Fallen World

28 Capítulo 28: Tudo Acaba Part. I - Caminhos Trilhados


Notas iniciais
Oie Gente! Que bom que o nyah voltou né? Esse capítulo já estava pronto à alguns dias então espero que gostem! Chegamos nos últimos capítulos da fic e foi muito gratificante escreve-la. Boa leitura!

Fallen World

Capítulo 28 : Tudo Acaba part. I – Caminhos Trilhados

Os destroços ao chão dificultavam a partida de Julie que corria com Bernardo nos braços desesperadamente. Tudo que se escutava eram os gritos agonizantes dos sobreviventes da prisão que tentavam fugir a todo custo da destruição iminente. Sem as cercas, os errantes começavam a adentrar no local sem nenhuma dificuldade pelo caminho, a fumaça interrompe a visão dos que ainda estão vivos e tentam se manter em pé... Os estrondos continuam, o tanque não iria parar por nada. Apenas destruir tudo que se encontra pela frente.

– Mari! Vamos juntas! – Esbravejou Francis encostada a uma parede destruída e visivelmente nervosa diante de toda aquela situação.

– Vá atrás do Daryl! Tenho algo à fazer. – Rebateu a garota enquanto corria para a outra direção. Francis suspira bastante trémula enquanto segura sua arma com firmeza, correndo em direção a Daryl que derruba os errantes que se aproximavam e posteriormente, joga uma granada dentro do tanque, o homem que o comandava pula assim que vê a granada e já no lado de fora, observa o tanque ser explodido.

– Calma ... não vá fazer nada de .. – O capanga tentou implorar pela vida mas Daryl, impiedoso, lança uma única flecha com sua besta que atinge o coração do rapaz que vai ao chão já sem vida.

– Daryl! – A voz de Francis se ecoa enquanto se aproximava do caipira.

– Você está bem? Cadê a Mari? – Questionou Daryl enquanto a abraçava.

– Ela disse que tinha algo para fazer, não consegui impedi-la. – Lamentou a morena enquanto é acariciada pelo rapaz.

– Temos que ir atrás dela, vamos!

Tyresse estava sendo encurralado por dois capangas restantes, que o pressionavam constantemente enquanto efetuava inúmeros disparos na direção do rapaz que já sem saída, se joga em um espaço protegido por vasos e plantações. E antes de ter seu fim, um disparo ecoa-se atingindo o crânio de um dos capangas que vai ao chão. A mulher então arregala os olhos quando vê Mari mirando com sua pistola para a mesma enquanto efetua outro disparo atingindo o crânio da invasora.

– Mari? – Questionou Tyresse bastante surpreso com a atitude da garota.

– Vamos! A Francis e o Daryl devem estar atrás de mim. – Exclamou a jovem sem delongas.

– Não posso ... fui mordido, só irei atrapalhar o caminho de vocês. Sinto muito. – Lamentou Tyresse enquanto corria afastando-se da garota que não pode fazer nada diante da chegada de Francis que a abraça constantemente.

– Você nos preocupou bastante, valentona. – Indagou Daryl bagunçando o cabelo da garota.

– Pelo visto você não me conhece, Daryl Dixon! – Ironizou Mari fazendo uma careta. A conversa de ambos então é interrompida pela chegada de inúmeros errantes que o cercam rapidamente, Daryl consegue conter alguns enquanto dá o veredito final.

– Temos que partir! – Exclamou enquanto segurava a mão de Francis com força puxando-a junto a Mari. Os três então fugiram, sem rumo algum em mente, apenas queriam sair dali com vida e nada além disso.

– Eu devia te cortar ao meio ... – Menosprezou Michonne olhando com desdenho para o Governador que se agoniza ao chão tendo seu peito perfurado pela katana da mulher que logo depois, vai ao encontro de Carl e Rick.

A noite surge, e o único som que se prevalece agora é o de passos sobre a terra, apenas isso, nada de palavras ou vozes sequer. Todos tentavam esquecer os torturantes acontecimentos recendes que se repercutiam na mente de cada um que saiu vivo dali ... Podem estar ilesos fisicamente mas com certeza, estão todos abalados.

Nick seguia mais à frente com sua lanterna fornecendo um campo de visão melhor, enquanto Julie aninhava Bernardo, ao qual descansava no colo da jovem que realiza tímidos passos. Cath apenas soluçava estando mais afastada dos demais, todos estavam visivelmente abalados mas Nick sabia que devia manter todos vivos, sabia que se ele fraquejar, as duas também fraquejarão, agora mais do que nunca precisava provar pra si mesmo do que era capaz, até onde vai os seus limites, e tudo isso para deixar Julie e Bernardo a salvos.

– Não da para vocês duas andarem mais rápido? Não quero que sejamos surpreendidos por outros vermes. – Quebrou o silencio moribundo Nick, visivelmente furioso, odiava transparecer algo que ele não estava sentindo, que no momento era o medo e a incerteza de poder achar um novo lugar ... um novo lar.

Julie o encara estranhando a ação do rapaz que vira-se seguindo o caminho em frente. A potente voz de Nick desperta Bernardo que põe-se a chorar diante do susto, Julie tenta acalma-lo mas o choro fica mais intenso.

– Não podemos ficar andando com ele assim, tão exposto. – Indagou com dificuldades Julie, que tentava proferir algo a mais, sem efeito.

Nick não responde, apenas fixa seu olhar em um carro abandonado no meio da estrada, todos se entreolham enquanto andejam na direção do veiculo abrindo-o enquanto adentram no mesmo.

– Podemos ... podemos ficar aqui por hoje, acha que vamos ficar seguros essa noite? – Questionou Julie acomodando-se na poltrona enquanto Bernardo descansava em seu colo.

– É ... – Foi só o que respondeu Cath, no banco de trás.

– Cath olha, eu sinto muito por suas perdas, todos nós sofremos bastante com tudo que aconteceu mas sei que vamos nos reerguer. – Completou Julie com um tom de voz tristonho.

– Não por favor, não me lembre que eu perdi meus filhos para aqueles miseráveis!

– Todos nós perdemos alguém. – Interrompeu rapidamente Julie enquanto fecha os olhos relembrando-se de todo aquele momento angustiante. – A Beth ... o Hershel , a Molly ... – Completou desviando o seu olhar para Nick que permanecia determinado olhando cautelosamente para tudo que existia em sua volta.

– Por favor, só me deixa descansar. Amanhã estarei melhor ok? – Rebateu Cath esticando-se enquanto deitava ainda na parte de trás do carro. Passaram-se horas e Nick nem sequer fechou o olho, sempre de vigia certificando-se que tudo ocorra bem.

– Você não vai dormir? – Estranhou a morena ajeitando-se no banco dianteiro.

– Estou vigia, agora retorne a dormir.

– O que deu em você hein? Eu sei que perdemos o nosso lar, perdemos pessoas queridas e nem sabemos se os outros escaparam com vida mas isso ainda não é o fim! Nós caímos diante de Mia novamente porém, nós vamos conseguir nos reerguer e eu sei disso. – Disparou bastante confusa Julie, Nick a encara bastante sério, enquanto a jovem retorna a indagar.

– Agora para de agir como se você fosse o único que consegue encarar tudo isso sozinho, estou viva também .. então vamos enfrentar tudo isso juntos. Temos um longo caminho a seguir. – Julie segura a mão do rapaz que deixa suas lágrimas finalmente escaparem, segurar tudo isso estava lhe torturando por dentro.

Todos por fim, conseguem adormecer, mesmo que os seus pensamentos ainda estejam focados nas recentes perdas. Amanhece rapidamente e Julie e Nick são acordados por um barulho estranho, a porta do carro se fechando.

Era Cath que caminha lentamente em direção à uma placa a qual fica próximo de um matagal. A mulher se espanta no que vê enquanto olha atentamente para Julie e Nick, chamando-os. Ambos descem do carro e vão em direção da mesma, logo na frente existia uma placa com algo escrito.

– Santuário para todos, comunidade para todos ... aqueles que chegam sobrevivem, Terminus.- Leu em voz baixa Julie enquanto vira-se para Nick bastante espantada.

– O que você acha? – Julie indaga bastante surpresa.

– Talvez seja uma boa ideia, podemos .. – A fala do rapaz é interrompida por um grito da Cath que é surpreendida por um errante que surge diante das árvores agarrando-a. A mulher vai ao chão enquanto o caminhante toma posse do corpo da mesma tentando abocanha-la, Nick rapidamente empurra vagarosamente Julie obrigando-a a se afastar do local enquanto finca sua faca no crânio do transformado que cai no chão já sem vida.

– Você está bem? – Perguntou o rapaz ajudando Cath a se levantar.

– Mais errantes! – A voz de Julie ecoa no local chamando a atenção dos dois. Nick desvia o olhar para trás e nota a presença de mais dois zumbis diante do imenso matagal.

– Temos que sair daqui, vamos! – Grita Nick enquanto puxa Cath para trás afastando-se dos vermes.

– Mas de onde eles estão surgindo?? – Estranhou Cath arfante.

– Ele está acordado, vamos logo! – Exclamou Julie retirando Bernardo de dentro do carro. Enquanto andeja na direção dos demais, Julie estranha a face de surpresa dos dois, que arregalam os olhos ficando boquiabertos.

– O que foi?- Perguntou a jovem curiosa, virando-se e notando do que se tratava. Uma imensa e volumosa horda de errantes, nunca viram tantos seres pútridos juntos. Os três engolem o seco, enquanto observavam a horda aproximar-se cada vez mais.

– Não dá para ficar, vamos logo!! – Sussurrou em alerta Nick, puxando Julie pelo braço enquanto corriam tentando se distanciar da horda. Notando a ausência de Cath, o rapaz vira-se percebendo que a mesma permanecia parada, perplexa diante da quantidade de errante que se aproximava.

–Cath!! – Nick e Julie gritam em uníssono, a mulher apenas se vira enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto.

– Não adianta mais, a nossa hora chegou. Tudo que sempre fiz foi correr e do que adianta agora? Foi tudo em vão, a Lindsay e o Petter não estão mais vivos, tudo em que eu sempre lutei não existe mais. Todos nós estamos destinados a morrer, mas não quero encontra o meu fim nas mãos desses monstros. – Indagou Cath retirando uma arma da cintura enquanto sua mão tremia intensamente.

– Não Cath!! – Gritou desesperadamente Julie enquanto seus olhos fixam-se na imagem de Cath mirando a arma para sua própria cabeça efetuando em seguida, um único disparo. Segundos depois, o corpo mole da mesma vai ao chão, sendo pisoteado por alguns transformados que passaram direto enquanto outros, se debruçam do banquete que é servido.

– Anda Julie, não podemos fazer mais nada. – Lamentou Nick segurando-a pela cintura enquanto tentava convence-la a correr.

Tudo que se ouvia naquele momento, era apenas a respiração ofegante de ambos e os grunhidos intimidantes dos zumbis que se aproximavam cada vez mais. Ao contrário dos dois, os transformados não se cansam em hipótese alguma.

– Nick, estou cansada! É difícil correr com o Bernardo nos braços. – Retrucou a morena parando de correr enquanto ajeitava o bebê em seu colo.

– Me dá ele aqui! – Respondeu rapidamente enquanto pegava Bernardo e se aprontava para corre mais uma vez.

– Não! – Interrompeu Julie. – Você não vê? É impossível escapar dessa manada, o nosso fim é definitivo.

Ambos então, viram-se olhando para os vermes que vinham sedentos por carne fresca. Julie enxuga as lágrimas enquanto abraça Nick e Bernardo. Tudo irá desmoronar em algum dia.