Falling In Love.
29 Capítulo 29
Notas iniciais
Falling In Love Capítulo 29
Tomoyo
Ao entrar no quarto Ichiro parecia radiante, ele estava parecia não se conter de alegria. Quando me viu a primeira coisa que fez foi se lançar para minha cama me esmagar num abraço de urso esmagador que tirou o pouco ar que eu tinha.
— NASCEU SUA AFILHADINHA LINDA, E PARA MINHA ALEGRIA NÂO SE CHAMA YUURI MAIS!
Olhei para a cara de Ichiro achando graça, bem a cara de Usagi mudar o nome da menina de ultima hora apenas para contrariar. Ri satisfeita, era impossível não se contagiar com tamanha alegria. Eu estava em extase, não haveria dor no câncer que me abalasse naquela noite.
—Não vai perguntar qual é o nome dela? Ele olha pra mim sorrindo?
Levantei as mãos para o alto em sinal de questionamento, ele se aproximou de mim e disse numa voz cheia de orgulho.
— Nadeshisko Tomoyo! Uma homenagem dupla...
Meus olhos encheram-se de lagrimas de agradecimento. Minha afilhada tinha um nome especial. E se eu me fosse ela sempre se lembraria de mim.
— Mas não para por ai Tomoyo-chan... O milagre está reinando neste hospital hoje. Tomei a liberdade de fazer exames no cordão umbilical de Nadeshisko e percebi uma coisa muito peculiar, parece que o sangue de vocês é compatíveis, o que significa que há grandes chances da medula de sua afilhada ser compatível com a sua. Já providenciei para que os exames sejam feitos.
Olhei para Ichiro sem acreditar no que ouvia, as probabilidades de se encontrar uma medula compatível fora da família são quase nulas será possível que minha pequena chibi-usagi seria minha cura?
Shaoram
Os dias passaram por nós muito rápidos. A operação de Tomoyo estava marcada para aquele fim de semana, foi com uma alegria dupla que Ichiro anunciou que a chegada de Nadeshisko, trouxe a medula compatível para Tomoyo. Logo após a operação eu iria a Hong Kong durante um mês. Bem que minha mãe avisou que aqueles desgraçados estavam aprontando.
Eu estava apreensivo, os anciões se recusavam a comentar o que quer que fosse sobre meu “noivado” com Meilling, e Wei-sama tampouco conseguia amenizar a situação. Era chegada a hora de eu assumir meu papel por lá, por mais que aquilo estivesse me tirando às noites de sono.
Em compensação Sakura estava completamente curada, frequentava a terapia para se livrar de alguns traumas que persistiam, como os sonhos, o medo de ficar só, mas isso ela superaria com o tempo de acordo com os médicos.
—Não vai levar esta gravata Shaoram-kun?
Estavamos em meu quarto arrumando os últimos detalhes para minha viagem quando ela pegou em uma das gavetas uma gravata laranja berrante que eu detestava.
— Não amor, ela não combina com nada...
— Tudo bem, eiiiiiiii o que é isso aqui?
Ela apontava para um conjunto de vestes verdes dentro de um pacote com zíper.
— Ahhh sim, estas são as vestes sagradas... Equivalem ao kimono de vocês, meu pai me deu quando eu era criança, usava para ir ao templo, hoje usamos apenas em festas, a maioria das vezes utilizamos ternos...
— Ceeeerto... – Rii da carinha dela desconsolada. _ Shaoram-kun...
— Sakura-chan, algum problema?
— Não, quer dizer... Sim... Quer dizer...
Ri dela enquanto a guiava pelo quarto e a sentava na beirada de minha cama. Tirando as duas malas do caminho e colocando-as no chão.
— Diga o que Usagi-chan aprontou dessa vez...
Usagi passara os últimos dias inventado um monte de mentiras sobre mulheres semi nuas, boates escondidas e festas regadas a bebidas para Sakura o que a estava deixando apreensiva sobre minha viagem.
— Ela não inventou nada, é só que estou preocupada com... Sua viagem... E... _ Ela ficou muito vermelha._ Shaoram, você gosta de mim?
— Você sabe que eu te amo. _ Eu respondi confuso...
— Não... Não é isso, eu digo... Você... Você me... Aiiiiiiiiii...
Ela se deitou na cama pegando um travesseiro e escondendo o rosto. Subi atrás dela e tirei o travesseiro do seu rosto.
— Você quer POR FAVOR, me explicar o que está acontecendo?
Ela me encarou por um momento muito corada olhando-me nos olhos, mantive minha expressão impassível olhando para ela, então ela respirou fundo e começou.
— Lembra quando a gente foi ver o desenho de Tomoyo-chan, no parque pinguim?
— Lembro sim... _ Eu não estava gostando do rumo daquela conversa. Esperei que ela me acusasse de algo sobre Meilling. Já estava com a resposta na ponta da língua.
— Porque nunca mais me tocou daquela forma, você perdeu o desejo que tinha por mim naquela época?
Olhei assombrado para ela, quase rolei e caí da cama.
— Mas é claro que não Sakura, que pergunta!!! _ Era eu quem estava vermelho agora. Me levantei rapidamente e continuei a arrumar as malas.
— Então, por quê?
Encarei as roupas em minha gaveta por um segundo pensando numa resposta que não a magoasse.
— Eu pensei que se a tocasse de forma intima muito cedo te causaria mal estar devido ao que aconteceu. Eu não queria te assustar. Mas eu a amo, a desejo. Sakura, eu te quero mais que qualquer coisa neste mundo. _ Me aproximei dela e segurei o rosto dela entre as mãos_ Você entendeu?
Ela pareceu satisfeita com a resposta. E continuamos a arrumas minhas malas, anormalmente silenciosos. Percebi que ela estava me encarando e a encarei de volta observando seus olhos, ela se aproximou de mim e segurou minha mão trazendo-a até seu rosto e então começamos a nós beijar e quando percebi estávamos colados um ao outro.
— Shaoram-kun – Ela disse baixinho em meu ouvido. – Eu quero você também...
Antes que eu pudesse me conter eu estava a guiando para minha cama. Eu a beijava com ferocidade e ela respondia na mesma intensidade, acabei por deixar a prudência de lado e comecei a deslizar as mãos por suas pernas. Deixei que meus lábios percorressem por sobre o pescoço dela e beijei o espaço entre o ombro e a clavícula, de repente ela estremeceu olhei pra ela assustado, mas ela sorriu me olhando e me beijando com mais intensidade.
— Sakura-chan. – Disse a interrompendo. — Você tem certeza... Não quero te obrigar a nada... Eu...
Ela me calou com um beijo. Com agilidade ela tirou a minha camisa descendo sua mão sobre minha pele. Seus olhos me observavam, ela se rendia, era como se estivesse refletindo o meu desejo, não havia como resistir. Desci uma a uma as alças de sua blusa revelando o sutiã branco de rendinhas, sorriu quando terminei de retira-la e beijei entre seus seios e sua barriga, e gemeu baixinho meu nome quando minha mão fechou um deles. Nossas respirações estavam altas, ela ergueu seu corpo para alcançar meu rosto e pescoço no qual ela desceu uma chuva de beijos. Ela me deixava louco. Retirei seu sutiã tocando de leve em seus mamilos e levando-os um a um até a boca, o que a fez arfar... Percorri minhas mãos sobre seu corpo revelando sua nudez e ela fazia o mesmo com meu corpo, assim como eu ela tremia e respirava com dificuldade, desci meus lábios sobre o corpo dela o que a fez suspirar ainda mais... Ela dizia meu nome entre gemidos, que eu ás vezes abafava enquanto a beijava, e quando nossos corpos se uniram foi com paixão imensa. Era com sincronia perfeita que eles se moviam, nossas bocas repetiam apenas nomes e palavras de amor... Cada toque, beijo, caricia era de um prazer inebriante. E nosso clímax foi de um êxtase profundo e satisfatório que pude enxergar no fundo de seus olhos que encaravam os meus. Eu jamais amaria outro alguém como a ela. Ela seria minha para sempre. E naquele momento eu tive certeza de que não poderia perdê-la... Jamais!
Tomoyo
Já se passara um mês desde a operação. Eu estava ainda em tratamento. Meu corpo reagia bem a minha nova medula. As tonturas eram menos frequentes, os enjoos ainda me afligiam pela manhã, mas eu estava tão feliz que mal os percebia. Respirava quase normalmente, e já conseguia falar num tom um pouco mais forte. Engordei seis quilos e meus cabelos voltavam a crescer. Usagi trazia minha afilhada para me ver todos os dias, e eu praticamente babava em cima dela com tantos beijos e abraços. Sakura estava completamente curada, voltara a ser a mesma garota alegre e risonha de sempre, apaixonadíssima pelo rapaz chinês que havia partido num avião a um mês e que felizmente logo estaria de volta, para a alegria de todos... Especialmente a dela. Ainda não tínhamos uma resposta ao certo sobre minha reação ao tratamento e ao transplante a resposta final sairia naquela tarde.
—Tomoyo-chan!!!!!!!!!!!!!!
— Sakura-chan...
Ela estava tão bonita naquele dia que foi como se o próprio sol estivesse entrando em meu quarto, trazendo o perfume de cerejeira de sempre. Ela estava radiante pois iria buscar Shaoram no aeroporto dali a alguns minutos.
— Como se sente hoje...
— Melhor impossível... Vê? Meus lábios? Não estão rachados... É o primeiro sinal de recuperação...
Os olhos verdes encheram se de lagrimas, ela se aproximou de mim e tocou meu rosto. E ficamos ali olhando uma nos olhos da outra porque palavras não cabiam ali...
— Obrigado... Por ser a melhor amiga que alguém poderia ter... Eu amo você!
E quando ouvi aquilo dos lábios dela não resisti, me agarrei a ela num abraço que eu queria que não tivesse fim. Ali choramos por todas as magoas, por todo sofrimento, pela doença, e pelo meu amor escondido. E deixei que aquilo se fosse para que ambas fossemos felizes, porque ela era a pessoa mais importante no mundo pra mim.
— Sakura-chan, você tem que ir agora... Shaoram-kun vai chegar logo...
— É mesmo... _ Ela disse aflita. _ Eu preciso vê-lo. Estou com medo, ele não quis me dizer o que a família dele decidiu no final de tudo...
— Vai dar tudo certo...
— Eu volto logo...
Ela sorriu e foi pela porta, uma estranha sensação de alivio se apoderou de meu coração, como se a partir dali algo estivesse mudando. Me senti um pouco desconfortável com aquilo, mas não dei muita importância. Afinal aquele dia seria o dia de muita mudança.
Shaoram
O peso no meu coração não poderia ser maior, como dar a noticia a ela sem que ela se ferisse era a grande pergunta. Afinal, aquele velhos me enlouqueceram, por quase um mês até o veredicto... Estava ansioso para vê-la, tocá-la, para sentir o perfume dela... Mas eu tinha medo de como ela reagiria a notícia... Será que ela entenderia?
— Filho, está tudo bem?
— Sim, Mamãe... Está...
— Filho, você não precisa fazer nada que aqueles velhos querem. Você sabe disso...
— É meu dever Mãe... É meu dever...
— Sakura é uma menina muito madura, ela vai entender e aceitar, conheço-a bem... Acredite em mim...
Voltei meu olhar para a janela do avião sentindo um desconforto imenso no estomago que nada tinha a ver com o movimento do avião.
Sakura
Cheguei ao aeroporto e mal me continha de ansiedade. Um mês... Um mês... Passou tanta coisa desde ali... Desde aquela tarde mágica no apartamento dele... Eu sonhava tanto com aquilo. Tão diferente daqueles sonhos monstruosos de meses atrás. Eu não conseguia me manter sentada na cadeira.
— MOSNTRENGA. O avião não vai simplesmente se teletransportar para a pista em meia hora, relaxe... O moleque já vai chegar.
— PARA DE ME CHAMAR DE MONSTRENGA, e o nome dele é SHAORAM!
— Tanto faz...
Porque logo Touya tinha de vir me acompanhar para receber Shaoram, porque Yukito tinha de ser um padrinho tão babão, ele chegava a ser pior do que Ichiro-kun e Tomoyo-chan, que nas palavras de Usagi-chan, só estragavam a pequena Nadeshisko-chan...
— Onii-chan, quer fazer o favor de calar a boca...
Touya agora estava entretido com o vídeo game de ultima geração que a empresa dele estava lançando, nem prestava atenção em mim. Ouvi a aeromoça anunciar que o avião de Shaoram acabara de desembarcar na pista de pouso e corri para o desembarque para espera-lo. Fiquei na ponta dos pés para ver se enxergava os cabelos rebeldes que tanto amava mas não os encontrei em lugar nenhum. Foi então que uma voz conhecida falou bem próxima a meu ouvido.
— Procurando alguém...
Meu coração respondeu no mesmo compasso de há um mês, quando aquela mesma voz dizia meu nome ao meu ouvido. Virei-me sem pensar duas vezes e me agarrei a ele de forma não muito educada para um aeroporto, mas ele não se importou, nem eu. Apenas ficamos ali nos beijando como se nunca tivéssemos nos beijado na vida.
— Senti sua falta- Consegui dizer a ele quando precisei de ar.
— Percebi. _ ele me disse sorrindo arrumando meu cabelo atrás da orelha, mas sua expressão estava um pouco estranha, distante. _ Está aqui sozinha?
— Não, Onii-chan veio comigo...
— Ops... Espero que ele não tenha visto esta cena de agora... Por que senão...
Crack! Um barulho de algo sendo esmagado chega aos nossos ouvidos junto do berro. Era uma vez um vídeo-game.
— MOLEQUE!! O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?
— Foi bom enquanto durou... _ Diz Shaoram infeliz voltando-se para Touya com expressão de desafio. Eles começariam cedo naquela tarde.
Tomoyo
Olhei para a criaturinha de olhos violeta em meus braços, em tantos aspectos se assemelhava a mãe que não havia como negar sua descendência, apenas uma coisa herdara do pai, a cor dos cabelos. Escuros e azulados... Ela olhava pra mim, e eu podia dizer que até já me reconhecia, eu e meus cabelinhos mínimos quase do mesmo tom dos seus.
— Quem é a menininha da dinda? Quem é?
O cheirinho dela lembrava o mais doce dos perfumes e quando ela ficava no meu colo como agora eu passava o tempo todo a beijando.
— Tomoyo-chan, você vai amassar o vestidinho dela... _ Usagi me disse pela milésima vez quando eu comecei a brincar com minha afilhadinha bagunçando o exagerado vestido de babados que Usagi havia posto na pobre criança.
— Ahhh, para de tratar a menina que nem boneca Usagi... _ Disse Yukito que assim como eu venerava a pequena. Aliás, era difícil saber quem não tinha verdadeira adoração por Nadeshisko. Ela era o xodó de todos.
— Pode deixar pequeninha, assim que a dindinha sair daqui, ela vai desenhar e costurar um montão de vestidinhos pra você, e você não vai ter que usar esses laços feios que sua mamãe faz você usar, porque os da dindinha são mais bonitos.
— Tomoyo-chan!!!! Esse vestido é maravilhoso. _ Disse uma muito ofendida Usagi.
— É, para um bolo de aniversário. _ Argumentou Yukito.
— Vocês não tem o mínimo de senso de moda! – Ela disse fazendo beicinho.
— Ora vamos Usagi-chan, admita que você adora minhas roupas... _ Eu disse achando graça.
— Sim, mas este vestidinho à deixa igualzinha a uma princesinha olha...
Olhei para o complicado vestido que Nadeshisko usava e tive de admitir que ela parecia mais um bolo de aniversário em miniatura.
— Será que eles estão chegando?_ Fico feliz que Yukito tenha mudado de assunto antes que gerem mais discussões.
— Touya-kun, acabou de ligar, ele, Sakura e Shaoram estão a caminho. E seus pais Tomoyo-chan?
— Estão no hospital, Fujitaka-san... Estão com o Dr. Fujioki...
— Certo, Ichiro-kun não virá também Usagi-chan?
— Me parece que ele está muito ocupado recebendo um novo estagiário da área, ele pode se atrasar...
Olho para o relógio e percebo que faltam apenas alguns minutos para o que talvez seja minha passagem para a liberdade.
Shaoram
— Porque você está tão calado?
Ela fitava meu rosto com uma expressão curiosa, senti meu coração apertar no peito, mas aquele ainda não era o momento para conversarmos. Não enquanto estávamos a caminho do hospital.
— Não é nada, apenas estou exausto da viagem. E aqueles velhos me encheram a paciência.
Ela continuou me olhando desconfiada, forcei um sorriso para ela e beijei seus lábios com carinho afagando seu rosto. Olhei em seus olhos por um momento refreando a vontade de beija-la mais e mais e mais... Antes que fosse tarde...
— Não se preocupe. Está tudo bem...
Quando chegamos ao hospital, segurei sua mão e continuei abraçando-a enquanto andávamos pelo corredor em direção ao quarto de Tomoyo-chan, vez ou outra eu a pegava olhando para mim e eu correspondia seu olhar, e quando não conseguia segurar a emoção eu a beijava, porque eu não tinha o que dizer. Eu não sabia o que deveria dizer a ela. Os velhos não tinham me dado escolha. Mas eu não podia viver sem ela. Ela era tudo para mim. Seria difícil, mas era a única chance que eu tinha...
— Shaoram-kun...
— Sim, amor...
— Eu amo você!
— Eu também, amo você!
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