Notas iniciais
OK OK *-*

vocês vão achar meio confusa kkk' se houver alguma duvida que eu sei que vão haver eu respondo por DP
Espero que gostem.
Boa leitura
Enjoy ♥

Musica: http://www.youtube.com/watch?v=OmfFo5BZnYY (esperem carregar)

-Alicia... Eu te amo! – ele se ajoelhou e abriu uma caixinha pequena de veludo vermelho sangue. Assim que eu aceitei, ele se levantou colocou a aliança em meu dedo e me deu um beijo.

-Vamos pessoal, temos que ir logo. – A professora nos chamava para entrar no ônibus.

Ele era Theo, meu namorado... Eu sempre achei Theo um menino que chama bastante atenção, cabelos pretos, olhos claros, boca carnuda, era tudo o que uma menina poderia pedir. Eu estava meio encabulada com isso, o que um menino tão lindo assim pode querer comigo. Sou uma menina normal, com cabelos pretos e enrolados, olhos castanhos escuros e eu nem tenho lá aquele corpo de dar inveja. Mas tudo bem.

Essa viagem com a escola estava sendo programa desde o começo do ano. Nós iríamos fazer um acampamento em um lugar muito bonito, de acordo com a minha professora. Ela disse que lá há alguns penhascos com vistas lindas e cachoeiras perfeitas. Então não vi motivos para não ir.

Peguei minhas malas do chão e entrei no ônibus. Como sempre a viagem foi aquela bagunça todos gritando, cantando, falando ao mesmo tempo e eu completamente perdida... Não tinha muitos amigos na escola, eu sempre fui meio quieta. Meus únicos três amigos estavam no outro ônibus, então não em restava opções a não ser colocar meu fone e dormir a viagem inteira.

Depois de exatamente quatro horas e meia... Eu realmente dormi, não me lembro de nada. Desci do ônibus com as minhas coisas, coloquei minha mochila nas costas e caminhei até meus amigos.

-Bom pessoal, temos que caminhas através da floresta para podermos entrar em um lugar apropriado para podermos acampar. Por favor, não se desloquem do grupo.

(apertem o Play)

Caminhamos o tempo todo conversando e falando como aquele lugar era realmente bonito. As arvores tinham em media uns 25 metros de altura, era até um pouco assustador.

Finalmente quando chegamos à reserva, montamos nossas barracas e fomos tomar banho de cachoeira, assim como a professora havia falado. Eu fiquei de fora, já que nunca me dei bem com o meu corpo.

Comecei a prestar mais atenção em todos que ali estavam e vi que faltava alguém... Theo! Aonde será que ele se enfiou, não vou dar uma de namoradinha ciumenta, vou continuar aqui como se nada tivesse acontecido.

Depois de passarmos o dia inteiro caminhando e vendo milhares de espécies de plantas, flores, insetos e animais, o dia escureceu e fomos cada um para sua barraca. Lillyan, a patricinha da escola teve uma idéia nem um pouco absurda de querer nadar na cachoeira à noite... Acho que absurda sou eu, porque fui a única a não ir.

Eu pedi para Theo ficar e ele disse que iria, mas já voltava. Sentei-me e comecei a olhar em volta, e me sentia um pouco assustada, já que estava sozinha. Estava olhando para as arvores quando escutei um grito ensurdecedor vindo da cachoeira e logo muitos deles se espalharam.

Eu me levantei, e olhei em volta. Escutei passos apressados correndo nas folhagens secas da floresta. Abracei meu corpo e ali fiquei até que alguém chegasse.

-ALICIAAAAAAA – escutei uma voz feminina me chamando... Era Celine, a minha melhor amiga. Ela estava correndo desesperadamente até mim, e havia sangue em sua blusa.

-O que aconteceu?

-O Theo... Ele tem alguma coisa.

-Vamos ajudar então.

-NÃO, CORRE.

Começamos a correr e escutamos passos nos seguindo correndo também. Olhei para trás e vi Theo com alguma coisa que brilhava em mãos. Parei de correr, me virei e o encarei.

-Alicia, ele matou todos, corra.

Não podia ser possível, Theo? Matar todas as pessoas... Não.

-O que você quer?

Ele tinha um olhar assustador de psicopata de filmes de terror e logo começou a correr em nossa direção.

Virei-me novamente e me pus a correr. A única coisa que conseguia ver eram os vultos das arvores passando por mim numa velocidade quase que inacreditável. Senti algumas gotas de água cair em meu rosto, e percebi que tinha começado a chover. Olhei para trás e ele continuava lá, parece que nunca se cansava, e cada vez mais fomos nos afastando da claridade do acampamento.

As gotas de chuva que já se encontravam mais grossas chegavam a machucar meu rosto devido a velocidade. Eu pulava os galhos das arvores que poderiam me atrapalhar, mas não consegui enxergar um e cai.

Ele vinha desesperadamente ao meu encontro, enquanto eu lutava para levantar. Ele se abaixou, pegou uma pedra e jogou ao meu encontro, eu rolei para o lado me desviando, ele se jogou em cima de mim e tentava me acertar com a faca que havia em mãos. Eu tentava me desviar o máximo possível, até que ele conseguiu fazer um corte em meu braço, eu gritei em seu ouvido e ele saiu de cima de mim.

Levantei-me, e continuei a correr, enquanto tirava minha blusa para amarrar em meu braço, para pelo menos tentar estancar o sangue.

Chegamos ao ponto final da floresta, aonde não havia mais arvores somente um penhasco gigantesco em que não era possível ver o fim. Virei-me de frente para ele e o encarei.

-Por favor, pare com isso. – eu ofegava

Ele nada respondia

-Por que faz isso? – eu continuava conversando com ele e ele só me encarava se aproximando cada vez mais.

Fui dando pequenos passos para trás na medida em que ele se aproximava. Querendo ou não ele ia conseguir o que queria, e eu estava com medo.

-Eu queria você de um modo diferente, que você fosse somente minha, mas todas essas pessoas da escola me atrapalhavam.

-Você é um doente, não pode ser possível, eu nem conversava com todos do colégio, eu era só sua. – eu tirei a aliança que ele tinha me dado e joguei penhasco a baixo.

-Se você não pode ser minha, então não vai ser de ninguém.

Meu coração acelerava e eu sentia que não iria me sair bem, não sou ágil para me desviar de tudo o que ele pode fazer comigo. Dei um outro passo para trás e senti algumas pedras da ponta do penhasco caírem e fazerem um barulho que corroeu meu estomago. O medo que eu sentia era algo que eu nunca pensei que fosse sentir antes, um sentimento estranho.

Ele arrumou a faca em punhos e a direcionou para mim.

-Você não vai ter esse gostinho de me matar.

-Não – ele sorria – então o que você vai fazer.

Olhei para o céu e senti uma lagrima em meus olhos escorrerem. Dei meu ultimo passo para trás e senti o vento batendo em minhas costas. Abri os olhos e via o céu se afastando cada vez mais. Eu sabia que um dia eu iria morrer, mas nunca pensei que fosse desse jeito.

Notas finais
Mereço reviews? *-* eu sei que ficou curta e essa é a intenção
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!