Fallen Creature

3 Capítulo 2 - Rescue... it!


Notas iniciais
Wee, capítulo dois. Fic totalmente esquecida aqui, mas espero que alguém leia-a um dia. Então...:

-Peter, o que devemos fazer? –a ruiva se aproximou do corpo desmaiado, observando-o com nervosismo: ela tinha cortes profundos, hematomas pelo corpo inteiro e sangue jorrando, agora, no entanto, com muito menos força; pelas suas escápulas. Seus cabelos eram compridos e de um castanho bem escuro. Seus olhos estavam fechados, então ela não podia dizer a cor. Sua face tinha lindas feições, no entanto, não era possível dizer se era homem ou mulher, pois tal não possuía vestígios de qualquer sexo. Depois de muito encarar o corpo, Helena pode afirmar que aquilo era mais uma garota de que um garoto.

-Acho que devemos levá-la ao Hospital. Olha como ela tá pálida: perdeu muito sangue. –o moreno olhou em volta, tentando acalmar a esposa.

-Tá... –ela quase chorava. –Eu vou ligar pra uma ambulância. –Helena sacou o telefone celular de um dos bolsos do casaco, e ligou, com os dedos tremendo, para a Emergência. A dita cuja atendeu, e, embora nervosíssima, ela conseguiu dizer a localização do corpo que milagrosamente não jazia morto ao pé da árvore.

20 minutos se passaram até a Emergência chegar, e carregaram o ser desacordado para fora da clareira, deitando-a na maca dentro do transporte. O casal foi na frente, com o motorista, que dirigia apressado pelas ruas canadenses até o Hospital Geral.

Na parte de trás, dois médicos emergencistas faziam um exame de sangue na vítima. Ficaram surpresos com o resultado: seu sangue não era registrado como ‘’normal’’. Não se encaixava em nenhum dos grupos comuns. AB0 negativo não existia. Como ela poderia ter esse sangue?

-Tem 0 aí? –o emergencista loiro perguntou; ainda confuso com o resultado do sangue da paciente.

-Dois litros. –o moreno respondeu. Abrindo um pequeno frigorífico e pegando quatro sacos de sangue 0 de lá.

-É o suficiente por agora. Prepara o material, por favor. Richard, ainda falta muito? -ele perguntou, pegando um tubo comprido e uma seringa.

Eles se apressaram ao fazer a transfusão, e chegaram ao hospital no meio de tal ato. Quando terminaram, a paciente já tinha reposto os setecentos mililitros que faltavam em seu organismo. Ela repousou por algumas horas, um sono extremamente agitado. Na sala de espera, Helena roia as unhas de preocupação, e seu marido tentava acalmá-la, em vão, louco para ir para casa.

-Sra. Jackson, — uma enfermeira chamou-a. — Sua filha acordou.

-Não é minha filha. -ela disse, se levantando depressa e seguindo a enfermeira até uma sala. Ali, a paciente brincava com o lençol da cama, os olhos vidrados, porém, na janela que ficava em frente a ela. Ela dobrava e esticava as pernas em movimentos rápidos.

-Então, querida, qual é o seu nome? –a enfermeira se aproximou da garota. Helena se aproximou também, curiosa.

-Nadia. –ela respondeu, sem tirar os olhos da janela. Sua voz era muito rouca e um pouco aguda. Mesmo assim, era extremamente bela.

-De que? –a enfermeira indagou.

-Como assim? –Nadia perguntou.

-Seu sobrenome.

-Não sei. –ela respondeu, agora mexendo as pernas em intervalos regulares.

-E seus pais? –foi a vez de Helena perguntar.

-Não sei... –ela olhou para a ruiva pelo canto do olho. Seus globos oculares eram de um castanho vivo, que puxava um pouco para o vermelho. Ele não possuía brilho algum, e sua pupila era negra como o breu.

-Como não sabe? –Helena arregalou os olhos. –E como foi que você conseguiu se machucar assim?

-De onde você é? Quantos anos tens? –a enfermeira continuou o interrogatório.

-Não sei, ora. -ela respondeu para Helena, sentando-se na cama e parando por um momento.

\'\'Lá em cima eu tinha 203 anos, o que aqui embaixo deve equivaler à... 16 anos, talvez. Que jovem.\'\' — ela pensou.

-Dezesseis anos. –Nadia respondeu. –E eu sou do... Ahm... Norte. Não lembro o nome do Estado.

-Estranho... Você não foi diagnosticada com amnésia ou qualquer coisa do gênero... –a enfermeira desconfiou. –Tem certeza...

-Onde estou? –ela interrompeu, era sua vez de fazer perguntas.

-Hospital Geral de Ottawa. –Helena respondeu. –Enfermeira, o seguro cobre transfusão? –ela se virou à mulher desconfiada ao seu lado.

-Uhum. Seu marido já foi avisado.

-Ótimo... Nadia, você tem onde ficar? Com quem ficar?

-Eu? Não. –ela agora se coçava com força, arranhando a pele com as unhas.

A enfermeira se retirou, deixando ambas sozinhas no pequeno quarto branco, que continha apenas uma cama, duas poltronas com uma mesinha de centro e uma janela.

-Então, o que você planeja fazer depois que for liberada?...

-Quando eu vou poder sair daqui? –agora ela coçava as pernas, mordendo os lábios com força.

-Daqui a uma semana, por aí. –Helena respondeu.

-Ótimo. –Nadia disse com ironia, se contorcendo na cama.

A ruiva a encarou, impressionada, mas não ousou perguntar o que ela estava sentindo para tamanho desconforto.

-Tenho que ver com Peter se você pode ficar conosco... –ela mexeu nos próprios cabelos, olhando para o chão.

-Eu posso ir para um orfanato. Poder não, eu quero ir para um orfanato. Ou o que quer que chamem. –ela se contorcia incontrolavelmente, e sua voz tinha vestígios de dor e cansaço.

-Mas...

-Por favor. Eu sei o que é melhor para mim. –Nadia parou de encarar a ruiva, acabando com a conversa.

Helena saiu do quarto, ligeiramente ofendida, e se puniu por ser estéril. Deixou Nadia em sua solidão, apenas para visitá-la uma vez e encontrá-la dormindo um sono inquieto. Não deveriam se ver novamente.

Nadia sabia o motivo de sua inquietação: seu corpo rejeitava aquele sangue que agora corria veloz em suas veias. Seu sangue não era normal, era de anjo. Mas ela não passava de agora de um mero ser vivo — se é que se pode chamar aquilo de vivo, pois estava mais para morta do que para qualquer outra coisa. Um meio termo bizarro e sinistro entre o humano e o angelical, que resultava naquela coisa que ela se tornara. Era um anjo caído, ou um humano que se levantava de sua morte? Era apenas uma criatura caída dos céus, então por que ao cair teve a sensação de estar \'\'subindo\'\'?

Notas finais
Quem ler e não mandar reviews morre, okz. u3u
Comentem, vai D: Eu preciso muito.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.