Falling in love with a criminal.
6 Capítulo 6 - The Criminal Life.
Notas iniciais

(DAMON)
— ONDE ESTÁ O DAMON?! – Klaus estava descontrolado de raiva. Seus olhos brilhavam com sede de sangue, provavelmente alguém não havia cumprido um de seus absurdos acordos, isso era algo inadmissível. Klaus era um homem sádico, porém de muita palavra, por incrível que pareça. Fosse sua palavra para o bem, para o mal, para vantagem própria ou não, ele a cumpria e como dizia aos seus “clientes”:
“Cumprir sua parte do acordo é o mínimo que pode fazer.”
— Sr. Mikaelson, nós já o procuramos... não a ninguém que... – Louis, um homem ruivo, com grandes músculos e de olhos completamente escuros, era um dos homens que trabalhavam para Klaus, se aproximou cheio de medo, porém não deixou que isso ficasse evidente em seu rosto. O ruivo era um dos que estavam a mais tempo com Klaus e sempre teve certa inveja de Damon, julgava que o rapaz tinha favoritismo da parte de seu chefe, mas a verdade era que Louis não tinha a frieza necessária que Damon possuía para matar sem remorso.
— CALE A BOCA, SEU TOLO! EU QUERO O DAMON! – Klaus agarrou um pedaço qualquer de madeira no chão e o atirou para longe, quebrando algo que não pode ser visto.
— Para que toda essa gritaria? – Todos que estavam presentes se viraram para a figura que se aproximava aos poucos. Era Damon, que sorria cinicamente.
— Por onde andava? Quando eu preciso de um homem, preciso que ele venha no instante em QUE EU O CHAMAR! — Ele gritou no rosto de Damon, que agora estava a centímetros do seu.
Damon não temia Klaus, sabia que chefe precisava dele, ao contrário de muitos que só estavam ali por não terem onde cair morto ou apenas por ter mal caráter mesmo.
— Me perdoe, Klaus. Estava resolvendo assuntos pessoais. – Damon disse endireitando a coluna. – Para que precisa de mim, Chefe? – Damon nunca utilizava “Chefe” com Klaus, apenas quando queria irrita-lo.
— Não banque o espertinho comigo garoto, você é bom, mas ainda sim é descartável. – Agora, o louro andava de um lado para o outro com as mãos para trás. – Lembra-se do Sr. Tanner? Ele me deve uma coisa e parece que se esqueceu do pequeno favor que fiz a ele. Klaus Mikaelson não oferece segundas chances, como já havia o avisado. – Os olhos de Klaus se ergueram para Damon enquanto um sorriso sobrecarregado de perversidade surgia em seu rosto. – Preciso que deixe um pequeno lembrete que quero o que me pertence até as oito em ponto de hoje. –
Klaus entregou a Damon o endereço e o acompanhou até a saída do galpão. – Não quero saber de sua vidinha pessoal atrapalhando os deveres que tem comigo, estamos entendidos, Sr. Salvatore? – Ele perguntou pondo a mão no ombro do moreno e abrindo um sorriso de lado.
— Sim, senhor. – Damon respondeu lhe dando um mesmo sorriso em resposta.
— Muito bem. Ah, antes que me esqueça, o Sr. Tanner tem duas belas garotinhas, caso o recado não seja entendido. – O louro acrescentou enquanto andava para dentro do galpão novamente.
— Sabe que não gosto de sujar minhas mãos com sangue de criança, Klaus. – Damon nunca havia machucado uma criança, poderia sim, tê-la a assustado, mas só na presença de Klaus. O que havia lhe ocorrido quando criança o impedia de ferir qualquer menino ou menina que batia em sua cintura.
— Faça o que for necessário. Vá. Agora – Antes que Klaus desaparecesse no escuro, Damon já havia dado partida em seu veículo.
Durante o caminho, Damon não conseguia tirar a bela morena com quem havia estado horas atrás. Infelizmente, ele sabia que não duraria muito tempo, ela vinha de uma família com valores...Ela tinha uma família, coisa que lhe foi arrancada. Mas ele não podia conter o desejo de vê-la novamente, era mais forte do que ele. Claro que precisaria se livrar do playboyzinho, mas não seria difícil. “Merda, não posso matá-lo, ou deixa-lo gravemente ferido”, ele pensou rindo, isso iria magoa-la.
A conversa, se é assim que pode ser chamada, com Sr. Tanner durou apenas alguns minutos. Era de madrugada e para os vizinhos, não seria normal encontrar o doce Sr. Tanner com o nariz sangrando e um olho roxo feitos por um misterioso rapaz que já estava voltando para seu carro.
— Não quero ter que levar uma de suas filhas para tomar um sorvete, Sr. Tanner, ela pode se divertir muito comigo e não querer mais voltar. Não se esqueça, as oito em ponto. – Após lhe lançar uma piscadinha de olho, Damon fechou a sua janela e partiu.
— HÁ! O velho chegou aqui antes das sete e meia! Isso é que eu chamo de trabalho bem feito. – Klaus entrou radiante segurando uma maleta preta e a jogando sob a mesa onde costumava contar sua fortuna. – Você fez um ótimo trabalho, Salvatore. Aqui está um agradecimento. – Klaus entregou a Damon dois bolos de dinheiro, que deixou a maioria dos homens em volta um tanto zangados, entretanto não disseram uma palavra.
— Pode tirar o dia para resolver seus assuntos pendentes, Damon. – Klaus disse de forma seca. – Mas já o aviso, se precisar de seus serviços e não o encontrar, não terei piedade de deixar uma linda cicatriz nesse seu rostinho. —
(ELENA)
Elena acordou pensando que tudo que havia vivido na noite anterior era apenas um sonho que havia tido. Mas, após pegar sua roupa para por no cesto de roupa suja, o cheiro do perfume de Damon invadiu sua mente. Ela fechou os olhos e deixou que sua memória fosse reconstruindo tudo que ocorrerá.
Ela tomou um banho demorado, penteou o cabelo com agora estava com um cheirinho doce de algodão-doce, colocou um shorts jeans, uma blusa branca com detalhes azuis e se sentou em sua janela. Para sua surpresa, avistou um carro preto se aproximando. “Impossível” Ela pensou, mas cada parte de seu corpo desejou que fosse verdade. O carro estacionou longe de sua casa, mas a uma distância razoável para que ela o encontrasse
O seu celular, que estava sobre a cabeceira ao lado da cama, começou a vibrar e ela correu para pega-lo.
— Alô? – Ela disse tentando não deixar o entusiasmo em sua voz denuncia-la.
— Rapunzel, Rapunzel. Jogue-me suas tranças, ó Rapunzel. –
— Damon? – Ela se fez de inocente para.
— Sim, Sr. Gilbert. Como passou a noite? Espere, não responda. Venha até mim. Só precisa olhar pela janela de seu quarto para saber onde estou. – A voz do rapaz ao telefone era suave e completamente alegre.
— Eu vou, se você permitir que hoje seja o meu dia. –
— Seu dia? – Ela pode imaginar direitinho uma das sobrancelhas do moreno se erguendo.
— De te levar ao meu lugar especial –
— O seu desejo é uma ordem – Ela não precisou imaginar o sorriso que ele estava dando, pois já o estava vendo bem de perto e o retribuindo.
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