Falling In Love.
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Uma memória distante como um sonho assustador...
Eu gostaria de realinhar as peças...
Suas e minhas...
Shaoram Li
Frase do Jogo Kindow Hearts
Falling in Love _ Capítulo 26
Shaoram
Seis meses... Passaram-se seis meses desde aquela noite terrível. Eu estava sentado observando a noite pela janela do meu quarto quando minha mãe entrou.
_ Filho? Posso falar com você um minuto?
Suspirei para afirmar que sim e ela sentou-se em minha cama e passou a me encarar, eu continuei em minha posição sentado na janela e esperei que ela começasse a falar. Apesar de ter uma vaga ideia de qual seria o assunto e de não ter nenhuma vontade de discuti-lo no momento.
_ Shaoram... Eu sei que você não tem passado momentos muito agradáveis diante da doença de Tomoyo-chan e bem... Pelo que aconteceu com Sakura-chan...
Suspirei mais uma vez e me virei para encara-la mantendo minha posição na janela.
_ Mas filho, já faz seis meses que tudo aconteceu, o ano esta acabando. Os velhos... Bem... Os Li querem exigir sua presença em Hong Kong para dar explicações com relação à Meilling e... Eles estão ameaçando nos tomar a casa e leva-lo até lá... Sabe que não tem autonomia até completar 21 anos e filho...
_ Mãe... Eu não me importo...
_ Filho, eles podem acusa-lo de descumprimento de obrigações. Pode perder a liderança. Filho, todos esses anos...
_ Mãe, não posso deixar Sakura sozinha. Ela precisa de mim!
_ Ouça Shaoram, todos os esforços do seu pai para te fazer herdeiro em vão? Todas as viagens a Hong Kong, seu treinamento, os meses que foi torturado por aqueles... Aqueles... Shaoram!!!
_ EU NÃO VOU ABANDONAR SAKURA!!!!!!!!!!!
_ POIS NÃO ME RESTA OUTRA OPÇÃO A NÃO SER OBRIGA-LO, LIDER OU NÃO, LI OU NÃO, VOCÊ É MEU FILHO E VAI FAZER O QUE EU MANDAR E VOCÊ VAI RESOLVER ISTO COM AQUELES VELHOS, NEM QUE EU TENHA DE ARRASTA-LO PARA A CHINA OUVIU BEM? É uma pena que Sakura esteja neste estado, ninguém lamenta mais que eu, mas se não ouve melhora até agora uma semana sem você não fará diferença. Partimos amanhã!
Dizendo isso ela saiu do quarto batendo a porta e eu me voltei para observar a janela. De certa forma ela tinha razão, Sakura não melhorava, mas eu não podia deixa-la.
Sakura
Meu corpo acompanhava o ritmo da música, assim como meu coração. Eu me balançava ao som e tentava me divertir mesmo que meu coração ainda doesse por alguma razão, à garota de cabelos negros aparecia sorrindo maldosamente. Olho e vejo uma serie de rostos olhando pra mim, nenhum que eu conheça, mas havia um, um rosto conhecido... A pele branca e os olhos cinzentos, os cabelos azulados e um sorriso bondoso...
_ Olá Sakura-chan... Porque não se lembra de mim?
Aquela voz... Não aquela voz...
_ Ora vamos... Sabe quem eu sou não sabe? Amorzinho?
Sua mão fecha sobre meu pulso com força, tento gritar, mas não há voz.
_ Dessa vez você é minha... Ninguém vai te salvar... Ninguém...
Meus olhos se enchem de lagrimas e meu agressor beija meus lábios congelados.
Acordo em meio a meu grito de pavor... Mas finalmente me lembro de tudo!
Tomoyo
Escurecia quando ela entrou em meu quarto, achei estranho estar acompanhada de seu pai e não de Shaoram. Havia algo de diferente nela, estava agitada e não parava de olhar para os lados olhava insegura para o pai que parecia tão confuso quanto ela. Assim que viu que eu estava acordada veio a meu encontro como um furacão.
_ Papai? Pode nos deixar a sós?
O pai olhou aflito para ela e a seguir para mim.
_ Sakura-chan, não acho que seja uma boa ideia...
_ Por favor, Papai... É muito importante!
Ele olhou mais uma vez inseguro para a filha sem saber o que dizer, mas pelos olhos de Sakura eu sabia que algo havia acontecido, e para ela ter feito o pai traze-la ali, deveria ter sido algo muito urgente então assenti para o homem parado a porta.
_ Estarei no café se precisarem, vou ver seus pais Tomoyo-chan...
Afirmei novamente com a cabeça para dizer que estava tudo bem. E ele saiu do quarto fechando a porta. Sakura se sentou em na cadeira a meu lado e se sacudia agitada buscando palavras acredito, para revelar o que veria a seguir. Ela passou a mão nos cabelos algumas vezes e tomando coragem ela me olhou nos olhos.
_ Tomoyo-chan, eu me lembrei... De tudo!
Fiquei em silencio observando os olhos esmeralda me fitarem, havia algo a mais neles, algo que havia se perdido.
_ Me lembrei de que eu havia brigado com Shaoram, que fui até a festa na mansão, e que Eriol Hiiragizawa me drogou e tentou... – Ela respirava com dificuldade enquanto tremia violentamente segurando o corpo- Ele tentou me violentar... E que Shaoram, Shaoram me salvou!
Olhei para ela enquanto chorava desolada, não sabia se deveria tocá-la ou não ela estava tão frágil. Com cuidado toquei em sua cabeça escorada no leito da minha cama, ela não se afastou. Fiquei com ela ali até que ela se cansasse de chorar foi então que ela me olhou e me perguntou.
_ Todos sabiam? Porque não me contaram?
Apontei para minha garganta e apontei para a porta. Ela me olhou assustada.
– Não Tomoyo não quero perguntar isso a meu pai. — Ela me disse entre lagrimas.
Esfregava os braços compulsivamente olhando para a janela e para a porta.
_ Ah meu Deus, eu não acredito... Como ele pôde? Como ele pôde?
Eu não sabia como responde-la, o desespero tomava conta de mim. Até quando aquela historia iria nos perseguir, continuei afagando seus cabelos e deixando que ela chorasse amargamente até que a porta do quarto se abriu. A barriga dela já estava enorme, mas ao invés do enorme sorriso desta vez percebi a sombra no olhar de Usagi. Finalmente chegara o momento pela qual ela esperara durante tanto tempo. O momento de se libertar de Eriol Hiiragizawa.
Sakura
Tomoyo-chan era a única que poderia me ajudar naquele momento. Não pensei duas vezes quando me levantei e fiz meu pai me levar para o hospital o mais rápido possível. Nervosa, não era a palavra certa, eu estava atordoada. Eu me lembrei da garota chinesa que era a... Noiva... Noiva... Dele...
Me lembrei de que ele quis explicar, mas que não dei a chance, da festa na casa de Eriol, me lembrei de muitos de nossos colegas estarem lá, mas nenhum de meus amigos mais íntimos. Uma armadilha preparada. A bebida alterada, a insistência de Eriol para que eu dançasse, me divertisse... Ele estava me exibindo... O quarto, o teto com detalhes dourados, o cheiro do corpo dele e suas mãos deslizando sobre mim e minha intimidade. Machucando. Eu sem reação, dopada, assistindo... As coisas loucas que ele me disse...
Tudo veio como um flash...
Já no carro eu comecei a soluçar... Meu pai me perguntava o que estava acontecendo. Mas eu tinha vergonha dele. Vergonha, pois eu sabia que ele tinha conhecimento daquilo. Ele havia me avisado. Se eu ao menos tivesse ouvido ele, se eu tivesse ouvido Shaoram...
Quando cheguei ao quarto de Tomoyo, logo desabei... Eu precisava de carinho, de amor... Mas eu não sabia como pedir... Eu estava tão confusa... Nada mais fazia sentido pra mim.
Tomoyo queria me explicar através do meu pai, mas eu não quis, e ela então apenas afagou meus cabelos enquanto eu chorava desolada e aquilo foi tão bom. Eu sentira falta de tantas coisas... Depois de um tempo, não sei quanto, a porta do quarto se abriu. Minha prima Usagi passou por ela com a expressão seria, e como sua barriga estava enorme... Eu lembrava vagamente que ela estava grávida. Me senti incomodada por perturbá-la com minha situação, mas quando fui falar para que ela não se preocupasse, pois ela não deveria fazer mal para seu filho ela me disse:
_ Sakura-chan, chegou a hora de termos aquela conversa que há tanto tempo venho tentado ter com você.
Shaoram
Arrumei as malas com o coração pesado, eu detestava estar me rendendo às lágrimas daquela forma. Sempre fui ensinado a nunca chorar, porque é sinal de fraqueza. Afinal eu sou um Li, apesar de detestar este fato tenho obrigações para com eles e principalmente, devo isto a meu pai. Minha mãe entrou no quarto e me viu colocar as últimas coisas na mala, nem me dei ao trabalho de olhar para seu rosto, não queria ter a pena de ninguém. Eu iria cumprir minha obrigação, iria a Hong Kong chutar a bunda de cada um daqueles velhos idiotas e faze-los pagar pelo que me fizeram passar com Meilling aqui, e por terem me afastado de Sakura quando esta precisava tanto de mim. Mas eu não iria dar o gostinho à dona Yelan de me ver fazer a coisa certa com toda a nobreza de espirito que ela pensa que eu tenho. Eu não vou deixar barato.
_ Estou pronto para a viagem.
Disse no tom mais petulante que consegui por em minha voz. E a encarei batendo continência como um soldado a um Coronel do Exercito. Ela me olhou de cima a baixo de cara amarrada, como se em outra situação aquilo seria motivo para um longo discurso em Chinês. Mas ela respirou fundo e falou numa voz contida.
_ A viagem será adiada alguns dias Shaoram... Wei-sama irá à nossa frente como emissário para amenizar a situação com os velhot... Quer dizer... Com os anciões... Parece-me que não ficaram muito satisfeitos com o atraso, mas entenderam a situação e aceitaram sua demora, o que não me tranquiliza, pois pra mim eles estão aprontando... Mas o que acontece Shaoram é que...
Ela me encarou parecendo estar buscando palavras para falar o que diria a seguir foi o que me deixou apreensivo pelos motivos dela ter decidido subitamente adiar a viagem à China.
Sakura
Encarei os olhos violeta de Usagi sem entender. Tanto tempo já havia passado e muita coisa já tinha acontecido. O que seria tão importante que ela, mesmo grávida e casada, ainda tinha de conversar comigo. O que me lembrou. Será que havíamos perdido o ano escolar? Nem eu, nem Usagi, nem Shaoram, muito menos Tomoyo frequentávamos a escola há muito tempo, como andariam nossos colegas? Parecia que fora há anos atrás a peça da escola...
_ Sakura-chan, eu estava no hospital com Ichiro quando encontrei com seu pai e ele me disse que você estava muito estranha hoje, que chorou o caminho pra cá todo, e que ficou repetindo coisas como, minha culpa e todos sabiam... Sakura-chan te conheço desde bebê, somos praticamente irmãs, e vou te perguntar agora e quero que me responda sinceramente. Você se lembrou de tudo que aconteceu não foi?
Meus olhos lacrimejaram novamente, até mesmo Usagi sabia. Eu me sentia um pouco enganada por eles, apesar de que eu sabia que eu jamais acreditaria se me contassem.
_Sim...
Ela assentiu, foi então que ela ergueu os olhos e trocou um estranho olhar com Tomoyo-chan, que o sustentou por alguns segundos depois fez que sim com a cabeça.
_ Sakura-chan... A historia que vou contar hoje, Shaoram e Tomoyo já conhecem há algum tempo. Tomoyo a mais. Eu iria contar pra você no dia da festa, mas parece que aquele desgraçado do Eriol...
Então Usagi começou a chorar de verdade, e eu me assustei muito, porque foram pouquíssimas vezes que eu havia visto aquilo acontecer. Alias, apenas duas vezes, quando descobriu a verdade sobre seus pais e quando descobrimos a doença de Tomoyo...
_ Usagi-chan, não precisa ficar assim...
Ela olhou pra mim com os olhos marejados e então respirou fundo e disse.
_ Eu só espero que você possa me perdoar um dia, e que você não me odeie depois de tudo. Você é minha irmã... Eu nunca vou me perdoar se você me odiar pra sempre. Porque tudo que aconteceu, foi culpa minha...
_Usagi-chan eu nunca...
Mas ela não me deu ouvidos... Respirou fundo e começou a contar uma história, uma história que na verdade eu conhecia, mas numa versão totalmente diferente.
Shaoram
O hospital parecia se aproximar em câmera lenta. Ela estava lá dentro, ela precisava de mim, ela precisava de mim... Eu quase podia sentir.
Mas porque ela não me procurou logo que... Será que Usagi estava certa? Será que Sakura finalmente se lembrou de tudo que aconteceu aquela noite, inclusive do que ouve entre mim e ela e Meilling? Não conseguia entender como minha Mãe dirigia com tamanha tranquilidade, não com todo aquele desespero brotando no peito.
_ Mãe, por favor...
_ Meu filho, se acalme, o hospital não vai sair do lugar.
Ela tinha que me ouvir. Ela precisava me ouvir...
Notas finais
Está ai mais um capítulo de FLUV... Que finalmente está terminada e prontinha pra postar. Como prometido vou postar até o fim do ano os último 4 capitulos. ( snif snif Que triste) durante esse mes... Um por semana? O que acham? Ou estão muito aflitos... haha Sei que sou mal... Vamos ver o retorno deste capítulo que decido se vou ser boazinha ou não com vocês ou não ok? (66) Por enquanto vamos as notas:
* Seis meses, pode parecer pouco mas foi quase uma eternidade para Shaoram ver Sakura naquele estado... Pensem só! Sem contar que a Moyo ficou 4 meses apagada nesse periodo neh... =S
* A Saki finalmente se lembrou de tudo, mas o que isso significa. Uma melhora ou um trauma ainda maior?
* Usagi em seus plenos 8 meses de gravidez contar toda a historia para a Saki, como sera a reação de ambas?
Não percam o próximo capítulo!!!!!!!!!!! Ele estará repleto de emoções, juro que se os reviews forem lindos como o ultimo posto ainda essa semana. Ficam meu agradecimentos de sempre a todos que me acompanham e torcem pela fic. Arigatou!!!!
Beijinhos
Bell-chan
Ps: Se não for pedir muito que tal recomendarem minha historia para aumentar ainda mais o numero de leitores? Sim, não, talvez? Sou louca? kkkk
Amo vocês! BEIJO
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