Falling in love with a criminal.

8 Capítulo 8 - I hate you, I love you


Notas iniciais
Eu amo escrever capítulos heartbreaking (de partir o coração) e dramáticos, vocês terão muitos desses tipo nesta fanfic ♥

(1 mês depois)

(DAMON)

O dia não poderia ser mais do que perfeito para Elena e Damon, ele poderia passar o dia com ela, já que Klaus estava em outro estado, provavelmente tirando a vida de mas isso era normal. Esses dias eram raros e Damon já havia escutado muitas reclamações de Elena sobre o pouco tempo em que passavam juntos. Os dois estavam sentados um lugar afastado da cidade, onde estava deserto e só podia-se ouvir o som do vento, ele com o braço em volta de sua cintura e ela com a cabeça pousada em seu peito.

— Eu já lhe disse para terminar com aquele estupido playboy. Por acaso já imaginou se ele pega sua ainda não ex-namorada, mas quase, o traindo? Pobrezinho! – Damon disse ironicamente enquanto balançava a cabeça.

— Pare com isso! Eu já lhe expliquei, pedi ao Matt um tempo. O que ele vai pensar se eu do nada aparecer com você? Nunca irá acreditar que te conheci após isso. –

— Amor, eu não dou a mínima para o que ele vai pensar. – Damon suspirou. – Você é a minha, hãm, como é que se diz mesmo? Ah, você é a minha namorada. Minha sexy, maravilhosa e de coração de manteiga, namorada.

Damon abriu um grande sorriso e beijou a testa de Elena. Mas a garota o olhou séria e cerrou os olhos.

— Damon Salvatore. Isso é um pedido de namoro? –

— Não, sua boba. É uma confirmação. – Ele riu e a beijou. – Mas se preferir, posso me ajoelhar agora mesmo e gritar para todos ouvirem: ELENA GILBERT, GOSTARIA DE...” – Ele foi interrompido quando ela colocou a mão em sua boca.

— Engraçadinho. – Ela revirou os olhos e o beijou.

— Olá, olá, olá! Mas que cena encantadora – Uma figura encapuzada começou a se aproximar dos dois segurando algo. – Sabe, Salvatore, você deveria tomar mais cuidado com suas coisas e principalmente onde as deixa. Alguém pode se aproveitar. – Quando a figura tirou o capuz, Damon deu um pulo e se pôs na frente de Elena ao ver que era Louis, que jogou o seu celular aos seus pés. – O que será que Klaus irá pensar quando souber sobre essa sua... Olha, você escolheu bem, ela é um pedaço de mal caminho. – Ele gargalhou.

— Cuidado com a boca, amigo. – Damon disse se aproximando lentamente do homem.

– Ele não vai descobrir, porque você não vai dizer nada.

— Damon, o que está acontecendo? – Elena perguntou, enquanto se levantava, assustada.

— Oh! Não me diga que ele não te contou? – Louis gargalhou novamente. – O que disse para ela sobre você, Salvatore? Estou curiosamente interessado.

— Elena, não de atenção ao que ele diz. Fique parada onde está. – Damon estava com os olhos ardendo em raiva e seus punhos haviam se fechado com força.

— Isso está ficando muito interessante. – O ruivo começou a andar de um lado para o outro. – Vamos fazer um trato, pode ser? Eu não abro a boca para o Klaus e não deixo escapar a verdade sobre você para a bela moça, se você... Me deixar brincar com ela. – Ele sorriu maliciosamente e deus alguns passos na direção do garota.

— Porque não fazemos assim, você some da minha frente e sai da cidade sem abrir a merda da boca e eu não te mato aqui mesmo, agora. Pode ser? – Damon disse avançando em Louis e agarrando a gola de sua camiseta.

— Damon! – Elena exclamou se aproximando dos dois.

— Elena, para trás. – O moreno disse desviando o olhar de Louis por alguns instantes, mas o suficiente para levar um soco.

— Vamos valentão, conte para ela o que faz da sua vida! Que é um criminoso de primeira classe. – Louis riu, dando mais passos em direção a Elena.

— Eu disse, para não abrir a boca! – Damon pulou no pescoço do fortão e o derrubou.

— Não. Ouse. Falar. Com. ELA! – A cada palavra falada, era um soco que Damon havia dado no homem caído no chão. O nariz e o lado esquerdo do rosto de Louis já sangravam, mas ele não desistiu tão rápido assim.

Elena estava atordoada, do que aquele cara estranho, que apareceu do nada estava falando? Aquilo era verdade? Não, era impossível.

Os dois estavam rolando um sobre o outro no chão, trocando socos e palavrões, até que Damon pareceu ter deixado o cara desacordado. Ele se levantou, cuspindo sangue que estava em sua boca e se aproximou de Elena, no mesmo instante que ela se afastou o olhando totalmente confusa.

— Elena... – Ele tentou começar mas ela apontou o dedo para ele.

— Desembucha! O que caralhos aconteceu aqui? – Ela perguntou, nervosa.

Damon suspirou e deu uma ultima olhada em Louis, imóvel no chão, antes de começar a contar sua história a Elena. É claro que ela teve exatamente a reação que ele esperava, a garota começou a andar de um lado para o outro com a mão na cabeça e a outra na barriga, sussurrando algo para si mesma. Após alguns minutos, ela avançou em direção a Damon e lhe deu um tapa com bastante efeito no rosto. Ele não disse nada e mesmo que conseguisse falar, não teve tempo, pois Louis havia se levantado e avançava nele novamente. Mas dessa vez, com uma faca em mãos. Elena gritou e em poucos instantes ficou paralisada com a cena que provavelmente jamais esqueceria.

Louis conseguiu esfaquear Damon no ombro, mas apesar de tão musculoso, aquilo era apenas uma faixada do ruivo. Damon arrancou a faca em seu ombro e o esfaqueou também, uma no ombro, outra no peito, outra na barriga... E continuou até que seu corpo já sem vida caísse no chão.

A roupa e as mãos de Damon estavam ensanguentadas, seu rosto tinha apenas alguns respingos, mas ainda sim, ele parecia ter saído de uma cena digna de filme de terror. Ele se virou devagar para Elena e analisou sua expressão apavorada poucos segundos antes dele ter que correr para segura-la quando a garota desmaiou.

— Merda! Merda, merda, merda! – Damon xingou tentando manter Elena o mais longe possível do sangue em sua roupa. Ele correu para deixa-la no banco de trás carro e voltou o mais rápido que pode para se livrar do corpo. Por sorte o rio que tinha ali não era longe. O rapaz já estava acostumado a fazer aquilo, por isso em vinte minutos, após se certificar que o corpo havia afundado e ter terminado de limpar a cena do crime, ele voltou para o carro. Abriu o porta malas, jogou a roupa ensanguentada no porta malas e se vestiu com uma nova. Limpou as mãos com álcool e entrou no carro. Damon ficou observando Elena desacordada e fez carinho em seu rosto. Com cuidado, ele a pegou e colocou ao seu lado no banco do carona. Mais ou menos duas horas passaram até que Elena acordasse e quando ela recuperou totalmente os sentidos começou a gritar e tentar sair do veículo.

— Elena! Elena, pare, eu não vou te machucar! – Damon repetiu algumas vezes e precisou usar um pouco de força para segurar os braços da garota até que ela parasse de se debater.

— Eu quero sair! Agora! Seu desgraçado mentiroso. – Ela falou entre dentes ficando o mais afastada possível do rapaz ao seu lado.

Damon abaixou a cabeça e respirou fundo, desolado.

— Me deixe pelo menos deixa-la em casa. Tem minha palavra que nunca mais irá me ver. Apenas... me deixe leva-la. – Ele praticamente implorou, agora olhando para frente.

Elena estava com o rosto queimando de raiva, mas soltou um “Está bem” seco e colocou o cinto, virando rosto. A viagem até a casa de Elena foi em completo silêncio, Damon estava receoso demais em falar algo e Elena ainda mais confusa. Assim que o carro parou a sua porta, a garota saiu o mais rapidamente possível, batendo a porta do carro com força. Damon correu e segurou em seu braço, mas assim que abriu a boca para dizer algo, Elena lhe deu um tapa ardido no rosto.

— Vai pro inferno. – Elena murmurou com uma lágrima escorrendo pela sua bochecha e se soltou dele bruscamente.

Damon voltou para o carro e não olhou para trás novamente.

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Duas semanas depois.

(ELENA)

Já fazia uma semana que Elena não saia da cama. Na primeira semana após o ocorrido com Damon, a garota pensou que suportaria levar a vida normalmente, ignorando tudo que havia acontecido. Mas tudo saiu do controle quando a menina quase provocou uma briga com sua melhor amiga, Caroline.

Elena inventou uma gripe qualquer e como havia crescido a vida inteira ouvindo falar de medicina, sabia muito bem como fazer com que todos acreditassem nela. Seu pai não chegou a acreditar de primeira, mas andava muito ocupado, portanto só disse a ela que caso arranjasse algum tipo de problema na faculdade, ele não iria ajuda-la a resolve-lo.

O único que parecia se importar e enxergar o que realmente estava acontecendo era Jeremy, seu irmão mais novo. Ele havia visto tudo que acontecerá naquela manhã de domingo, duas semanas atrás e o pelo modo que a irmã tinha saído do carro, todo aquele fingimento se devia a aquilo. E não deixando de lado o fato dele ter visto o rapaz do carro alguns dias atrás, se embebedando em um bar que costumava frequentar com os poucos amigos que tinha.

— Elena! – Jeremy chamou ao entrar no quarto da irmã e trancar a porta. – Vamos Elena! Levanta dessa cama, até quando acha que o papai vai acreditar nessa sua mentira? Matt está me tirando do sério e Caroline está começando a achar que você a odeia! – Ele se sentou ao seu lado na cama e bufou, arrancando o cobertor dela.

— Jeremy, cai fora! – Ela disse com a voz embargada e cobrindo o rosto. Deveria estar chorando fazia algumas horas.

O menino suspirou e esperou alguns segundos para falar algo novamente. – Olha, eu nunca te vi desse jeito por ninguém, nem mesmo pela mamãe ou pelo papai. Esse cara, ele deve ter feito a maior burrada da vida dele, mas Elena, eu o vi também. O homem acabado! Mal se mantinha em pé no bar da esquina. – Ele quase sorriu quando viu a irmã abaixar um pouco os braços. – Escute, Elena. Eu tenho certeza que esse cara é uma pessoa mil vezes melhor do que aquele babaca do Matt e o que que que ele tenha feito, foi apenas um erro. Dê uma chance a ele. Ele está arrependido. –

— Ah, Jeremy. Se fosse assim tão fácil. – Ela fungou.

— Não me venha com essa, Elena Gilbert! – Agora ele havia ficado um pouco nervoso. – Eu sei muito bem o que é passar por uma barra e essa é a primeira vez que te vejo tão deprimida! Vá atrás dele, peça para ele vir aqui, não sei! Mas não desista. Aposto que ele vale muito mais do que o besta do Donavan. – Ele sorriu. – Engula esse orgulho e vá irmã e seja feliz. – Antes de sair do quarto, Jeremy depositou um beijo na testa de Elena.

(DAMON)

Todas os dias eram os mesmos, executava todos os serviços solicitados por Klaus, jogava uma boa partida de bilhar com os outros homens e ia para o seu velho apartamento ficar totalmente bêbado e se lamentando por Elena. Mas, aquele dia era diferente. Assim que chegou em casa, Damon olhou o celular e viu algo que o fez arregalar os olhos, 2 ligações perdidas de Elena. “Espere, será que já bebi e não consigo me lembrar?” Ele pensou ao erguer uma sobrancelha, mas ele não estava tendo algum tipo de alucinação, era real. O rapaz se sentou em uma cadeira qualquer e relutante, apertou o botão para retornar a chamada.

— Damon? Damon é você? – Ah, que saudade que ele tinha de ouvir aquela voz.

— Sim, sou eu. –

Os dois ficaram em silêncio, ouvindo a respiração um do outro.

— Damon, eu... Antes de te conhecer eu era apenas um brinquedo quebrado que precisava de alguém que pudesse me concertar. Antes de nós dois... Eu vivia uma vida falsa, sempre fingindo que tudo estava bem, sendo uma namorada perfeita, uma filha perfeita, uma amiga perfeita... E essa não sou eu! Mas com você, ah, com você Damon, eu pude ser que meu realmente sou, eu posso ser livre e plenamente feliz ao seu lado. – Ela respirou fundo e antes que falasse algo, Damon começou.

— Elena, não! Você estava certa, eu sou um egoísta desgraçado, eu só pensei em como eu era feliz ao seu lado, enquanto... te colocava em perigo. Eu não posso me perdoar por isso, Elena, eu não posso te expor a esse tipo de perigo. Eu não sou o homem certo para você. Eu não te mereço.

— Damon, me escute. Eu te odiei, te odiei muito, com todas as forças que tenho em meu corpo, mas eu nunca estive tão certa do que estou prestes a dizer. Eu amo você, Damon. Eu amo você e não me peça para não amar, porque seria impossível. Eu não me importo com o estilo de vida que você tem, eu posso aprender a vive-lo com você. Toda a minha vida eu estive em linha reta, obedecendo regras, sendo uma menina que não comete erros e eu não aguento mais ser essa menina. Eu quero viver aventuras, quero viver uma grande paixão e essa grande paixão... É você, Damon.

— Fico feliz em dizer que... tudo que eu sinto é completamente recíproco. – Damon sorriu grandemente. – Eu estou indo para sua casa, eu estou voltando para você, amor. E eu te prometo que isso, é para sempre. Nós somos para sempre.

Notas finais
Então, deram uma sofrida? Ou não né, na série eles já terminaram e voltaram e brigaram 29420201838028 vezes que a gente nem se impressiona mais né? kkkkkk Me digam o que acharam, se gostaram ou não! ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.