Falling In The Black

14 Capítulo Quatorze – Sinceridade e desconfianças.


Notas iniciais
Nesse capítulo teremos um momento fofo entre Harry Hermione após a reconciliação e parece que nosso querido bruxinho tem mais parentes vivos. Será possível? A resposta está nas próximas cenas de Falling In The Black.

Quarto do Harry, tempo atual...

―Eu nunca te agradeci por me perdoar, Harry. ―Hermione comentou enquanto Harry deitava a cabeça no ombro dela. As mãos entrelaçadas e um sorriso contente no rosto de ambos. ―Eu... Eu não sei o que faria se algo acontecesse com você. ―Ela disse com algumas lágrimas escorrendo e Harry deu um aperto suave em sua mão tentando confortá-la. ―Eu ficaria sozinha em um mundo desconhecido e sem ninguém pra me entender e eu sei que...

―Que você se sairia muito bem. ―Ele assegurou a ela erguendo seu queixo pra olhar em seus olhos. ―Porque você é Hermione Jean Granger, melhor amiga de Harry Potter e a Bruxa Mais Brilhante de nossa geração. Você é inteligente e conseguiria se virar, já eu... Eu seria uma bagunça completa sem você. ―Ele brincou com um sorriso bobo fazendo-a rir ligeiramente. ―É como eu disse, não existe Harry Potter sem Hermione Granger.

―Harry, você acha que a Clair usou seus poderes com a gente?―A morena perguntou inquieta fazendo-o sorrir. Ela ainda era sua Mione. ―Sabe, no treinamento ou em alguma missão?

―Sinceramente?Não. Você acha que mudou muito desde que se transformou não é?―Ele perguntou com um sorriso compreensivo e Hermione corou acenando afirmativamente antes de esconder o rosto nos cachos. ―Às vezes, eu me pego pensando nisso também, é como se eu não fosse mais aquele Harry e isso me assusta. Mas então, eu me lembro de você ter me dito que mudanças fazem parte do amadurecimento. Nós não podemos agir mais como crianças, Mione, uma guerra se aproxima no horizonte. Eu quero viver. Mesmo que seja uma vida destinada à danação eterna no pós-morte.

―Eu entendo o seu desejo, Harry. ―Ela comentou e abriu um sorriso enorme abraçando-o novamente. ―Eu pensei que era paranóia minha e que estava exagerando, eu tenho inseguranças como todo mundo e a Clair era minha única ouvinte. Mas eu não conseguia ver como ela poderia entender minha situação como você que passou pela mesma coisa. ―Hermione confessou um pouco envergonhada pela admissão.

―Se isso te ajuda, eu também tenho inseguranças. ―Harry decidiu confessar também e ajudar a diminuir a vergonha da amiga fazendo a mesma se surpreender com a confissão tão abertamente sincera. ―Regulus me ajudou com todo esse meu problema em me abrir com as pessoas, ele disse que poderia ainda me causar MAIS problemas no futuro. Foi difícil no início, mas no fim, eu já estava melhor. Eu sei que posso me transformar num vampiro demoniacamente sinistro e todo esse lance dons agora, mas sei lá, parece que está tudo acontecendo tão rápido e eu fico com medo de não ter tempo de apreciar essas pequenas coisas como os momentos que estamos tendo tipo esse agora.

―É estranho eu dizer que sinto o mesmo?―Hermione perguntou brincando fazendo os dois rirem. O clima estava visivelmente mais relaxado. ―Eu nunca cheguei a te odiar, você sabe né?Eu estava magoada, com raiva e confusa. Acabei descontando em você, mas eu não quero mais sentir isso. ―Hermione estava genuinamente arrependida de seu comportamento.

―Eu admito que, no início, eu fiquei magoado e eu te insultei conversando com o Regulus quando ele tocava no assunto proibido. Mas ele me fez entender o seu lado também e só pra esclarecer, você pode ter filhos e é impossível não estar fértil de acordo com o que li... ―Nesse momento, Hermione olhou para ele como se ele estivesse doente e Harry encolheu os ombros perguntando: ―O que foi?

―Hadrián James Potter lendo um livro?!Eu acho que podemos ir a um médico porque eu acho que enlouqueci!―Ela brincou exagerando na surpresa em seu rosto.

―De médicos e loucos, todos temos um pouco, minha cara Granger. ―Ele devolveu em sua melhor imitação pomposa. ―Eu sempre soube que você não era muito normal. ―Harry disse sorrindo maroto.

―Como pôde dizer isso de mim?!―Hermione disse com a mão no rosto falsamente magoada e indignada. ―Eu, a pessoa que mais te ama?!

―Sim, exatamente por essa razão. ―Respondeu dando língua para ela fazendo-a rir de seu comportamento.

Quando os médicos voltam ao quarto pedindo para Hermione se retirar enquanto eles fariam alguns exames em Harry, então o moreno iria descansar. O casal se despediu com um beijo na bochecha e um abraço. Quando Hermione estava fora do quarto encontrou Clair encostada na parede, distraída, parecendo preocupada.

―O que foi Clair?―Hermione perguntou assustando a ruiva e tirando-a de seus devaneios. ―Parece preocupada.

―Não é nada, só pensava que você poderia estar irritada por saber dos meus poderes. ―Ela respondeu dissimuladamente. ―Me acompanha numa caminhada pelos Jardins?

―Claro. Você queria falar comigo não é?

Escritório do Regulus, tempo atual...

O homem andava impaciente de um lado a outro, tentando arranjar coragem para confessar o verdadeiro motivo da transformação de Hermione. Quando batem na porta de seu escritório, eram os Evans. E eles pareciam inquietos com alguma coisa enquanto sentavam-se em frente à mesa.

―Por que parecem estar nervosos?Aconteceu algo com Harry?―Perguntou curioso olhando expectante o casal a sua frente. Quando se lembrou de um detalhe que não tinha pensado em toda a correria. ―E quanto ficou o tratamento do rapaz?

―Regulus, é sobre ele que precisamos conversar. ―O homem disse com um olhar sério enquanto encarava Regulus e a mulher concordava com a cabeça à afirmação do marido. ―Você já realizou algum teste sobre a herança dele?

―Não, por quê?―Regulus perguntou olhando, desconfiado, o casal que se entreolhou e adquiriu, novamente, o comportamento inquieto. ―Vocês estão começando a me preocupar.

―Regulus, durante o procedimento não tínhamos percebido, porém esse rapaz parece ter em seu cerne alguns traços da aura mágica de nossa falecida filha, Lily. ―A mulher disse fazendo Regulus arregalar os olhos diante da possibilidade e o homem franziu o cenho com a reação do amigo. ―Nós perdemos contato com nossa filha anos atrás. Ela havia se casado e decidiu permanecer no país, a muito do nosso contragosto. ―Ela contou sentindo uma sensação de tristeza ao lembrar-se do perigo da época. ―As informações envolvendo o paradeiro dela parecem ter desaparecido e quando decidimos contratar um detetive, o resultado foi nada e o homem sugeriu a darmos como morta. ―A mulher terminou tristemente nostálgica enquanto olhava o vazio. ―Se esse menino for mesmo meu neto, temos o direito de saber, Regulus. Eu não te peço como amiga, mas como uma mãe que não teve a chance de se despedir da filha. Por favor.

Ela soava desesperada, era perceptível em seu tom de voz, e Regulus engoliu em seco antes de tomar a decisão. Ele só esperava que fosse a escolha certa dessa vez e não se arrependesse depois. Regulus respirou fundo antes de responder a ela.

―Muito bem. Eu preciso de um juramento de ambos que o que vou dizer-lhes não será espalhado. ―Regulus exigiu ao casal, segurando a vontade de suspirar cansado. Eles se entreolharam confusos com o pedido. ―É necessário, existem segredos familiares envolvidos. ―Ele explicou recebendo um aceno de concordância do casal.

―Eu, Samuel Joseph Evans, juro pela minha imortalidade e magia que não irei revelar os segredos que me são confiados. ―O homem disse sendo coberto por um brilho azulado, que desapareceu rapidamente alguns segundos após recitar o juramento.

―Eu, Angelina Esmeralda Evans, juro pela minha imortalidade e magia que não irei revelar os segredos que me são confiados. ―Ela disse enquanto era cercada por uma aura dourada, que segundos após o juramento, desapareceu.

―Pode falar agora, Regulus. ―Samuel pediu, soando mais como uma ordem, enquanto sentava-se novamente assim como sua esposa. ―Explique-nos o porquê tanto segredo com a história dele.

―Não é só ele, mas a garota que estava com ele também. ―Regulus esclareceu suspirando e o casal olhou-o estranhando seu comportamento. ―O nome desse rapaz é Hadrián James Potter. Ele é o filho único de Lílian Ametista Potter e James Charlus Potter. ―Ele contou causando extrema surpresa no casal. ―O que foi?Por que estão com essa cara?―Regulus perguntou percebendo o espanto.

―Esse é o nome da nossa filha e do meu genro. ―Angelina contou emocionada com os olhos brilhando esperançosos. ―Então esse garoto é mesmo nosso neto perdido!

―Angel, eu acho melhor não criarmos muita esperança. ―Samuel não queria criar esperança só pra, logo depois, ser desilusionado. ―Vamos fazer um exame para ter certeza.

―Vamos deixar as interrupções de lado, o Harry é destinado a enfrentar o Voldemort. ―Regulus confessou dando tempo para Samuel e Angelina absorverem o impacto da notícia. ―Há alguns anos, uma profecia foi ouvida por Dumbledore a partir de Sibila Trelawney. Por mais que, eu não acredite nessas coisas, Voldemort sim. Então, no ano passado,... ―Regulus contou tudo que sabia sobre a situação atual chocando o casal. ―É por isso que eu peço cautela, Harry já ganhou e perdeu pessoas queridas muito rapidamente. Então, por favor, deixem-me falar com ele antes e eu o farei procurá-los.

―Tudo bem, Regulus. ―Samuel concordou com o plano já que achou o pedido compreensível. ―Nós ficaremos aqui enquanto esperamos que nosso possível neto procure-nos. Até porque ainda temos que cuidar de sua recuperação. ―Ele pediu educadamente, mesmo parecendo mais um comando, enquanto Regulus acenava com a cabeça concordando.

―Estão dispensados agora. ―Regulus os indicou a porta após se despedir de ambos.

Assim que eles saíram, Regulus desfaleceu em sua cadeira com as mãos esfregando suas têmporas, ele sentia uma enxaqueca se aproximando com todo o estresse. E ele não tinha certeza se isso era possível.

―Você é mesmo uma caixinha de surpresas hein Harry. ―Ele disse a si mesmo enquanto ria baixinho.

Notas finais
Nos próximos capítulos teremos conversa sérias, uma morte dramática e momento fofo entre Draco e Luna. Então, até a próxima, caros fantasminhas. Abraços da Lorem
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.