Fallin4u

9 I Want To Split Up


Notas iniciais
OOi gente eu espero que vocês gostem do capitulo e vou aproveitando ele para pedir que vocês que estão acompanhando esta historia deem uma olhada na outra em que eu estou escrevendo vai ser uma trama longa e aqui esta o link http://fanfiction.com.br/historia/289427/Flightless_Bird/

Dois dias depois do casamento Josh foi me levar ao aeroporto eu voltaria para casa e eles sairiam de lua de mel. Eu não conseguira falar com Mel em nenhum dia eu tentara ligar para a casa dela e para o celular, mas ambos só davam ocupado.

Eu acreditava que quando eu voltasse para a Filadélfia tudo se resolveria eu daria entrada em um pedido de divorcio. Quando cheguei ao aeroporto da Filadélfia na Pensilvânia, Julia foi me buscar. Ela percebeu que eu estava meio abatida e me perguntou o porquê.

Se não contasse a ela o que tinha acontecido ela descobriria por si só o que estava acontecendo era impossível esconder alguma coisa dela. Eu falei que contaria para ela o problema em que eu havia me metido depois. Quando entramos no carro comecei a contar tudo desde o inicio e ela perguntou se eu tinha certeza de querer me separar eu disse que tinha e ela falou que me ajudaria.

Julia encaminhou o meu caso para um juiz que era amigo de faculdade dela, se fosse da vontade minha e da de Mel ele daria o divorcio em menos de duas semanas.

O trabalho não ocupou minha cabeça como eu queria, em pouco tempo, com isso eu quero dizer menos de um dia já tinha arrumado um jeito de ganhar os dois novos casos que eu tinha pegado na empresa. Deitei-me na minha macia cama ao escutar o tique taque do relógio e eu não consegui evitar pensar em Mel. Seus olhos azuis, seu cabelo negro, sua boca macia e rosada, sua pele quente.

Eu gostaria de ficar com ela de novo é obvio, mas era isso que eu queria para o resto da minha vida? Eu sabia que se escolhesse ficar com ela eu poderia me arrepender profundamente no futuro. Minha mãe me deserdaria e nunca mais trocaria uma palavra sequer comigo.

Acho que das sete bilhões de pessoas no mundo eu era a mais confusa delas eu poderia deixar tudo o que aconteceu para trás, nossa quimica e enterrar os flashbacks, aquela noite em que passamos juntas tudo no lugar mais fundo do meu coração.

Acho que nós temos que conversar. Aquela mensagem quase me fez desmaiar eu não sabia se eu ficava feliz ou se ficava preocupada. Ao menos ela estava falando comigo não é?

Liguei para o numero dela, um toque, dois, três, quatro eu já estava quase desistindo, ela atende ao telefone. “Oi.” Eu digo preocupada. Silêncio. Ela não diz nada e eu fico preocupada eu apenas queria estar do outro lado do país com ela dizendo que tudo ficaria bem.

“Você está ai?” pergunto mesmo podendo escutar a respiração pesada dela contra o telefone. “Olha se agora não for uma boa hora eu posso ligar mais tarde.” Ofereço.

“Não.” Ela fala a voz dela estava rouca como se tivesse chorado por dias. Sinto como se facas estivessem perfurando todo o meu corpo. Eu não podia fazer nada para aliviar o sofrimento dela, muito menos abraçá-la maldita distância, maldita hora em que beijei Bruno se eu pudesse voltar no passado, eu nunca teria o beijado. Foi a maior burrada que eu fiz na minha vida. “Eu quero falar com você.” ela sussurra.

“Pode falar.” Digo calmamente.

“Você ainda quer se separar?” pergunta quase como uma afirmação. Eu não sabia o que dizer minha mente dizia que sim, mas é como se todo o meu corpo pedisse que eu desistisse dessa ideia racional e aceitasse a ideia maluca de viver ao lado de Missy para o resto de minha vida.

“Acho que sim.” Ela fica em silencio do outro lado da linha como se estivesse pensando.

“Eu estou de férias na faculdade por mais um mês ainda, se você quiser eu posso ir ai assinar a papelada do divorcio ou você pode me mandar tudo por e-mail eu imprimo e te envio via e-mail.” Ela parecia tão decidida, parecia ter escolhido as palavras antes mesmo de me ligar, como se estivesse treinando para ser rejeitada por mim.

“Bom tem um problema parece que nós nos casamos com comunhão igualitária de bens e eu acho que cada uma podia ficar com o que tem por isso você vai ter que vir aqui.” Eu digo, eu havia recebido o e-mail ontem de Julia com esta informação ela estava cuidando de tudo para eu não me estressar enquanto isso eu resolvia alguns casos que ela havia pego.

“Hum acho que eu posso ir para ai além do mais eu nunca conheci a Pensilvânia você conhecesse algum lugar bom onde eu possa me hospedar?” ela indaga um pouco mais animada.

“Acho que você pode ficar aqui em casa.” Sugiro.

“Com você?” ela indaga. Eu coro. Agradeço aos deuses por ela não estar aqui e me ver desse jeito apenas por causa de uma insinuação.

“Sim, eu tenho muitos quartos extras aqui em casa.” Tartamudeio.

“Eu acho que sim eu vou comprar a passagem de ida você pode me pegar no aeroporto?” ela pergunta.

“Claro me da o numero do seu voo e o horário em que você chega para eu poder sair do escritório e ir te pegar.”

“Espera um pouco que eu vou comprar a passagem agora.”

“Demore o tempo que quiser.” Eu digo.

Sai de casa e fui para a academia do condomínio. Meus dias estavam tão corridos que eu quase não estava tendo tempo para me exercitar. Coloquei meus fones de ouvido e comecei a correr na esteira enquanto escutava as musicas aleatórias do meu I-Pod, em um momento eu estava escutando Queen e no outro estava escutando Andrea Bocelli. Eu gosto de correr porque isso libera uma energia que se espalha por todo o meu corpo entrando em cada pequena célula, a endorfina que chega me deixa tão animada e eu quase não noto o cansaço posso ficar correndo por horas um dia estava correndo por três horas seguidas e só percebi quando Josh me ligou animado dizendo que havia comprado um filhote de cachorro.

Vejo uma outra ligação de Mel e desligo a esteira. “Oi.” Atendo ofegante. “Estou atrapalhando?” Mel pergunta. “Não, não eu não estou fazendo isso que você imagina que eu esteja fazendo eu estava correndo.”

“Ah.” Ela diz e começa a rir do outro lado da linha. “Eu e minha imaginação fértil.”

“Então conseguiu a passagem?” pergunto tentando mudar de assunto.

“Sim, na verdade eu não vou ir pra Filadélfia de avião eu vou no jatinho do papai ele me emprestou.” Eu sempre me esqueço de como a família da Mel é rica Jess aparenta ser tão comum, não é nada como a minha família minha mãe sempre fora um pé no saco comigo. Sempre me enchendo porque queria que eu fizesse as coisas corretamente. Ela era maníaca por perfeição e eu acho que eu posso ter herdado um pouco disso dela. Ela havia nascido em um berço de ouro. Se casado com um bom médico de família poderosa como a dela. Mamãe colecionava peças de artes ela tem duas galerias uma em Boston e a outra em New York. A vida toda ela tentou me juntar com homens de famílias abastadas como a dela e por isso eu sai de casa assim que acabei a faculdade eu não aguentava ser empurrada para os braços daqueles caras que pareciam se importar mais com o ego do que com as outras pessoas ao seu redor. Fora que mamãe era extremamente preconceituosa não só com negros, mas também com gays eu me lembro bem do dia em que ela afastou minha irmã e eu de uma amiguinha na escola só por causa da orientação sexual dos pais dela. Ela disse que nos não devíamos nos misturar com aquele tipo de gente. Na época eu não havia entendido e apenas obedeci. Eu fico triste em afirmar isso, mas minha mãe é o tipo de gente que quanto mais eu fui amadurecendo mais eu percebi que era o tipo de pessoa que eu não gostaria de ser. Por isso eu sai de casa não gostava de ser influenciada por ela, mas o preconceito contra gays dela me deixava assustada eu não sabia o que ela era capaz de fazer se soubesse que eu estava envolvendo me com uma mulher.

“Você esta ai?” pergunta mel. “Sim me desculpe.” Eu digo “mas o que você estava falando?” indago.

“Você pode me pegar no aeroporto amanha a uma da tarde? É o horário que eu vou chegar.” Ela fala impacientemente e não a culpo eu odeio quando estou falando com alguém e esta pessoa não presta atenção e eu tenho que repetir tudo novamente.

“Claro eu posso sim.” Eu falo. “Ta bom eu vou desligar para arrumar as malas, só mais uma coisinha como está o tempo ai?” pergunta. “O de sempre, mas ta meio que frio se comparado ao daí.” Respondo. “Ta bom. Até amanha.” Ela diz. “Até amanhã.” Respondo e ela desliga.

Depois de encerrar a chamada eu voltei para meus exercícios e bem mais tarde fui para casa comi uma maça na cozinha. E fui para o meu quarto tomei banho e fui dormir. No dia seguinte, acordei bem cedo e fui para o escritório falei para Julia que Mel estava chegando e ela me disse que teríamos a reunião para assinar os papéis amanhã.

Quando deu meio dia sai do escritório no meu carro um rolls royce prata e fui buscar a Mel. Peguei transito e acabei chegando atrasada no aeroporto. Mel mandou uma mensagem para mim Já cheguei ode você está? Mandei uma de volta falando que demoraria mais uns vinte minutos e dando um ponto de encontro para poder achá-la mais facilmente assim eu não teria que estacionar e poderíamos ir para onde ela quisesse mais rapidamente.

E como eu havia dito em exatamente vinte minutos eu estava lá onde havíamos nos combinado de encontrar. Ela usava um jeans da diesel apertado, botas UG bege clara e um casaco do mesmo tom com um capuz peludo e uma blusa branca apertada. “Olá.” Ela disse já depois de ter colocado a mala dela no meu porta malas e entrado no banco de carona. “Oi. Como você está?” perguntei inclinando me para dar um beijo na bochecha dela. “Bem eu acho depois de ser deixada plantada nesse frio com um vento gelado batendo sem piedade em mim e ainda por cima me deixando descabelada eu acho que estou bem.” Ao terminar eu comecei a rir dela. “Você quer fazer alguma coisa?” perguntei educadamente enquanto dirigia em direção a lugar nenhum. “Você pode me deixar em casa você deve ter muito trabalho pra fazer e eu não quero atrapalhar.”

“Você não atrapalha e eu já acabei com todo o trabalho que eu tinha que fazer. Mas eu acho bom a gente passar lá em casa e deixar suas malas lá. E você pode descansar se estiver cansada demais para fazer alguma coisa.”

Sentia uma vontade imensa de beijá-la ali mesmo dentro do carro eu devia estar começando a ficar louca eu queria me separar da garota e agora tinha esse desejo que eu tentava reprimir de beijá-la, tocá-la, senti-la.

“Eu acho que eu quero conhecer a cidade você já almoçou? Perguntou. “Ainda não.” Respondi. “Acho que conheço um restaurante que você vai gostar.”

Chegamos a minha casa e ela se mostrava surpresa com a arquitetura. “Meu deus eu preciso conhecer quem fez isso.” “Eu te apresento mais tarde se você quiser, foi um amigo da minha mãe ele é de Boston e ele me adora e fez questão de fazer o projeto pra mim assim que eu comprei o terreno.” Eu disse.

“Vamos entrar?” perguntei. “Claro.”

Peguei as malas da mão dela e entrei na frente. Eu havia avisado Maria para arrumar o quarto dos hospedes porque uma amiga viria para cá. Chegamos ao quarto de hospedes a cama de casal estava arrumada. Ela parecia ter pedido flores e estas enfeitavam um quanto do quarto. Os quadros pintados por artistas desconhecidos preenchiam o ambiente quadros de paisagens litorâneas que o deixavam mais leve.

“Que lindo e obrigada pelas flores.” Mel disse. “Hum você quer conhecer o resto da casa?” perguntei.

Fui mostrando a casa para ela evitei mostrar os dois quartos que eu havia construído para as crianças não sei porque mas não parecia ser a hora de mostrar para ela. Mostrei as salas, a cozinha, o jardim, a piscina, meu escritório, um escritório reserva, os banheiros e a sauna que estava sendo construída. Apresentei Maria, a empregada a ela.

Depois de nossa pequena visitinha a casa, saímos para almoçar. E depois levei a para fazer uma espécie de city tour dos lugares que eu conhecia, que eram poucos mais valiam a pena.

Notas finais
reeviews para me deixar feliz algum? haaha
e eu estou pensando em colocar a mãe da Annie num cap vocês concordam com a ideia?
e pedindo de novo deem uma olha na minha outra historia poor favor http://fanfiction.com.br/historia/289427/Flightless_Bird/