Falling in love with a criminal.

5 Capítulo 5 - Goodnight.


Já passava da meia noite. Damon e Elena estavam sentados, ambos com os pés dentro da água do pequeno lago para o qual tinham ido, desde que haviam chegado, trocaram poucas palavras, apenas algumas curiosidades não muito úteis.

—Bem, quando vai me contar por que me trouxe aqui? — Elena quebrou o silêncio que pairava sobre os dois já fazia alguns minutos.

Damon riu e olhou para o céu nublado. Ele pensou um pouco e respondeu, sem olhar para a garota. — Eu e meu irmão costumávamos vir aqui e contar as estrelas. Faz muito tempo que não fazemos isso. —

—Estrelas? É difícil imaginar um céu estrelado agora. — A morena também encarava o céu que estava encoberto por nuvens, sem indícios que poderia ser capaz caçar estrelas naquela noite.

—Hoje não é um bom dia, apenas. Ou boa noite. Como preferir. —

O silêncio ressurgiu ali. Afinal, os dois haviam acabado de se conhecer, tecnicamente, Damon era apenas um rapaz que havia ajudado uma moça prestes a ser assaltada. E, Elena era apenas uma garota que teve sorte por um rapaz de brilhantes olhos azuis estar por perto para ajuda-la.

—Me conte mais sobre você? Tem irmãos? — Damon perguntou, agora direcionando o seu olhar para o rosto de Elena.

—Tenho, Jeremy. É um bom garoto. — Ela disse abrindo um sorriso sem dentes.

—Bom garoto? — Damon riu – Ele deve ser encrenca.

—Jeremy não é...encrenca! — A morena cruzou os braços. — Ele é apenas muito imaturo. —

—Se você diz... —

—Ah, vai me dizer que seu irmão é mais velho e você a ovelha rebelde e negra da família? — Ela brincou. Mas o sorriso que estava em sua boca desapareceu após ver que a expressão de Damon era vazia e sem nenhum indicio de humor.

—Na verdade, é mais ou menos isso. Mas, Stefan é mais novo do que eu. Não o vejo a anos, mas é uma longa história. Você não vai querer ouvir. — Ele encarou os pés balançando na água e se levantou num pulo. — Acho que a princesa deve voltar a sua torre. — Disse fazendo uma reverência exagerada a Elena, que ainda estava sentada com os pés na água.

—Muito engraçado. Mas não pense que escapou da conversa sobre seu irmão. Gosto de ouvir histórias, sou uma boa ouvinte. — Falou se pondo de pé e calçando a meia de bolinhas pretas.

Damon ficou observando Elena se por de pé e se aproximou lentamente da mesma, fazendo com que seus narizes quase encostassem um no outro quando ela ergueu a cabeça. Os dois ficaram se observando por constrangedores minutos até que uma gota caiu no rosto de Elena e ela piscou duas vezes.

—Quem sabe de uma próxima vez, uma longa história será contada para uma boa ouvinte. — Os olhos de Damon percorriam o rosto de Elena lentamente, até que pararam nos lábios rosados da garota.

—Próxima vez? — Ela perguntou, também encarando os lábios do homem a sua frente.

As mãos de Damon tocaram delicadamente a nuca de Elena e tais como dele, as mãos dela foram deslizando por seu cabelo macio e o cheiro de seu perfume "CKfree" da Calvin Klein, a fizeram fechar os olhos e senti-lo por alguns segundos.

A chuva começou a cair lentamente, porém com gotas pesadas. Uma. Duas. Três. Três gotas escorrerem pelo rosto de Elena. E essas mesmas três, foram as que caíram antes de Damon entrelaçar seus lábios nos da morena a sua frente. O beijo não foi rápido, Elena o retribuiu sem hesitar, agora com os braços em volta do pescoço de Damon, enquanto as mãos do rapaz, abraçavam sua cintura.

—Não posso. — Elena disse com um sorriso nos lábios, mas se afastando de Damon, que mantinha sobre ela um olhar de curiosidade.

—Porque não? Seu playboyzinho irá ficar bravo? — Ele perguntou passando as mãos mais uma vez por sua cintura e a puxando gentilmente para mais perto.

—Ele não é...A questão é que eu namoro, tivemos uma briga e estamos dando um tempo. — Ela explicou tentando se afastar, mas acabou desistindo. Era impossível desviar-se do olhar de Damon.

—Tiveram uma briga e ele te largou no meio da noite, em um lugar perigoso. Quanto cavalheirismo. — Ele revirou os olhos e soltou a cintura de Elena. — Mas, seu desejo é uma ordem. — Ele fez novamente uma reverência, mas agora apontando para o carro estacionado a poucos metros dali.

—Sabe de uma coisa? — Ela disse enquanto os dois caminhavam de cabeça baixa.

—Sim? —

—Essa foi a primeira vez que beijei na chuva. Sempre imaginei que seria um momento mágico, com luzes brancas em volta e diversos ramos de flores espalhados a minha volta. — Ela disse sem olha-lo.

—E não foi nada do que esperou? — Ele perguntou, sem olha-la também, mas encarando o vazio.

—Na verdade, foi melhor. —

Damon riu. Até chegarem ao carro nenhum dos dois disse nada, mas quando Elena colocou a mão para abrir a porta, o rapaz lhe roubou outro beijo. Desta vez um pouco mais demorado. As mãos de Elena deslizavam por sua nuca e por seu cabelo, enquanto as mãos de Damon passavam de sua cintura, para suas cochas...E logo ambos estavam parcialmente deitados sobre o capô do carro.

—Damon... — Elena disse descolando seus lábios do dele, ofegante.

—Já sei, já sei. Você não pode. — Ele disse com um sorriso malicioso nos lábios e lhe beijou pela última vez. — Irei te levar para casa.

No caminho de volta os dois conversaram, Damon contou a Elena um pouco sobre seu passado, mas em momento algum lhe contou sobre a tragédia que o fizera entrar para vida que ele levava e não pretendia falar sobre isso tão cedo. Talvez nunca. Elena fez o mesmo, contou sobre a relação com sua família, com seu irmão e sua faculdade, omitindo assim como Damon, a pressão que sofria do pai.

—Está entregue. Inteira, sem nenhuma parte faltando, se chequei bem o capo de meu carro. — Ele zombou.

Elena revirou os olhos e abriu a porta, mas após refletir por alguns segundos, se virou para o rapaz.

—Irei de ver novamente?

—Sim sim, ò Rapunzel. Amanhã, pedirei que jogue-s tuas tranças.

Elena o encarou e balançou a cabeça negativamente, mesmo sorrindo.

—Tenha uma boa noite, Elena. — Ele sussurrou e fechou o vidro, observando-a com uma vontade anormal de sair do carro e beija-la. Sem precisar parar.

—Boa noite, Damon. — Ela entrou e acenou, observando o carro se perder na escuridão.