Falso amor
36 Capítulo 36
Notas iniciais
Estevão entrou no carro depois que saiu do hotel com a cara de poucos amigos. Ele bateu a porta do carro e de depois largou o casaco de Maria no banco ao lado dele, o ligou e dirigiu, deixando atrás dele cada momento que teve com Maria, que de novo a realidade deles trazia a verdade a ele do desgosto que o que tiveram não resolvia nada e sim cutucava mais as feridas que tinham.
Que mesmo ciente que o que tinham vivido havia ficado atrás das quatros paredes que foram testemunha da entrega deles, Estevão queria falar com Maria, reclama-la do porquê ela havia deixado o hotel sem ele, mas ele sabia que pela forma que foi abandonado por ela, ela não o atenderia e que provavelmente, ela faria com ele como tinha feito quando haviam se entregado depois de 15 anos ao desejo que ainda sentiam. Que por isso, ele deixaria os questionamentos que queria fazer a ela, serem pessoalmente, afinal se ela em algum momento havia esquecido que ainda naquela manhã de sábado eles se veriam, ele não.
Que dirigindo rápido até a mansão, Estevão só focou no que tinha que fazer, que era chegar em casa tomar um banho para depois deixá-la e buscar Estrela para sua primeira visita a ele naquele final semana, como assim o juiz havia decretado depois dos direitos dele como pai serem garantidos. O que ele pensou que Maria não escaparia dele naquela manhã nem se quisesse...
Enquanto longe dali, as 7 e pouco da manhã, Maria já estava dentro do elevador do condomínio que morava. Ela respirava de olhos fechados, enquanto cada andar passava.Ela tinha passado uma noite inteira com Estevão, tinha cometido a loucura de estar nos braços dele por horas e agora não tinha volta pelo que havia feito, apenas consequências, que ela sabia que logo viriam, como o arrependimento que já batia nela.
Quando o elevador abriu, Maria caminhou rápido de bolsa na mão em direção ao apartamento que morava e quando abriu a porta, ela viu Marta no meio do apartamento, ainda vestida de pijama e disse rápido.
Maria: Eu cheguei um pouco atrasada, desculpe, Marta.
Marta que já estava no horário de ir apenas juntou uma mão na outra, deixando visível agora agonia que estava a Maria e disse.
Marta: Senhora Maria, eu sinto muito, mas eu ao acordar, não vi as meninas no quarto. Eu, eu não sei como, mas elas saíram sem que eu percebesse.
Maria arregalou os olhos com o que ouviu e momentos depois estava ela nervosa e cheia de preocupação, sem saber onde Estrela estava aquela hora da manhã, mas sabendo o motivo que a fez fugir, porque era aquilo que a menina fazia.
Com um bilhete na mão que tinha achado sobre a escrivaninha do quarto da filha, Maria lia ele mais uma vez.
"Eu não quero ir pra casa do Estevão e como sei que teria que ir obrigada, fugi mamãe. Me desculpe mas amanhã eu volto pra casa. Hoje não. Te amo. "
Maria apertou o papel na mão e depois tentou novamente ligar pra casa de Maggie, sentada no sofá com o telefone fixo na mão.
Se Estrela tinha arquitetado todo aquele plano pelas costas dela, Maria sabia que ela não tinha feito sozinha, que Maggie como melhor amiga dela estava envolvida. Ela então desligou o telefone, sem ter resposta, ficou de pé e disse a Marta que também tentava entrar em contato com Estrela pelo celular de Maria, o ligando no dela mas a menina também não a atendia.
Maria: Já chega, não vou esperar aqui sentada enquanto minha filha não aparece. Vou até a casa de Maggie e se essa menina está a escondendo, diante da mãe dela, ela não poderá seguir fazendo!!!
Ela então passou as mãos nos cabelos, se sentindo a maior das tolas por claramente ter sido enganada por duas adolescentes e uma que havia saído dela.
Maria então caminhou deixando Marta na sala e entrou no quarto, tomaria um rápido banho para trocar de roupa e buscaria Estrela onde fosse que ela estivesse e depois pensaria o que faria com ela. Afinal, daquela vez não deixaria passar aquela arte como havia deixado ao tê-la também saído escondido para ir nas empresas San Román.
Enquanto isso, Estrela chegava de Táxi e uma mochila nas costas em um bairro.
Ela olhou o lugar ainda pela janela do carro e suspirou. Sabia que aquela decisão que tinha tomado, deixaria Maria preocupada e consequentemente resultaria a ela um belo castigo mas era isso ou ter que passar um final inteiro de semana na companhia do pai que ela queria ele o mais longe dela.
Ela então suspirou, tirou dinheiro do bolso de sua calça e deu ao motorista antes de descer.
Ela então olhou uma escada de concreto cumprida, que levava até as casas da vizinhança daquele lugar e então no topo dele alguém apareceu e ela sorriu aliviada.
As 8 e pouco da manhã, Estevão já descia rapidamente as escadas. Já estava de banho tomado, vestido pra deixar a mansão San Román poucos minutos depois de chegar mas depois de se alimentar.
Ele então caminhou até a sala de jantar, nela estava Alba tomando o café da manhã dela.
Estevão : Bom dia, tia.
Apesar do nervoso que havia passado ao ver que Maria tinha deixado ele no hotel, agora Estevão sorria, sustentando um ar de triunfo no rosto. Tinha passado uma noite toda com Maria e agora pela manhã teria Estrela por dois dias e meio, como não se sentir vitorioso? Seria o primeiro final de semana com a filha e sabia que o que ele e Maria haviam vivido no hotel, mas óbvio de quando ela voltou a ser dele a primeira vez depois de 15 anos, se repetiria e ele já estava ansioso por aquilo, mas também estava ansioso para ser pai de Estrela aquele final de semana, ela querendo ou não.
E Alba então por vê-la sorrir o respondeu.
Alba: Bom dia Estevão. Me parece bem feliz essa manhã. Isso deve ao fato que a menina estará pela primeira vez aqui?
Estevão deu um longo suspiro esperando uma mocinha servir a xícara dele e disse, mirando Alba ainda com aquele sorriso de triunfo nos lábios.
Estevão: Há mais que um fato me fazendo feliz essa manhã, tia mas esse com certeza é um deles. Finalmente terei minha filha aqui em casa, onde é o lugar dela por direito e brevemente será o único!
Mexendo com uma colher o chá que tinha em uma caneca a frente dela, Alba disse, por observar as palavras de Estevão que ele ainda seguia com os planos que tinha.
Alba : Então ainda pretende tirar a filha de Maria dela. Achei que depois de voltar pra cama dela, tinha desistido. Afinal, todos nós sabemos o poder que aquela mulher tem sobre você.
Estevão agora olhou sério Alba, lembrava da última conversa que tiveram, que ele não negou mas também não confirmou a Alba que ele já tinha estado com Maria, o que ele seguia achando que não devia explicações a ela, mas que mesmo assim, ele disse.
Estevão: Isso não muda nada. Não que eu te deva explicações tia já disse, mas o que envolve minha filha, ninguém vai me impedir que eu a tenha do meu lado, que eu cobre os anos perdidos que não a tive! Nem Maria será capaz de fazer isso!
Alba então deu um sorrisinho de lado e o respondeu.
Alba: Fico realmente feliz, que ela não te tenha nas mãos como já claramente te tem no meio das pernas dela, Estevão.
Estevão ficou calado até que perguntou mudando de assunto.
Estevão: E Heitor, meu filho ainda está na cama? Ele não costuma levantar tarde e eu não tive tempo de conferir se ele estava ainda na cama.
Alba deu de ombros e disse mostrando aborrecimento.
Alba : Heitor não dormiu em casa também Estevão. Como o pai, ele também some sem se importar que me preocupo com ele também.
Estevão então limpou os lábios pronto pra se levantar e disse.
Estevão: Heitor já é um homem tia e penso que também ele não precisa dar satisfações de cada passo que ele der longe de casa.
Ele se levantou e antes de ir ele voltou a dizer.
Estevão: Agora sobre a vinda de minha filha, tia,vou contar com a senhora que enquanto ela estiver aqui, ela se sinta em casa, sinta que esse é o lugar dela também.
Alba agora deu um leve e estranho sorriso, dizendo.
Alba: Não se preocupe Estevão. Como me pediu, o quarto que ela irá ocupar está pronto para recebê-la, me pediu ajuda e ajudei, agora a estadia dela conosco farei que ela seja tão mimada como pode ser com Maria.
Estevão agora sorriu mais contente por ter imagens de Estrela pela casa e disse, por pensar nos gostos que uma adolescente poderia ter para comer.
Estevão : É bom que pense que o cardápio desses 2 dias, seja de acordo com os gostos de uma menina de 15 anos, tia. Isso pode agradá-la também.
Alba então por ter pensado no que Estevão falava antes mesmo dele dizer, o respondeu.
Alba: Já estava pensando nisso. Agora vá Estevão e mostre a Maria que também pode ter a filha que ela tirou de você ao seu lado.
Maria dirigia até a casa de Maggie, estava ficando cada vez nervosa com aquela travessura de Estrela por vê-la que ela seguia não atendendo nenhuma das ligações que ela fazia pra ela e nem respondia se quer uma mensagem, o que começava a preocupá-la que em meio a loucura que ela tinha decidido fazer, algo grave tivesse passado.
Que assim que avistou a casa de Maggie, Maria soltou o cinto dizendo.
Maria: Não acredito que está fazendo isso comigo, Estrela.
Algumas horas depois, Estevão estava sendo impedido na portaria de onde Maria morava de subir até o apartamento dela. O que fazia ele bufar, por também não tê-la atendendo e nem respondendo o interfone que o porteiro ligando para ela, não tinha respostas por Marta ter deixado o apartamento também por ter cumprido seu horário de trabalho.
Até que Maria chegou de bolsa na mão e lágrimas nos olhos, quando o viu andando pra lá e pra cá de mãos no bolso, o que ela nem tinha percebido o carro dele com o motorista dentro parado no outro lado da rua quando havia chegado.
Que assim que ele a viu, ele parou a encarando e ela respirou fundo. Sua ida até a casa de Maggie só serviu para ela saber que Estrela tinha a deixado em casa com um carro de táxi e depois seguido sozinha dentro dele, que Maggie jurava que não sabia onde, o que ela duvidou por um momento até ver a menina chorar com medo do castigo que a mãe ameaçou dar a ela se não contasse e agora além de ter que lidar com o sumiço de Estrela ela tinha que lidar com Estevão ali para buscá-la.
Que então ele disse, mostrando toda sua impaciência com uma mistura de ansiedade.
Estevão: Estou há quase 1 hora aqui Maria, sendo impedido de passar como se eu fosse um criminoso e não o pai de sua filha! Onde esteve? E Estrela? Vim buscá-la!
Maria empinou o nariz ao erguer a cabeça depois de ouvi-lo, a conversa que teriam não seria sobre o que estiveram fazendo há uma noite atrás como homem e mulher e sim uma que seriam eles como pais, que por isso ela olhou de lado o porteiro e disse, depois de voltar olhar para Estevão.
Maria: É melhor subirmos Estevão e então conversaremos.
Estevão a encarou melhor e viu então nos olhos dela lágrimas brilharem e disse agora mais manso.
Estevão: Não parece bem, Maria. O que houve?
E ela respirou fundo outra vez e o respondeu.
Maria: Eu disse que conversaremos em meu apartamento, Estevão.
Ela então andou e ele a seguiu, entraram no elevador e quando fechou com eles já sozinho, Estevão por trás de Maria, disse.
Estevão: Não sei o que houve, mas nada que faça vai fazer com o que eu não leve minha filha hoje, Maria e também teremos uma conversa pendente sobre a noite que tivemos e essa manhã que me deixou antes mesmo que eu acordasse.
Maria revirou os olhos enquanto o elevador subia e disse sem olha-lo.
Maria: Cale a boca Estevão, há coisas mais importante do que a besteira que fizemos, como por exemplo nossa filha.
O elevador abriu e ela saiu e Estevão a seguindo, disse.
Estevão: O que tem ela, Maria? O que aconteceu? É por ela que está assim?
Ele andou apressado, vendo que ela apertou os passos até que por Marta não estar mais no apartamento, ela ter que abrí-lo com a chave não conseguir, deixando ela cair, ela disse, se virando para ele e mostrando agora as lágrimas que escorriam dos olhos dela por ela ter perdido o controle que sustentava.
Maria: Estrela fugiu, Estevão! Quando cheguei essa manhã, ela não estava! Ela fugiu para não ter que ir a sua casa, porque ela sabia que não tinha escolha por você querer fazer isso contra a vontade dela e agora ela está por ai sem eu saber aonde!
Maria levou as mãos nos cabelos chorando mais aflita e nervosa, enquanto Estevão disse nervoso também ao ouvi-la.
Estevão : O que diz é sério Maria? Ou é só um plano para que eu não a leve como o juíz determinou? Lembre que...
Ele se calou para baixar e pegar a chave que Maria tentou pegar no chão mas não conseguiu e quando os dois se olharam ao subir os corpos, Estevão olhou nos olhos de Maria encontrando neles uma real preocupação pela filha deles, o que fez depois, ele mesmo abrir a porta do apartamento e ambos entrarem.
E longe dali, Estrela estava em uma casa, dentro de um quarto, ela estava sentada em uma cama de solteiro olhando o celular dela que tinha inúmeras chamadas perdidas e mensagens vindo de Maria. Ela sabia o que fazia estava errado e fazendo a mãe dela sofrer, mas o não querer dela de ir a casa de Estevão e a confiança que só ficaria o sábado onde estava, falava mais alto pra ela seguir com plano que tinha.
A porta então se abriu e ela rápido ficou de pé e olhou para quem entrava e disse de mão no coração.
Estrela: Ai que susto Greco achei que era seus pais.
Greco sorriu tímido. Ele trazia na mão uma bandeja com pão e leite morno para Estrela comer.
Ele então deixou na cama, com ela já indo morder o pão cheia de fome por ter saído de casa sem o café da manhã e ouviu ele dizer, com o jeitinho que ele falava nervoso a frente dela .
Greco: Minha, minha mãe e- está ainda na- na feira e meu pai ta- trabalhando.
Estrela virou um pouco do leite que estava no copo para engolir o pão logo e quando fez ela o respondeu.
Estrela : Eu sei que posso te colocar em encrencas Greco. Mas eu não tinha pra onde ir, na casa de Maggie ia ser o primeiro lugar que minha mãe ia.
Ela sentou então pensando em Maria e seguiu.
Estrela : Ela está preocupada, eu sei, mas não posso ir pra casa daquele homem.
Ela virou o rosto sustentando com luta um choro que queria descer dos olhos dela. E Greco então disse.
Greco: Eu, eu disse que podia contar comigo. E aqui estou.
Ele então procurou a mão dela na cama e tocou.
Os dois então se olharam dando um leve sorriso e quando ambos fizeram o movimento das cabeças se aproximarem, ouviram Socorro chamando por Greco, o que fez ambos se assustarem e Estrela procurar um lugar para se esconder.
As horas passaram e já era 15:0O da tarde. O apartamento de Maria, agora só não tinha Estevão, como tinha também Heitor e Vivian que o acompanhou por estar com ele quando ele soube que Estrela havia fugido e por isso ela quis estar ali para apoiar Maria.
Estevão por ter escutado quando Maria acionou a polícia para procurar Estrela que eles ainda não podiam fazer nada até baterem as horas para começarem uma busca por desaparecimento, ele usou o nome dele e da empresa que tinha para chegar até o apartamento de Maria dois oficiais que por telefone haviam se negado por julgarem que o caso era de uma adolescente rica se rebelando e não realmente um desaparecimento.
E assim ele no meio do sala de Maria conversava com os policiais, e Heitor na cozinha, abraçava Maria enquanto Vivian fazia um chá pra ela acalmar os nervos.
E quando Heitor soltou Maria, ela disse inconformada.
Maria: Sua irmã não era assim filho, ela nunca fugiu de casa, nunca nem saiu sem minha permissão e agora ela faz isso, me deixa desesperada apenas por capricho? Eu, eu, conversei com ela antes de tudo isso passar, achei que ela ia fazer conforme nossa conversa, mas fui enganada!
Ela passou a mão no rosto e Vivian com trazendo a caneca de chá para ela, disse.
Vivian: Tome, Maria, esse chá vai te acalmar um pouco. Além do mais, adolescentes são assim, eles desobedecem o tempo todo e só querem fazer o que querem, por isso eu não gostava nem de mim nessa idade.
Heitor pigarreou e fez sinal para Vivian se calar e Maria pegou a caneca, dizendo.
Maria : Estrela tem 15 anos mas ela pra mim tem 10. Ela nunca foi dessa maneira, Vivian, eu sei que essa fase é complicada, mas com Estrela eu sempre soube controlá-la, até aqui...
Maria bebeu do chá com mãos tremendo e Estevão apareceu na cozinha, dizendo.
Estevão : Nesse momento já tem viaturas fazendo patrulha para achar nossa filha, Maria.
Maria então olhou com raiva para Estevão e largou a caneca no balcão e agora fora de si, ela disse.
Maria: Isso é tudo culpa sua Estevão! Minha menina está se rebelando, por sua culpa!
Estevão bufou, mas respirou fundo por ver que Maria se colocava cada vez mais aflita enquanto as horas passavam, que então ele disse manso, se compadecendo do estado dela como mãe.
Estevão: Não vamos discutir, Maria. Não é o momento. Eu sei que vamos achá-la, querida.
Maria revirou os olhos quando o ouviu e tocando a testa fechando os olhos, ela disse voltando abrir os olhos para o mirar com raiva.
Maria : Não me chame de querida, Estevão!
Heitor que via a cena, disse, desconfiado por aquele querida.
Heitor: Vem Vivian, vamos até a sala. É melhor que eles fiquem sozinhos.
E Vivian que tinha cruzados os braços, disse.
Vivian: Só vou se Maria quiser, Heitor, porquê não confio no seu pai com ela.
Estevão quando ouviu Vivian a olhou sério. Lembrou dela no restaurante e quando Heitor cruzou a porta do apartamento ao lado dela, foi mais uma novidade para ele que ele estava se relacionando com aquela moça que desde a primeira vez que ele a viu o olhava com a mesma cara feia que ela fazia aquele momento.
E assim Maria disse com raiva.
Maria: Não, não quero ficar sozinha com ele, eu vou ao meu quarto tentar falar com Estrela novamente.
Ela então passou pelos 3 e então, quando ficaram sozinhos, Estevão disse grosso, olhando Vivian.
Estevão : Pelo que entendi aqui, posso ser seu sogro, então é melhor que me trate com mais respeito, hum!
Vivian então riu e disse.
Vivian: Você não manda em mim, senhor Estevão então não vai me impor ordens! Além do mais só estou aqui por Maria e Heitor, mas já vou indo.
Ela então passou também por eles e Heitor a seguiu, Vivian pegou a bolsa dela do sofá e quando teve ela na mão, ela se virou pra ele e disse.
Vivian: Sei que ele é seu pai, mas também sei tudo o que ele fez a sua mãe, Heitor. Então ele não me desce, me desculpe!
Heitor enfiou as mãos nos bolsos e disse ,por lembrar que ela tinha confessado a ele que antes mesmo deles ficarem, ela já conhecia Maria e a história deles.
Heitor: Me confessou ontem que esse tempo todo sabia mais de mim do que eu imaginava, conhecia minha mãe e vejo que também meu pai, Vivian e ainda temos que conversar sobre isso como se deve, porque tem 2 lados nessa história deles, e eu estou tentando agora ver os 2 depois de ter tido só um e se não pode estar presente então é melhor ir mesmo, aqui a questão é de família. Minha família.
Vivian suspirou sentindo o peito doer ao ouvi-lo e disse.
Vivian: E eu não sou dessa família.
Heitor agora foi o que sentiu seu peito doer mas rebateu.
Heitor : E pelo jeito não quer ser pelo asco que tem do meu pai.
Ele ficou em silêncio e Vivian por alguns segundos também até que ela disse, pronta pra ir e terminar aquela conversa.
Vivian: Eu vou torcer para que achem Estrela logo. Diga a Maria isso. Adeus, Heitor.
Ela então se virou e saiu pela porta.
Enquanto Maria no quarto acabava de ser atendida por Estrela, enquanto Estevão parou entre a porta dela e ficou a espiando pela brecha pra ouvi-la.
Maria: Estrela, filha, me diga aonde está por Deus, para que eu possa buscá-la!
Estrela que sussurrava dentro do quarto de Greco, disse.
Estrela: Eu só atendi sua ligação, para que não fique mais preocupada mamãe, mas ainda não vou voltar pra casa. Como eu disse no bilhete, voltarei só amanhã.
Maria bufou, mudando seu tom de voz que antes falou e disse.
Maria: Você não se manda Estrela e vai me dizer agora mesmo onde você está, se não eu vou deixá-la de castigo até o resto da sua vida!
Estrela chorou temendo Maria e a situação que estava e disse.
Estrela: Se volto, a senhora me obrigará ir com Estevão e eu não quero!!!! Eu não quero, mãe!
Maria suspirou de costa pra porta e disse disposta a tudo.
Maria: Me diga onde está meu amor, que eu garanto que não vai. Eu juro que ninguém vai te tirar daqui se você não quiser. Só me diga onde está, filha. Por favor.
Estrela então soluçou dizendo.
Estrela: Tem certeza que não vai deixar?
Maria fechou os olhos respirando fundo, sabia que por lei ela tinha que permitir que Estrela fosse cumprir o que o juiz determinou, mas não podia fazer aquilo quando ela voltasse, por isso iria arriscar qualquer consequências que que poderia vim com a decisão que ela tomava.
Maria : Eu já disse filha. Você não vai mais com Estevão. Eu juro querida, só me diga onde está.
Maria ficou quieta, enquanto Estrela falava de uma vez onde ela estava.
Estevão que ouviu o que deu da ligação, deixou a porta e voltou pra sala.
Heitor quando o viu disse por ver a cara dele séria e saber que ele vinha do quarto de Maria.
Heitor: E então? Aconteceu algo papai?
Estevão olhou pra ele e disse sentindo que as palavras de Maria momentos antes tinha fundamento .
Estevão : Eu sou quem está causando isso tudo aqui, Maria tem razão. Então fique com ela e diga para que ela tranquilize sua irmã, que ela venceu, que dessa vez não a levarei pra casa.
Ele então deixou o apartamento de Maria e minutos depois, ela apareceu sorrindo .
Maria : Eu já sei onde ela está, filho. Eu já sei e vou agora mesmo buscá-la!
Ela então parou quando notou a ausência de duas pessoas e disse.
Maria : Cadê seu pai e Vivian?
Heitor então a respondeu.
Heitor: Vivian tem uns minutos que foi embora, mas meu pai foi agora. Então que houve dentro do quarto, senhora? Ele saiu de lá dizendo para tranquilizar Estrela que não irá mais levá-la e foi embora.
Maria ficou calada por um tempo entendendo que Estevão tinha escutado ela ao telefone já que não o teve dentro do quarto, que então ela disse aliviada.
Maria: Pelo menos uma decisão certa vindo dele. Então vamos comigo buscá-la?
Heitor assentiu e Maria pegou a bolsa dela e saiu do apartamento ao lado dele.
Enquanto isso, fora do condomínio, Estevão ainda estava dentro do carro com o seu motorista na frente e ele atrás.
Que então ele disse quando viu Maria e Heitor saírem de carro.
Estevão : Já podemos ir Arnaldo.
Arnaldo ligou o carro e disse.
Arnaldo: Pra casa senhor?
Estevão suspirou pensando que em casa teria Alba e a casa espera de Estrela e disse.
Estevão: Não. Dirija que no caminho decido onde vamos.
Durante a noite, já com aquele dia acabando.
Maria estava agarrada com Estrela na cama dela.
Deitada de conchinha com ela, Maria mexia com os cabelos dela.
Que assim ela disse, mais uma vez por assim que a viu na casa de Socorro que também não sabia que tinha a menina dentro de casa dela até vê-la sair do quarto e Greco.
Maria: Não volte mais fazer isso comigo, Estrela. Foi egoísta pensando só no que queria, mas não pensou em mim que estava aflita o tempo todo que eu não soube de você.
Estrela então se virou devagar pra ela e disse, a olhando nos olhos.
Estrela: Eu não queria fazer isso, já disse, mas foi o único jeito de agora estar aqui com você e não com ele.
Maria então beijou a testa dela e depois passando um braço por cima do corpo dela, ela disse depois que pegou o celular dela na mão.
Maria: O que fez além de colocá-la em perigo e eu desesperada, vai ter consequências, porque eu disse que não dependia de mim as visitas que o juiz determinou que fizesse ao seu pai, então por isso, minha querida, vai ficar sem seu celular.
Estrela se levantou rápido se sentando e Maria saiu da cama com o celular dela na mão.
Estrela: Não mãe. Não faz isso, por favor!
Maria abriu uma gaveta da cômoda dela que tinha chave e trancou o celular dela lá e depois, voltando olha-lá, ela disse.
Maria : Já fiz, Estrela. Vai ficar sem ele por um tempo que ainda estou pensando, mas que vai ser muito demorado.
Estrela chorou toda vermelha e Maria suspirou certa que as lágrimas dela aquele momento não poderia tocá-la.
O final de semana passou. Maria teve o silêncio de Estevão todo nele, o que ela estranhou por não tê-lo culpando-a por Estrela não ter ido a casa dele ou mesmo até a ameaçando, pelo descomprimento da ordem do juiz dele ter a filha nos dias que por direito ele tinha conseguido.
E assim, depois de estar sozinha e pronta pra começar mais uma semana e nela, dar início a mudanças como uma nova milionária e dona de acões, Maria pegava a bolsa dela pra sair do apartamento que morava. Naquela semana que estava, ela queria tomar posse das ações que herdou de Evandro e mais uma vez por Estevão contra parede para que fosse feito como ela queria, mas que antes de voltar a pisar nas empresas San Román como sócia outra vez, Maria sabia que tinha que ter uma conversa séria com Geraldo que era seu atual chefe no que agora ela amava trabalhar sendo advogada, enquanto ela de volta nas empresas San Román só estaria nela para buscar a verdade do que foi vítima, que quando tivesse, devolveria as ações a Estevão e voltaria a se dedicar como havia dedicado mais de 10 anos de sua vida, ao direito.
Que assim que ela abriu a porta, ela deu de cara com alguém, que a olhou de cima a baixo e com um olhar nada amigável.
Era Estevão ali, por depois de sua entrada pela portaria ao lado de Maria, facilitou a ele voltar a fazer aquilo aquele momento.
Que então ele disse.
Estevão : Temos pendências de conversas a tratar, Maria e vai ser agora e aqui.
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