Falling
3 Capítulo III - Watch it
Notas iniciais
Ariel continuou a ver o que tinha naquele local, os meninos tinham saído para descobrir mais coisas sobre o “novo” caso e tinha deixado ela ali. Ariel tentou ir mais não conseguiu e aceitou, depois de muito sacrifício, ficar por ali. Afinal de contas, do jeito que ela estava, não sabendo nada sobre o assunto, era capaz dela até atrapalhar os dois. Em uma das portas ela entrou e viu um pequeno local para treino de tiro. Por tudo que ela tinha visto ali naquele dia, ela concluiu que aquilo era novo. Não era tão pequeno, tinha apenas duas cabines, e um espaço do lado com algumas facas e adagas.
— Com certeza é aonde eles treinam, não é possível que eles sejam tão bons assim por apenas costume – Ariel foi até uma das cabines, na frente dela tinha um alvo já com alguns buracos – Seja lá quem foi que treinou aqui, é bom de mira – ela olhou para todos os cantos e viu uma caixa de metal em cima da bancada na cabine aonde ela estava, ao abrir viu uma pistola lá. Ariel nunca tinha pego em uma arma e nem fazia ideia de como fazer isso. Ela pegou a pistola, era pesada demais – espero que esteja carregada ou estarei fazendo esforço à toa – tentou ficar na melhor postura possível, mirou no centro do alvo e disparou. A força do disparo fez ela cambalear para o lado e a bala fazer uma curva acertando o nada – droga – ela mirou mais uma vez e disparou, dessa vez ela apertou forte demais e foram dois disparos de uma vez, os dois foram em lugares diferentes, um foi ao nada de novo e o outro acerto de raspão o alvo – meu deus, estaria morta se fosse real
— O que você está fazendo? – Ariel se virou assustada e avistou Dean olhando para ela com cara de poucos amigos
— Eu acabei encontrando isso aqui e... me desculpe – ela deixou a arma em cima da bancada – eu só quero ser mais útil nisso tudo. Eu sei que é arriscado mas eu só quero ajudar
— Você ajuda muito ficando longe e viva – Ariel correu e parou na frente dele – o que?
— Eu sei que ter eu aqui com vocês está sendo um pé no saco, eu sei. Só... deixa eu ajudar em qualquer coisa e deixar isso menos chato... por favor
— Esteja aqui amanhã às 8:00 sem falta – Ariel saiu da frente dele e quando ele sumiu, ela sorriu. Ela sabia que uma hora ele iria ceder.
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Ariel acordou disposta, foi direto para a sala aonde estava no dia anterior. Ao entrar viu ele de costas, tinha acabado de tirar a jaqueta e jogado de lado em algum lugar. Ela parou no meio do caminho, ele não tinha percebido que ela tinha chegado então aproveitou para observar o mais velho a frente.
— Caiu da cama? – Ariel disse se aproximando, Dean virou quando ouviu a sua voz
— Digo o mesmo
— Se serve de alguma coisa, eu já fiz aulas de defesa pessoal
— Ótimo – Ariel ficou de frente para ele e sorriu – tudo que você precisa é... – ela atacou ele de surpresa, Dean se defendeu mas não impedindo que ela o mobilizasse com as pernas e o jogasse no chão. Ariel, ainda sorrindo, olhava para ele. Dean bateu de leve na sua perna e ela o largou – tudo bem aranha, já entendi o recado
— Bater antes de perguntar?
— Não, nunca se engane com um rostinho bonito – agora foi a vez dele de atacar ela, Ariel foi andando para trás, perdeu o equilíbrio e caiu de costas no chão, Dean prendeu ela, Ariel bufou e desistiu de resistir – empate?
— Por enquanto, idiota – ele se levantou e ajudou ela a levantar – quando eu salvar seu traseiro, ai veremos se ainda vai continuar empatado
— Ow, não significa que você vai começar...
— Eu sei me defender, você acabou de ver isso. Vamos, confessa que eu posso começar a “caçar” com vocês – Dean passou a mão no rosto, pegou uma faca pequena em uma mesa próxima e jogou para ela, Ariel, por reflexo, pegou ela sem jeito
— Primeiro de tudo, ataque para matar, eles não vão pensar muito em te estraçalhar inteira a sangue frio
— Okay, demônios e afins, gente ruim – ele sorriu e se virou de costas de novo – nunca te disseram para não virar as costas para seu inimigo?
— Droga – Ariel largou o faca em um canto e avançou nele, Dean tinha Ariel pendurada em suas costas, o mesmo foi até uma parede próxima e encostou ela ali, forçando para ela o largar – desiste
— Nunca – ele rolou os olhos, se afastou da parede e puxou ela pelo braço. Fazendo Ariel dar a volta e cair de costas no chão com Dean segurando ela contra o mesmo
— Poderia ficar no empate, mas você é durona demais para isso não é mesmo?
— Idiota – ela tentava se soltar mas não conseguiu, bufou e bateu de leve no braço dele umas 2 vezes. Dean largou a garota e sorriu, saiu do local logo em seguida – vai ter revanche! – Ariel disse mais alto, parecia furiosa mas estava sorrindo demais para uma pessoa que tinha acabado de perder numa luta
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Ariel tinha uma pilha de livros na sua frente, ela já tinha lido de todas as coisas estranhas que ela pensava que só existia em imaginação de crianças. Um livro chamou atenção dela, era um livro sobre demônios, que ela agora tinha em mãos. Eram várias informações sobre como mata-los ou exorciza-los.
— Você não vai desistir né? – Sam parou do lado dela
— Não – ele sorriu e colocou o notebook na frente dela – o que seria isso?
— Seu primeiro caso, estamos saindo daqui a 10 minutos. Mesmo sendo contra, Dean quer que você veja como é e desista dessa ideia maluca, vendo por esse lado, eu até passei a concordar – Ariel se levantou
— 10 segundos – ela saiu correndo para os corredores aonde ficavam os quartos.
No banco de trás do Impala, Ariel lia tudo o que tinha na página que Sam tinha deixado aberta no notebook. Sam e Dean conversavam sobre algo que ela não prestava atenção. As coisas começaram a ficar em câmera lenta ao seu redor, Ariel olhou para a janela e o Impala tinha parado no meio do caminho, não só o Impala e sim os dois a sua frente estavam como se tivessem congelado no tempo. Ariel colocou o notebook do seu lado
— Gente? – ela foi mais para frente – Gente? Vocês... – um clarão e ela estava na sala branca novamente – você só pode...
— Castiel não consegue te controlar, então sou obrigada a fazer isso
— Você pode me explicar o que está acontecendo?
— Você arriscando sua preciosa vida para ter um pouco de adrenalina? Você não consegue pensar nas consequências?
— Me deixa voltar!
— Hannah, ela precisa voltar
— Castiel ela...
— Eu sei o que ela iria fazer, ela precisa voltar. Se ela sumir assim os garotos vão desconfiar. Eles não podem... não por enquanto
— Do que... – Hannah bufou e encostou em Ariel, fazendo ela voltar para o Impala e as coisas voltarem ao normal. Ariel estava com o olhar vidrado a frente, Dean olhou pelo espelho e estranhou o jeito que a garota tinha ficado de repente
— Hey, você está bem? – Ariel piscou algumas vezes e voltou com o notebook para o seu colo
— Sim, estou ótima. Presta atenção na estrada – Dean rolou os olhos e voltou a olhar para frente – não role os olhos para mim
— Cala a boca
— Idiota – Dean sorriu, Ariel balançou a cabeça e voltou a atenção para o que lia no notebook.
O Impala parou na frente de um prédio abandonado, Ariel saiu do carro junto com os irmãos que estavam indo na direção da parte traseira. Sam pegou algumas armas e se afastou, Ariel tinha acabado de segurar a arma que Dean tinha entregado a ela
— É o seguinte, se você ver alguém sem ser nós dois, atire. Não importa se for inocente ou não, apenas atire
— Eu vou saber quando a pessoa for inocente
— Não, não vai – ele fechou o porta-malas – você sabe muito bem o quanto eu sou contra você estar aqui. Não saia de perto de mim
— Nada ia me impedir ok? Podem me trancar no carro que eu vou conseguir sair de alguma maneira
— Você me escutou?
— Okay, eu vou ficar por perto – ele continuou olhando para ela – eu prometo okay? – os três entraram no prédio. O local estava silencioso demais e escuro demais, só alguns rastros de luz que vinham das lanternas que os três carregavam. Ariel se distraiu com algo atrás dela e quando olhou para frente de novo não viu mais ninguém – Hey? – ela chamou sem gritar – Dean? Sam? – ninguém voltou a ela – droga! – ela tentou refazer os passos mas fez com que ela se perdesse ainda mais. Ouviu um barulho vindo do fundo do corredor aonde ela estava. Ariel respirou fundo e foi andando para frente acompanhando o rastro aonde ela tinha escutado o barulho. Ao chegar no final do corredor não viu nada, olhou para trás e algo atacou ela.
Os irmãos ainda estavam andando, Sam olhou para trás e não viu Ariel atrás do irmão
— Espera, Ariel não está aqui
— Droga, eu disse para ela ficar perto – os dois começaram a voltar o caminho que estavam fazendo, até escutar um barulho alto e alguém gritando longe. Os dois foram correndo, seguindo o som dos gritos e barulhos de coisas caindo, demorou cerca de 15 minutos para eles encontrarem ela. Ariel lutava no chão com a pessoa que tentava cortar ela com algum tipo de arma nas mãos. Dean atirou três vezes na pessoa que caiu no chão, do lado e Ariel – Droga Ariel, eu disse para ficar perto!
— Eu me distrai
— Você não pode se distrair, você poderia estar morta agora
— Mas não estou – Ariel olhou para a sua roupa que tinha respingos de sangue, olhou para a pessoa caída no chão – era ele que...
— Talvez – Ariel chutou de leve, nada aconteceu – porque você não atirou?
— Minha arma caiu e eu não consegui pegar de volta – ela suspirou – minha primeira vez e eu precisei de vocês para salvar meu traseiro, comecei bem – eles escutaram outro barulho – deixa comigo
— Ariel não... droga – os dois foram atrás dela. Ariel andava rápido no corredor, parecia alguém batendo na porta com força
— Hey, hey. Vamos tirar você daí ok? – as batidas foram cessadas – você está bem? – ninguém respondeu – me ajudem aqui
— Você não sabe o que está...
— Okay, eu faço sozinha – Ariel começou a forçar a porta para abrir, Sam guardou a arma e ajudou a garota. A porta se abriu e uma jovem desesperada foi de encontro a Ariel, estava tremendo e chorava. Tinha alguns machucados no rosto, braços e pernas – está tudo bem, calma – Sam olhou para o irmão que passava a mão no rosto e se distanciava do grupo.
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O grupo estava parado na frente de uma loja pequena no meio da estrada, Ariel ajudava a garota dando água para ela e a vestindo com sua jaqueta
— Qual é o seu nome?
— Jane, eu estava... ele apareceu do nada e me levou eu não conhecia ele. Nunca tinha visto ele na minha vida – Ariel prestava atenção no que a garota dizia, ela ainda tremia mas não chorava mais, estava mais tranquila do que antes – ele matou mais algumas garotas, eu não sei o que estava acontecendo, ele ficava dizendo que a gente poderia ser a escolhida, ou algo parecido
— Você não precisa falar tudo isso agora, vamos parar um pouco para dormir e você descansa um pouco tudo bem? Depois falamos sobre isso – Jane só concordou com a cabeça. Ariel viu os dois se aproximando, foi em direção a eles – ela precisa descansar um pouco
— Ela disse alguma coisa?
— Disse. Ele estava procurando alguém, a escolhida. Foi ela que disse – Dean olhou sem entender para Ariel – não me pergunte, eu também não entendi essa coisa toda. Tinha mais garotas só que... só ela que sobreviveu – Ariel olhou para a garota que estava se abraçando e encostada no Impala, olhava para os lados com medo de qualquer coisa que pudesse aparecer de repente ali – ela está apavorada
— Okay, vamos parar em um hotel que tem aqui perto e você pode tentar descobrir mais alguma coisa sobre essa “escolhida” – Sam disse indo na frente
— Talvez devêssemos pedir ajuda a alguém
— A quem? – Ariel respirou fundo antes de falar
— Eu posso chamar o Castiel – Dean parou e olhou para ela – okay, eu já conhecia ele. História longa
— Porque você conhecia o Castiel? Você não sabia da existência de nada disso a alguns dias atrás
— Foi o que eu disse, história longa e eu não sei se posso contar para vocês ainda – Ariel foi na frente.
Ao chegar no hotel, Ariel ficou no mesmo quarto que Jane, a garota olhou para todo o canto do quarto desconfiada
— Você está segura aqui, pode confiar – Ariel disse sorrindo, Jane se sentou na cama. Ainda tinha os braços envolta do corpo, como se aquilo fosse proteger ela – talvez eu tenha alguma roupa extra para você vestir, tudo bem? Um bom banho quente faz um milagre e tanto quando estamos assim – Ariel sorriu, indo em direção a sua bolsa e tirando dali uma blusa limpa – bem, tenho apenas uma blusa extra mas já ajuda – ela entregou a blusa a Jane que não fez nada – é sério, pode confiar em mim. Eu não vou te fazer mal nenhum. Aquilo tudo já acabou – Jane se levantou e foi até a porta, trancou a mesma – hey, o que...
— Estamos procurando você a muito tempo – Jane olhou para Ariel e seus olhos estavam negros. Ariel sentiu sua respiração ficar acelerada, ela foi se afastando da garota enquanto ela e aproximava cada vez mais – Imagina o quão grande vai ser minha recompensa por ter levado você – Ariel respirou fundo e foi atacar a garota mas ela apenas levantou a mão, fazendo Ariel voar contra uma parede próxima – como você é idiota garota, como pode ser tão poderosa como dizem e ser tão tapada desse jeito
— Eu não sou quem vocês procuram
— Não? Então, a pequena luz que estou vendo em você é algo da sua puríssima alma, não vem com essa – Jane movimentou o braço e Ariel voou para o outro lado do quarto – sabe, sua mãe lutou bastante também antes de morrer, pediu para eu não ir atrás de você. Ela me disse seu nome antes de eu explodir ela
— Foi você
— Tecnicamente, sim – Ariel se levantou ainda tonta, respirou fundo e foi contra Jane novamente, mas a mesma jogou ela longe novamente. A porta do quarto era forçada para abrir, Ariel ia levantar mas Jane foi até ela e colocou seus pés contra seu corpo – tsc, tão nova. Tão nova para morrer assim – ela sorriu – agora me diz, aonde está sua preciosa graça?
— O que? – Jane chutou as costelas de Ariel fazendo ela soltar um grito de dor.
— Não minta para mim! – a porta foi escancarada. Jane rolou os olhos e prendeu os irmãos contra a parede – Winchesters. Me falaram para eu tomar cuidado com vocês, que já estavam enfiando o nariz aonde não é da conta de vocês – Jane sorriu – Crowley manda lembranças – ela mantinha os dois presos, olhou para Ariel que se arrastava até a cama próxima, Ariel se esticou e pegou a arma, depositando todas as balas que tinha no corpo de Jane que não teve nenhum resultado – sério que eles não ensinaram isso a você? Que vergonha meninos – Jane jogou os dois para o lado oposto de Ariel no quarto – sua vadia burra, eu não morro assim e... – uma luz laranja começou a sair do corpo de Jane, a mesma logo depois caiu morta no chão. Ariel se encolheu no chão, olhou para Dean que tinha um rastro de sangue descendo pelo seu rosto e olhava com ódio para o corpo morto de Jane a sua frente
— Ariel, você está bem? – Ariel olhou para Sam que vinha em sua direção. A mesma se levantou com fortes dores na altura das costelas
— Estou inteira ainda – ela tinha as mãos no local mas ainda olhava para o mais velho que tinha acabado de se levantar – Dean...
— Vamos sair daqui – Sam ajudou Ariel a se levantar, Dean pegou sua bolsa em cima da cama e saiu dali junto com os dois.
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