Notas iniciais
Quero fugir. Queria correr ou voar para onde ninguém me encontrasse, e esquecer por um instante quem eu sou e quais são meus desejos. Mas onde quer que eu vá, nunca poderei me esconder de mim mesma.
Sakura Kinomoto

Capítulo Vinte _ Falling in Love

Shaoram


Eu nunca iria me perdoar...

A visão daqueles olhos marejados em meu rosto me perseguiam durante o caminho de sua casa. Ela só poderia estar lá, não estávamos tão longe... Mas e se ela não quisesse falar comigo, e se ela dera ouvidos ao que a idiota da Meilling a disse. Achei que ela finalmente havia entendido que eu a amava.

Me pus a correr o mais rápido que consegui. Alcancei o sobrado amarelo em tempo realmente recorde. Parei nos degraus de entrada me dobrando de dor pelo esforço. Logo que alcancei a porta bati freneticamente até que ele me atendeu.

Com a expressão preocupada , Fujitaka Kinomoto passou os olhos em mim, a calça rasgada nos joelhos, o rosto corado da corrida e o suor correndo pela face.

_ Boa Noite Shaoram-kun, devo dizer que pela rapidez com que Sakura entrou em casa, imaginei que logo você iria aparecer...

E me convidou para entrar.

Sakura

Ouvi as insistentes batidas na porta de meu quarto, mas eu não queria falar com ninguém. Preferia ficar ali onde estava, cercada de minha tristeza que não parecia mais ter fim. Como ele pode fazer aquilo comigo? Era como se eu não tivesse mais nada por dentro de meu corpo, como se no lugar dos meus órgãos existisse um buraco, que abria mais e mais cada vez que eu pensava naqueles olhos castanhos a me fitar. Parecia impossível que tudo aquilo estivesse mesmo acontecendo. Deixei que as lagrimas corressem livremente pelo meu rosto e me senti aflita porque por mais que eu quisesse eu não sentia o esperado alivio. Era como se uma faca estivesse encravada no meu coração, e minha garganta estivesse fechada, difícil até mesmo respirar.

O som da campainha soou me despertando de meu torpor. Seria ele? Ele não se atreveria.

Nem me preocupei em enxugar as lagrimas, desci as escadas e encarei os olhos ambares que a tão pouco haviam me enganado.

_ O que faz aqui? _ Consegui juntar forças para falar.

_ Sakura-chan eu...

_ Não é bem vindo aqui. Não mais...

_ Espere eu poss...

_ Tenho certeza de que pode explicar Li. Mas eu realmente não quero ouvir suas desculpas.

Voltei -me para as escadas e comecei a subir.

_ Não Sakura espere, ouça...

Ele tinha alcançado meu degrau estava segurando meu pulso.

_ Eu preciso te contar...Não é o que você está pensan...

Não esperei que ele terminasse me virei e encarei o de frente. Ele não era quem eu imaginei que ele fosse.

_Sakura-chan, por favor, apenas ouça...

_ Eu não tenho nada para ouvir de você- Disse me desvencilhando dele-Não quero ouvir nenhuma de suas mentiras, por favor saia da minha casa!

_ Mas eu...

_ Algum problema Sakura-chan?

Onii-chan veio da cozinha ouvindo nossos gritos, meu pai ainda nos observava confuso.

_Sim, este rapaz está me incomodando, por favor leve-o até a porta.

_ Sakura-chan você não entende...

_ Entendo perfeitamente bem, eu não quero vê-lo nunca mais.

_ Mas...

_ Você a ouviu moleque, saia daqui agora...

Observei o olhar pra mim, seus olhos estavam úmidos. Mas eu não iria acreditar novamente, eu não queria me magoar ainda mais.

_ Adeus Shaoram Li. — E subi as escadas sem olhar pra trás.

Shaoram


Ouvi-la pronunciando aquelas palavras para mim foi a coisa mais difícil da minha vida, parecia que nada mais fazia sentido. Tentei argumentar, ir atrás dela, mas o irmão dela não me deixou nem me aproximar.

_Tem sorte de eu não arrebentar sua cara agora mesmo moleque. Mas faça um favor a minha irmã, deixe-a em paz, não quero vê-la sofrer por sua casa. Vamos, eu acompanho até a porta.

_ Não será necessário Touya, eu mesmo farei isso...

O professor Kinomoto até então apenas assistira se pronunciou, o que não agradou muito ao filho mas, em respeito ao pai, aceitou sem questionar. Caminhei em silencio inconformado ao lado do homem e quando chegamos a porta este fechou a atrás de si e me encarou.

_ Shaoram-kun, pelo que pude perceber, ouve um desentendimento entre você e minha filha. Do que se trata?

Então passei a narrar toda a historia do que havia acontecido para ele, da chegada de Meilling , da minha recusa , da insistência dela em ser minha noiva, da armadilha, ele me ouviu atentamente, após ouvir toda a historia em silencio, ele se pronunciou para mim.

_ Parece que esta moça tinha mesmo intenção de enganar minha filha e virá-la contra você. Mas algo que eu preciso lhe perguntar e exijo que me responda sinceramente. Você tem algum compromisso com essa moça chinesa?

Eu neguei e já estava começando a me justificar para ele, mas fui interrompido pela sua mão erguida, ele encarou meus olhos novamente e me perguntou, exigindo novamente sinceridade.

_ Você ama minha filha, você ama Sakura-chan?

_ Não há nada neste mundo que eu ame mais.

Ele encarou meus olhos profundamente, como se estivesse me avaliando. E então pronunciou.

_ Eu acredito em você, e prometo que convencerei minha filha de que ela está equivocada.

Mal pude ouvir o que ele disse, porque eu estava aliviado. Se havia alguém que Sakura ouviria, este alguém era seu próprio pai.

Tomoyo

Me despedi de Usagi e Yukito tendo a promessa de que logo receberia visitas dos dois. Assim me preparei para dormir. De repente senti um mal estar repentino, o aperto no meu peito surgiu assim como a dor. Aconteceria alguma coisa, Sakura corria perigo, eu podia sentir.

Com toda a força que eu tinha peguei o celular em cima da minha mesa de cabeceira, e digitei uma mensagem pequena mas eficaz.

“Salvem Sakura!”

E então desmaiei...

Eriol


Eu já havia perdido toda a esperança, acreditava ter perdido o jogo. O plano não estava encaminhado. Não havia jeito de trazer Sakura para minha casa, não com o chinês na cola dela. E todas as tentativas de Ami-chan de se aproximar dele foram repudiadas pelo mesmo. Ele já não era o mesmo. Ela realmente mexia com a cabeça de todos. Foi com surpresa que atendi a ligação dela naquela noite, mesmo sem plano a festa estava marcada.

_ Alô?_ atendi desconfiado, com medo de ser aquele Chinês fazendo alguma sacanagem, mas quando ouvi a voz do outro lado da linha percebi que não era nenhuma pegadinha.

_ Eriol-kun?_ A voz melodiosa chegou a meus ouvidos_ Ainda estou convidada para sua festa?

Mal pude acreditar na sorte que tive, quando perguntei se vinha acompanhada e ela respondeu que ao que ela sabia, não iria ser mais acompanhada a lugar nenhum. Eu soube que os deuses estavam do meu lado, e se tudo desse certo naquela noite Sakura também estaria.

_Ami-chan..._ disse para a garota deitada ao meu lado assim que desliguei o telefone- O plano está em ação.

Sakura


Quando desliguei o telefone, não senti o esperado alivio que eu esperava. Mas mesmo assim me preparei para a festa de Eriol. Nada iria me impedir de tirar Shaoram Li da cabeça, e do meu coração. Me maquiei tranquilamente tirando os sinais das minhas lágrimas, o celular estava na gaveta longe do meu alcance, peguei minha bolsinha e quando abri a porta do quarto me deparei com meu Pai.

_ Filha, eu posso lhe falar um minuto?

Olhei para ele pouco a vontade, ele havia me visto chorando por aquele garoto, e eu sabia que ele estava preocupado.

_ Sinto muito Papai, mas estou de saída.

_ Sakura, prometo que não vai demorar.

Voltei para o quarto e sentei na minha cama, ele entrou em seguida fechando a porta atrás de si e sentou-se em uma cadeira a minha frente.

_ Filha, sei que você está chateada com Shaoram-kun, mas antes que tome qualquer decisão, eu queria que você me ouvisse. Às vezes as pessoas que mais amamos são aquelas que mais nos decepcionam, porque nós por as amarmos acreditamos que são perfeitas, mas esquecemos de um detalhe chave nisto, elas são humanas. Eu sei que você ama muito Shaoram e sinceramente acredito que ele sente o mesmo por você. E que esta briga de vocês não passou de um mal entendido. Pelo que eu entendi aquela garota que diz estar noiva de Shaoram na verdade é uma prima dele...

Eu me lembrei disto, no fundo eu sabia que poderia realmente ser a mesma garota que anos atrás ele havia jurado que não se casaria. Mas por mais que aquilo que meu pai estava dizendo fosse verdade, ainda sim Shaoram me ocultou aquilo. Esconder aquilo de mim não foi justo e foi isso que respondi a meu pai.

_ Espero que saiba o que faz filha, e que não se arrependa depois que já for tarde.

Ele se levantou e foi se encaminhando para a porta. Mas antes de sair do meu quarto disse o seguinte:

_ Usagi-chan ligou, disse que precisa muito falar com você... Ela pediu para não sair sem ligar para ela.

Olhei para minha cômoda onde estava meu celular, eu sabia que havia mais ligações além da dela, e ainda não estava preparada para vê-las. Por isso decidi retorna-las apenas após a festa. E assim peguei novamente minha bolsa e sai.

Notas finais
Ohayooooooooooo pessoas lindas... *--* Como vão???
Estou de volta para mais uma temporada de Falling in Love
e desta vez devo dizer que a volta é definitiva e que podem esperar grandes emoções.
Já vou me desculpando com todos os leitores de plantão, ficar fora do ar por uns tempos me ajudou a botar as coisas no lugar e principalmente a me dedicar a minha fic, que terá seu desfecho no capitulo 25 se tudo der certo por isso aproveitem ao máximo as proximas linhas, porque logo logo será a reta final.
Arigatou Gozaimassu a todos...
Beijo grande
Vamos as notas:
* Sakura, Sakura, Sakura deixa de ser cega!!
*Shaoram, Não desista... todos torcem por você
* Eriol aprontando ai tem!!
Beijos meus amores senti saudades
Quero revê-los nos reviews ok???
Até o proximo!