Fallen angel
12 Capitulo 12 : Uma antiga história.
Notas iniciais
Deker estava tomando banho nos boxers e vem a imagem do sorriso sincero da May. Oramasa começa a rir e diz :
— Parece que a segunda espada está despertando. – Grita na sua mente que chega a ecoar. – Até que é maior que pensei.
— Vai se fuder, sua espada chata. – Retruca desligando o chuveiro, saindo do boxer e vê que o vestiário estava vazio. – Mas que porra é essa ?
— Parece que todo mundo desapareceu. – Responde a arma sem entender nada assim como seu mestre.
— Parece que temos um Sherlock Holmes, não é mesmo ? – Cometa sarcasticamente e fingindo estar sério.
— Valeu pelo elogio. – Agradece rindo. – Gostei do seu gesto com a May.
— Isso foi nada, eu sei como é perder algo que gosta muito. – Comenta botando sua roupa e percebendo a porta abrir. – Quem tá ai ?
— Olá, anjinho caído. – Diz uma voz feminina, provocadora, enquanto bota a mão contra o peito do garoto e o empurrando contra os armários. – Parece que você é bem forte.
— Oi, Reika. – Cumprimenta com um sorriso forçado para a garota e suando frio. – Você não deveria tá aqui, né ?
— Bom, eu não deveria, mas quando é proibido é melhor. – Responde com um sorriso malicioso e enquanto passa a mão no peito dele. – Vamos no conhecer melhor ?
— Bom, eu acho que aqui não é o melhor lugar. – Diz tentando não olhar diretamente para ela, já que seu olhar estava muito provocador e não ajudava sentir o corpo dela encima dele. – Que tal, a gente fazer outra hora, em ?
O silencio paira no local, Reika dá um leve sorriso enquanto envolve o pescoço do garoto. Deker sente seu rosto ficar vermelho, então Oramasa vendo aquilo, ri e diz :
— Espera aí, vou pegar uma pipoca. – Grita na mente de seu parceiro que parecia estranhamente quieta. – Alô, alguém ?
Deker não o retruca ou reclama com ele, então a espada se lembra de sentir essa mesma sensação quando seu parceiro foi beijado pela Rebeca. Reika já estava com o rosto colado com do garoto e diz :
— Ninguém pode resistir ao poder de uma sucubus. – Afirma, lambendo os lábios em imaginar que teria a virgindade do único anjo caído do mundo.
Oramasa mesmo querendo que seu parceiro desse uns amassos na Reika, ele estava estranhando aquilo e se lembra que seu amigo disse que quando a esmola é de mais o santo desconfia. Oramasa diz :
— Deker, você tá me devendo uma. – Bufa irritado, o bracelete começa a emanar uma leve luz azul safira. – Eu estou fazendo isso por causa da May também.
O garoto sente um calor no seu pulso esquerdo, então percebe do que estava acontecendo. Reika tenta dar um beijo na boca dele, mas sente as mãos dele nos seus ombros. Deker afasta ela e diz :
— Acho que você tá forçando demais. – Comenta com o rosto vermelho de vergonha e excitação. – Acho que isso não tá legal, né ?
— Você não quer nem um beijinho, bebê ? – Retruca passando a mão no abdômen dele e chegando perto do rosto dele. – Ninguém vai saber.
— Eu não vou cair nas suas provocações. – Afirma com um sorriso de canto e com um olhar sério. – Isso não vai funcionar comigo.
— Eu desisto. – Reika se afasta dele com um olhar de nojo. – Você é um froixo e um possível gay.
— Um froixo e gay faz isso. – Deker pega ela pelos os braços e a bota contra a parede. – Isso é o que dá me provocar.
— Mas, o que você tá fazen... – Ela é interrompida pelo garoto que dá um beijo em sua boca.
Reika sente um calor percorrer pelo seu corpo, mas diferente dos outros beijo esse era um calor intenso que era delicioso aquela sensação. Deker se fasta devagar dela e diz:
— Acho que isso já está bom. – Afirma se virando e indo até seu armário. – Eu tenho que me trocar, por favor, podia se retirar ?
— Eu queria um pouco mais de calor. – Pede com o rosto dengoso e com um sorriso malicioso. – Podemos brincar mais um pouco ?
— Não, você só quer se divertir e quando quiser algo, mas sem luxuria e ai a gente conversa. – Responde colocando a blusa social, mas estas desabotoada.
— Eu não vou... – Ela tenta falar algo, mas seu telefone toca e estava o número do seu pai na tela, ela dá um leve bufada e sai andando para porta. – Parece que teremos de dar uma pausa, adeus anjinho caído.
Deker fica olhando para ela sair, quando a porta se fecha ele se apoia no armário e diz :
— Meu deus do céu, ela é linda, tão fofa e se não fosse você. – Deker estava surpreso por ter beija-la e por conta própria. – Valeu, cara.
— Tudo bem, essa cena parece que saiu do anime ecchi que força a barra do nada. – Comenta rindo da situação, mesmo achando estranho aquilo. – Você gosta da May ou da Reika ?
— Por que essa pergunta ? – Deker estava estranhando aquela pergunta e ainda mais naquele momento. – Isso é um anime de putaria agora ?
— Só queria saber, mas e ai qual vai ser ? – Continua questionando para saber qual era.
— Eu posso dizer que seria a May. – Responde pensativo, talvez porque ele se sentia mais atraído pela sua serva, não apenas carnalmente, mas também sentimentalmente. – Ela parece um livro que é difícil de se abrir, quando se abre é cativante, você sempre tem novas informações e tals que te deixa muito curioso para mergulhar mais na história.
— Nossa, que profundo. – Afirma pensativo, mesmo esperando uma resposte, mas não sabia que seria tão profundo. – O amor é lindo.
— Vai se fuder. – Grita batendo a porta do armário com tudo e sai andando do local. – Agora, para onde eu devo ir ?
— Eu sei lá. – Responde bocejando por estar bem entediado e desgastado por ter feito seu parceiro do transe.
Deker abre a porta, mas sente tudo a sua volta ficar preto e uma grande pressão vir das suas costas. Um vento quente bate em sua nuca e uma voz ameaçadora diz :
— Como um merdinha como você consegue virar um “príncipe” e conquistar o cargo de mestre da neta do Lazariel ? – Questiona algo que estava no meio da sombra, apenas seus olhos azuis safira e um símbolo entre eles que era um delta podiam ser visto. – Você ainda ficou se agarrando com aquela sucubus de merda.
Deker se vira devagar para ver aquilo, seu corpo estava gelado por causa da queda de pressão. O monstro olha como o quisesse morto e diz :
— Você pode me ver ainda bem, seu merdinha. – Comenta se preparando para ataca-lo. – Só mais uma coisa, cuide bem da May e talvez um dia eu te deixe me ajudar.
O monstro vai com tudo ao encontro. Deker dá um salto com tudo para trás, batendo com tudo contra parede e voltando tudo ao normal. Ele olha para se bracelete, vê o sinbulo de delta na pedra do meio e diz :
— O Que foi isso ? Quem é Lazariel ? – Ele estava zonzo com o que acabava de dizer e escuta passos no seu lado esquerdo.
— Deker, o que houve ? – Questiona Ikaros assustado ao ver seu discípulo daquele jeito.
— Eu vi algo muito estanho, um monstro gigante com um símbolo do delta na testa, eu acho. – Responde levantando divagar por ainda estar chocado e ainda tentando se recompor. – Você sabe quem é Lazariel ?
Ikaros fica chocado ao escutar aquilo. Deker tenta dizer algo, mas uma voz vinda do colar do seu mestre e diz :
— Você deveria falar sobre aquela história do colar da May. – Comenta Shadow serio. – Ikaros, esse animal deveria ter ti contado isso.
— Antes que você pergunte, essa voz é da minha arma, Shadow. – Explica estendendo a mão para ele e bufando. – Eu vou te contar uma história de muito tempo atrás.
— Está bem, mas aqui ? – Questiona abrindo os braços e com sarcasmo.
— Não, vamos para o pátio. – Responde se virando e indo para saída. – Vamos ?
— Está bem. – Confirma indo atrás do homem.
Enquanto isso em outro local da escola...
May estava arrumando alguns talheres, junto com outras servas e sua tia Daniela. Luna chega parto dela e diz :
— Com licença, poderia pergunta algo ? – Pergunta tímida com sua irmã do lado e Michael.
— Sim, mas é claro. – Concorda parando o que estava fazendo.
— Eu gostaria de saber mais sobre o anjo caído, como ele se comporta ? – Luna estava curiosa para saber mais dele.
— Bom, ele é bem-educado, me trata muito bem e tenta sempre me ajudar, mesmo eu sendo uma serva. – Responde meio envergonhada por parecer estranho ele comparado com o seu outro mestre. – Ele tem algumas manias estranhas como discutir com sua arma, ele fala enquanto come e sempre é brincalhão.
— Parece normal, eu achava que ele era “diferente”. – Comenta Estela pensativa, na sua cabeça ele seria estranho e faria coisa diferentes, mas não tinha nada haver. – Algo a mais ?
— Não, eu vivo com ele faz menos de uma semana por isso não sei muito. – Diz se reverenciando.
— Parece que foi uma perda de tempo. – Diz Michael ríspido e olhando com nojo por ela ser uma serva do anjo caído.
— Não fala isso, Michael. – Grita Luna fazendo biquinho. – Ela tentou responder.
— Mas isso não muda o fato de não ajudar muito. – Retruca continuando a olhar para ela com nojo.
— Se quiserem mais informações, podem me pergunta. – Daniela chega perto do grupo, para ajuda-los. – Podem pergunta.
— Como é o comportamento dele e personalidade ? – Questiona Estela muito curiosa.
— Bom, ele é bem brincalhão, sempre tenta ajudar as pessoas, mas se essas pessoas ele julgar como errada ele não ajuda ou pode até ferra-la. – Explica com um sorriso no rosto. – Ele é uma pessoa normal.
— Obrigado por responder, Daniela. – Agradece Luna com um sorriso. – Espero que ele chegue logo na reunião das forças do Céu e Inferno.
— Ele estará aqui. – Confirma calmamente e dando um sorriso.
Enquanto isso no pátio ...
Deker estava sentado numa mesa e angustiado pelo olhar de todos a sua volta. Ikaros bate com duas latinhas de refrigerante, Deker dá um salto na cadeira por causa do barulho e diz :
— Mas que porra é essa ? – Grita quase enfartando pelo susto. – Quer me matar ?
— Calma, só comprei algo para a gente beber. – Responde se sentando calmamente e rindo da reação dele. – Bom, vamos fala sobre essa visão.
— Sim, estou muito curioso. – Confirma bebendo um pouco do refrigerante.
— Para começar, isso que você viu é a sua soul shied que era do meu pai. – Começa a explicar com um tom sério que era algo estranho. – Essa soul shied era do antigo Rei da inveja, ele tinha duas soul shied, uma era a relíquia da família Leviatã e a outra você está usando que ele tinha trancado na safira que a May usa.
— Okay...Por que ele fez isso ? – Questiona, tonto e botando a cabeça por ter tanta informação jogada na sua cara. – É muita coisa para mim digerir.
— Eu sei, ele selou o poder da sua segunda soul shied por causa de um sonho que teve com sua neta favorita que era May. – Responde se debruçando na mesa e aparentemente estar nervoso em falar sobre isso. – Ele viu um tipo de anjo de cabelos pretos meio encaracolado, usando um sobretudo, um bracelete com pedras azuis e portando uma katana.
— Esse anjo deve ser eu, né ? – Indaga olhando o seu reflexo na latinha e estava bem angustiado ou nervoso por saber dessa história. – Ele tá vivo ?
— Não, ele morreu faz alguns anos. – Nega olhando para o céu azul e sua voz aparentava estar triste e com saudade. – Ele teve o seu nome em homenagem à um arcanjo que era amigo do meu avô.
— Nossa, que foda. – Diz com um sorriso sem graça e olhando para o seu. – Isso foi legal, mas o que foi aquela coisa que ei vi ?
— Isso foi a fera que está dentro dessa pedra com delta. – Explica voltando olhar para seu discípulo. – Eu não sei qual fera é, porque meu pai me disse que não tem forma concreta, já que se molda no usuário, eu acho.
— Ah tá. – Ele estava meio tonto com aquilo, mas as palavras da fera ainda o incomodava, por que disse que tinha que protegê-la ? Ele não estava a protegendo ? – Por que veio para escola ?
— Eu e você temos que ir para a reunião dos setes reinos do inferno e do reino do céu. – Responde se levantando e dando uma alongada e sai andando. – Vamos ?
Deker se levanta sorrindo com as mãos no bolso, sai andando no lado de Ikaros. Os dois se olham e trocam um sorriso, o demônio dá alguns cascudo no anjo-caído que começa rir. Deker estava ansioso pelo futuro e queria mostrar a aquela fera que vai protegê-la com toda a sua força.
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