Falling Slowly
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Sabe àquela hora em que você se arrepende de fazer algumas coisas no calor dos acontecimentos?
Aquele era o momento perfeito para eu sentir isso, mas não estava. Um institui materno tinha se apoderado de mim e a única coisa em que conseguia pensar naquele momento era de que eu tinha que manter Seth a salvo.
Sam estava furioso, — O que eu faço com você? – ele perguntou. – Talvez eu aperte esse lindo pescoço até você ficar roxa. – uma corrente de ar frio fez meu corpo gelar.
– Não chegue perto dela Sam. – Seth falou ainda amarrado a cadeira.
– O que você quer moleque? Fica quentinho ai que a conversa aqui é de gente grande.
– Nos deixe ir embora Sam, vai ser melhor assim. – eu disse. – Prometo que terá seu dinheiro.
– Se promessa valesse alguma merda eu estava rico, minha lindinha. Mas tem uma forma de eu deixar vocês saírem daqui? – ele disse com um sorriso nos lábios.
– Qual? – Perguntei sem rodeios.
– Talvez você não goste muito, mas prometo que depois você ira gostar. – ele falou enfatizado o prometo.
– Fala logo de uma vez o que quer! – falei irritada já com seus rodeios.
– Por que não vamos ali, no quarto e eu lhe mostro o que é? – o sorriso malicioso dele vês-me perceber o que queria.
– Sem chances, nunca faria um coisa dessas. – disse entredentes.
– Estou uma solução. – ele elevando as mãos.
– Qualquer coisa, mas isso não.
– Por que não? Por causa do playboyzinho que você namora? Aquele viadinho. Vamos lá gata deixa eu te mostrar que sou bem melhor que ele. – Sam se aproximava de mim, e eu recuava a cada passo que ele dava.
– Fica longe de mim! – falei elevando uma mão.
– Sam nós deixar ir embora, por favor! – pediu Seth.
– Já disse pra calar a BOCA! – Sam deu um soco em Seth.
– NÃO FAZ ISSO! – gritei voando pra cima dele tentando acerta-lhe alguma parte vital.
Mas ele era o dobro, talvez o triplo do meu tamanho e era mais forte.
Só senti um solavanco no momento em que ele me arremessou para longe, minha cabeça betu em alguma coisa, o que me deixou.
– Nessie! – ouvi Seth me chamar, mas sua voz estava distante. – Nessie!
Em seguida não ouvi mais nada, minha visão estava turma por mais que eu forçasse-me a ver alguma coisa, estava tudo desfocado e minha cabeça doía muito.
Puxei o ar algumas vezes tentando me acalmar, estava começando a ficar nervos e isso só pioria as coisas. Minha visão aos poucos estava voltando ao normal.
Consegui ver Seth. Ele estava amordaçado agora e às lágrimas brilhava em seus olhos.
– Agora vamos ser nós dois. – Sam apareceu de repente em minha frente e falou muito próximo do meu rosto.
Antes que eu tivesse qualquer reação ele me ergueu do chão, Seth se debatia na cadeira tentando soltar-se das amarras.
Ou socava Sam, mas meus socos não tinham nenhum efeito sobre ele.
– Me solta! Me deixa em paz! – eu pedia, mas ele não ouvia.
Ele me levou para outro cômodo do apartamento, um quarto, entre em pânico quando imaginei o que ele queria. Fui jogada sobre uma cama que rangeu com o peso de meu corpo. Os lenços estavam desarrumados e manchados.
– Eu estou sendo até bonzinho não fazendo o que eu quero na frente do garoto. Fique feliz pelo menos ele não ficara tão traumatizado. – ele falava como se aquilo fosse à coisa mais normal do mundo e ainda exibia um sorriso diabólico nós lábios.
Meu corpo estava gelado, meus músculos tensos, eu o mataria se ele atrevesse tocar em mim.
– Fica longe de mim. – falei com toda raiva e ódio que sentia transparecendo em minha voz.
– Não se faça de difícil Nessie. – ele disse enfatizando meu apelido. – Não é assim que gosta de ser chamada? Nessie. – falou mais uma vez.
Ele se aproximava da cama. Suas mãos abriam o fecho da calça dele. Minhas costas bateram na cabeceira da cama. Eu esta encurralada a única saída era a porta atrás dele, a janela era gradeada e mesmo que eu gritasse ninguém me escutaria.
– Não se faça de difícil docinho. – Ele me puxou pelas pernas, me segurei na cabeceira da cama, mas foi em vão.
Uma náusea subia por minha garganta. Os lugares por onde as mãos dele passavam parecia que era queimado, que um milhão de agulhas furavam meu corpo. Ia dá um chute em sua virilha, mas a mão dele foi mais rápida e segurou minha perna.
– Adoro mulheres selvagens. – ele disse subindo meu vestido. Maldito dia para usar vestido por que não coloquei uma calça bem difícil de tirar.
Eu me mexia tentando afastar suas mãos de mim, mas elas estavam em todos os lugares. Eu pedia a Deus para me ajudar, pra que um raio partisse Sam no meio, mas nada acontecia. Lágrimas começaram a brotar de meus olhos.
Quando meu vestido Já estava completamente levantado um estrondo alto, fez Sam sobressaltar-se.
Ele saiu do quarto para ver o que era.
– Mas que m...... — o ouvi falando por eram nem dei atenção meu cérebro só procurava uma forma de sair dali sã e salva com Seth. Ele iria volta e quando voltasse ia querer terminar o que começou. Procurei pelo quarto algo com que pudesse atingi-lo, mas não tinha nada.
Meus olhos caíram sobre meus sapatos, salto agulha era minha única arma naquele momento. Percebi uma movimentação do lado de fora, corri para traz da porta com um sapato em mãos pronta para lhe cega um olho quando entrasse.
A porta foi aberta e quando ia pular em cima dele para atingi-lo com o sapato, mãos forte que eu conhecia muito bem agarraram meu braço.
– Jake!!!! Graças a Deus. – o abracei com todas as minhas forças.
– Meu amor, você está bem? – ele me perguntou.
– Agora sim. Oh Jake ele quase.... – comecei a chorar e os soluços não me deixavam falar.
– Shii tá tudo bem agora. – ele me agarrou. – Mas que merda você ia fazer com esse sapato, Nessie? – ele perguntou tirando o sapato de minha mão.
– Eu só tinha isso para acertá-lo. – consegui responde. Jacob sorriu. – Mas o que aconteceu, por que demorou tanto?
– Desculpa meu amor, viemos o mais rápido que pudemos. – ele disse alisando meu rosto.
– Viemos?
– Assim que recebi seu bilhete. Liguem para Embry Call, o meu amigo da policia.
– Ahh.
– Jacob. – alguém o chamou entrando no quarto. – Vamos levar aquele merda para a delegacia. Se a senhorita Swan e o garoto vão precisar presta depoimento. – disse o homem.
– Embry, acho que eles já tiveram emoções de mais por hoje. Amanhã os levarei.
– Não, quero que esse pesadelo termine logo e o quanto antes eu fizer isso melhor. – falei.
– Tem certeza, meu amor? – Jacob perguntou olhando-me nós olhos.
– Sim. E Seth onde ele está? Ele está machucado?
– Ele está bem Srta. Swan um pouco abalado, mas bem. – disse o policial Embry.
Fui para sala e encontrei Seth em pé cabisbaixo em um canto. Me aproximei dele e o abracei.
– Desculpa Nessie. Isso é tudo culpa minha. – ele dizia entre soluços.
– Shiii não diz nada Seth, você não é culpado de nada. Não chora tá. Está tudo bem agora.
Saímos daquela espelunca para a delegacia, quase três horas depois estávamos todos em casa. Seth estava ainda abalado e falava pouco. Jacob pediu comida pelo telefone, ninguém estava com ânimos para cozinhar.
Eu já estava no chuveiro há uns 40 minutos, queria limpar meu corpo do toque daquele homem, que tudo que aconteceu hoje descesse pelo ralo e fosse esquecido.
– Ness, a comida já chegou. – Jacob entrou no banheiro.
– Tudo bem já estou saindo, — falei.
Jacob já estava saindo do banheiro quando eu chamei.
– O que foi? – ele perguntou.
– Vem aqui. – falei.
Abrir o box quando ele se aproximou. O abracei molhando a suas roupas.
– Eu te amo tanto. – falei beijando seu pescoço.
– Eu também te amo. Mais do que tudo nessa vida. – ele envolveu meu corpo nu com seus braços. – Nunca mais faça uma besteira dessas Nessie. Ir lá sozinha, nem quero imaginar o que teria acontecido se eu não tivesse conseguido chegar a tempo.
– Desculpa, eu sei que errei, mas não podia ficar sem fazer nada. Me perdoa.
– Não tem nada para ser perdoado, só não faz mais isso, ok? – ele pediu.
– Eu prometo. – selei nossos lábios.
Nossas bocas estavam desesperadas uma pela outra a caricia de nossas línguas me fazia esquecer completamente o terror daquela tarde. Puxei ele para dentro do box, já puxando sua camisa a fora e ele me ajudava a se livra de suas roupas. Queria que ele me amasse ali e agora.
Que o cheiro dele impregnasse em meu corpo.
Jacob Black é o homem de minha vida, não conseguia mais enxerga meu futuro sem ele. Quero que ele seja o pai dos meus filhos, quero envelhecer ao seu lado.
Nos amamos, intensamente, só existia nós dois no mundo naquele momento.
Acabamos sentados no chão do banheiro, eu meu seu colo ainda podia senti-lo dentro de mim.
– Casa comigo! – ele falou olhando-me nós olhos.
– Casar com você? – perguntei ainda sem acreditar que estava ouvindo aquelas palavras.
– Sim. Quer que você seja minha mulher Nessie. Eu te amo, nunca sentir isso por ninguém e quero você ao meu lado pelo resto de minha vida. – ela falou.
Minhas emoções estavam uma loucura e já estava chorando agora.
– É claro que eu caso. – disse com a voz embragada. – É claro que eu caso. – repeti o beijando em seguida.
– Não sabe como fico feliz em ouvir isso. Há semanas venho tentando encontra a melhor forma de te pedi isso e o acabo fazendo sentado no chão do banheiro. – ele falou.
– Não poderia ser mais perfeito. – falei sorrindo.
– E o anel está em uma gaveta no escritório.
– Não se preocupe. O mais importante agora é que eu vou me casar com você Jacob Black.
Meu dia pode ter sido o pior da minha vida, mas agora ele terminava coma promessa de outros muitos que seriam os melhores.
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