Falling Down
1 One - Protocolo
Notas iniciais
Warverly Dalmoro. 26 De fevereiro de 2013, 22h25min.
vem jantar! –gritou minha mãe do andar debaixo, bufei. Fechei o notebook e desci as escadas correndo.
É eu estava com fome.
–Quantas vezes eu já lhe disse para não descer correndo Wavy?
Essa foi Mariana – minha mãe-, tentando dar uma de “mãe protetora” coisa que ela não é e nunca foi. E quando ela faz isso alguma coisa ela quer...
–Fala logo o que você quer. –disse me sentando á mesa e colando suco de laranja natural em meu copo.
–Primeiro, me respeite sou sua mãe.
–Sério? Achei que fosse minha namorada. – respondi sarcástica e ela me fuzilou. –Ta desculpa. –disse com as mãos levantadas em forma de regimento.
Minha mãe às vezes tentava ser ‘durona’ como as outras mães, mas ela não era. Era totalmente ao contrário. Saia para as festas comigo, me deixava beber, fumar, a única coisa que ela me proibia era de usar drogas. Ufa
Que seja. Minha mãe era totalmente liberal. O que por um lado era legal, pois ela não ficava 24 horas por dia no meu pé. Mas por outro era estranho, pois ás vezes queria desabafar, contar meus segredos e meus problemas. Okay isso saiu meio gay, mas foda-se.
–O Jeremy vai vir jantar conosco.
–Hum, o que eu tenho é ver com isso mãe? –perguntei me servindo.
–Quero que você se comporte filha. Por favor, eu realmente gosto do Jeremy, e quero que as coisas entre nó dêem certo. –falou com uma expressão sincera.
– Okay mãe. –disse me rendendo.
O fato era que: todos os homens que minha mãe se relacionava. Todos eles terminaram com ela por minha culpa. Desde que ela e meu pai se separaram eu não aceitava nenhum outro homem ocupando o lugar dele. Mas pelo que conheço minha mãe ela realmente havia gostado desse tal Jeremy. Eles se conheceram na empresa onde ela trabalha, ele é afiliado da empres Jhude’s Poliv. Essa empresa era do meu pai Marcos Dalmoro. Ele mora no Brasil –país onde eu havia nascido-, mas nos mudamos para o Canadá quando eu tinha 4 anos. Aos 7 meu pai e minha mãe pediram o divórcio. Resumindo: Meu pai voltou para o Brasil, deixando uma parte empresa para que minha mãe cuidasse.
Não via muito meu pai, pois ele vinha para o Canadá uma ou duas vezes por ano, apenas para me visitar, e me ligava algumas vezes -que eram muito poucas-, para saber algo da empresa.
–Promete filha? Por favor? –ela pediu estendendo seu mindinho.
–Ah não mãe, mindinho não, por favor! –pedi e ela fez beicinho. Ta bom, beicinho já era covardia. Bufei.
–Ta, sua chata! –me rendi estendendo o mindinho e fazendo uma promessa.
Ela se levantou e me encheu de beijos pela bochecha. Arg
–Ai que nojo mãe sai... –falei rindo. E ela se sentou novamente.
–Precisamos ir ao shopping.
–Ta de brincadeira com minha cara né mãe? Ai já é pedir demais, shopping não...
–Pra de birra, vamos sim. Juro que libero seu cartão de crédito. –falou.
Na hora minha cara de emburrada desapareceu, dando lugar a um sorriso.
–Sério? –perguntei e ela assentiu. –AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH, OBRIGADA MÃE, OBRIGADA! –disse por fim, lhe dando um beijo e subindo correndo as escadas. Ouvi ela gritar “já disse para não subir correndo as escadas Waverly” mas não me importei.
Não, eu realmente não gosto de shoppings, mas AMO comprar roupas. Não sou aquele tipo de patricinha que faz coleções, e coleções de roupas Pinks, que nojo.
Mas que mulher não gosta de fazer compras? E ainda tem o fato de minha mãe ter suspendido meu cartão de créditos por três meses. SIM EU DISSE TRÊS MESES. Foi porque me meti em uma briga na escola, mas não vou entrar em detalhes...
Entrei no meu quarto e decidi tomar um banho para relaxar. Amanhã tenho escola. Merda.
Despi-me e entrei no banheiro. Deixei a água fria mesmo, estava calor.
Sai do banheiro do Box enrolada em uma toalha, escovei meus dentes sai do banheiro, coloquei um pijama.
Coloquei meu celular para despertar ás 06h45min, e fechei meus olhos pensando na vida, acabei adormecendo.
Essa aqui é a Waverly.
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