Fallin4u
23 Apologise
Notas iniciais
Acabara de chegar a casa após uma longa corrida. Uma hora resumida em quinze quilômetros. Eu estava nojenta, cheia de suor e morrendo de cansaço. Assim que abro a porta da casa escuto o telefone tocando. Corro para a sala e atendo o telefone pensando que é Mel, ela geralmente me liga neste horário.
“Mel?” perguntei animada tinha que contar para ela as novidades. Havia feito uma prova para virar juíza há alguns dias e a carta havia chegado. Havia prometido que abriria a carta com ela, mas não aguentara de curiosidade e a abrira, eu havia passado em primeiro lugar no concurso.
“Annie?” falou a voz conhecida do outro lado da linha, estranhei.
“Mãe.” Afirmei com a voz firme. Pensando na ultima vez que a vi, ela quase espancou Mel. Se eu não chegasse a tempo...
“Posso falar com você?” perguntou insegura.
“Já esta falando.” Eu disse seca.
“Atrapalho alguma coisa?” indagou preocupada.
“Nada.” Respondi friamente.
Um silêncio se instalou e ela não falava nada. “Vai dizer alguma coisa ou posso desligar?” perguntei começando a me irritar.
“Eu quero pedir desculpas pelo meu comportamento.” Me surpreendi. Minha mãe se desculpando? Nunca em toda a minha vida a vi fazendo aquilo nem mesmo quando estava absurdamente equivocada.
“Não é a mim que a senhora deve desculpas.” Digo tentando permanecer séria.
“Mas eu preciso te pedir perdão filha.” Resmungou ela, odiava admitir que estivesse errada. Na realidade nunca a havia visto se desculpar por algum ato seu.
“Olha...” comecei, mas fui interrompida.
“Annie, não é fácil aceitar que sua primogênita apareça casada sem mais nem menos, ainda por cima com uma garota que jamais havia visto na vida. Também é inaceitável que você a tenha trazido para uma reunião familiar sem antes me consultar. Mas creio que inadmissível também foi minha reação a tudo isso.” Ela falava e eu não acreditava minha mãe se redimindo em que mundo eu me encontrava? Parei de escutar em algum momento de seu dialogo e voltei a ouvir quando ela perguntou. “Você me perdoa?”
Aquilo era demais para mim, apesar de estar brava com ela. A mulher era a que tinha me criado, não que ela tenha passado mais tempo comigo do que as minhas babas, mas ela trabalhou para que eu tivesse uma vida boa, fez minhas festinhas quando era criança, ajudou-me a estudar para algumas provas. Ela era minha mãe e era obvio que eu a perdoaria.
“Mãe é claro que eu te perdoo, mas você poderia tentar falar com a Melissa ela está ainda meio mal com o que você fez...” eu disse em resposta ao extenso dialogo dela.
“Eu posso tentar... Mais para frente acho que ainda não estou pronta para ter esse tipo de conversa com a minha nora.” Disse ela e eu ri. Ela se esforçaria eu podia perceber pelo tom de voz dela. “Agora eu tenho que desligar, depois nos falamos mais. Beijos.”
“Tchau mãe.” Eu disse e encerrei a chamada.
Isso era uma ótima noticia. Liguei para Mel e conversamos via Skype por horas. Tive que desligar para dormir por conta do fuso. Mel estava visivelmente feliz por mim e eu orgulhosa de minha mãe.
Tinha quase certeza de que meu pai deveria ter conversado com ela, porem mesmo assim, para ela engolir o orgulho e pedir desculpas ela deveria ter se arrependido verdadeiramente. Fui dormir e tive um sonho calmo com Mel, coisa que estava acontecendo frequentemente. Como não podia vê-la diariamente, minha mente a visitava todas as noites no mundo dos sonhos.
Acordei cedo com o despertador tocando. Estava morrendo de preguiça, ficar conversando todos os dias ate de madrugada com Melissa tinha seus aspectos negativos.
Maria já tinha feito meu café e o comi rapidamente, antes de sair para ir ao meu escritório. Cheguei e comecei a ler os novos processos, nada de novo, nada que eu tivesse que me desgastar muito, tudo fácil demais, chato demais, nenhum desafio, nada que eu precisasse me dedicar cem por cento.
Olhei no calendário em cima de minha mesa. Faltava apenas um mês para a formatura de Melissa. Ela havia me dado um ultimato para ir até uma loja comprar o vestido logo. Suspirei. O faria de tarde. Continuei a ler a pilha de papeis em cima de minha mesa enquanto fazia breves anotações e assim passei o resto de minha manhã.
Melissa trocava algumas mensagens comigo enquanto ia de uma aula para outra, sempre querendo saber o que eu estava, gostava do fato dela ser protetora.
A tarde como havia planejado sai para comprar o vestido. Não tive que andar muito. Fui para o centro e entrei numa boutique que minha mãe havia me recomendado, essa era a parte boa de ter uma mãe estilista.
A atendente era extremamente atenciosa e logo achei o vestido perfeito. Azul, curto e justo que caia como uma luva em meu corpo. Tirei uma foto e mandei para Missy para saber o que ela achava. Não tardou em responder Desculpa amor, mas acho que estou apaixonada por essa sua amiga. Diga ela que a quero na minha cama ok? XOXO saudades. Quase morri de rir ao ver a mensagem, comprei o vestido e voltei para casa. Nada para fazer, fui ler mais um livro. Acho que teria que comprar mais livros, já que, supria a falta de Melissa com livros já tinha acabado de ler todos os que meus amigos tinham me dado. Talvez devesse comprar logo uns sete, pois ainda teria um mês inteiro sem ver Melissa.
Notas finais
gente comecei a escrever algumas novas fics quem tiver tempo e quiser dar uma olhada....
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