Notas iniciais
Oies! Esta é minha primeira fic, então peço que tenham paciência com minhas crises de lacunas de criatividade ou erros de ortografia, desde já agradeço quem está lendo! :)
Significado do nome da personagem principal:
Kamilah: Perfeição (eles tinham medo dela, porque ela mais do que ninguém chegava perto de ser uma criatura híbrida, mas perfeita).
Chisisi: Segredo (achei ideal considerando que minha personagem fictícia foi tratada pelos outros egípcios como um segredo a se guardar, pois se tornou uma vergonha a todos eles).
Bora ler?

Estava andando pelas ruas quando eu senti aquele cheiro familiar. Que saudades, maninho. Fechei os olhos e comecei a sentir não apenas o cheiro, mas aquela essência dele também. Mais saudades. Então me lembrei de que não era certo, aquilo só daria em encrenca pra ele. Pra mim também, mas a minha vida era só encrenca e eu já nem ligava mais, apenas mantia longe as pessoas que amava, e por tal motivo, era odiada. A gente sempre tenta fazer o bem e por isso somos deixados de lado — no meu caso, fui exilada por minha própria mãe, mas isso eu conto depois. A questão era: o que ele fazia aqui?

Fruto de uma noite vergonhosa de Néftis que, ao estar fora de si e se relacionar com Hades, me tornei o que todo mundo (com exceção de alguns indivíduos suicidas e amantes da rebeldia) quer longe de si: uma híbrida. Fui apagada da história por ser metade grega e metade egípcia. Dizem que quando você não é lembrado por ninguém, você morre. Quer saber a verdade? Você não morre (que decepção pra vocês, egípcios, eu não morri!), você apenas existe. E isso é a pior maneira de castigo: vagar pelo mundo sem ninguém e consequentemente, sem propósitos. Sequer nome minha mãe me dera, pois em meu nascimento, ela ordenou que Hórus me matasse, mas ele me enviou para fora do Egito. Há boatos de que ele se encantou comigo. Que hilário considerando que eu era uma bebêzinha.

Meu pai, me acolhera com carinho (o máximo que se pode imaginar vindo dele), mas quando tomei noção da quantidade de problemas e desequilíbrio que eu causava para ele lá, fugi. Meu irmão, Anúbis, por diversas vezes se comunicara comigo e eu o amava demais da conta pra permanecer em sua vida, então eu, teimosa, fugia dele todas as vezes.

Agora que sabe o básico, vamos voltar onde paramos: eu corri. Corri porque seria doloroso demais olhar nos olhos uma das únicas (talvez única) pessoa que me amava de verdade para só depois de séculos vê-lo de novo. Não que tempo seja algo assim tão ruim pra mim, mas ainda assim é doloroso.

Ele percebera que eu estava correndo, e correu também, mas não estava sozinho: havia mais três pessoas com ele. A curiosidade de me virar pra ver quem era quase me venceu, mas ativei meus instintos de loba e corri mais ainda. Ouvi alguém parar para respirar e arfar, senti cheiro de gato. Gato! Bastet, o que ela queria comigo vindo atraz de mim assim? Como Ann podia fazer isso comigo? Rosnei e pulei um Mercedes estacionado no meio do meu caminho mas me lembrei de que meus perseguidores também conseguiam fazer isso. Então parei e me virei.

- Qual, é, Ann! — gritei com raiva — Não pode me deixar em paz por um século ao menos?

- Pensei que fosse estar com saudades. — disse ele presunçoso e arfando.

Fiquei orgulhosa por deixá-lo arfando. Ele não estava nem um pouquinho em forma. Observei Bastet ao seu lado.

- Mas por que toda a visita? Compaixão? Não preciso disso. Isso aqui se chama exílio mas é muito bom na verdade. — abrí os braços mostrando toda Manhattan e sorrindo ironicamente.

Ele franziu o cenho.

- Claro, sem ninguém na sua vida além dos carinhas que você fica e depois deixa de lado. — completa ele.

Rosnei e recuei ao ver mais duas pessoas — humanos — chegarem.

- Dá pra esperar da próxima vez? — resmungou irritada uma garota loira.

Parecia estar mandando no meu irmão. Franzi o cenho e ao ver a cara de culpado que Ann tentava esconder, mas depois tive que me segurar pra não rir ao entender tudo: ele finalmente se apaixonara. Não que os Outros fossem aprovar, mas este era meu maninho: rebelde.

- Presumo que precisem de minha ajuda pra algo. — resmunguei.

- É ela? — pergunta o menino moreno bonitinho.

- Tenho um nome! Sou Bianca Kamilah Chisisi, e vocês estão diante da encrenca em pessoa. — dei uma piscadela pro garoto que me olhou sem entender, então eu vi.

No fundo daqueles olhos negros, confusos e inocentes, eu o vi. Se eu não fosse pálida feito papel, teria ficado. Recuei. Nunca imaginei que o veria depois de ele mesmo ter me salvado mas ali estava ele. Olhei pra garota loura e lá estava ela, irritante e irradiando alegria falsa. Ísis, Hórus, Bastet e Anúbis estavam diante de mim e pior: eles me procuraram em pessoa. Uau, era hora de ficar assustada.

Notas finais
E aí?