Fallen World
7 Um novo caminho, um incompleto caminho.
Notas iniciais
Luana Hayes – Z-day 5 – manhã
Estava bebendo água após algumas horas de treino, Sentada em um banco no meio do porto, tudo em volta parecia calmo, haviam pessoas se esforçando por todos os lados, o vento estava calmo, porém a leve brisa fazia jus ao clima portuário, eu estava cansada, e um tanto quanto irritada, não entendia o sentido ou motivo do Léo não se opor a me deixar lutar, não importava se eu era “médica” para o grupo ou não, se eu soubesse me defender isso seria suficiente, estava focada em aprender a lutar, quando todos os meus pensamentos foram atrapalhados por uma grande explosão, caí do banco e derrubei toda a água que ainda não fora tomada, pude ouvir um tiros, e com dificuldade me levantei, ao olhar em volta, pude ver o motivo das explosões, dois “mega-zumbis” enormes estavam chacoalhando postes para um lado e para o outro, fazendo pessoas voarem, berrando e jogando corpos humanos contra pessoas vivas, isso me deixou paralisada, o medo dominou meu corpo, o acalorado sol que se estendia pelo céu foi coberto por nuvens, uma fina chuva começou a cair, estava pronta para correr, porém assim que me virei ví o Major Nagato bradando.
— AQUELES QUE ESTÃO ACOSTUMADOS COM COMBATE CORPO A CORPO SE AFASTEM AGORA, JÁ OS ATIRADORES, SE PROTEJAM E ELIMINEM ESSES DOIS, NÃO VAMOS DEIXAR SER COMO NA ULTIMA INVASÃO DE UM TIPO ANORMAL A ESTA BASE, IREMOS DESTRUÍ-LOS, AQUI E AGORA. —
Pessoas corriam de um lado para um galpão no fundo da área fortificada, corri em direção a ela e pude ver as garotas indo até ele, junto com Heitor, Adarlan e Thalles, sons de tiros e gritos estavam me deixando mais tensa do que eu podia suportar, consegui chegar até e eles e ofegante, tentei falar.
— O-Oque está acontecendo? —
O Heitor foi o primeiro a responder.
— Parece que quanto mais pessoas têm em um lugar só, mais deles vem. —
— E cadê o Léo? —
— Ele vai dar suporte. —
O Thalles não parecia satisfeito com isso, mas certamente não há nada que pudesse fazer.
— Você sabe atirar não é? —
— Atiradores de curta distância serão mortos, apenas o de média e longa estão no campo, independente da experiência. —
Olhei em volta, haviam pessoas de todas as idades, todos vestidos como nós, usando roupas fornecidas pelo exército ou trajes simples, se eu pudesse arriscar, 100 ou 200 pessoas no máximo, não consigo imaginar quantas pessoas tentaram chegar até aqui e morreram na tentativa, estava difícil pensar, eu estava com medo, o galpão cheirava a mofo, tiros eram ouvidos em um som alto vindo de fora do galpão, eu estava nervosa, queria saber o que estava acontecendo, estava pronta para sugerir irmos olhar, quando o Major entrou no galpão, e falou.
— Vamos embora, a infantaria segurará eles dois, não vai ser possível aguentar muito mais tempo, 5 ou 10 minutos de acordo com nossos estrategistas, todos que estão aqui me sigam, irei levar vocês para os nossos depósitos de armas, vocês escolherão elas de acordo com o que treinaram, é claro, se forem espertos, e depois serão designados a navios para Oregon, agora. —
Ele passou do meu lado, indo em direção a uma porta no fundo do galpão, passando por todos como se estivesse tudo bem, por sorte acredito que a Gabriela leu meus pensamentos.
— Vamos ver o Léo, avisar a ele sobre isso. —
— É, vamos avisar… —
Porém parecia que estávamos falando com surdos, o Heitor se movia em direção a porta, junto com o Adarlan, quando a Júlia e o Thalles pararam os dois.
— Ei! —
O Thalles chamou a atenção deles.
— Não podemos deixar o Léo pra trás. —
Porém o Heitor falou algo que invadiu minha mente como uma faca.
— Se o Major que bradou com confiança nossa vitória está nos removendo daqui, o que te faz pensar que o Léo ainda tá vivo? —
Meu estômago se transformou em água com gelo.
— EI!!! —
O Thalles teria batido no Heitor se o Adarlan não tivesse o parado.
— Vamos andando, o Léo vai ficar bem, vou te contar sobre como foi o ataque do anormal antes de vocês chegarem. —
Era visível que queríamos voltar pra ajudar o Léo, mas o Heitor não nos dava ouvidos e o Adarlan parecia sério quanto a termos que ir.
— Estávamos treinando, assim como hoje, quando um pequeno zumbi entrou aqui, ele foi rapidamente eliminado por um tiro na cabeça de um dos homens que guardava a entrada do lugar, porém logo após isso, ele se levantou, e de uma distância que parecia segura para o homem, ele o matou, ainda não sabemos como ele fez aquilo, mas das 1900 pessoas que haviam aqui, só algumas centenas sobraram, e esse número foi ainda mais reduzido quando sofremos outro ataque, acreditem em mim, se o Léo sobreviverá ou não, isso não cabe a nós, vamos embora. —
Eu quis protestar, o Léo já havia “se sacrificado” pra nos salvar uma vez, e eu tenho certeza que o Thalles iria me acompanhar se eu falasse.
— Ei! Não podemos deixar ele pra trás, ele é nosso- —
O Heitor me acertou na barriga com um soco, minha consciência foi se esvaindo pouco a pouco, e tudo que pude foi sussurrar algumas palavras enquanto ouvia o Heitor falar.
— Tha-Thalles… Ele… É… nosso… —
— Sinto muito, tenho que cumprir a minha promessa de não te deixar morrer. —
Minha vista escureceu e eu apaguei.
Enquanto isso
Leonhard D'angelo
— Eita. —
Uma bala passou voando do meu lado, consegui esquivar dela, mas não sabia até quando conseguiria, o segundo em comando, bradava.
— ATIREM!!! —
Todos que estavam com rifles, fuzis, metralhadoras, e tudo que você possa imaginar que seja legal ou ilegal ao exército disparavam uma rajada de balas contra os dois tipos anormais, que riam enquanto eram alvejados por centenas de balas por segundo.
— Eles tem consciência? —
— E isso importa? Se protege! —
Eu e o Chan corremos pra trás de uma parede do galpão onde a comida era guardada, logo antes de todos as balas que atiramos serem devolvidas com metade da força inicial pra cima de nós, eles estavam repelindo cada projétil que nós atirávamos, ponta oca? Ponta reta? .40? .50? Não importava, balas voltavam para cima de nós como foguetes.
— Como vamos sair dessa? —
— Sei lá… —
— Quantos atiradores ainda temos? —
— Uns 20. —
— O que? Mas eramos centenas. —
— Olhe em volta, a corpos pelo chão em todo lugar, a primeira rajada que foi devolvida foi uma surpresa tão grande pra nós que eu nem sei como ainda estamos vivos. —
— Merda… —
— Vamos subir em um lugar alto, fica mais fácil de esquivar das balas quando elas tem que percorrer mais caminho, eles estão repelindo as balas, mas não são armas. —
— Beleza… Vamos para a torre no centro da Ba- —
Um corpo com apenas pernas e metade do tronco passou voando pelo meu lado, pude ouvir o rugido de um deles, enquanto o outro gargalhava.
— CALA A BOCA, EU VOU TIRAR ESSE SORRISO DA TUA CARA. —
Corremos para a torre, enquanto fomos, os dois estavam ocupados com os atiradores mais experientes ou sortudos, que estavam se escondendo atrás de corpos, dentro da água do pier ou qualquer coisa assim, subimos rapidamente na torre, era uma torre de madeira, parecia bem resistente, acreditávamos que aguentaria algumas balas.
— E Ai? Qual o plano? —
— O que? —
— É você que é o estrategista do grupo né? —
— Eu sou calculista, não mágico, como vamos matar eles? Além disso, Thalles, Gaby, Lua, todos… como podemos lutar aqui sem saber se estão seguros? —
— Acho que deveríamos nos preocupar conosco primeiro. Vem! —
Ele subiu na janela da torre e pulou para o teto do galpão a nossa direita, tentei o seguir, mas meu braço doeu bem na hora que peguei apoio, e em vez de cair rolando como o Chan fez, caí com as costas em cima do telhado de ferro do galpão.
— PORRA! —
— Eles morreram… —
— O-O que? —
Me levantei com dificuldade, e olhei para o lugar que antes era um campo de batalha. Vou te contar, imagine que um campo de futebol foi invadido, e parte da torcida de um dos times morreu nessa invasão, se consegue imaginar isso, você tem uma boa ideia de qual foi a minha visão, haviam corpos por todos os lados, a torre em que estávamos antes estava caindo, e os dois estavam vindo pra cima de nós, vagarosamente, rindo como idiotas, ou berrando como bestas.
— Merda… só sobramos nós? —
— Acho que não, os outros devem ter fugido, olha lá! —
Olhei para o mar, onde o Chan estava apontando, três grandes embarcações estavam partindo, se deslocando para o mar aberto.
— HeHe. —
— Fomos deixados pra trás. —
— Ao menos os outros estão a salvo. —
A torre que antes caía vagarosamente caiu sobre um deles que passava em baixo dela arrastando o seu poste, ele rugiu no momento em que teve seu rosto afundado no chão, a torre esmagou sua cabeça contra o chão.
— O-Oque? —
— Ele é blindado, mas seu físico é um lixo. —
— Podemos matar o outro se chegarmos perto o suficiente! —
— Se chegarmos perto o suficiente ele vai matar a gente. —
Puxei o ar para meus pulmões, eu precisava pensar, olhei para os dois, um deles, totalmente verde, tinha uma altura de um gigante, estava caído no chão com parte da torre sobre seu corpo, sangue estava jorrado no chão, ele parecia como um grande orc de histórias em quadrinhos, não consegui nem imaginar a origem deles, na o outro, estava parado, sua pele era vermelha, era parecido com o outro, mas não totalmente idêntico, vestia uma roupa humana, por mais rasgada que estivesse, fazia parecer que antes de se transformar nisso ele era um humano, era aterrorizador pensar em morrer pra um deles, mas eu estava calmo, senti como se fossem os velhos tempos, onde meu lado frio e calculista tomava controle do meu corpo.
— Espera! —
Alertei o Chan.
— Aquilo é sangue? —
Se olhasse com cuidado, dava pra ver sangue saindo da pele vermelha do errante que agora bradava sua voz em ódio.
— Ele é vulnerável a tiros, apenas o outro que era blindado. —
— Quer ir la provar sua tese? —
— Quantas balas ainda tem? —
— Sei lá, um bocado, eu peguei vários cartuchos. —
— Sei… Eu só tenho mais oito, eu tenho um plano. —
Expliquei rapidamente meu plano ao Chan, enquanto a parede do depósito era escalada pelo errante, me levantei e perguntei:
— Entendeu? —
— … —
— CHAN? —
— Droga, fica quieto, que plano horroroso. —
— Tem algum melhor? —
Ele me empurrou do telhado em cima de umas caixas de suprimentos e pulou enquanto o errante anormal destruía o telhado em que estávamos, caindo dentro do galpão.
— Não temos tempo, mas eu quero uma coisa em troca de participar desse plano. —
Me levantei com dificuldade, meu braço sangrava, eu estava sentindo uma dor aguda vinda dele.
— Avisa quando você for fazer algo assim, seu imbecil, o que você quer? —
— Me apresenta pra aquela tua amiga baixinha, a de cabelos pretos. —
— A Gabriela? Mas porque ela? —
— Vamos com o seu plano, rápido. —
O Chan correu para o estacionamento, enquanto eu me escondi dentro de um galpão na lateral de onde estávamos, era um plano simples, DIVIDE AND CONQUER! O Chan chamava a atenção dele com o carro, e eu o acertava quando ele estivesse próximo o bastante para que eu não errasse a mira, me deitei no chão do galpão, me escondendo atrás de uma das portas dele, posicionei minha arma no chão e olhei para o galpão de onde o errante saía, ele estava certamente irritado, estando morto ou não, parecia pronto para nos matar assim que tivesse a chance, o Chan estava brincando com o carro, buzinando e arrastando o pneu no chão, até eu estava ficando irritado com aquilo, mas não tanto pra disparar como uma bala atrás do carro, fui surpreendido pela velocidade do errante que colou no carro antes que o Chan saísse de perto.
— Merda! —
Ele prendeu o carro com uma das mãos enquanto com a outra quebrou a janela de trás e com as mãos ficou procurando o Chan dentro, Imaginei que aquele seria o fim do cara.
Corri em direção dele, estava entretido com o Chan, que gritava desesperadamente enquanto o errante tentava pegá-lo la dentro, eu estava chegando perto, não queria arriscar ter que dar outro tiro, até porque minha cabeça estava pesada demais pra pensar em outro plano depois que esse falhasse, eu teria que acabar com isso, com um único tiro.
— EI LÉO, EU PRECISO DE UMA AJUDINHA AQUI. —
Não arrisquei falar para não chamar a atenção do errante, parei de correr quando estava a alguns metros de distância das suas costas e mirei bem na cabeça, nesse momento ele tirou o Chan de dentro do carro e segurou ele com as duas mãos, então berrava.
— QUE BAFO, TU NÃO ESCOVA OS DENTES NÃO? —
Atirei certeiramente a lateral da cabeça dele, fazendo um pedaço dela explodir, ele perdeu a coordenação que tinha sobre seus braços e deixou o Chan cair sobre o carro.
— PUTA QUE PARIU, CORRE! —
O Chan desesperadamente correu em minha direção enquanto o errante se levantava e esticava o braço em nossa direção.
— De raspão né?… —
— TEMOS QUE CORRER. —
Deitei no chão e posicionei a arma na direção do errante, que se preparava para investir em nossa direção.
— ISSO NÃO É MOMENTO DE GRACINHA, VAMOS CORRER! —
Soltei o ar que estava em meus pulmões e prendi a respiração, senti meu lado calculista entrando em ação, e com um sorriso disparei, a cabeça do errante foi totalmente destruída, sangue jorrava de seu pescoço como água saindo de uma fonte, uma chuva de sangue banhou a mim e ao Chan, que estava rindo, incrédulo.
— Você… matou ele… —
— Depois disso eu nunca mais duvido de mim mesmo. —
— Caramba… —
— Vamos, eu quero sair daqui. —
Andamos até o lugar onde vimos os barcos saindo, e vimos o Major Nagato vindo com uma arma nas mãos.
— Vamos voltar lá, vou matar eles, já evacuei a todos. —
— Nos já fizemos o teu trabalho. —
Joguei a arma no chão e limpei o sangue do rosto.
— Essa arma é um lixo, o recuo dela é absurdo, considerando que você estava me treinando para atirar a longa distância, essa é a pior arma que eu já vi na vida, tive que mover a mira 4 centímetros pro lado esquerdo e 7 centímetros pra cima pra acertar a queima roupa. —
Passei pelo Major enquanto ele olhava incrédulo pra mim.
— E dês de quando você entende de armas? —
— Eu não sou burro, e além do mais… —
Olhei pra ele enquanto levantava a sobrancelha.
— Estou a horas treinando com esse lixo, já falei, eu não sou burro, vamos embora, preciso me acalmar, ou meu lado frio não vai embora nunca. —
O Chan andou até o meu lado e colocou o braço no meu ombro.
— Isso é o seu lado frio? Cê é estranho. —
Fomos interrompidos pelo Major.
— ESPEREM! Como assim fizeram o meu trabalho? Como mataram dois anormais? —
— Você nos deixou de isca pra salvar sua pele, é obvio que viu que matamos os dois, ou não teria vindo até aqui, você é fraco. —
Acho que exagerei, o Major me levantou pela camisa.
— Garoto, você não sabe pelo que eu passei pra chegar aqui... —
— Não me faça ter que repetir, eu não sou burro. —
— Sua insolência me irrita. —
— Eu já ouvi isso algumas vezes antes. —
Ele me soltou, e voltei a andar, quando percebi que havia perdido mais sangue do que deveria, minha perna, braço e costas sangravam sem parar, eu não havia percebido antes, antes de desmaiar vi um cara parando minha queda, e falando algo que eu não entendi. Tentei falar:
— Thalles…? —
Meu corpo vacilou e perdi os sentidos.
Z-day 7 – Tarde
Abri meus olhos com dificuldade, estava em um quarto com paredes de madeira, vestido com roupas limpas, deitado em uma cama que me parecia confortável até o momento, estava recebendo soro diretamente na veia, não conseguia mover nem um músculo, ouvi a voz do meu amigo me chamando, ou melhor, curtindo com a minha cara:
— Você sempre teve essa síndrome de protagonismo né? —
Me esforcei ao máximo pra virar o rosto em sua direção.
— Graças a você temos uma rixa no grupo agora. —
— O-Oque? —
— Nada, relaxa, ai… eu tava pensando… você já quase morreu algumas vezes, porque não fala que gosta dela? —
Forcei um sorriso fraco.
— É sério. —
— N-Não Enche. —
— Aí, logo estaremos chegando em Oregon, você dormiu durante bastante tempo, mas fica por ai mais um tempo, de acordo com o Nagato, depois de salvar vocês dois ele carregou vocês até aqui, então pelo seu esforço ele te deixou um pacote. —
— Sal-Salvar? —
— Relaxa, que cara é essa? Parece que chupou limão, ele contou com detalhes como matou os dois errantes e carregou vocês dois. —
Se eu conseguisse teria me levantado e mataria aquele maldito nesse exato momento, mas estava perdendo a consciência de novo, me sentei com cuidado na cama e me levantei com o dobro de cuidado.
— Eu vou matar aquele palhaço. —
O Thalles parecia confuso, mas me ajudou a ficar de pé.
— Onde tá o pacote que aquele torto deixou? —
Em cima da bancada.
— Tsc. —
Fui até uma bancada de madeira e olhei para uma maleta prateada, ela era grande, eu estava irritado demais pra imaginar o que era, então apenas abri, dentro havia uma arma separada em partes e um papel, ao abrir o papel li o que estava escrito, enquanto repetia para o Thalles.
— “Valeu, moleque.” —
Mais tarde
Estive dormindo durante toda a viagem, apenas fui chamado pelo Thalles quando chegamos a Oregon, fui até o lado de fora da cabine, onde estavam todos, olhei em volta, não haviam errantes em terra, na verdade haviam pessoas normais, trabalhando normalmente, não consegui imaginar o porquê de aquela área não ter sido afetada, me reuni aos outros, conversamos durante um tempo, estavam animados em me ver bem.
— Você nunca aprende né? —
O Adarlan estava encostado nas grades do navio.
— Não tive escolha dessa vez, haha. —
Logo em seguida fui cumprimentado por Heitor e Gabriela.
— Parece bem. —
— Yeah. —
— Ei, você tem que mudar esse estilo highlander pra uma pessoa mais calma. —
— haha. —
A Júlia estendeu a mão pra mim.
— Boa, quase morreu outra vez. —
— Sinto muito. —
O Thalles me olhando com um rosto irritante, suspirei, e fui ao encontro da Luana.
— Hey. —
— Você quase morreu, de novo. —
— É… —
— Quando vai aprender? —
— Não vai falar algo como “que bom que você tá vivo?”
— Não. —
— Tsc. —
— É quase sua obrigação ter sobrevivido a isso. —
— Yeah… Sabe, eu- —
Fui interrompido pelo Nagato bradando por um megafone irritante.
— Bem-vindos a Oregon, vocês descansarão alguns dias, mas logo terão mais informações sobre a nossa luta contra os errantes, não se preocupem, este lugar ainda não foi afetado, desembarquem com calma. —
É, eu adoraria ver um lugar que ainda não foi afetado por pragas ou algo assim.
— Vamos pegar nossas coisas, eu vou ajudar você a carregar suas coisas, mano. —
O Thalles tocou no meio ombro e foi andando de volta para a ala com as cabines, o segui até o quarto onde peguei a maleta com a arma e me preparei para ir embora.
— Cê tem noção do que vamos enfrentar daqui pra frente? —
Então saindo do quarto, dei um leve sorriso.
— Nenhuma. —
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