Falling In A New Adventure

6 Capítulo 6 - Conflito


Notas iniciais
Esse sim saiu excepcionalmente atrasado... PoV - Bast Tinuë

As novas roupas ficaram muito bem em mim, eu não via a hora de reencontrar todos os meus amigos e mostrar para eles quem foi quem passou no teste na primeira tentativa. Despedi-me da madre que estava comigo e sai da igreja, estava bem escuro e eu não fazia a menor ideia de onde passar o restante da madrugada.

Caminhei até a praça de Prontera nervoso, nunca gostei dessa cidade cheia de todo o tipo de gente. Assim que cheguei na praça, notei que não tinha o menor sentido em vir para este lugar, estava um pouco vazia, mas todos que estavam eram arruaceiros ou bêbados andando pelas sombras. Nem um minuto se passou desde que cheguei e sai às pressas rumando o sul.

Mesmo com as tochas acesas, era difícil de enxergar alguma coisa fora da cidade, estava tudo muito quieto e com ar de perigo. Um velho guarda olhou sonolento para mim e, antes que perguntasse alguma coisa, saí dali. Por fim, acabei voltando de onde eu tinha saído, a igreja parecia um local muito mais seguro para se estar.

Estava um tanto silenciosa, várias velas acesas e um leve cântico feito aos murmúrios das pessoas que estavam rezando preenchiam local. Um padre veio até mim, conversou comigo e assim que escutou sobre minha situação, me levou até um pequeno quarto e adentramos em silêncio — “Durma aqui esta noite, é minha noite de vigia, então não irei me deitar, se precisar de algo, irmã Martha esta dormindo na cama ao lado, também pode procurar por mim, sou o padre Samul” — me explicou aos sussurros. Eu agradeci e me apresentei em igual tom e assim que ele saiu, deitei na cama macia e logo adormeci.

A luz do sol me acordou cedo,irmã Martha já estava acordada dobrando seus lençóis e eu fiz o mesmo. “Bom dia, jovem” — Ela me cumprimentou sorridente, era uma senhorinha de feições simples — “Bom dia, irmã” — Respondi animado. Depois de terminada nossa pequena tarefa, ela me levou a uma ampla cozinha e tomamos nossos café da manhã calmamente, ela terminou primeiro e saiu, deixando-me sozinho pensando no que fazer.

Primeiro pensei em ir ver o Shandi, mas então lembrei que ele poderia ainda estar no teste e eu acabaria atrapalhando meu amigo. Levando os testes em consideração, só poderia ir até Blake ou a Salém e, já que um deles eu não fazia a menor ideia de onde poderia estar, resolvi ir para o sul, Salém estava em algum lugar de Payon.

Saindo da igreja, passei pelo padre Samul e agradeci pela ajuda, Prontera estava uma bagunça como sempre. Fui até uma atendente Kafra da parte leste da cidade e paguei pelo serviço de teletransporte para Payon, a cidade-floresta. Porém, assim que cheguei, não sabia exatamente onde procurar, acabei ficando por ali mesmo, perto da atendente Kafra, vendo os produtos de alguns mercadores.

Cerca de meia hora depois, Salém apareceu, vinha do norte da cidade e não me percebeu ali. Aproximei-me devagar e sorrateiramente por trás dele, bati em seus ombros e gritei animado, exibindo meu novo visual — “Surpresa!” — Salém deu um salto assustado para frente e olhou para trás com uma expressão pálida — “Você vai morrer cedo” — Disse baixinho” — “Credo Salém, que coisa horrível para se dizer”.

Passado o susto, ele terminou de usar o armazém mágico da corporação Kafra, então me olhou de cima a baixo — “Parabéns, como foi no teste?” — Perguntou-me animado, as memórias do teste me vieram à cabeça — “Foi um pouco difícil, mas eu consegui, eu passei de primeira no teste, quem diria, não é?” — Então percebi que nunca perguntei a ele como foi o teste de qualificação dele.

“Então, notícias dos outros?” — Ele me perguntou — “A essa altura, acho que o Shandi já deve ter terminado”. Eu não fazia a menor ideia de como era o teste para se tornar templário — “Eu não queria atrapalhar ninguém, então nem fui ver” — Respondi — “E, afinal, o que é que você veio fazer aqui em Payon, Salém?”

Ele apenas fingiu não ter escutado minha pergunta, então me preparei para perguntar novamente, mas, nessa mesma hora, algo bateu forte em meus ombros e ouvi um grito, assustado, dei um pulo para frente, notei que Salém soltou uma risada estranha — “É muito legal fazer isso nos outros, não é?” — Eu me virei para ver quem falou isso e me deparei com o mercenário de cabelos brancos.

“Ah! Blake! Então você estava com Salém” — Eu disse assim que recuperei o folego, surpreso — “Bem, não exatamente, eu o encontrei chacoalhando um Esporo” — Blake se explicou, deixando Salém completamente vermelho de vergonha — “Eu não estava chacolhando ele, já disse” — Se defendeu, mas só conseguiu ganhar uma risada animada do mercenário.

“Blake, vai entrar para o nosso grupo agora?” — Perguntei curioso, mas continuou a balançar a cabeça negativamente — “Ainda não, tenho mais uma coisa para fazer antes, mas tive que parar para observar o Salém, ele é muito desajeitado” — Blake continuou a rir do alquimista — “E, dizendo isso, Blake foi embora, deixando Salém comigo.

“Bem, o que faremos agora, Salém?” — Ele lançou um olhar de um lado a outro, misterioso, para então responder que não fazia a menor ideia do que fazer — “Quer ir para Alberta?” — Sugeri a primeira coisa que me veio a cabeça e ele concordou. Saímos pelo sul da cidade e rumamos a sudeste, não demoramos a chegar na cidade e seguimos direto para a Guilda dos Mercadores.

“Olha só quem já se tornou um alquimista” — O chefe da guilda cumprimentou Salém, que se acanhou um pouco mais em um canto da sala — “Obrigado pela recomendação, senhor” — O moreno fez uma reverência — “Que nada, garoto, você demonstrava grandes interesses em conhecimento desde que chegou aqui e eu sabia que seria um bom pesquisador” — Salém agradeceu o elogio, vermelhíssimo de vergonha, e saímos da guilda.

Com uma forte sensação de que eu estava esquecendo alguma coisa, rumamos para os galpões. Estava uma bagunça, mercadores discutiam preços aos berros, irritados, até que começaram uma briga, chutaram um o carrinho do outro e vários itens se espalharam pelo chão. Estava feita a festa, no mesmo instante, a bagunça dobrou, mercadores gananciosos e desleais pegaram os itens e correram o mais rápido que conseguiam para qualquer lugar longe dali. Salém começou a reunir os itens que estavam em nossa volta e eu o ajudei.

Alguns instantes se passaram e a guarda de Alberta chegou, após ouvirem alguns relatos, levaram ambos os mercadores embora, provavelmente para alguma prisão temporária até julgamento. Olhei para Salém, ele segurava uma pilha de itens sem saber o que fazer com aquilo, por um segundo pensei ter visto algo gosmento escorrer pelos braços dele, mas depois de uma piscadela, havia sumido.

Guardei os itens que juntei em minha bolsa, Salém fez o mesmo, estranhamente ele fez o mesmo, foi quando reparei — “Salém! Cadê seu carrinho?” — Gritei, assustando o alquimista que deixou a sacola de itens cair — “Bem, é muito trabalhosos carregar aquilo, então eu desisti da ideia. E pare de me assustar” — Ele fez uma careta engraçada e acabei soltando uma risada.

Demos algumas voltas por Alberta com meu [Agility Up] consultando preços. Salém comprou um livro vermelho bem grosso com uma capa estranha, mais parecia um livro de astronomia – Salém, para que quer saber das estrelas?” — Perguntei, com minha curiosidade habitual — “Isso foi feito por um grande alquimista, deve conter muitos segredos desconhecidos nele” — Me disse com um brilho nos olhos cheio de interesse. Ele também me comprou um chapéu que mais parecia uma muda de alguma planta.

–Gente, Alguém me ouvindo? — Shandi falava pelo bracelete.

–Estamos sim, Shandi – Taylor e Cédric responderam ao mesmo tempo

–Eu passei no teste! — Shandi gritou, animado.

–Nós também – Falaram animados, mas não gritaram.

Estava tão concentrado em pensar nas palavras para contar que eu também havia passado no teste e para parabenizá-los que, quando levantei a cabeça para falar com Salém, o alquimista havia desaparecido sem deixar rastros, olhei a minha volta, mas não o encontrei, Salém parecia ter a habilidade de desaparecer diante de nossos olhos.

–Então todos passamos! E Vocês precisam ver o quanto a roupa ficou bem em mim – Exclamei, soltando uma risada depois.

Continuamos conversando pelo bracelete vermelho até chegarmos ao consenso de nos reunirmos em Geffen. Então, apesar de ter acabado de chegar e não ter a mínima ideia de aonde estava Salém, saí da cidade pelo norte, para só então rumar para noroeste. Caminhei tranquilamente, marcamos de nos encontrar apenas na hora de almoçar do próximo dia. Assim, adormeci embaixo de uma grande árvore, sozinho.

Acordei, porém, atrasado no dia seguinte e, mesmo com meu [Agility Up], não consegui chegar no horário marcado em Geffen. Felizmente, eles me contaram pelo bracelete que nossos destino era o Vilarejo dos Orcs que ficava a meio caminho de ambas as cidades, Geffen, onde eles estavam e Prontera, onde eu estava.

Meu caminho, porém, foi mais perigoso, pois nele já haviam alguns orcs enfurecidos, criaturas de pele verde pantanosa que viviam gritando em um idioma próprio deles, tive que me empenhar ao máximo para não ser atingido e emboscado por eles.

Nos encontramos por volta das 14:00 horas, um pouco acima do território dos orcs, em um local repleto de caracóis enormes e cogumelos. Todos estavam de visual novo, Shandi usava uma armadura bem maior, Já Taylor, uma roupa mais leve e colorida e Cédric, um manto acadêmico amarronzado.

O sábio estava assando carne de Condor que deixava um saboroso odor no ar, o que rapidamente me despertou de súbito da fome que eu estava sentindo, o templário demonstrava tanta fome quanto, já bardo cantarolava alguma coisa enquanto passeava coletando cogumelos.

“Como foi o teste qualificatório, Shandi?” — Perguntei aleatoriamente para passar o tempo, ele me respondeu que foi complicado e quando ele me perguntou, respondi da mesma forma. Então Cédric levantou a cabeça e olhou em volta — “Alguma noticia de Salém? Esse sim é um bom em se perder e desaparecer, acho melhor ficarmos de olho nele” — Cédric assumiu um tom brincalhão, mas um tanto preocupado ao falar.

Contei a ele que tinha visto o alquimista em Payon( e que fomos até Alberta juntos), mas que o perdi de vista no momento em que Shandi gritou animado ao bracelete, também contei que Blake estava com ele, mas que se separaram assim que eu o encontrei — “Não há nada a ser feito além de esperar notícias” — Cédric falou um pouco desapontado.

Comemos rapidamente e ficamos descansando perto do rio que havia ali por perto. Vimos uma grande quantidade de pessoas passar e, curioso, Shandi abordou um viajante, perguntando o que estava acontecendo. O caçador, após pensar um pouco, nos contou que algo estava acontecendo no Vilarejo dos Orcs e eles estavam muito mais zangados que o normal.

Infelizmente era tudo o que o caçador tinha para falar antes de ir embora, mas foi o bastante para renovar o brilho nos olhos do sábio que, animadamente, nos apressou em seguir até o Vilarejo abaixo e ver a confusão que estava.

Brigas aconteciam em todos os lados, o pequeno equilíbrio que haviam entre os Orcs esverdeados e os azulados parecia ter rompido, estavam brigando entre si e com quem mais estivesse entre eles. Havia, também, muito sangue e pessoas feridas pelo chão.

De repente, Shandi me empurrou para o lado, fazendo com que uma flecha me errasse por pouco, mas não tive tempo de agradecer, um grande grupo de Guerreiros Orcs nos avistaram e correram em nossa direção. Rapidamente, nos deslocamos dali, Cédric nos mostrava suas novas técnicas de conjuração, recitando sem perder a concentração enquanto corria ao nosso encalço.

Suas [Thunderstorm] ajudavam bastante, eliminando grupos de monstros, assim como as [Arrow Shower] de Taylor. Mas, apesar disso, alguns sobreviviam, isso tornou a acontecer algumas vezes, até que ambos meus amigos estavam cansados. Minhas energias também estavam acabando enquanto eu curava Shandi, que estava segurando grande parte dos monstros longe de nós.

Estávamos arfando, nos arrependendo de termos vindo tão desorganizados, um erro que estava custando nossas vidas. Um grande orc azul estava indo na direção de Taylor, me apavorando, pois eu não podia parar de curar o Shandi, um segundo depois, tentáculos envolveram o orc e o arremessou para longe, no mesmo instante que um fluido azul caiu sobre mim, recuperando minhas energias.

“Salém!” — Ouvi Cédric e Taylor gritarem — “Sempre atrasado até o último momento” — Cédric complementou sorridente. Mas Salém não chegou sozinho, Blake estava com ele, assim como uma sacerdotisa de cabelos rosados — “Você!” — Exclamei — “Euzinha” — Ela respondeu, era a menina que eu encontrei na igreja pouco antes de irmos para Comodo.

Blake correu na direção do sábio e gritou — “Agora sim” — Então retalhou uma Senhora Orc que estava atrás de Cédric. O Sábio entendeu na mesma hora e, segundos depois, um bracelete avermelhado se formou no pulso do mercenário e no da sacerdotisa, nosso grupo havia aumentado em duas pessoas.

“De onde é que vocês vieram?” — Cédric perguntou assim que eliminamos os orcs a nossa volta — “Assim que vocês falaram com a gente, vi Kagura passando por Alberta, tentei segui-la, mas ela andava rápido demais, continuei seguindo-a até acabar voltando para Payon, onde ela parou para conversar com ninguém menos que Blake e, assim que descobrimos que os orcs ficaram mais furiosos, viemos rapidamente pelo teletransporte Kafra” — Salém explicou.

Eu, particularmente, nem me importei muito com a explicação, ainda agradecia mentalmente por eles terem chegado bem na hora de salvar nossas vidas. “Vocês sabem o que esta acontecendo, Salém?” — Taylor perguntou, ainda em alerta aos movimentos à sua volta — “Bem, foi só um rumor, mas dizia que o Orc Herói e o Senhor dos Orcs entraram em uma desentendimento e ninguém sabe a causa” — Salém respondeu.

Antes do anoitecer, corremos o mais rápido possível para Geffen, não seria nada prudente acamparmos, sem contar que pesadas nuvens de chuva cobriram completamente o pôr-do-sol. Os guardas de Geffen estavam alertas e muitos bruxos estavam preparados para proteger Geffen para que não aconteça outra catástrofe.

Fomos todos para a casa de Cédric, lá, nosso líder encontrou um bilhete de seus pais dizendo que ambos foram em um grupo de exploradores para as terras de Mora. Cédric fez o jantar junto a Salém, estava ensinando ao alquimista como temperar, não deixar queimar e outras coisas do tipo.

Mas a noite não foi tão tranquila como achávamos que seria, algumas hordas de orcs de pele azul atacaram a parte leste de Geffen por volta das 4:30 da manhã, soou o alarme de emergência que nos acordou, todos nós estávamos assustados. Uma forte trovoada conseguiu fazer com que Kagura, Salém, Shandi e Taylor soltassem gritos de pavor, por pouco eu também.

Corremos até o leste da cidade enquanto o líder da Guilda dos Bruxos usava uma espécia de megafone mágico para dizer o que estava ocorrendo. A cidade estava inteiramente iluminada por [Sight] e uma barreira foi erguida para impelir a chuva.

“Temos que fazer alguma coisa!” — Cédric gritou, Kagura foi a primeira a concordar — “Bast, consegue abrir um portal?” — Cédric prosseguiu, mas eu neguei categoricamente, era uma das coisas mais complicadas e arriscadas que eu conhecia. Nessa mesma hora, foi anunciado que Prontera também estava sendo atacada e usamos a oportunidade pra sairmos da cidade sem sermos vistos.

Fomos andando cautelosamente, evitando a maioria dos monstros e matando rapidamente os que estavam no nosso caminho, antes que gritassem e atraíssem outros. Um momento, porém, encontramos orcs brigando, azul contra esverdeados e até alguns esqueletos participavam da luta.

“Olhem ali” — Salém apontou para uma horrorosa e machucada Senhora Orc, que carregava uma espécia de bolsa de palha e um bebê no colo. Ela rugiu algo, dois esqueletos partiram atacar ela e foi então que algo interviu, Salém avançou e atacou um deles com a adaga e alguma coisa gelatinosa escorreu pelas roupas do alquimista e saltou em ataque no outro esqueleto.

Não sabíamos quem estava mais assustado com isso, nós ou a Senhora Orc. “Vai ficar tudo bem” — Salém disse e a curou, ela rugiu em resposta e correu até sumir de vista. “O que foi isso?” — Cédric perguntou em um misto de terror e animação — “E o que é isto?” — Agora ele apontou para a coisa gelatinosa que estava parado do lado do alquimista.

“É meu homúnculo e...” — Antes que ele terminasse a frase, um Grand Orc, azul e machucado, avançou na direção dele. Ne um segundo depois do susto, o Orc explodiu em meio as [Double Strafe] do bardo — “Muito obrigado, Taylor” — Salém agradeceu ofegante, então continuou sua explicação — “Por que os Orcs estão brigando e nos atacando?”

Ninguém sabia o motivo, Shandi quem falou — “Ninguém sabe ainda, como você mesmo disse” — E Blake sugeriu que fosse apenas rivalidade, todos concordaram, todos menos Salém — “Não, não é rivalidade, também estão nos atacando. Aconteceu alguma coisa, precisamos chegar até o centro do Vilarejo dos Orcs” — Tinha uma urgência firma em sua voz.

Por ora, ignoramos o fato dele ter protegido e conversado com a Senhora Orc e continuamos a avançar cautelosamente. O território dos Ambernites estava ocupado por orcs, nenhum caracol foi visto e vimos mais famílias orcs fugindo.

Quanto mais nos aproximávamos do centro, mais caótica ficava a situação, monstros feridos e até mesmo pessoas mortas estavam jogados no chão, isso revirou meu estômago e tive que me controlar para não vomitar.

Então chegamos perto do Memorial dos Orcs, a entrada estava arruinada e, perto dali, O Senhor dos Orcs e o Orc Heróis travaram uma briga furiosamente — “Salém, o Memorial. O que achá?” — Cédric sussurrou — “Não sei como eles conseguiram quebrá-lo” — Salém respondeu mais baixo ainda, todos murmuramos um “Quem?” quando Salém terminou de falar — “Os Goblins, é claro.”

“Mas o Líder Goblin não conseguiria, não tem poder para isso” — Cédric murmurou, mas Salém estava decidido, ninguém mais teria feito aquilo e os orcs estavam um culpando o outro, segundo Salém. “Então vamos logo até ele” — Blake disse. Caminhamos muito mais cautelosamente, no escuro e sempre que algum monstro surgia, Cédric o petrificava.

Meu corpo vibrava de frio, a chuva não iria parar tão cedo, porém, o território dos Goblins estava seco, quando paramos para ver, estava envolto em uma barreira que intrigou a todos nós. Quase não tinha Goblins circulando, o que era muito estranho, eles sempre estavam fazendo alguma algazarra, seguimos os poucos que estavam por perto, ambos com a mesma máscara, assustados.

Nos levaram diretamente até o Líder, uma criatura horrenda e, para ficar ainda mais estranho, ele não estava usando mascara alguma, rugia de Goblin a Goblin, matando alguns e os comendo no processo e, ao lado dele, algo que nos surpreendeu e nos assustou ainda mais, uma esfera brilhante circulava em volta do Líder Goblin, tínhamos certeza do que era, era uma fada.