Falling In The Black

10 Capítulo Dez – Morte.


Notas iniciais
Nesse capítulo teremos surpresas para nosso herói e conheceremos um pouco sobre O Conselho.

De volta com Harry...

―Diga-nos, seu bastardo, quem dá as ordens no seu povo?!―O ruivo gritou socando o rosto de Harry, já com hematomas negros, usando um soco-inglês de prata. ―Anda!

―FO... DA... SE. ―Harry respondeu sibilante com o maxilar trincado ignorando a dor da área fraturada focando somente no ódio que estava sentindo.

Eles já estavam furiosos. O interrogatório não estava levando a nada. Não importava os métodos que usavam desde perguntas à tortura e o moreno não falava nada que fosse importante além de insultos e xingamentos. O grupo já havia tentado queimá-lo com fogo celestial*, prata nas feridas, verbena pura, água com verbena e veneno. Absolutamente TUDO, mas Harry parecia ter um autocontrole infinito porque ele nunca soltava um grito de dor. Era absolutamente sem emoção nenhuma e incrivelmente, frustrante para os membros da Black Star.

―Eu não agüento mais isso, Jack!―O loiro gritou cansado erguendo os braços de não conseguir informações do moreno enquanto o ruivo dava um pescotapa no mesmo. ―Por que fez isso, imbecil?!

―Porque não é pra revelar nossas identidades, Jerk*!―O ruivo respondeu com zombaria do colega. ―E para de reclamar que já está me dando nos nervos.

*N/T: Jerk significa babaca em inglês.

―Meu nome é Jeff, não Jerk seu idiota. ―Harry meneou a cabeça na lerdeza do loiro. ―Nós não vamos conseguir nada desse bastardo. Não sei se você já notou, mas ele não nos disse NADA relevante!―O loiro continuou com seu desabafo enquanto Harry segurava a risada malévola ao perceber que logo ele iria escapar.

―Por que não o matamos de uma vez por todas, Jack?―O moreno, segundo no comando, perguntou tragando o cigarro, provavelmente, tentando aliviar a dor do pé quebrado que Harry havia dado a ele.

―Porque esse vampiro... ―Nota-se o escárnio e o desgosto presente em sua voz ao falar sobre essa espécie. ―Obviamente, não é comum e eu tenho a sensação de que ele é mais importante do que aparenta. Então, precisamos dele inteiro e respirando, Ryan. ―Ele respondeu lentamente como se falasse com uma criança.

Enquanto era “torturado” Harry tinha prestado atenção aos mínimos detalhes de cada membro do grupo. Nada escapava de seus olhos perspicazes. Regulus sempre havia dito que são os detalhes que fazem a diferença entre a derrota e a vitória. O de cabelos escuros, Ryan, com quem Harry havia lutado ainda estava ferido, então seria o mais fácil de eliminar. O loiro, Jeff, parecia ser especialista em luta a distância aquela que utiliza mais as pernas que os punhos, então se Harry usasse uma tática que conseguisse bloquear as pernas, porém os socos dele eram fortes e Harry teria que ter cuidado. O ruivo, Jack, parecia ser o mais agressivo do grupo. Ele era bom no combate corpo-a-corpo, porém usava muita força nos golpes e, consequentemente, se cansa mais rápido.

Nenhum sinal do cara que havia fugido, mas um instinto lhe dizia que ele iria voltar. Não era normal que os membros da Black Star fugissem de uma luta. Algo estava errado, muito errado. Com o canto de olho, Harry percebeu que eles tinham começado uma fogueira e praguejou mentalmente.

“Porra... Mas nem fudendo que eu vou ser queimado.”

As cordas que o amarravam eram bastantes grossas feitas com fios de prata abençoada. Regulus o tinha explicado uma vez sobre sua teoria da razão pela qual vampiros não são muito fã de religião, mas isso seria para outro momento. De preferência, quando ele estava solto e em um voo direto para a Itália. Ele teria que agir rápido. Nas mangas da jaqueta de couro, ele tinha uma pequena faca de caça que Harry estava usando para soltar-se.

―Jack!―Jeff gritou apontando para Harry que tinha um sorriso maldoso observando sua expressão de arrogância ser substituída por uma de puro pavor enquanto ele chamava o ruivo. ―Ele se soltou!

―Tsk... Tsk... Tsk. Já brinquei bastante com a comida, agora é a minha vez de ditar as regras. ―Harry disse com um brilho diabólico ao redor dele, aproveitando o elemento surpresa, ele criou uma névoa espessa capaz de escondê-lo facilmente dos atacantes. ―Vocês vão morrer.

―Nós tiramos seus poderes!Como você ainda consegue permanecer de pé?!

Em um piscar de olhos, Harry já estava erguendo o loiro no ar antes mesmo que o homem pudesse reagir e o socou com tanto força na costela que era possível ouvir os ossos se quebrando há metros de distância. Jeff, ainda cambaleante sofrendo com a falta de ar e uma hemorragia interna, levantou em uma tentativa de revidar o ataque, mas acabou fraquejando e caindo no chão. O golpe foi rápido e preciso causando uma morte rápida e dolorosa assim como Harry tinha pensado.

Porém, Harry já estava indo atrás do ruivo que estava com atenção redobrada. Ele não queria compartilhar o mesmo destino de Jeff. A névoa se tornou mais espessa ao redor dele, então um borrão de negro. Jack tentou focar no vampiro, mas com a velocidade dele e a névoa, isso se tornou uma tarefa difícil. Ele não teve tempo de reagir e de repente, o ruivo sentiu seu pescoço ser comprimido e ele começou a se debater. Jack estava começando a perder a consciência e com suas últimas forças, ele conseguiu cravar uma estaca, que tinha escondido sob as roupas, no coração da fera. A última coisa que ele viu antes de morrer foram os dois olhos cor de esmeralda com manchas prateadas.

A estaca no coração é uma das poucas coisas que servem contra vampiros. Mas diferente dos filmes hollywoodianos, o efeito não é instantâneo, os vampiros demoram a morrer e sentem muita dor conforme o tempo passa. O porquê que eles morrem é pelo fato de que o coração e o cérebro serem as únicas partes que não são possíveis utilizar o processo de cura e cicatrização natural para se salvar. Então eles morrem se não receberem a devida ajuda.

Agora, faltava somente um. Ryan. Ele ainda estava com o pé machucado, porém o destino dele seria uma morte rápida porque ele foi o que menos lutou e torturou Harry. Harry decidiu ser “piedoso” e acabou com ele de forma rápida. Enquanto isso, Igneas Treasure permanecia parado como estátua escondido em meio às árvores e via seus captores morrerem todos de uma vez. Igneas sabia que devia temer, porém, ele estava grato ao vampiro sanguinário por salvá-lo, quando ele ouviu.

―Morra. ―Harry disse sibilante olhando um ponto atrás de Igneas, que se assustou e saiu do caminho.

Foi quando Igneas percebeu quem era o alvo de Harry e se interpôs entre os dois, dizendo: ―NÃO!!Ele estava planejando me ajudar a escapar, foi ele que me manteve vivo. Ele trabalha pro Conselho. ―Após ele ter dito isso, o comportamento de Harry, ainda em sua forma “demoníaca”, mudou. Ele tornou-se desconfiado olhando bem os dois a sua frente como se analisasse a possibilidade de ser verdade.

―Patente. Ordem. Insígnia. ―Harry disse seriamente para o outro que respondeu rapidamente sem vacilar sob o olhar inquisitivo do vampiro enquanto Igneas permanecia em silêncio.

―Patente: Capitão Joshua O’Learn, Divisão Leste. Ordem: Clã O’Learn, Norte da Irlanda. Insígnia do Grifo. ―Joshua respondeu mostrando seu distintivo de bronze enquanto Harry deu um sorriso de canto com a coragem da criatura.

―Acredito em vocês. Preciso que voltem ao centro da cidade e procurem por Edgar Blake. Mostrem a ele, esse símbolo. ―Disse mostrando sua própria insígnia, uma espécie de broche com a crista de um corvo e uma águia sobrevoando um lobo uivando para lua ao fundo. Joshua arregalou os olhos tendo ouvido falar boatos sobre a insígnia do Guardião. ―Diga que o Eclipse não quer dizer que não há luz, somente que a escuridão está mais forte no momento. Vão depressa enquanto eu cuido disso.

Ambos correram em alta velocidade pela estrada de terra de volta à cidade, assim que eles estavam longe o bastante, Harry soltou um suspiro abrindo a jaqueta revelando uma mancha enorme de sangue na camisa. Agora que a transformação estava perdendo o efeito, sua ferida parecia piorar. Ele tinha a ferida firmemente pressionada, com a estaca ainda presa, tentando ganhar tempo. Harry estava ficando fraco e sentia sua magia tentando curá-lo em vão, ele sabia que iria morrer logo. Ele precisava chamar o Dobby depressa.

―Dobby. ―Ele chamou fracamente sentindo uma onda de dor se espalhar pelo corpo.

―Mestre!―O pequeno servente disse horrorizado. ―Temos que voltar a mansão.

Então, agarrado ao mestre, o elfo aparatou de volta à Mansão Black.

Notas finais
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