Falling With Vampires.
1 Cap. 1 - Quando tudo começou
Notas iniciais
Melissa POV
“[...] E então por isso você vai ter que morar com sua mãe
por algum tempo [...]” Foi o que eu achei em cima da bancada da cozinha, meu
pai vai viajar a trabalho e eu irei morar com a minha mãe. Que largou meu pai
por causa de um cara mais novo. Me abandonou.
Arrumei minhas malas enfiando as roupas totalmente emboladas,
limpo com sujo e tudo mais na maior raiva do meu pai que nem se despediu.
Olhei pela janela e minha mãe estava na porta da minha casa
com um sorriso no rosto, feliz por eu estar indo passar um tempo com ela, com
um olhar como se quisesse se redimir por ter me abandonado. Abri a porta do
quarto e meus olhos se encheram de lagrimas. Meu quarto com os meus posters das
minhas bandas, meus amigos que iria deixar pra trás. Enfim eu estava saindo do
meu querido Arizona para ir pra New Jersey.
Desci as escadas sem nenhuma vontade de ir morar com a minha
mãe. Ela entrou correndo para me ajudar com as malas na maior felicidade.
– Vamos querida, não quero pegar estrada! – disse ela
enquanto me apertava, me abraçando forte e beijando minha testa – temos que
chegar antes do anoitecer em New Jersey,a vovó fez um bolo pra você!
–Vou sentir muitas saudades daqui. – eu disse enquanto fechava
a porta – vamos logo antes que eu chore mais ainda.
Entrei no carro, aquele cheiro de pinho me deixou enjoada, o
que me fez pensar mais ainda porque meu pai fizera aquilo comigo. Fiquei calada
a viagem toda até que minha mãe começou a fazer perguntas.
–Então Mel,você cresceu bastante desde a ultima vez que eu
te vi... –disse ela enquanto pegava no meu cabelo e olhava para estrada.
– É, deve ser porque a ultima vez que você me viu eu tinha
10 anos, não é? – eu disse enquanto a olhava com uma cara se-livra-dessa-agora
– Filha eu já falei que naquela época eu era... vamos se dizer,
imatura para minha idade. –disse ela enquanto acariciava meu cabelo.
– Mãe eu prefiro ficar calada.
Ela dirigiu então,sem dar uma palavra, exceto quando paramos
no posto de gasolina para abastecer quando ela me perguntou se eu queria algo.
–Quer algo Melissa? – ela disse com um tom de voz como se
estivesse me esfaqueando com os olhos.
–Quero uma coca-cola, eu mesmo irei pegar, Obrigada Dianna. –sorri
e revirei os olhos.
Entrei na lojinha do posto e fui na maquina de refrigerantes,
coloquei um dólar, esperei,esperei e esperei e nada do meu refri sair. Fui até
o caixa e perguntei:
–Qual o problema da maquina de refrigerante ali? – falei num
tom rude e apontei por cima do ombro
O vendedor estava ouvindo musica no ipod dele, quando me
olhou com uma cara de que não queria dar informações a ninguém.
–Está quebrada, não viu a placa? – ele apontou para a placa
bem grande que dizia “MAQUINA QUEBRADA”
Eu corei envergonhada, pois não tinha visto a tal placa.
–Ah... desculpa não tinha reparado. Me dá um doritos então,por
favor. – eu o pedi educadamente.
–Aqui esta. – ele me entregou e recebeu o dinheiro.
–Pode ficar com o
troco.
Quando sai da loja minha mãe já estava dentro do carro,
batendo o dedo indicador no pulso em cima do relógio indicando que íamos nos
atrasar
Apressei o passo e entrei no carro. Ofereci a ela o doritos
ela disse que não queria. Fomos caladas até chegar em New Jersey.
. Minha avó me abraçou e disse:
–Como você cresceu Mel! Esta uma mocinha! Os garotos ficam
doidos hein... – ela deu uma risada rouca
–Acho que não hein vovó. –eu ri e corri para abraçar minhas
primas.
Julie e Charlie, Julie era dois anos mais nova que eu (tinha
15) e Charlie tinha a minha idade (18) e
o bom era que elas moravam do meu lado! Pelo menos não ia ficar sem amigos.
Assim que entrei,comi o fmoso bolo da vovó e fui correndo
pegar na minha mala o meu celular. Precisava ligar pra Elise, minha amiga.
Tinha 19 ligações perdidas. Digitei o numero dela o mais rápido
que eu pude.
–AONDE VOCÊ TAVA MEL?FUI NA TUA CASA MIL VEZES E NÃO TINHA
NINGUÉM! – ela gritava no telefone.
Eu dei um leve sorriso e falei:
–Acho que você não vai gostar dessa noticia, mais eu vou
passar um tempo em New Jersey. –eu falei trincando os dentes e fechei os olhos
com medo da reação dela.
Ela ficou em silencio,por tipo, dois minutos.
–Elise? – perguntei preocupada
–Porque você não me avisou? Cara o que vai ser de mim sem você?
Você não pensou em mim Melissa! – eu sentia a voz dela tremula
–Culpe ao Sr. John não a mim! –exclamei – Ele que viajou!! Eu
podia muito bem me virar sozinha já tenho 18 anos!
Duas choronas, chorava eu e ela também.
Conversamos,conversamos até que tive que ir dormir porque no
outro dia eu tinha escola... infelizmente.
–Amiga vou dormir beijos. –Disse enxugando as lagrimas do
meu rosto.
–Amanhã me ligue, entendeu? Beijos – ela disse e desligou.
Abri minha mala procurando um jeans menos sujo, e joguei em
cima da cadeira. Cai na cama e dormi. Acordei com a imagem da minha mãe sorrindo,
com seus cabelos loiros/grisalhos ondulados e com uma bandeja nas mãos com uma
tigela com cereal e leite.
–Uau, café na cama... – eu bocejei e passei a mão no rosto.
–Você é minha filha! Vamos chega pra ela – ela disse
enquanto me empurrava para colocar a bandeja na cama – você tem 15 minutos para
se arrumar para eu te levar na escola.
Como feito um foguete, tomei um banho,escovei os dentes,
coloquei uma headband preta no cabelo, me vesti e peguei meu material e desci
as escadas.
Minha mãe ainda se arrumava então esperei sentada no sofá.
Estava um pouco ansiosa pra falar a verdade. Queria saber se eu ia gostar das
pessoas, e se elas iam gostar de mim.
Minha mãe terminou,tirou o carro da garagem e me levou na
escola. A Newark School.
A escola era enorme, tinha um gramado e tudo mais. Sua Prima
Charlie estudava lá e foi recebe — lá na maior felicidade.
–Mel!! –ela a abraçou.
Melissa retribuiu um pouco sem jeito. Charlie com o seu
jeito extrovertido já chamou os amigos para apresentar a prima do Arizona.
Melissa olhava para todos para saber se os olhares eram de
acolhimento. Mais só um deles que foi
diferente. Um garoto com aparência mais velha,mais também com um rosto
aveludado. Seus olhos negros brilhavam no sol da manhã . Ela não quis pergunta
na hora a sua prima mais ficou bastante curiosa com o garoto que estava
encostado no muro da escola,ouvindo musica.
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