01/01/2010

Quatro anos antes.

Caroline Forbes Narrando.

–A noite foi ótima, muito obrigada. — digo, dirigindo-me ao pai da Bonnie.

–Que nada, você e as amigas da Bonnie, sempre serão bem-vindas na nossa casa, quando quiserem voltar às portas estarão abertas. -diz, ele gentilmente.

–Com certeza, voltaremos. -Elena fala.

–Vocês duas tem certeza que não precisa levar ambas em casa? -interfere Bonnie, aparecendo ao lado dele.

–Não, não precisa mesmo, eu e a caroline, moramos perto, a gente faz companhia uma para outra.

–Vocês é quem sabe. -fala ele, abrindo a porta da casa. -É que é perigoso, hoje é inicio de ano, a maioria das pessoas estão viajando, outras dentro de casa, as ruas estão desertas.

–Acho completamente o contrário, por ser dia primeiro, está todo mundo nas ruas, comemorando e feliz. -fala Elena, o convencendo-o que nos temos que ir sozinha.

Eu não me oponho contra ela, eu queria que ele e Bonnie, acompanhassem a gente até em casa. Uma hora dessa, duas meninas sozinhas e desprotegidas, nessas ruas desertas é perigoso, mas não digo nada, nem sei o porquê ela está fazendo isso. Então, apenas concordei com ela, mesmo sabendo que ela está errada.

–Então, tá. -diz Bonnie, vindo até a gente e dando um abraço coletivo. -Assim que chegarem em casa, não esqueçam de ligar.

–Pode deixar. -digo, me afastando assim como Elena.

–Nos daremos notícias.

Ela acena e logo após entra dentro de casa, assim como o seu pai.

–A Família da Bonnie é um amor, né? Trataram a gente da melhor forma possível.

–Sim. São muito gentis. Achei até calmos demais, não é qualquer um que te aguenta. -digo, ironicamente.

–HAHA! -Ela faz uma risada forçada. -Como se você fosse mole, né?

–Eu sou normal para uma menina de quatorze anos. E você? Completamente sem juízo.

–Pare, Senhorita Forbes. Você não está falando de você mesma. -ela, fala rodando e fazendo sinais com as mãos em ato como se eu tivesse que aprovar o que ela acabou de falar.

–Se você pensa, assim. Quem sou eu para dizer o contrário? -digo, fazendo ela parar e a puxando para mim com os braços. -Vai dar onze horas da noite. Um pouco tarde, não acha? Vamos, ir mas rápido.

–Está com medo? -ela, fala se afastando.

–Não é isso. -digo, a puxando de volta. -Deveríamos ter aceitado a carona que o pai da Bonnie queria dar a gente. Olha essas ruas como está deserta.

Por um instante ela para e olha de relance para mim. Não se afasta e apenas diz

–Eu também acho isso. Não que eu esteja com medo. Mas sei lá, pensei que estaria mas movimentado. E também não queria incomodá-los, mas você também concordou pensei que..

–Incomodar? Para, Com isso. Concordei porque, sei lá. Pensei que você queria fazer algo, ou ir na casa de alguém -falo, apertando os seus braços magrelos, quando avisto três caras conversando em um beco ali perto.

–Caroline. Pare! -ela fala, quase em um sussurro. Ela estava tão assustada como eu. Olhamos ao nosso redor, e não tinha ninguém na rua.

Até pensei em voltar para casa da bonnie, mas já estávamos distante demais para isso. Agora já estávamos quase perto de casa.

–Não demonstre medo. -ela fala, com a voz falhada. Passando normalmente do lado daqueles caras, ela não demonstrava medo algum, mas eu sim. Minhas pernas estavam bambas. E o meu rosto, nossa. Nem precisava me olhar em um espelho para saber que estava assustada. Quando passamos por ele, um alívio tomou conta da gente. Pude perceber, que ela até bufou e sorriu suavemente.

–Eu sentir medo.

–Quem não sentiria? -digo, ainda com a voz baixa.

–Eles estão vindo atrás da gente? -pergunta ela.

–Eu não sei, não vou me virar.

–Eu vou! -ela fala. -Estava sentindo isso. — diz ela, entre dentes. -Vá para um lado e eu vou para o outro, quem chegar primeiro em alguém , pede socorro.

Diz ela, se soltando de mim e entrando um beco á sua esquerda.

Rapidamente, corri para o lado contrário. Eu tinha que chegar em casa á tempo. Ou em qualquer lugar. Qualquer casa que eu visse aberta eu entraria. Depois explicaria o que estava acontecendo. Vê que apenas um homem, vinha atrás de mim. Os outros dois, foram atrás da Elena. Que ela possa conseguir escapar. Comecei a correr mas rápido, em qualquer lugar que olhava estava fechado, ninguém estava na rua. Não poderia ser. Início do ano e eu sendo perseguida. É que sorte á minha. Realmente comecei com o pé esquerdo.

–Te peguei! -fala ele, me jogando contra a parede. Fazendo-me sentir minhas costas estremecerem, logo após, caindo sobre o chão.

–Me deixa! -digo, tentando me levantar e sair dali.

–De forma alguma! -ele fala, sentando em cima de mim e segurando os meus braços.

Debati-me, gritei. Implorei por socorro.

–Não vai ser tão difícil, eu até que sou bonito! -ele fala, rindo diabolicamente.

Sim, ele é perfeito. Tão forte, tão bonito. Tao jovem? Por que fazer algo assim? Por que obrigar-me a fazer algo que eu não quero.

–Você poderia ter qualquer outra garota . -digo, tentando me soltar de suas mãos.

–Qualquer garota, não é você! -ele fala, aproximando o seu rosto bonito e maldoso dos meus.

–Estupido! -digo, cuspindo na sua cara.

Sinto, a raiva percorrendo em seu corpo.

–Vadia! -ele fala, jogando com força uma de suas mãos, no meu rosto.

Passei á língua, em volta dos meus lábios e sentir gosto de sangue. As lágrimas já percorria na minha face. Eu sabia o que ele queria. Nunca o vê antes na minha vida. Mas com certeza, jamais esquecerei esse rosto tão bonito e tão vazio, que mal eu conheço, estou sentindo que me destruirá de uma forma, que jamais poderei esquecer.