Falso amor
61 Capítulo 61
Olá lindas está aqui o capítulo de hoje que dedico a uma leitora @LOIANEGoncalves que está lendo desde do começo Falso Amor e que hoje está fazendo aniversário!!! Linda, você que já me divertiu muito com seus comentários e teorias nessa fic, meu muito obrigada primeiramente por me ler e segundo, receba aqui meus bons desejos de que você tenha mais um ano de vida cheio de bênçãos e muita luz! Feliz Aniversário e espero que goste do capítulo!!! Beijos!!!
Maria então ouviu uma voz conhecida chama-la, que quando seu coração que batia rápido reconheceu, pareceu começar se acalmar até ela ouvir dois toques na porta do quarto dela e ela dizer.
—Maria: Pode entrar, Luciano.
Luciano então apareceu, adentrando devagar no quarto dela, dizendo.
—Luciano: Encontrei a porta aberta, entrei temendo não ter ninguém, mas aí está você.
Maria puxou o ar do peito o olhando diante dela depois de não o ver mais desde que ele havia regressado a Londres e então não o ter atendendo ela em suas ligações como naqueles dias. O que a fez olhá-lo receosa e dizer.
—Maria: Não me atendia nem respondia ao menos meus e-mails. Então o que faz aqui, Luciano?
Luciano a encarou sério. Acreditava que estava em uma missão estando de volta ao México, que era pôr em Maria o que ele julgava que ela tinha perdido. Seu juízo, sua razão e o que de verdade a tinha feito regressar naquele país que apenas ele a ajudou quando ela mais havia necessitado. Que então assim, ele a respondeu.
—Luciano: Vim te trazer clarezas do que parece que perdeu Maria e vou esperar que se troque. Estarei na sua sala.
Ele mediu ela com o olhar e Maria notou que tinha aberto seu robe na frente e deixado assim mostrar sua camisola que usava por baixo. Que com mãos enfiadas no bolso da calça, ela o viu dar meia volta saindo do quarto e ela suspirou apenas amarrando as tiras de seu robe em volta da cintura pronta para segui-lo.
Pelas palavras de Luciano ela tinha certeza que a conversa deles seria sobre Estevão. Algo ele sabia ou desconfiava e ela tinha um palpite, que tinha chegado a hora dela contar a ele que estava grávida de Estevão e que voltaria também se casar com ele.
Rápido ela olhou uma de suas mãos e não tinha o anel de compromisso nela. O que fez ela suspirar um tanto aliviada. Não que temia expor mais uma vez seus sentimentos a Luciano e sim que queria respeitar a condição que ela voltava a estar na vida de Estevão que no passado Luciano tentou ter com ela, mas sem êxito.
Luciano esperou com paciência na sala enquanto olhava os regalos que Maria tinha sobre a mesa.
Que fazendo isso, ele ouviu ela chegando e disse de costa da direção que ela vinha.
—Luciano: Eu sei de tudo Maria. Sei que está grávida, sei que aceitou se casar com Estevão outra vez e sei também que você perdeu a guarda de Estrela. Como foi capaz de deixar se levar assim? Como foi tão leviana?
Ele se virou em direção dela, ficando assim os dois de frente um para o outro com apenas alguns passos os separando. Maria puxou o ar do seu peito, ergueu a cabeça mirando ele nos olhos. Não aprovou a forma que foi chamada e temeu que pela primeira vez se visse em uma discussão com ele. O que ela não desejava. Podia entender sua surpresa dele saber de tudo que passava sem ser por ela, mas não sua falta de respeito. Que então assim, ela disse baixo, mas firme.
—Maria: Eu gostaria de conversar civilizadamente com você Luciano, mas se pretende me ofender como fez, é melhor que saía agora de meu apartamento e volte quando estiver mais calmo.
Ela cruzou os braços na frente dos peitos, calando-se enquanto ele a olhou agora soltando o ar da boca em uma tentativa que mostrava a ela que ele escolhia se acalmar. Que então assim, ele disse.
—Luciano: Me perdoe, vou ponderar minhas palavras daqui para frente, Maria.
Ele passou então a mão na cabeça e Maria disse.
—Maria: Assim espero Luciano, porque não lhe dei nenhum direito para que me ofenda muito menos que cobre explicações de questões que só cabe a mim decidir, que só vou dá-las em respeito à nossa amizade e a cumplicidade que tivemos.
Luciano então riu sem um pingo de vontade e rebateu as últimas palavras dela em seguida.
—Luciano: Cumplicidade ao que tivemos? Agora fico no passado já que não precisa mais de mim, não é assim, Maria? Em quem confia agora? Em Estevão que não acreditou em você, que te humilhou e que te destruiu? O que me fez te encontrar naquela miséria carregando uma criança dele como agora está novamente! Como foi tola!
Ele cuspiu as últimas palavras com seu rosto tomando um tom de vermelho. Que de punhos cerrados ele andou na sala. Estava nervoso e lutava para não explodir, que assim, Maria em seu lugar depois de ouvi-lo e sentir sim o golpe das palavras dele, tentou dizer.
—Maria: As circunstâncias agora são outras Luciano! Estevão não tem mais nenhum poder sobre mim! Eu não dependo dele mais para nada!
Quando a ouviu, Luciano riu e disse alto, a mirando quando parou de andar.
—Luciano: Por Deus, Maria se ouça e escute o que está dizendo! Estevão tem tudo outra vez o que sempre quis e você mesma deu!
Maria respirou fundo. Luciano estava transformado em um homem que ela nunca tinha visto, ainda com seu rosto todo vermelho e sua expressão corporal toda pesada, o que fez ela acreditar que ele não ia ponderar nas palavras como antes disse que faria como já não estava fazendo, cutucando assim suas feridas claramente ainda aberta. Que então assim, ela apontou para porta e disse.
—Maria: Vá embora, Luciano. Essa nossa conversa não vai funcionar com você assim. Vá embora.
Apesar de sentir seu corpo todo tremulo ela tentou falar mais equilibrada do que via Luciano estar, mas que em troca ele a respondeu da mesma maneira que antes havia falado.
—Luciano: Quer que eu vá porque sabe que sairá da minha boca apenas a verdade que Estevão te tem nas mãos como teve! Sabe que é assim, Maria!
Maria então não suportou e o gritou, agora ela se alterando ao responde-lo.
—Maria: Não, não é! Se voltei a me entregar a ele, foi por ainda amá-lo e nunca menti a você que depois dele eu nunca voltei a amar outro homem, Luciano!
Depois que falou, ela que andou de mãos nos cabelos, tentando se controlar, já nervosa de coração aos pulos e querendo chorar por se ver diante da verdade de seus sentimentos, mas também os ressentimentos que os deixava de lado para ser feliz. Ou ao menos tentar mais uma vez ser.
Luciano a seguiu com olhar e a respondeu.
—Luciano: Claro que não! Sou prova disso, não é mesmo? Você está dando outro filho a Estevão, vai se casar com ele e ele ainda tem Estrela em seu pátrio poder! Olha o que fez por conta dessa doença que chama de amor, porque é isso que sente por ele, Maria! Como pode amar alguém que te feriu tanto!
Maria quando o ouviu o olhou furiosa, que vermelha e com os olhos queimando em lágrimas, rebateu as palavras dele.
—Maria: Estevão também foi uma vítima do que vivi e todos os dias me demonstra o quanto se arrependeu, Luciano!
Luciano deu outra risada ao ouvi-la, agora mais sarcástica e disse.
—Luciano: Na cama? Sabe que se é assim, outros homens podem dar muito bem o que ele te dá e você rejeita!
Quando o ouviu Maria sentiu que lhe faltou ar que então sem pensar ela caminhou em passos largos até a porta dela, sendo seguida por ele que assim, ela abriu ela dizendo.
—Maria: Já chega! Eu quero que vá embora agora, Luciano!
Luciano segurou a porta e a fechou a batendo. Maria deu um passo para trás e o viu em seguida de costa para ela, encostar a cabeça na madeira da porta demorar alguns segundos daquela maneira, até ouvi-lo dizer baixo.
—Luciano: Eu não sairei até que volte a clareza da mulher que deixei naquele maldito aeroporto em Londres, Maria! Onde está ela?
Ele então devagar se virou para olhá-la e Maria quis chorar angustiada, sufocada até que explodiu de seus olhos as lágrimas que segurou com tanta força até ali, o que fez ela responde-lo chorando.
—Maria: A mulher seca, amargurada que você dizia amar? Essa que quer de volta? Realmente me quer infeliz e nutrindo ressentimentos que me corroíam dia após dia por dentro, Luciano? É essa Maria que quer voltar a ver?
Ela limpou um lado do seu rosto nervosa, e Luciano a respondeu firme.
—Luciano: Sim! Estevão não merece seu amor, sua compaixão muito menos esse filho que espera dele!
Maria depois de ouvi-lo agora levou as duas mãos nos olhos, o que fez Luciano sentindo ir até ela e abraça-la, o que Maria não rejeitou, mas também não o abraçou de volta e ali no meio dos braços dele, ela o respondeu chorosa.
—Maria: Certo, pelo que ele me fez ele não merece, mas o amo Luciano o amo e não posso mais voltar a viver sem ele.
Ela levantou a cabeça para mirá-lo depois que disse e ele a largou e disse a olhando duramente.
—Luciano: Quando entregar as provas que lavam dinheiro na empresa dele terá que aprender a viver sem ele, Maria. Ou não vai denunciá-lo?
Ele arqueou uma sobrancelha, duvidoso, desconfiado e Maria suspirou saindo de perto dele e dizendo baixo.
—Maria: Eu vou denunciar o que acontecesse nas empresas. Estevão é inocente, usaram a empresa dele!
Ela sentou no sofá se sentindo levemente fraca e Luciano a respondeu.
—Luciano: Inocente ou não sabe muito bem que quando essa denúncia for feita e as provas entregues, o nome dele e de sua amada empresa, serão jogados na lama porque ele também será investigado, Maria! Sim você sabe porque você também é uma droga de uma advogada e sabe que Estevão San Roman e sua empresa jamais serão o mesmo depois desse escândalo!
Quando o ouviu, Maria não pôde olhá-lo, apenas lembrar das vezes que já tentou alertar Estevão que quando tudo que estava acontecendo nas empresas San Roman fosse revelado haveriam consequências. Que então assim, ela disse.
—Maria: Eu sei e o já avisei dos riscos que ele corre quando tudo vier à tona.
Luciano se aproximou dela agora sentando ao lado dela, respirou fundo, passou as mãos nos cabelos e depois a olhou de lado. Maria não o olhava, ele julgava que as palavras dele martelavam em sua cabeça o que para ele era bom, por isso seguiu.
—Luciano: Você vai destruí-lo assim como ele fez com você e eu quero ver se o grande Estevão San Roman vai ser capaz de perdoa-la como faz com ele.
Maria o olhou, não sentindo mais forças para manter aquela conversa tão desagradável que sustentavam que então ela disse baixo e mais uma vez.
—Maria: Se preza ainda algo que restará entre nós dois depois dessa conversa, quero que vá embora agora Luciano e é a última vez que me verá pedindo assim. A próxima ligarei para o porteiro do prédio e em seguida o proibirei que volte a estar aqui.
Depois de falar ela se levantou e caminhou devagar até a porta, que pelas costas dela, ela ouviu Luciano dizer.
—Luciano: Não entregou até hoje o que já temos, por isso, não é? Quer poupá-lo. Não tem coragem de fazer o que Estevão te fez, Maria.
Luciano a olhou sério e já em pé. Esperava uma resposta que pare ele, ele já a tinha. Estevão dominava Maria e sempre seria assim.
Maria ali, o olhou de mão no trinco da porta, mas ainda sem abri-la e o respondeu.
—Maria: Eu quero que a justiça seja feita, mas com os verdadeiros culpados que quero saber antes quem são! Por isso ainda não entreguei nada e lembro-me que tinha seu apoio todo esse tempo!
Luciano respirou fundo, caminhando devagar até Maria e com ela presa entre a porta e o corpo dele, ele disse.
—Luciano: Isso foi antes de vê-la dominada por esse homem outra vez. Ele ganhou Maria e você perdeu de novo. Não vê?
Quando Maria estava pronta para empurrá-lo, ele se afastou dela mostrando que não tinha intenção de ainda deixar seu apartamento. E ela o mediu colocando em balanço todos os ataques dele feito em Estevão todo aquele tempo que desconfiada, ela disse, baixo, fria.
—Maria: Qual é sua raiva aqui Luciano? O que verdadeiramente está sentindo? Quer brigar por segundo você me ver nas garras de Estevão, ou porque o despreza, o odeia por um motivo que desconheço?
Ela ergueu a cabeça à espera da resposta dele, enquanto sua mão ia no trinco da porta sem ele ver. Estava sozinha por isso decidia, se ele não saísse, ela sairia e então ele teria que ir embora.
Que ali de costa para porta, ela ouviu Luciano a olhando responde-la.
—Luciano: Claro que eu o desprezo! Eu não esqueci o que ele te fez há 15 anos, Maria!
Ela soltou o trinco analisando toda aquela raiva que Luciano tinha e ainda que sabia que ele tinha sido seu maior defensor e que se estava também onde estava era grata a ele, a raiva que ele sentia não podia ser sentida por ele daquela forma ainda mais com tantos anos já passados. Os ressentimentos ali era apenas ela que podia ter o direito de senti-los e domá-los como ela bem entendesse, que então assim ela andou até ele cheia desconfianças e disse.
—Maria: Como disse o que ele fez a mim, não a você. Cabe a mim apenas julgá-lo e perdoa-lo ou não, não você, Luciano. Então me conte o que eu não sei Luciano e me conte agora mesmo!
Flashback há 15 anos atrás.
Tinha terminado mais um expediente nas empresas San Roman, mas as luzes da sala de reunião estavam acesas ainda que boa parte dela já estivesse vazia. Na larga mesa tinha papeis, garrafas d' água 3 homens e um entrava receoso nela enquanto tocava sua gravata.
Bruno na cadeira que ocupava o presidente da empresa e que não estava ali, olhou a porta, ao lado dele Evandro também olhou e de sobrancelha arqueada ele disse.
—Evandro: Eu não confio nesse homem para tratar esse nosso negócio, Bruno.
Depois de ouvir Evandro dizer todo rabugento, Bruno disse ao olhá-lo de lado.
—Bruno: Calma Evandro. O que vamos tratar precisaremos de aliados. Muitos deles.
Luciano desconfiado olhou um rosto diferente, sabendo que aquele homem que via não era um latino, não podia ser com seus olhos pequenos e puxados. Que então assim, deduzindo que havia sido convocado para uma reunião que não sairia nada de bom nela, ele disse firme.
—Luciano: Eu só estou aqui para dizer que estou fora seja o que for que querem fazer.
Bruno riu, pegou um bloco de folhas da mão do gringo que era um representante do negócio que apresentavam a eles e jogou em cima da mesa mirando a direção de Luciano, dizendo.
—Bruno: Tem muito dinheiro em jogo, tanto dinheiro que jamais poderiam contar. Tem certeza que não quer participar, meu caro?
Evandro que não podia ouvir falar em dinheiro disse logo.
—Evandro: Eu já disse que quero e por isso estou aqui!
O velho se ajeitou no seu lugar, impaciente e segurando sua bengala em pé em meio das suas pernas.
Bruno riu de lado, sabia muito bem dos interesses explicito que Evandro tinha naquele negócio que iam iniciar e que não tinha haver apenas com o dinheiro, que então assim ele disse.
—Bruno: Não só por isso. Sabemos que lhe interessa Maria, Evandro.
Evandro bufou pensando em Maria, a bela morena e jovem mulher que só tinha olhos para Estevão desde que o conheceu.
—Evandro: Não me fale dessa mulher.
Luciano por ter observado calado aquela conversa, e atento ao nome que foi falado ele disse, nervoso.
—Luciano: O que tem Maria no que vão fazer? Deixem ela em paz!
Evandro olhou feio para Luciano, enquanto Bruno sorriu pensando que teria onde convencer o homem naquele plano depois de vê-lo naquela forma. Que então assim ele disse.
—Bruno: Para conseguirmos o que queremos, nossa querida Maria tem que ser afastada de Estevão.
Evandro ao ouvi-lo por dentro dos planos que tramavam, lembrou mais uma vez Bruno do que queria.
—Evandro: Eu quero estar naquele maldito quarto com ela, se isso não acontecer eu entrego todos vocês!
Luciano rápido pôs as mãos na mesa olhando cada um dos homens ali, e disse ainda mais nervoso que antes com aquela conversa.
—Luciano: O que suas mentes doentes estão tramando?! Que quarto estão falando!?
Bruno se levantou cansando daquela ladainha, que desabotoando um botão do seu terno, ele disse.
—Bruno: Sente-se Luciano. Se acalme e leia o que lhe entreguei e então saberá de todos os detalhes.
Luciano bufou enquanto Evandro resmungava vendo nele um rival que também tinha interesse em Maria.
Luciano então sentou e olhou com atenção a primeira folha que tinha na mão, segundos depois trocou de folha olhando a outra e lendo. Tinha um contrato, mas um criminoso, ilegal e tão perigoso que quando ele mirou o gringo calado em sua frente ele poderia ter certeza que ele não era o cabeça daquilo que lia, mas tampouco menos perigoso.
O que regia os homens poderosos no mundo dos negócios era o dinheiro. Grandes empresas podiam patrocinar conscientes e até inconscientes grandes crimes como aqueles que ele via estampado em cada linha que seus olhos passavam em sua leitura nervosa. E ele temeu. Temeu por sua vida, temeu por sua liberdade e pela mulher que também pelo que entendia seria afetada naquele "negócio"
Que então assim ele se levantou e disse mais firme.
—Luciano: Eu não vou participar disso!
Quando caminhou até a porta, ele ouviu Bruno dizer.
— Bruno: E se entrego Maria? Está claro que tem algum interesse nela! Não precisa participar no que leu, mas preciso de sua ajuda para tirá-la dessa empresa de uma vez por todas.
Com a mão no trinco da porta, Luciano disse sem olhá-lo.
—Luciano: Por que precisam afastá-la?
Evandro riu sem vontade respondeu logo.
—Evandro: Porque a esposinha do Estevão está se tornado muito mais perspicaz que ele nessa empresa e pode nos atrapalhar.
Bruno concordou com um aceno de cabeça e quando teve Luciano o olhando, ele acrescentou junto as palavras de Evandro.
—Bruno: Ao que parece o talento de Maria não está apenas no meio de suas pernas e está ficando cada vez mais esperta no mundo dos negócios e por isso ela pode nos atrapalhar. Mas vou te dar um tempo para decidir, Luciano. Só não demore muito, porque nunca se sabe quando o jogo pode virar e você deixar de ser uma peça necessária para ser uma que precisa também ser descartada.
Luciano engoliu em seco entendendo a clara mensagem que Bruno passava a ele. Que mesmo assim deixou a sala sem olhar para trás.
Uma semana depois.
Luciano ao final do expediente caminhava com uma pasta na mão até a sala de Estevão. Quando chegou em frente dela, não viu a secretaria dele na mesa, ele então olhou a hora no seu relógio de pulso, já era tarde então entendeu que a secretária já tinha ido embora e talvez até Estevão. Até que ele ouviu vozes baixas que viam acompanhada de risos que vinham de dentro da sala dele.
Ele chegou próximo a porta e parou quieto para ouvir. O que depois o som que ouviu, era um gemido feminino de uma voz muito bem conhecida por ele, ele então ousou tocar o trinco da porta. Fez devagar quase sem respirar quando conseguiu abrir e ter um espaço mínimo para que sua visão visse o que acontecia dentro da sala.
Ele via no sofá no canto da parede, Maria tombada para trás. Ela tinha o rosto virado do lado a contrário da porta, com seus cabelos negros os cobrindo, com os seios amostra e uma cabeça entre suas pernas de cheios cabelos negros. Era Estevão ali com ela. Claro, quem mais seria se não fosse ele?
Ele então fechou a porta rapidamente temendo ser visto e se afastou dela. Respirou fundo e meditou ainda ali.
Por que muitos tinham tão pouco e outros que tinham muito sempre queriam mais ainda?
Pensou em Estevão enquanto encarava aquela porta de madeira.
Era íntimo dele, considerado um amigo e também seu advogado dentro e fora da empresa, por isso conhecia sua vida e suas finanças como que se fosse sua própria, mas não era. Ele não era rico o suficiente para ter tantos imóveis e carros que não pudesse contar, ele não tinha uma mulher bonita que o amasse verdadeiramente e não por seu dinheiro, não era pai também e profissionalmente também não era bem-sucedido. Começava ainda uma sociedade fora do país, mas que ainda não podia ser garantida como um grande negócio feito. E tudo que ele não tinha, Estevão tinha em dobro.
E o que ele tinha feito para merecer tudo o que tinha? Maria... Era claro que ela era boa demais para um homem de caráter ruim como o dele.
Estevão a merecia? De verdade a merecia? Ele pensou na proposta de Bruno. Pensou que não tinha escolha, assim julgava. Passou a semana toda com medo, fantasiando alguém o seguindo. Então por que não aceitar aquela proposta?
Claro, queria dar termos e condições para aceitar. Maria a mulher encantadora que não podia negar que lhe atraia, não merecia seja lá o que ia passar, ao contrário de Estevão San Roman, sim merecia.
Assim então, ele largou a pasta que tinha na mesa da secretaria, tirou seu celular do bolso, procurou um número em sua agenda e quando discou e foi atendido, ele disse.
—Luciano: Precisamos conversar sobre o que me propôs. Quero garantias de muitas coisas e uma parte para que eu possa sumir.
Bruno que tragou um cigarro sentando em uma poltrona em sua varanda, disse.
—Bruno: Sabia que ia aceitar, meu querido Luciano.
Fim de Flashback
Luciano piscou quando sua mente o levou em um passado totalmente oculto e vergonhoso quando ele olhou os olhos de Maria o encarando desconfiada.
Sentia lástima por si mesmo e por ela pelo que concordou fazer, mas sua lástima era deixada para trás sempre quando via que ela confiava nele, o buscava e ele sempre estava para ela, por ela. Assim não se via como mais um culpado ao que fizeram a ela. Não.
Julgava que ele aceitando ou não, ela seria alvo de Bruno em seu plano de transformar as empresas San Roman em uma caixa forte de um banco. Sem ele, ela teria sofrido mais, sem ele ela teria...
Ele sacudiu a cabeça lembrando do que seu acordo a tinha livrado. Evandro queria estar com ela a todo custo no quarto que ela havia acordado há 15 anos depois de ter sido drogada. Ele impediu o velho de toca-la, mas só não podia ter garantias quando o assunto era o homem que haviam tirado fotos com ela. Havia feito apenas o que estava em seu alcance. A tirando a todo custo de todos que quiseram seu mal, até Estevão San Roman.
Ele despertou de novo de seus pensamentos, quando sentiu Maria batendo no peito dele. Ele sentiu outro tapa depois fixou o olhar nela e viu ela histérica chorando.
—Maria: Você está pensando demais, demais Luciano! O que você me esconde? O quê?
Ele segurou as mãos dela e juntos caíram no sofá. Luciano agarrou Maria querendo controla-la, suas pernas a prendeu e os braços também e ela disse horrorizada com o que se passava em sua mente.
—Maria: Me solte! Luciano, me solte já! Eu não sei quem é mais você! Não sei!
Ela soluçou histérica, com medo, perdida, decepcionada. Ele então disse firme agora segurando o rosto dela para ela olha-lo.
—Luciano: Eu sou o mesmo que esteve com você quando ninguém mais esteve, Maria!
Maria parou de se sacudir o encarando. Se sentia perdida, abalada, sem saber o que pensar. Mas seu olhar mostrava tudo o que sentia e sua decepção. Luciano não podia ser visto por ela como mais um involucrado no que fizeram com ela. Ele não!
Ela então sentiu ele largar ela. Se soltaram e ela respirou fundo, dizendo quase sem voz.
—Maria: Saia do meu apartamento fique longe de mim até que eu coloque meus pensamentos em ordem, Luciano. Eu não quero te ver.
Luciano apenas assentiu perante a decisão dela. Mostrou um papel que tirou do bolso a ela, e disse.
—Luciano: Eu estou nesse hotel. Não estou com pressa de ir embora. Sinto que vai precisar de mim e quando isso acontecer me procure nesse hotel ou me ligue. Eu te atenderei em qualquer hora, Maria.
Maria não pegou o papel, ela olhou então ele colocar ele na mesinha a frente deles e ouviu ele dizer.
—Luciano: Foi Estrela que me contou tudo, mas não se chateie com ela. Só estou tão preocupado com ela.
Maria então ajeitou seus cabelos e ficando devagar em pé, ela disse firme quando o ouviu.
—Maria: Quero que fique longe da minha filha. Não avise a ela que está no país.
Luciano deu um fraco sorriso, porque a menina sabia que ele chegaria naquela manhã por terem ficado em contato desde da ligação dela feita para ele. Que então assim, ele disse.
—Luciano: Ela já sabe. E por favor, Maria, eu praticamente a vi nascer. Não me separe dela.
Maria séria sem querer saber de baixar a guarda perante ao que decidia aquele momento, disse.
—Maria: Enquanto eu não ter certeza que homem é, eu quero você longe dela, Luciano. E se não me ouvir, contarei a Estevão que é o pai dela e não você.
Ela andou rápido parando na frente da porta e escancarando ela, enquanto Luciano parado onde esteve a respondeu.
—Luciano: Eu não tenho medo de Estevão. Mas farei o que me diz porque quero provar que sou digno de sua confiança e que se agora dúvida de mim é que se deixou levar por suas ilusões por Estevão, Maria. Está tão apaixonada quanto no passado foi ainda tão ingênua.
Ele caminhou parando ao lado dela com a porta entre eles, ela apenas subiu o olhar para vê-lo e disse seguindo firme.
—Maria: Adeus, Luciano.
Luciano suspirou, passou pela porta e ao lado de fora antes de ir, ele quis dizer.
—Luciano: Você nunca vai ser feliz com Estevão porque esse passado sempre vai os condenar. Só queria abrir seus olhos e evitar mais sofrimentos, Maria.
Maria então respondeu ele batendo a porta e em seguida fechando ela com a chave.
Ela então de pernas bambas caminhou até o telefone ao lado do sofá, discou um número e esperou ser atendida. Quando foi, ela disse rápido.
—Maria: Preciso de alguém que me ajude com minhas malas e do seu motorista também Estevão, porque hoje mesmo quero estar instalada com nossa filha em sua casa.
Dentro das empresas San Roman, Estevão agradeceu que estava sentado atrás de sua mesa quando ouviu Maria, que caso contrário jurava que não teria resistido em pé tal grandiosa notícia.
Do outro lado da linha, no apartamento dela depois que sem muito detalhes do porquê de sua mudança de opinião a Estevão, desligou a ligação com ele afirmando que faria o que ela pedia, Maria se encolheu no sofá agora sozinha e chorou depois de se ver por todo o lado bombardeada.
Não queria voltar a estar assim na mansão San Roman. Tão desesperada e aflita, mas era assim que estava. Primeiro, se viu pressionada pela lei em ter que fazer aquilo, agora fazia por medo de acontecer alguma coisa com Estrela sobre a influência forte que Luciano tinha sobre a menina.
Como ele mesmo havia dito, ele tinha visto ela nascer e não significava quando ela saiu de seu ventre e sim depois dali e até seus 15 anos. Tinham assim um laço que Maria temia por precisar corta-lo.
Dessa forma, deixaria ela próxima de seu único pai e também mais segura do que estavam ali, que Luciano tinha a liberdade de subir até onde ela morava sem ao menos precisar ser anunciado. Uma liberdade que ela mesma deu. E quanta liberdade havia dado a ele?
Flashback entre os 15 anos decorridos.
Maria estava em um quarto a meia luz e Luciano estava com ela.
Em cima dela, ele a beijava enquanto descia uma alça da camisola lilás dela. Ela mesma havia escolhido para ocasião. Seu peito enquanto ele beijava e descia lentamente os beijos, subia e descia com sua respiração acelerada e não porque estava excitada e sim porque se sentia nervosa.
Era como que fosse virgem outra vez. Mas ela quando pensou em sua primeira vez lembrou que esteve tão molhada e tão sedenta que ignorava totalmente o fato de que o homem que a faria mulher tinha um membro de assustar qualquer mulher em sua condição inexperiente.
Estevão. O único homem que ela tinha tido na vida até ali, que tentaria se arriscar ao fazer amor com outro.
Lágrimas então desceu dos olhos dela com ela calada ainda imóvel, tendo a boca de Luciano levemente lhe sugando no seio nu que ele revelou. Nada ela sentiu onde deveria sentir. Estava fria como mulher. E quando a mão de Luciano ousou entrar entre as pernas dela ela soluçou sem perceber ainda que se manteve imóvel.
Luciano então acendeu o outro abajur para ver ela melhor e a olhou com o rosto molhado em lágrimas, que só fez ela dizer.
—Maria: Eu não consigo, Luciano. Me perdoe. Eu tentei te amar como merece, mas não consigo.
Ela levou a mão no rosto sofrida, envergonhada e se sentindo culpada.
E o que sentiu depois foi Luciano levantando o pano da camisola dela a cobrindo de novo e dizendo.
—Luciano: Tudo bem Maria. Não vou te forçar a nada.
Ela sendo incapaz de olha-lo, sussurrou outra vez.
—Maria: Me perdoe.
E ele apenas disse.
—Luciano: Dormirei essa noite no quarto de hóspede, amanhã vou embora ok.
Ela não deu resposta apenas ouviu a porta do quarto dela bater.
Na manhã seguinte, imaginando que ele já teria ido embora, ela o pegou fazendo panquecas com Estrela ambos de avental e a pequena ainda o auxiliando.
Quando os dois a viram ali sorriram para ela e ela sorriu de volta. Ela tinha a chance de ter uma família nova com Luciano ali, mas era uma pena que não conseguia ser a esposa que caberia seu papel nela.
Fim de Flashback.
Maria limpou as lágrimas em dúvidas dos seus sentimentos perante a Luciano. Ele havia sido tão perfeito e bondoso com ela em todos aqueles anos. Então como não pôde ama-lo? Como aquele homem poderia fazer mal a ela como fizeram?
Ela então olhou o cartão do hotel e pegou pensativa.
E se foi injusta? Ou pior, se foi cega demais?
Por trás de uma bondade demais, poderia haver um grande vilão. E esse era caso de Luciano? Ele era mais um vilão no meio de quem a separou de Estevão?
Longe dali. Bruno não estava disposto a trabalhar desde da morte de Patrícia.
Trancado em seu escritório dentro de sua casa, ele encarava as mãos.
Elas haviam sido a arma que a matou. Ele sentiu novamente aquela perca.
Sabia que seria aquele final dela, mas não imaginava que seria ele dar.
Ele apenas teve que fazer uma escolha, ele ou ela. E lógico que ele teve uma de imediato.
E tudo porque ela havia se tornado uma ameaça aos seus negócios que desgraçadamente agora ele que chantageava, se encontrava sendo chantageado.
Como em um jogo de Xadrez com ele sendo a peça mais importante dele, sendo o rei, agora capturado ele havia se transformado em um súdito. Afinal, ele que havia aberto as portas da empresa San Roman que julgava ser um dos maiores esquemas de lavagem de dinheiro que existia no país. Sim, estavam orgulhosamente no ranking.
Com as autoridades ainda cegas com o que faziam, mas os maus feitores como ele, não. Por isso havia sido domado em um momento de vulnerabilidade com Maria de volta e ameaçando por seu castelo de dinheiro ao chão.
Acabar com ela acabou sendo algo arriscado demais para ele tomar partido, mas tão preciso que seus sócios que não se tratavam dos presentes na empresa, intervieram. Patrícia foi uma eliminada a próxima era tão evidente, apenas se Alba ou até Daniela esposa de Demétrio, não fizessem nada como Patrícia tentou fazer.
Assim bateram na porta dele. Uma empregada apareceu anunciando alguém.
Que então quando ele viu a pessoa entrar com uma arma na mão apontando para ele, depois que a empregada se foi, ele riu dizendo.
—Bruno: É assim que cumprimenta um velho amigo depois de tanto tempo sem nos ver, Luciano.
Luciano em nenhum momento baixou a arma que então, disse.
—Luciano: Não sou imbecil em estar diante de você sem uma arma na mão, Bruno. Sei que matou Patrícia ou mandou matá-la.
Bruno pegou um charuto turco de uma caixa em sua mesa, o acendeu despreocupado e depois que deu um trago, disse.
—Bruno: Eu já não mando em nada aqui. Sente- se que eu te coloco a par das últimas novidades.
Longe dali na casa de Demétrio. Daniela que seguia não servindo para nada, a não ser para gastar o dinheiro do marido junto a sua sobrinha e guardar os mais obscuros segredos do marido, andava nervosa enquanto Demétrio estava em casa para almoçar.
Que então assim, ele disse com um copo de conhaque na mão enquanto estava sentado em um sofá da sala.
—Demétrio: Pare de andar mulher, você está me deixando tonto!
Daniela parou, se agachou próximo a ele lhe tocando em um de seus joelhos e disse.
—Daniela: É que estou nervosa, Demétrio! Acha mesmo que o que pensa em fazer vai dar certo? Eu tenho medo de Bruno. Patrícia morreu e claro que foi ele que a matou ou mandou!
Demétrio tomou de um gole de sua bebida pensativo e depois buscou olhar Daniela, para responde-la.
—Demétrio: Não tenha medo dele. Agora um cachorro maior ladra as ordens a ele, Daniela. Bruno vai cair e eu não irei cair com ele.
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