isso? O que quer em troca? Porque não acredito que sua volta apenas agora, vai ser apenas para fazer o mínimo que te cabe em tudo isso, Alba!
Maria caminhou até Estevão quando viu ele levar a mão na barriga ao ter se alterado, assim ela tocou em um braço dele alisando-o, e disse olhando Alba.
—Maria: Nosso acordo não era para vir aqui incomodar, Estevão, Alba.
Alba mirou os dois e o gesto seguido que Estevão fez que foi pegar na mão que Maria o tocava e beijar, e depois disse.
—Alba: Vou dar a vocês o final feliz que tanto gostariam, e é assim que seguem agindo comigo? Ingratos!
Ela se virou como se fosse sair pela mesma porta que entrou. Estevão não se surpreendeu quando entendeu que ela ia, por isso riu sentindo um amargo na boca por saber que levava o mesmo sangue dela, quanto Maria, soltou a mão dele e disse.
—Maria: Não seja hipócrita Alba, você não está nos fazendo um favor. E se for a algum lugar, saiba que será a próxima a ser presa como Demétrio foi. Você escolhe.
Alba parou, tocou na cama e suas mãos ficou segurando o ferro gelado antes de olhar para o casal. Assim então ela se virou e disse.
—Alba: Sinto muito pela perca que tiveram. Sinto muito pelo bebê que perderam.
Estevão então estufou o peito quando disse nervoso.
—Estevão: Não fale de nosso filho! Não é digna que o mencione!
O silêncio ficou entre eles, quando ouviram bater na porta outra vez. Ela foi aberta e então Estrela apareceu. A adolescente olhou os adultos desconfiada enquanto o silêncio permanecia.
Dias depois.
Estevão estava em casa. Estava melhor, seu aspecto físico estava melhorando. Seus visíveis hematomas indo embora, suas noites voltando a ser as melhores dormidas ao lado de Maria e em seu lar junto dos filhos, e isso enquanto aguardava a investigação de seu processo concluir e dar a ele a segurança que estaria de verdade livre. Quanto sua melhor testemunha: Alba. Passava aqueles dias em um hotel, proibida de voltar a pisar na casa.
No escritório dele, ele se reunia com Geraldo. Na próxima semana haveria um julgamento. Nela apresentariam todas as provas orais e concretas a favor de sua inocência, e isso a frente de um juiz. Seria uma única vez sem que precisassem recorrer. Assim Geraldo como advogado acreditava veemente que não recorreria ao caso porque tudo ia a favor de Estevão. Demétrio e Alba estariam como testemunhas e munidos de provas. Bruno ainda no hospital e na mesma condição, estava incapaz de aparecer como testemunha ou um novo réu.
Ao que parecia que ele escaparia da prisão dos homens, mas não a de seu próprio corpo. Estevão girou a caneta qual segurava. Tinha os pensamentos longe. Até que Geraldo se levantando da cadeira à frente da mesa dele, disse.
—Geraldo: Eu já vou. Não temos muito o que se preocupar, Estevão. A vitória será nossa.
Estevão piscou mais de uma vez ao ouvi-lo e depois o olhou, se levantando também.
—Estevão: Espero que assim seja Geraldo.
Ele deu a mão ao homem. Geraldo apertou a mão dele e disse.
—Geraldo: Vai ser. E não esqueça, apesar do julgamento não ser liberado ao público e a mídia, deve esperar que nossa chegada e saída vai ser registrada por eles. Ás empresas San Roman foi por muitos anos conhecida e respeitada no país.
Estevão assentiu e soltando a mão dele, ele disse.
—Estevão: Não precisa me lembrar disso e nem do que foi minha empresa nesses anos todos, Geraldo.
Geraldo deu um sorriso quando o viu indo até a porta.
—Geraldo: Quando vai parar de me ver como um rival, Estevão?
Estevão já abria a porta que segurando no trinco, ele disse.
—Estevão: Nunca, meu caro Geraldo Salgado, mas passarei admirá-lo como profissional se de fato me tirar da mira de todas acusações que recaem sobre mim.
Geraldo fez um gesto com a mão acima da cabeça como que indicasse que entendia seu dever, e o respondeu.
—Geraldo: Considere feito Estevão, e temo que isso que tem contra mim, se mantenha por muito tempo e porque você mesmo quer. Até logo Estevão San Roman.
Geraldo saiu pela porta que Estevão tinha escancarado, deixando-o sem entender sua frase final. Assim então ele fechou a porta desconfiado.
Maria descia a escada quando viu que Geraldo deixava o escritório de Estevão. Ela olhou o relógio do pulso. Passava das 20:00h da noite. Ela então se apressou para descer o restante dos degraus, dizendo.
—Maria: A reunião de vocês demorou.
Ela parou nos últimos degraus e Geraldo trocou de mão a maleta que ele trazia em uma delas, e disse.
—Geraldo: Já contou para Estevão da minha proposta de sociedade, Maria?
Maria olhou para o lado que dava para o escritório de Estevão, negou com a cabeça e voltando a olhar Geraldo, ela disse.
—Maria: Ainda não. Eu tenho que conversar com ele, mas não só sobre isso. Existe ainda algumas pendências que devo arrumar antes que eu reinicie minha vida com essa decisão, Geraldo.
Ela suspirou pensativa. Sabia que existia alguns ajustes como mais que uma confissão para tratar com Estevão. E uma delas era que ela era autora principal do atentado contra ele quando esteve preso.
Logo depois ela se despediu de Geraldo e caminhou até o escritório de Estevão. Ela bateu apenas uma vez na porta quando ouviu que poderia entrar.
De costa para porta Estevão enchia um copo com conhaque. Assim então imaginando que era ela, ele disse ainda sem olhá-la.
—Estevão: Estava te esperando queria lhe contar algo que me passou, querida.
Ele se virou para ela no mesmo momento que ela fechava a porta. Ela então suspirou erguendo a cabeça e disse.
—Maria: Também tenho algumas coisas para falar, querido.
Ela sorriu tentando relaxar. Estevão então lhe mostrou o copo e disse.
—Estevão: Bebe comigo? Acho que depois de tudo que passamos, sinto que podemos tudo, até ficarmos bêbados juntos.
Ele sorriu depois de falar e ela apenas assentiu aceitando a oferta. Ele então se virou de volta ao bar enquanto falava.
—Estevão: Estive pensando em voltar a estudar. Quero fazer mestrado em economia. O que acha?
Maria piscou e sorriu quando o ouviu, no mesmo tempo caminhou até ele e então pegou o meio copo de bebida que ele a oferecia.
—Maria: Eu, eu acho maravilhoso, Estevão.
Ela então o respondeu e bebeu um pouco da bebida forte que ele lhe deu.
—Estevão: Sei que já estou velho para muitas coisas, mas nunca para adquirir mais conhecimentos. Afinal, eu tenho que recomeçar de algum lado depois de não me restar muitas opções.
Maria suspirou quando o ouviu e o observou beber de um longo gole da bebida que ele trazia nas mãos. Com os dias passados ela o via como um peixe fora d’agua, alguém sem rumo e que dele tinha lhe tirado as ferramentas para viver. Afinal desde que o tinha conhecido, o lembrava de vê-lo sempre por trás de uma mesa em um ambiente de negócios, assinando contratos, comprando, vendendo e movendo dinheiro e com ele gerando empregos, oportunidades e mais fortunas a ele e aos envolvidos em seus negócios. E agora com as empresas San Roman por mais de três meses fechada na mão do Estado e com um final medíocre ditado por um leilão, ele já não fazia nada daquilo. Seu império havia ruído como um castelo de areia.
Assim então ela disse.
—Maria: Não está velho para nada Estevão e o apoio. Quando deixei a capital, e nossa filha nasceu, eu também voltei a estudar, me formei em direito e aqui estou.
Ela sorriu e depois ele andou de copo na mão, dizendo.
—Estevão: Quando teve que fugir de mim, e não deixar o país.
Ele deu um riso amargo e deixou o copo na mesa, depois de corrigi-la.
Maria bebeu de sua bebida também. Fez careta, mas só o deixou quando o viu vazio. Assim então ela foi até ele, deixou seu copo ao lado do dele e disse.
—Maria: Sobre isso devo dizer uma coisa Estevão.
Estevão a mirou com um olhar desconfiado e disse.
—Estevão: Quer falar sobre Londres?
Ela assentiu e ele sentiu seu corpo em pura rigidez.
—Maria: Preciso fechar mais um ciclo para nessa nova vida que iremos seguir depois de seu julgamento. Eu preciso voltar a Londres e desfazer minha sociedade com Luciano e o primo dele, Estevão. Preciso voltar ao escritório que dei meus primeiros passos como advogada, e que deixei para trás para estar aqui.
Estevão respirou fundo. Apesar da importância que sabia que teria aquela ação, ele não se sentia seguro e não só por não voltar a vê-la, mas também pelo temor de saber que ela voltaria a estar de frente com Luciano. Alguém que eles todo aquele tempo não voltaram a ver.
Ele então disse.
—Estevão: Não sei se me sinto seguro em saber que estará perto de Luciano outra vez Maria. Esse homem é claramente obcecado por você! Além dele saber tudo que acontecia em minha empresa e do que fomos vítimas.
Maria andou, agora ela indo até o bar de bebida, dizendo.
—Maria: Eu sei Estevão. Mas somos adultos e adultos tem que resolver coisas como essas. Eu não tenho como fugir. Meu nome ainda está ligado com aquele escritório e quero vender minhas ações a eles e me ver livre.
Estevão viu ela se servir, também deu seu copo para que ela servisse de mais bebida e disse.
—Estevão: Está precisando de dinheiro? Geraldo me disse que já tenho 70% de meus bens liberado. Irei ao banco, iremos juntos e te darei o que precisar para que monte seu próprio escritório Maria. Deixe tudo isso para trás querida.
Ele pegou em um dos braços dela, ela se virou lhe ofertando o corpo cheio, e o respondeu em seguida.
—Maria: Eu tenho dinheiro o suficiente para isso Estevão. Mas obrigada querido. Eu só tenho outros planos.
Ela bebeu um pouco de sua própria bebida e andou para longe dele. Estevão mirou o rebolado dela abaixo da saia de um tom claro. Ele bebeu da visão que tinha como fazia com a bebida de seu copo, e falou a questionando.
—Estevão: Que outros planos têm? Compartilhe comigo.
Ela então demorou um segundo para se virar pois olhava um novo quadro exposto naquele lugar que era uma foto dos dois filhos deles. Uma primeira foto dos irmãos convivendo pacificamente juntos como sempre deveria ter sido.
E quando por fim, ela se virou depois de beber um gole de sua bebida, lamber os lábios, disse.
—Maria: Vou me associar com o escritório de Geraldo, Estevão.
Estevão permaneceu imóvel por alguns segundos enquanto ela estava atenta até no movimento que sua barriga fazia ao respirar, e por isso viu quando ele respirou fundo e bufou em seguida.
—Estevão: Agora entendi o que ele quis dizer quando saiu daqui.
Ele riu sem vontade depois de falar não muito contente, puxou a cadeira de frente de sua mesa e sentou.
Maria então fixou o olhar nele e disse séria.
—Maria: Eu não estou pedindo permissão.
Ela tomou mais de sua bebida e também sentou, mas no sofá. E Estevão então a respondeu.
—Estevão: Eu sei que não e não penso proibi-la.
Maria sorriu, cruzando uma perna e o respondeu.
—Maria: Que bom. E eu tenho algo mais ao que contar.
Ela baixou o olhar e circulou a borda do copo com o indicador.
Estevão agora fixou o olhar nela e a instigou falar, quando disse.
—Estevão: O que mais quer me contar, Maria?
Maria levantou o olhar quando ele falou, suspirou enquanto se enchia de coragem e disse alguns segundos depois.
—Maria: Foi eu que autorizei que te atacassem enquanto estava preso, Estevão. Eu sabia que se não tivéssemos um bom motivo para que saísse daquele lugar que esteve preso, não íamos tirá-lo. Já faziam quase 2 meses que estava preso. Eu tinha que fazer com que seu habeas-corpus fosse de uma vez aceito.
Fale com o autor