Falsa Sanidade
6 Números.
Notas iniciais
Harry estava sentado no sofá e olhando para a televisão. Passava algum programa estanho e trouxa, mas ele não se importava muito. Seus pensamentos estavam longe, bem longe em um passado não muito distante.
Ele suspirou e passou a mão pelos cabelos tentando afastar os pensamentos que por muito tempo ficaram em sua cabeça.
–x-
A biblioteca estava com poucas pessoas na mesma. Draco estava estudando poções e tentando explicar para o “Santo Potter” tudo aquilo que Snape havia ensinado no começo do ano, porém parecia que o que o Potter tinha de corajoso não tinha de inteligência.
– Potter, pare de encarar a Weasley Fêmea! Ficar olhando ela e a Granger não vai te fazer ir melhor às poções! – Reclamou Draco, cruzando os braços e sentando direito na cadeira. – Se não tivesse sido o professor Snape a me forçar a lhe explicar poções eu nunca estaria aqui vendo essa cena deplorável...
– Ciúmes, Malfoy? – Riu Harry, observando o loiro ficar avermelhado.
– Oras, não fale baboseiras Potter! – Draco virou o rosto e suspirou, levantando-se. – Quando estiver com vontade de aprender me procure, certo? Certo!
Antes de Draco sair daquele canto ele foi puxado para perto de Harry, fazendo assim o mesmo se desequilibrar e ambos cair ao chão. A proximidade se tornou tentadora demais e logo foi quebrada por Harry que decidiu puxar o loiro pra mais perto, assim selando os lábios de uma forma desajeitada.
As mãos de Draco se prenderam a camisa de Harry assim o desarrumando e amassando-a toda.
Malfoy teve um momento de sanidade e separou-se de Harry, levantou e arrumou as próprias roupas, virou-se e saiu daquele canto indo em direção aos Dormitórios da Sonserina.
–x-
Harry foi retirado de seus pensamentos ao ouvir um barulho do lado de fora do apartamento, ele levantou-se e foi até a porta e olhou pelo olho mágico. Ali estava Draco com várias coisas nas mãos e totalmente desastrado deixando algumas coisas caírem; o moreno riu baixo e pegou a chave para abrir a porta, porém nesse instante viu pelo olho mágico um cara junto.
– Quer ajuda, Draco? – Perguntou o cara.
– Eu adoraria, obrigado! – Ele sorriu de um jeito fofo para o cara.
– Sabe Malfoy... Eu venho te observando muito, vejo você sair tarde pra trabalhar e voltar somente nesse horário da manhã. No que você trabalha? Claro, se quiser me falar... – O cara começou a pegar as coisas do chão.
– Eu trabalho em um bar aqui perto, chega lá um dia! – Draco sorriu de um jeito malicioso e abriu a porta. – Não quer entrar?
Harry sentiu seu rosto ficar vermelho e abriu a porta encarando os dois, olhou Draco dos pés a cabeça a procura de algum ferimento ou algo parecido, porém por sorte não encontrou nada. Harry também olhou o cara, mas logo fez uma careta de nojo.
– Vão se pegar muito na frente do meu apartamento? Pelo amor de Deus! Achei que você tinha decência... E bom gosto. – Harry abaixou-se pra pegar o jornal, logo levantou e entrou no apartamento.
Draco suspirou e despediu-se do cara, entrou no apartamento com as coisas e logo as jogou em cima do sofá. Seu apartamento estava uma bagunça e ele se lembrava de ter deixado tudo arrumado aquela noite.
Tinha roupas pra tudo quanto é canto, alguns cacos de vidro no chão e algo como ketchup pelo chão junto com refrigerante e qualquer outra coisa que seja aquilo, talvez creme de leite no chão.
Seus olhos foram para a janela e então ele se aproximou, na mesma estava escrito “Uma vez traidor, sempre traidor” com tinta vermelha simulando sangue. Um gato preto estava parado logo ao lado e olhando direto para Draco.
O gato aproximou-se e enroscou-se entre as pernas de Draco como se estivesse a procura de afago. O mesmo se abaixou e pegou o gato no colo o acariciando e o olhando melhor.
Não era um gato feio, mas sim um gato machucado pelo o que parece uma briga ou uma pedra jogada. Ele tinha um corte na orelha e outro no olho, o que assustou Draco. Aquilo poderia deixar o pobre gato cego – isso se já não estava cego.
Ele levou o gato até a cozinha e pegou um pano, molhou-o e passou em cima do olho do gato em uma tentativa de limpar o corte. Por sorte o gato deixou, ficou parado e algumas vezes tentava arranhar Draco.
Ele largou o gato no chão e deixou-o ir andar pelo apartamento, virou-se para a pia e suspirou.
O que Harry quis dizer com aquilo? Será ciúmes? Não, Harry Potter não sente ciúmes de Draco Malfoy, não mesmo! E além do mais, Neville não é um cara que se jogue fora, Luna foi esperta e rápida ao ficar com ele e não com qualquer outra pessoa.
Draco balançou a cabeça e olhou para o azulejo logo a sua frente. Tinha algo escrito ali: 6267686464836, caro Draco.
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