Fallen pages

1 Capitulo 1 um dia de mudanças


Notas iniciais
bem pessoal este é apenas o primeiro capitulo leiam apesar de não conhecerem algumas histórias prometo mais capítulos e serei fiel a todas as histórias tentando é claro contextualizar com a minha criação, Degustem e apreciem fallen pages.

Jude

Sol, calor. Dia perfeito para uma aventura, se eu não estivesse presa em um trem indo para um lugar que eu nem mesmo conheço alguém. Vida perfeita eu diria que é aquela que você tem os melhores amigos do mundo, cidade que ama e um lindo namorado, olha que coincidência, eu tinha tudo isso. E agora não tenho nada.

–Jude? JUDITH !? –Minha mãe me chamava de maneira histérica. Tereza Angelou. Ela é assim louca e lindamente neurótica e principalmente, tem o dom de se preocupar à toa. Eu estava acordada só não queria descer pra minha nova...Vida. Só de pensar nisso já me sinto mal. Olho para a janela e vejo a estação, viro-me para minha mãe para mostra-la que estou acordada. –Vamos, nós já chegamos dorminhoca. –Vi papai a ajudando a carregar as malas até o taxi que ele já haverá chamado.

As casas passavam rápidas pela janela, via as casas de tijolinhos vermelhos passando por mim todas muito parecidas a não ser pelos números ou algo que colocavam para diferencia-las.

Ela só podia estar de brincadeira, essa casa não poderia ser mais velha. Paramos em frente a uma casa velha que precisava urgente de uma reforma. Entramos e logo notei a camada de poeira que estava acumulada por sobre os lençóis brancos que cobriam os móveis, nada que um bom dia de limpeza não resolvesse. Mas não era isso, a casa tinha um aspecto rustico e várias partes da casa estavam destruídas. Eu tinha que admitir a casa era enorme, mas não maior do que a que moramos na casa minha casa do campo. A casa ficava na parte oeste, com uma porção de tijolinhos vermelhos desbotados, entramos logo na sala que havia apenas um sofá grande, daqueles que se conectam e uma mesinha de centro, ao lado esquerdo uma escada que levava ao segundo andar. Peguei minhas malas e subi as escadarias correndo, quando estava na metade ouvi meu pai me chamar.

–Jude! – Me virei e desci uns dois degraus para vê-lo. Olhei com uma expressão de dúvida no rosto, como quem diz ‘’ fiz algo errado?’’. –Eu só queria te lembrar...Amanhã começa suas aulas...e ... É melhor você ajudar sua mãe hoje. –Ele sorriu. Meu pai sempre teve dificuldades em falar comigo, é como um bloqueio entre mim e ele. Nossas conversas são curtas rápidas e diretas. Talvez ele quisesse dizer algo diferente, mas não diz, ele nunca diz. Vi que ele seguia até a cozinha e continuei a subir as escadas.

Meu quarto era como posso dizer...Normal. Paredes brancas uma cama e um guarda roupa tabaco, uma pequena janela que dava de frente com um quarto da casa vizinha e uma escrivaninha da mesma cor do restante dos móveis onde coloquei meu notebook. Depois de quase uma hora meu quarto já estava arrumado, só precisei limpar os móveis e guardar minhas roupas, que por estarem bem organizadas foi bem fácil de arrumar. O dia se passou resumido em limpeza, arrumar, comer, dormir.

A escola não era diferente do esperado, mas naquele dia eu conheceria alguém que mudaria o destino da minha vida para sempre.

Peguei meus horários, e sai andando pelos corredores tentando encontrar a minha sala de química. A aula foi mais fácil do que o esperado, eu já haverá visto o assunto. Não houveram surpresas, a única coisa que acontecera foi do nada começar a tocar Smeels like teen Spirit- Nirvana. Isso realmente foi esquisito, que tipo de escola coloca rock pra tocar. Os professores faziam cara de repreensão, e vi um homem muito magro correndo pelos corredores, alguns segundos depois a música parou. Fora isso até agora só o que havia conhecido uma garota chamada Julie ou Jenny, não me lembro.

Finalmente deu o intervalo, eu estava faminta. A garota me ajudou a chegar até lá, peguei uma bandeja e coloquei uvas, uma maça, um lanche natural e uma caixa de suco de morango. Ironia, eu estou com fome e não consigo comer mais que isso.

–Nossa! Cuidado pra não engasgar! – Um garoto acabara de falar comigo, enquanto seguíamos a fila. Ele era bem bonito, rosto fino olhos verdes e cabelos castanhos escuro, seu cabelo era comprido e liso batia quase na altura dos ombros, e o dava uma sensação de... Aventura, do jeito que está sempre pronto para uma luta. Ele ainda me encarava com um leve sorriso no rosto –Você é nova aqui, né. Prazer, Derick Tuner. –Ele estendeu a mão e eu a peguei. Fomos andando e nos sentamos em uma mesa que estava vazia na parte leste do refeitório.

–Prazer, eu sou Jud...

–Judith Angellou, eu sei –Ele me interrompeu e sorriu de novo. Estava sentado de frente para mim e de costas a saída do refeitório –Ah.. Não ache que sou adivinho, ok. Fiquei na diretoria hoje por que eu... Esquece isso, enfim ouvi falarem de você, e como você é a única garota nova por aqui. – Ele fez uma cara como quem dizia ’’obvio isso, não?’’. Sorri e assenti. Claro que falaram de mim, o que mais eu esperaria? E é claro que corei por ouvir que falavam de mim.

– Espero que tenham falado bem de mim. Seria muito ruim descobrirem no primeiro dia tudo que já fiz de errado. –Ele me olhava com ar de suspeita.

– Com essa carinha de santa. O que você fez foi ao banheiro sem pedir pro professor? –Comecei a rir, mas claro que não havia sido isso.

– Na verdade eu.. Eu levei uma advertência uma vez, por não ter feito lição de casa. Pronto, você já sabe minha vida errada. –Ri novamente de algo tão ridículo.

– Nossa é pior do que eu pensava –Ele me olhou como se eu tivesse cometido um crime, mas vi que ele no fundo se segurava para não rir.

– E você, o que fez para estar na diretoria? –Perguntei-lhe. Embora soubesse que provavelmente ele era o responsável pelo ótimo som no meio da aula.

– Acho melhor você não saber – Ele tinha um sorriso lindo, e tive pensamentos que logo tratei de afastar de minha mente – Olha, vamos fazer o seguinte, você é nova aqui, não é? Então vamos fazer assim vou te apresentar a cidade, o que acha? – Ele fez um beicinho que era praticamente impossível de dizer não. Eu não sei o porquê, ele simplesmente conseguia fazer com que eu confiasse incondicionalmente nele. Eu queria dizer ‘’ Sim, claro vamos agora’’. Mas eu mal o conhecia e não sabia o que dizer aos meu pais.

– Bem eu tenho que falar com a minha mãe primeiro, porque eu sou nova aqui então... –Deixei isso no ar para ver sua reação.

– Ahh... Beleza eu falo com sua mãe.. Ou seu pai. –Ele sorriu novamente. Me surpreendeu agora, ele iria mesmo falar com minha mãe.

– Acho melh... – O sinal tocou e me interrompeu – Nos vemos no fim da aula então, ok?

– Ok. – Me levantei e sai seguindo para o meu armário. Peguei meus livros e tranquei-o e quando me virei me dei de cara com o Derick.

–Está me seguindo? – Perguntei meio ofegante com o susto. Ele ria do meu susto.

–Na verdade –Ele franziu o cenho –Qual a sua próxima aula? – Peguei o meu papel com meus horários –É.. Inglês.

–E o próximo? – Me olhou com a testa franzida. Olhei para o papel e disse cada horário meu. Física, teatro, geografia... Ele me interrompeu e me guiou até minha sala – Nós teremos... – Ele arrancou o papel da minha mão. Que educado. – Geografia, literatura e... inglês juntos. – Ele sorriu, e colocou o braço para mim segura-lo. Que cavaleiro. Eu encachei minha mão no seu braço, e entramos na sala de aula.

A aula se passou muito rápido, e mais uma vez eu já havia visto o assunto, ótimo! Depois da aula, vi novamente Derick e ele concordou comigo de esperar um pouco para ele me apresentar a cidade, minha mãe não concordaria. E também que provavelmente quem iria me buscar seria meu pai. Minha previsão estava certa, meu pai foi me buscar, ele não gostou nada quando me despedi de Derick, talvez o jeito dele calças rasgadas camiseta do Nirvana, péssima primeira impressão.

************

Derick

Mais uma vez na diretoria só por que eu coloquei pra tocar Nirvana pra escola toda ouvir que injustiça, e eles tinham que concordar estava perfeito todo mundo amou.

Mas é claro que não deixariam assim tão barato — Mais uma advertência sr. Tuner, e da próxima você será suspenso, além de ter que ajudar na cozinha todos os dias da semana. – Dizia nosso velho diretor sr. Peter Hunter, ele provavelmente estava chegando na linha de obesidade, ele enroscou quando tentou se levantar da cadeira de sua sala. Onde olhava via apenas troféus, e mais troféus dos jogos. Lembrei-me da minha antiga cidade, um dia eu tive tudo isso que esses caras das fotos tem. Futebol, namorada linda, popularidade, mas isso acabou e agora eu estou aqui preso em Londres. Mas pelo menos eu ainda posso ser expulso, que ótima notícia. Minha mãe me mataria quando chegasse em casa. Quando viemos para cá jurei que pararia de como eu dizia ‘’ me aventurar pelo mundo’’ sempre amei aventura, a sensação de perigo, adrenalina, mas principalmente eu amo o mar a brisa fresca e salgada, a lembrança doía. A lembrança do mar, saudades de quando ia para o porto e nosso amigo da família o Carter, ele sempre me deixava velejar. Balancei a cabeça antes que tivesse um acesso de raiva por não poder mais velejar. O mar faz parte de mim, e eu sentia falta disso.

Ouvi ao longe falarem sobre uma nova garota Judith Angellou, ótima ficha escolar e estava no meu ano, 2° grau. Vi o seu fichamento na mesa do diretor, ela é bonita. Eu a procurei no recreio conversamos e a chamei para conhecer a cidade. Ótima ideia Derick. Chama a garota que nem te conhece pra sair, seu burro. A garota fez o melhor pra esconder, mas ela recusou no fim.

Nos encontramos no fim da aula. E seguimos andando para o estacionamento, lá for estava uns 24°c, e a brisa era muito suave com o início do outono.

–Então como foi seu primeiro dia, Jude? – perguntei-lhe.

–Ah, foi legal. Conheci um cara hoje, ele provavelmente aprontou alguma coisa, mas não quis me contar o que era, embora eu tenha uma noção. Ele é um cara muito legal. – ela sorriu abaixou a cabeça, e a vi corar levemente.

Vi um carro estacionado na frente da escola ainda ligado com o vidro meio aberto.

–Vamos Judith- O homem disse, ele provavelmente tinha uns quarenta e pouco, ou trinta e muitos. Cabelos grisalhos, mas o rosto era simpático. Apesar de me olhar de uma forma que eu não gostei nada.

– Então, até amanhã? – Ela me encarava esperando a resposta enquanto colocava uma mecha solta atrás da orelha. Eu tinha que sorrir, ela emanava carisma.

–Mas é claro linda! Até amanhã – Eu apertei a sua mão e ela seguiu até o carro, e acenou antes de entrar. Aquele homem me encarava como se eu fosse um delinquente juvenil.

O caminho até em casa foi tranquilo, é parte da minha ‘’ aventura’’. Quer dizer era agora já tenho a minha carteira de motorista, presente da mamãe no mês passado no meu aniversário de 16. Agora me lembrava que provavelmente levaria uma bronca pelos serviços comunitários e por mais uma advertência a próxima vez uma suspenção.

Minha casa não fica muito longe da escola uns 8 km, era uma casa típica da região. Quando me mudei para cá, detestei o lugar, mas agora eu até aceito morar nela não é tão ruim. A casa tem apenas dois quartos, o que é mais do que o suficiente apenas eu e Elizabeth- minha mãe. — Quando nos mudamos, minha mãe me contou que era uma proposta de emprego como corretora, e que seria o melhor para a gente. Nós não tínhamos ninguém em Pareze, se tornou apenas mais fácil nos mudarmos. Nada nos prendia lá, e eu sabia que aquele lugar apenas lembrava a minha mãe do meu pai. Ela não me fala dele, esse se tornou um assunto proibido sem nem ao menos falar sobre — ela sempre agia de maneira estranha quando eu perguntava, aprendi a lidar com isso com os anos. -Não foi fácil para ela me criar sem ajuda alguma, apenas eu e ela contra o mundo.

–Droga! – acabei de me lembrar que não peguei as chaves de casa, as deixei em cima do balcão da cozinha. Estacionei minha moto e não vi o carro da minha mãe. Será que ela ainda não havia chegado? Bati na porta da frente pra ter certeza, para minha surpresa.

–Derick?! – minha mãe me encarava brava por esquecer as chaves, de novo. Ela vestia calças jeans, e uma blusa azul marinho que realçava seu cabelo ele tinha tons de castanho e loiro... talvez cor de avelã? Não entendo nada disso, provavelmente não saberia diferenciar. Ninguém nunca poderia negar minha mãe é uma mulher incrivelmente linda, e tem apenas 32 anos. Não entendo do por que não se casou de novo. – Esqueceu as chaves de novo? Já pensou se não estou em casa. – ela me olhava com desdém.

– Mãe, cadê seu carro? – joguei minha mochila no sofá e fui seguindo pra geladeira.

– Oficina – Ela não precisava nem dizer, bateu o carro pela terceira vez só este ano.

– De novo? Sabe desse jeito você nos leva a falência. – nós rimos da ideia. Peguei um suco de laranja e uns biscoitos no armário. – Mãe, eu... levei outra advertência. – Achei que ela iria me bater, mas ela apenas assentiu. – Não vai dizer nada?

– Vou sim Derick, não se preocupe. Cadê seu celular? – Ela estava de brincadeira, eu não podia ficar sem celular, não dá pra ficar sem. Mas fui até a sala o peguei e entreguei a ela com certo receio.

– Quanto tempo sem? – Aquele sorriso dela me dava medo.

– Vai depender de você. E então qual foi a da vez, colocou fogo na escola? – Ela ria apesar de estar brava comigo. Isso era apavorante.

– Não essa foi fraca, entrei na sala do jornal. — É onde gravam a rádio da escola — E coloquei Nirvana pra escola toda ouvir. – A vi revirar os olhos, sabia o que ela pensava ‘’ você e esses rocks’’

– Nossa muito criativo, o que mais você fez hoje? – Me perguntou enquanto escrevia no seu notebook, algo sobre uma casa aqui perto. A casa era velha e ela a tentava vende-la a tempos, finalmente o comprador apareceu.

– Conheci uma garota nova, ela chegou aqui ontem eu acho. E eu me ofereci pra apresenta-la a cidade, então qualquer dia vou demorar mais um pouco pra chegar. Mas pode deixar que eu te aviso antes, ok.

– Humm... Ela deve ser bonita pra já estar assim. Quero conhece-la. – Revirei os olhos. Ela tinha mania de achar romance na onde não tem, mas sempre se mantem sozinha.

– Mãe, eu mal a conheço, e tem mais eu só quis ser gentil com a garota. – Peguei a mochila e subi para o meu quarto na parte sudoeste da casa, era pequeno havia vários pôsteres que coleciono colados nas paredes uma janela de vidro que dava para o jardim, que me incomodava todas as manhas que eu gostaria de dormir até um pouco mais tarde. Uma cama e uma escrivaninha abarrotada de papéis de desenhos e CDs e meu notebook.

Os dias seguintes se passaram normalmente eu e Jude almoçávamos juntos eu a apresentei a minha turma Cloe, Emma, Lucas, Tyler e Logan. Eles se deram muito bem, conversamos algumas vezes sobre como é estar em outra cidade.

–Eu sinto falta... Sabe da minha cidade, dos meus amigos, do meu...- Ela não terminou o que ia dizer e vi que tinha dor nas palavras. Um namorado? Ou ex como eu? E finalmente depois de uma semana ela aceitou a me deixar apresentar a minha cidade Londres.

–E então falei com minha mãe, e nós vamos amanhã, o que acha? – nós estávamos na aula de geografia e a professora sra. Rice parou de falar e nos olhou para prestarmos a atenção nela. Nos olhamos e seguramos o riso, e eu acenei para ela e fiz ‘’ ok’’ com o polegar. Algumas vezes eu a olhava na aula, ela estava com cabelo preso em um rabo-de-cavalo solto com mechas caindo sobe o rosto, seu cabelo preto destacava sua pele branca, usava uma blusa branca com detalhes nas alças de renda e uma camisa xadrez por cima azul e preta, calças jeans e all star. Ela me olhou e eu a encarei, ela ficou vermelha no mesmo instante e se virou de novo.

***************

Essa terça-feira seria perfeita, eu sairia com uma linda garota pela cidade tomaríamos sorvete. Se eu não fosse burro pra me perder! A anos morava aqui como eu me perdi?

Nós fomos ao centro mostrei alguns pontos turísticos da cidade e ela ficou encantada andamos de ônibus na parte de cima, e ela sorria como uma criança que ganhou um presente que pediu do papai Noel, tomamos sorvete tudo lindo. Mas eu tinha que me perder, por um momento de confusão eu entrei em uma rua e a segui e não notei o caminho que estava indo, era como se eu estivesse em transe. Eu senti o cheiro do mar e queria segui-lo. Ouvi um estouro e a moto parou em frente a uma casa de tijolos vermelhos, aquilo me despertou um pouco. Esta era realmente antiga e algo o atraia para ela.

–Derick, porque você parou aqui? – A vos dela estava como se estivesse com... Medo?

–E..eu não sei – E realmente não sabia. Eu apenas queria ver o que tinha lá dentro.

–Derick, você está sentindo isso também? Eu quero entrar. – Ela falou com tanta firmeza que seria impossível dizer não a ela. Descemos da moto e fomos até a porta as janelas estavam quebradas e a porta tinha rachaduras, folhas cobriam o jardim e a grama era tão alta, que nem poderia ser mais considerado um jardim. Tentei abrir a porta, não queria arromba-la. Demos a volta na casa procurando uma janela que desse para passarmos, quando chegamos no fundo havia uma janela em péssimo estado seria fácil abri-la.

–Derick. — Me virei, para ver o que Jude apontava. Logo a frente o chão brilhava, literalmente brilhava nós dois saímos até lá e cavamos o local com as mãos. Quando vimos no buraco havia quatro anéis, dois amarelos e dois verdes.

–Eles são tão... lindos. – Disse Jude admirando-os ela pegou um verde e o ficou olhando. – Será que podemos pegar? Além do mais a casa está abandonada, e não parece ter valor financeiro. – Ela o guardou no bolso da calça.

– É, acho que vou pegar um pra mim também.

Depois disso foi tudo muito rápido, Jude tocou em minha mão, peguei o anel amarelo e estávamos sendo puxados para baixo ou para cima. A gravidade parecia não funcionar, até que parou e me dei conta que estava a ar livre com um pequeno lago a margem. Espera eu tinha saído do lago, mas estava seco. O local era coberto por arvores, eram tantas que não se via o céu, olhei em volta e notei que não apenas um lago mas vários pequenos lagos de três metros até a onde os olhos pudessem enxergar. Era muito verde e calmo sem vento, sem pássaros. Não conseguia me lembrar de nada de quem era apenas que eu vivi ali sempre. Mais à frente um pouco havia uma garota.

–Hey, você ai?! – ela se virou e ainda encarava o lugar todo como se tentasse se lembrar de algo, era como se eu a conhecesse mas não me lembrava de onde- Quem é você?

–Eu sou..e..eu não me lembro- Ela franziu o cenho como se tentasse se lembrar, mas eu tinha certeza que a conhecia – Eu acho que.. que conheço você. Só não me lembro de onde.

Aquilo estava muito estranho. Como poderia conhece-la e não saber quem é? Quem eu sou? Quem é essa garota? E como a gente veio parar aqui? Eu precisava urgente de respostas, eu precisava me lembrar. Mas aquele local era calmo e as coisas apenas aconteciam, apenas fluíam.

Notas finais
espero que tenham gostado falem dessa fanfiction para os outras até a próximo capitulo!