Notas iniciais
Olá humanos,
Bem, first things first
Essa será minha primeira fanfic baseada em alguma série de TV e essa série de TV sendo "Supernatural" me deixa ainda mais tensa pois eu sou do fandom caçador e sei bem como somos criticas e exigentes.
Anyway, o resto da fanfic será postada em Julho, esse capítulo será só teste. Quero saber se o jeito de escrita está legal para vocês, se terei que fazer alguma mudança... essas coisas
então... vamos começar?

Acordou o mesmo horário de sempre, nada anormal. Aquela normalidade toda, as vezes, a enlouquecia mas ela já tinha aceitado o fato que a vida dela estava chata demais. Ariel morava sozinha em uma casa pequena perto do trabalho em Atlanta. Ela nem precisava tirar o carro da garagem, conseguia ir andando mesmo. Todos os dias ligava para a mãe perguntando se ela estava bem, seu pai era aposentado da marinha britânica, ele tinha falecido por complicações de um infarto que teve, e sua mãe uma enfermeira americana que agora morava em Boston. Nada incomodava ela sem ser aquela rotina que deixava ela completamente entediada. Pegou o celular para ver a hora e viu que estava quase atrasada, precisava sair ou chegaria atrasada para dar aula. A escola era de ensino infantil e se fosse falar que ela amava trabalhar ali, Ariel estaria mentindo descaradamente. Ela odiava todo dia ter que aturar crianças e educar os filhos dos outros, era lamentável.

Além de ver as horas ela viu várias mensagens de seus colegas de trabalho, em todas eles falavam que ela precisava tomar cuidado no caminho pois algo estranho tinha acontecido também perto da escola. Ela sorriu com aquilo tudo, Atlanta era a cidade mais monótona que ela conhecia em toda vida dela, o que de tão estranho poderia ter acontecido logo naquele local?

— Pelo amor de Deus, quem vê assim até parece que alguém morreu – Ariel escutou duas batidas na porta, rolou os olhos, era o que ela precisava. Estava começando a ficar atrasada e vizinhos vinham perturbar o café da manhã dela – só um minuto – ela limpou a boca com o guardanapo, antes de abrir a porta ajeitou o cabelo no rosto. Ao abrir a porta viu dois homens, um mais alto e o outro mais baixo ‘e bem mais bonito’ pensou ela – olá?

— Somos do FBI, esse é o agente Parker e eu sou o agente Wilson. Precisamos fazer algumas perguntas

— Distintivos por favor – eles ficaram olhando para ela – vocês não acham que vou deixar dois homens entrar na minha casa dizendo que é da FBI sem eu ter a prova primeiro não é? Tenho amor a minha vida, vamos – eles mostraram os distintivos, ela olhou por um tempo e abriu mais a porta para os dois entrarem – então, o que querem saber?

— Você soube que teve um homicídio aqui perto e ao que parecia que ele era um de seus colegas de trabalho?

— Não. Olha... Parker certo? – o homem mais alto confirmou – Agente Parker, eu nem cheguei a entrar em contato com ninguém de onde eu trabalho. Na verdade eu estava me preparando para sair e... espera.... homicídio? Oh meu deus – agora aquelas mensagens faziam sentido – eu recebi algumas mensagens me avisando para eu ter cuidado mas... não imaginava...

— Você conhecia o Owen?

— Sim, ele era meu colega de trabalho. Porque?

— Encontraram o Owen morto nessa madrugada — Ariel se sentou no braço do sofá, com as mãos sobre o peito. Owen era o único que ela conhecia antes de começar a trabalhar ali.

— E todos disseram que vocês dois viviam juntos – o mais baixo disse olhando para a casa – mora aqui a muito tempo?

— Não é da sua... – Ariel pensou um pouco, se ela respondesse o que ela iria responder poderia ser presa por desacato – sim, 3 anos

— Owen vinha aqui com frequência?

— O que você está querendo dizer?

— Só estamos querendo traçar um perfil ok? – o homem mais alto puxou o parceiro para longe dela. Ariel bufou e foi para a cozinha, pegou a bolsa que estava em cima da bancada e decidiu ser indelicada, ela estava atrasada

— Eu não posso ajudar vocês e eu estou atrasada, se vocês não se importam... – ela abriu a porta

— Tudo bem, aqui está meu cartão – o mais alto, agente Parker, entregou um cartão visita para ela – qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, entre em contato

— Obrigada – Ariel sorriu e saiu junto com os dois. Ela olhou o carro parado na frente da casa dela e sorriu – não sabia que agentes da FBI usavam carros antigos assim, enfim, boa sorte para encontrar o assassino. Owen não merecia isso, era um cara legal – Ariel sorriu para os dois, recebendo um sorriso de volta deles, e foi andando em direção a escola

— Devemos seguir ela?

— Com certeza – os dois entraram no carro

—x-

Ariel tinha ficado até tarde na escola corrigindo provas do mesmo dia, era chato e cansativo ‘um dia eu ainda vou sair daqui, mas seria o mesmo que ferir meu ego, não. Melhor ficar aqui e... droga’ a cabeça dela era uma confusão. Ariel tinha fechado a sala dos professores, a escola estava vazia, aquela escola as vezes dava arrepios nela, ficava silenciosa demais e quando escutava alguns barulhos ela mesma ficava tentada de ver o que era mais a coragem não deixava ‘porque eu sou uma tola’. Ela caminhava pelo corredor em direção a porta, ouviu a mesma abrindo e saiu correndo para um local aonde, quem quer que seja, não visse ela. Ariel reconheceu as vozes logo quando eles começaram a conversar entre si, falavam coisas sem sentido para ela ‘demônios? Sério?’ ela segurou a risada por várias vezes, olhou enquanto eles se afastavam

— Até que o loiro tem um belo... – um barulho alto veio das salas do final do corredor, os dois saíram correndo em direção do barulho, ela ficou paralisada. Não tinha ideia do que fazer ali, escolheu a opção mais covarde que tinha, fugir. Abriu as portas e saiu em disparada, se ela estava com medo de voltar para casa? Claro que estava, mas precisava. Foi andando de pressa, toda hora olhando para trás para ver se tinha alguém atrás dela. Ao chegar em casa, entrou com pressa e trancou a porta da frente, fechou as persianas e trancou todas as outras portas.

Ariel estava sentada no sofá, sem emitir nenhum tipo de som ‘o que eu to fazendo?’ ela pensava ‘seja lá o que for, ficou na escola sua estúpida’ ela relaxou o corpo, ouviu um barulho vindo do quarto, levantou devagar e foi andando até o quarto em passos curtos ‘deus por favor, seja apenas um rato’ ela abriu a porta e viu o quarto vazio e escuro, entrou no quarto e ligou as luzes. Olhou em volta e não tinha ninguém, ao olhar para cima viu um corpo pendurado no teto pronto para atacar. Ariel não tinha outra escolha a não ser gritar quando a coisa a atacou. Na porta da frente alguém batia com força, era forçada para abrir mas nada. Ariel tentava se esquivar o máximo possível da coisa que tinha dentes afiados e tentava de qualquer jeito morder ela, pelo jeito, até ela sangrar até a morte. O barulho alto da porta batendo na parede da sala foi escutado, Ariel já estava no chão se debatendo debaixo na coisa, gritava por ajuda. Até que, aonde tinha a cabeça da criatura, ficou vazio e ela viu o rosto dos dois agentes. Ela ofegava nervosa e tinha sangue no rosto, na verdade ela tinha sangue por todos os lados. Ela olhou para os dois assustada

— O que era aquilo?

— Calma, você precisa...

— O que era aquilo? – ela gritou. O mais alto foi ajudar ela a se levantar, Ariel segurou a mão dele desconfiada e largou logo quando já estava de pé – porque ele me atacou e... oh meu deus! Você cortou a cabeça dele... – Ariel se afastou até cair sentada na cama – quem são vocês?

— Não somos do FBI

— Isso já ficou na cara, quem são vocês? De verdade

— Eu sou Sam e aquele é meu irmão Dean e somos... caçadores – Ariel olhou para o loiro ao fundo, estava limpando a faca gigante que tinha nas mãos, aquela imagem fez o estômago dela revirar

— Caçadores de que especificamente?

— Monstros – o loiro chegou mais perto – isso que matamos agora foi um vampiro, não precisa agradecer. Vamos Sam – Ariel viu a marca vermelha em seu braço

— Que marca é essa? Uma queimadura? – eles dois pararam – se machucou em alguma... caçada? Ou...

— Não é da sua conta, vamos Sam – Sam sorriu para Ariel e saiu com o irmão. Ariel ficou ali parada vendo os dois se afastarem. Bufou e saiu pela porta dos fundos.

—x-

— Você tinha que ter falado – Dean ia em direção ao carro, Sam parou na frente dele

— Você matou um vampiro na frente dela, queria que eu dissesse o que? – Dean guardou o facão no porta-malas – temos que limpar o que fizemos

— Você acha que eu vou fazer o que? – os dois voltaram para dentro da casa, agora com um saco preto. Ariel foi andando até o carro, o Impala preto que eles tinham acabado de se afastar, e entrou no carro. Ficando no banco de trás. Olhou tudo de longe, eles levando o corpo até um ponto afastado da casa e tacando fogo nele

— Eles são psicopatas ou algo parecido, caçar monstros... aham – ela iria sair do carro até ver que eles estavam voltando – droga – Ariel era baixinha e viu isso como algo que pudesse aproveitar naquele momento, se encolheu e ficou praticamente invisível no banco de trás. Os dois entraram no carro e o carro começou a se afastar de sua casa, deixando Ariel apavorada, não era de menos, estava em um carro com dois desconhecidos e lunáticos que acabaram de decapitar uma pessoa e queimar o corpo dela, ela estava perdida.

— Você acha que ela sabia algo sobre a...

— Ela só era uma garota curiosa e estúpida, esquece isso – pela posição que Ariel estava, ela via que Sam era o que estava no banco do carona, ao ouvir aquilo suspirou e olhou para o lado de fora do carro – vamos achar um jeito de tirar essa marca de mim, mesmo que isso seja a última coisa que eu faça

— É disso que eu tenho medo – Ariel ficou pensando nisso pelo resto do caminho. Então era uma marca, mas marca de que? O que ela fazia? Ela tinha certeza que já tinha visto aquela marca em algum lugar – não acha estranho? Uma professora sem nenhum histórico, não que a gente saiba, ser atacada sem motivo nenhum aparente por um vampiro?

— Não — aquilo foi o limite para Ariel, a mesma se sentou no banco do passageiro

— Mas eu acho – Ariel se apoiou entre o banco do carona e do piloto.

— Mas que porra! — Dean freou bruscamente o carro no acostamento – saia!

— Estamos no meio de uma...

— Agora! – Dean falou um pouco mais alto, Ariel saiu do carro e ele já estava em pé andando de um lado para o outro. Quando ela saiu do carro ele a empurrou contra o carro

— Dean!

— O que é você?

— O que?

— Não me venha com essa – Sam afastou o irmão com dificuldade. Ariel olhava sem entender para ele – porque você estava ali?

— Eu queria saber se o que vocês falaram era verdade eu não... você é maluco? – Ariel percebeu o que Dean tinha acabado de fazer – eu juro por deus que se você tentar me encostar mais uma vez desse jeito eu deixo você incapaz de fazer qualquer coisa com isso que você chama de pênis

— Vocês dois, chega. Tem um hotel mais a frente, estamos cansados e não estamos raciocinando direito. Ariel certo? – ela concordou com a cabeça – estamos muito longe da sua casa, você pode ficar com a gente por essa noite. Mas precisamos fazer alguns testes com você antes

— Perdão? – o que veio em seguida foi um gole de água benta, um corte no braço com uma faca de prata. Nada. Depois de 10 minutos eles pararam em um hotel na beira da estrada para descansar. Os irmãos ficaram em um quarto duplo e Ariel ficou em outro separado mas do lado do quarto deles. Ela tinha acabado de se sentar na cama e já preparava para ver o que tinha na TV quando a porta se abriu e Sam entrou no quarto – Olá

— Só vim ver se está tudo bem – Ariel nada disse, apenas concordou com a cabeça – eu peço desculpas pelo o que houve mais cedo. Estamos cansados e... bem...

— Está tudo bem – Sam sorriu e olhou para baixo – você é bem diferente dele.

— Em que?

— Pergunta antes de atacar e não simplesmente ataca – ela sorriu – obrigada, por... salvar a minha vida. Eu não sei o que seria de mim se vocês não estivessem aparecido – ela começou a mexer em seu colar. O mesmo tinha um frasco pequeno com algo azul dentro. Sam começou a olhar aquele colar com curiosidade

— O que é isso?

— Eu não sei, tenho desde criança. Me deixa mais calma. Nunca tentei ver o que tem dentro – ela sorriu e escondeu o colar novamente – amanhã vocês vão se livrar de mim, eu prometo

— Vou deixar você descansar, qualquer coisa estamos aqui do lado – Ariel sorriu e Sam saiu do quarto. Ela nunca tinha tentado abrir porque a mãe disse para ela não abrir. Era algo que ela deixava escondido nas roupas então não tinha o que ter medo.

— Pode ser alguma maluquice de proteção da minha mãe, vai saber – ela sorriu novamente e deitou na cama, logo depois adormeceu.

Notas finais
é isso meus amores, lembrando que os outros capítulos vão começar a ser postados aqui em Julho, já que eu estou ainda escrevendo os primeiros capítulos (ainda nem terminei o quarto capitulo direito, culpem minha faculdade)
Vejo vocês em Julho! ♥