Se você se identificar com essa leitura logo de início, meu conselho é ... fuja, porque eles vão atrás de você e vão te encontrar, eles sempre encontram. Afinal quem eu sou? Já vou explicar antes vamos voltar um pouco no tempo, tudo começa a 6 anos atrás quando eu era só um garoto.

Abrigo Salvador Christi.

- Sebastian, vamos garoto você vai se atrasar, nunca vai conseguir uma família assim sabia?
— Eu já vou só estou terminando de conversar com o Alex espera ai...
— Vem garoto vamos — Um leve tom de raiva.

Eu era uma criança bem bagunceira, e de certa forma tinha motivos pra isso, eu era especial e muito mais do que eu pensava, além de todos os problemas que eu poderia ter, o único que eu não sabia que tinha era o mais perigoso, eu era um caído, tá você deve tá se perguntando o que é um caído, um caído é um "ser" escolhido pelos Deuses para se tornar um guerreiro astral, ele que protege os humanos de ameaças sobrenaturais em geral.
Tá agora que vocês já sabem vamos voltar a história.

- Olha Sebastian por favor, sem histórias de monstros, de criaturas ou qualquer tipo de coisa tá bem? Já são o quarto casal essa semana e você precisa parar com essas histórias.
— Mas é verdade, eu juro que vi um monstro perto daquela mulher de verdade.
— Sebastian chega, me promete que não vai falar disso com esse casal agora?
— Está bem senhorita Leffan.

Senhorita Leffan, é uma mulher assustadora na aparência, olhos escuros, cabelos grisalhos e longos, branca feito um fantasma, dentes amarelados, uma verruga enorme acima dos lábios, mas fora esses detalhes ela é uma pessoa adorável não me tratou mal nunca, e olha que eu fazia muito por merecer.
Íamos encontrar esse casal novo os "Jhosons" no Central Park, eu já não estava nem ai era muito difícil adotar crianças com 12 anos naquela época, chegamos no parque e fomos ao local combinado, uma área perto do lago e lá encontramos o casal.

- Senhor e Senhora Johnson correto?
— Isso mesmo, e esse deve ser o Sebastian, que menino mais lindo.
— Então menininho o que você gosta de fazer?
— Eu é ... gosto de jogar bola — *Meu Deus que monstro horrível dessa vez.
— Que foi garoto? Porque está olhando assim pra minha mulher?
— Calma querido, eles só está assustado, não deve ver muitos adultos não é?!

Preciso sair daqui, eu não aguento mais ver esses monstros, estão por toda parte, calma Seba é coisa da sua cabeça não tem nada ali, nem ali, nem ali e em lugar nenhum.
Eles começaram a conversa e eu como sempre me desliguei e comecei a imaginar como seriam meus pais, eu nasci no abrigo praticamente, desde que era um bebe foi criado pela senhorita Leffan, nunca tinha saído de lá, e sinceramente eu não queria sair também.

Tudo ia como o esperado até que... eles perceberam que eu conseguia vê-los, bem e quando os monstros percebem que alguém consegue vê-los, eles atacam, e o pobre casal foi a primeira vítima deles, um monstro chegou por trás da senhora Johnson e rancou a cabeça dela fora sem nenhum esforço, logo depois o senhor Johnson abriu-se no meio e apareceu um monstro por trás dele com braços que eram na verdade duas laminas bem afiadas.
Eu puxei a senhora Leffan e saímos correndo, ela não entendeu nada, mas correu atrás de mim feito uma louca, entramos num beco e é eu devia ter prestado mais atenção, ele não tinha saída, a grade era muito alta, a senhora Leffan começou a escalar a grade e eu também, ai então foi quando tudo aconteceu, ela escorregou e quase caiu os monstros começaram a chaqualar a grade para faze-la cair e ela caiu foi nesse momento que meus poderes apareceram pela primeira vez, um campo de força envolveu a senhora Leffan que ficou protegida e os monstros não conseguiam machuca-la, depois disso eu lembro de alguns gritos e de ter apagado.

Semanas depois eu acordei, estava em um lugar um galpão e a primeira coisa que eu lembro de perguntar era onde estava a senhorita Leffan, por alguns minutos eu nem me dei conta de que havia outras pessoas por ali, eram um Homem sendo ele, Alto forte com uma cicatriz no queixo moreno e muito forte era o Hulk negro, o outro era um Idoso como qualquer outro, e por último uma mulher cabelos vermelho ou azuis na verdade eles mudavam de cor.. Eu perguntei onde eu estava e então a mulher veio falar comigo, eu demorei muito a entender tivemos um longa conversa, resumindo eu tinha salvado a senhorita Leffan que estava no hospital, tinha destruído todos aqueles monstros e tinha acabado de me transformar em um Caído.

O dever de um Caído é proteger a humanidade dos monstros sobrenaturais ( Fantasmas, Fênix, Zumbis, Demônios e etc...), e pro meu azar meus poderes se manifestaram no meio da cidade onde mais existem monstros, Nova Iorque, a minha sorte é que o Rex e a Sara me trouxeram pra cá, nos caídos éramos Anjos porém fomos jogados na terra pra proteger as criações dos Deuses, éramos mais que anjos porém éramos mortais, e isso não é tão legal assim, poucos caídos conseguiam se lembrar da sua vida como Anjo junto aos deuses, eles dizem que eles fizeram isso para que nós não saibamos como voltar para lá.

- Ei Leona vamos leva-lo daqui eles está cheirando a Caído conseguiria sentir a Quilômetros de distância — Uma voz atrás de mim ao fundo na parte mais escura da sala.
— Calma Léo, ele ainda está abatido, ele usou poderes de nível dois logo de início.
— Eu não me importo leve ele ao abrigo, e deixe-o juntos com as outras crianças, o Alex tem que cuidar deles.
Alex? isso me lembrava meu amigo imaginário que aparecia no meu quarto de vez em quando, era com ele que eu estava falando quando a senhorita Leffan me chamou — Pensei comigo mesmo.

O Léo, é ele era um tanto estanho, cabelos Negros, como a noite mais escura em uma floresta, usava um sobre tudo preto, coturnos pretos, e um cachecol vermelho cobria seu rosto apenas seus olhos apareciam, eles eram brancos com um tom de crueldade e sofrimento.

- Ei garoto levanta vem cá.
— John, o que você vai fazer?
— Vou leva-lo, pro abrigo.
— Okay, não deixe que ele se machuque em!
— Pode deixar.
Sai do galpão com aquele Negão ou John, eu estava as margens do rio Hudson, e tinha esfriado uns 10 graus eu tremia de frio até que o John encostou no meu ombro, e meu frio passou tão rápido foi estranho, perguntei pra ele o porquê de tudo, me explicou que o abrigo era um lugar em que Caídos que ainda não sabiam controlar seus poderes, e não estavam na idade ficavam para treinar e viver até ter idade para se virar.
Andamos cerca de 40 minutos pelas ruas e becos de Nova Iorque eu tinha estranhado porque dos monstros não terem aparecido em lugar nenhum e ficava olhando para todos os lados apreensivo, e ai John me explicou que era um poder dele, enquanto ele estava focado sem nada para atrapalha-lo ele conseguia se camuflar e camuflar os outros Caídos próximos, depois disso paramos na frente de um prédio velho e totalmente detonado estrutura rustica e de cor marrom desbotado, eu fiquei assustado olhei para sua entrada e tinha alguma coisa escrita na porta em uma língua totalmente estranha, John começou a andar e desfez a proteção e eu vi novamente todos aqueles monstros, é John também poderia fazer você ver o que ele queria, sai correndo atrás dele, ele bateu na porta, um cara Loiro, de estatura média olhos verdes e branco abriu a porta, eles se cumprimentaram e estramos, para mim era um abrigo normal algumas crianças umas novas outras velhas, escadas, moveis, até ai tudo era como eu esperava dá palavra "Abrigo", até que fomos em um portinha debaixo da escada, eles entraram e eu fiquei ali parado olhando esperando que eles saíssem, John voltou e me mandou que seguisse eles eu pensei "Claro o clubinho debaixo da escada, todos espremido se escondendo do mal", eu fui entrei e tinha uma escada descendo, luzes se acederam e eu nos três descemos, eu ouvi algumas coisas que eles falavam como, "Eles atacaram novamente eu não sei quanto tempo mais a barreira vai aguentar" e algo sobre " O antigo mal está retornando", eu esperava de verdade que fosse algo de alguma serie, conforme fomos descendo luzes foram aparecendo e ficando mais clara lá de baixo, quando chegamos me recusei acreditar no que eu vi, era um lugar enorme, muito grande, onde pessoas treinavam, alguns estavam voando outros fazendo outros voarem e alguns criavam até campos de força para se proteger de explosões.
Paramos em frente a um balcão um velhote me perguntou
— Idade, nome e poder?
— Sebastian, 12 anos. — com uma cara de assustado olhei para ele e perguntei. — Como assim, poder? — A me trouxeram um desinformado? Okay garoto vem cá.
Eu dei a volta na mesa e fiquei do lado dele, ele olhou para mim e der repente eu comecei a levitar, e ele jogou uma luz muito forte em cima de mim e depois de 2 ou 3 segundos tudo voltou ao normal. — John posso falar com você? — Disse o Velhote.
— O que foi?
— Garoto, vai ali do lado do George ok?
— Está bem.
Me afastei alguns metros mais ainda consegui ouvir "Ele é filho do...." e uma explosão me fez perder o resto, mas sabia que meu pai havia passado por ali.
— Ele não pode ser, esse garoto não tem nada de especial o filho de Lucius seria bem mais forte e bem mais esperto que esse garoto.
— Os poderes demoram a aflorar se você não tem outros caídos em volta de si, eu entrei na mente dele e vi, ele consegue passar despercebido entre os monstros, ele faz isso sem mesmo se focar o único que podia fazer isso era Lucius e você sabe disso.
— Vamos ver com o tempo como ele reage, e assim tiramos as conclusões.
— É vamos adiantar um pouco o processo. — Damiem vem cá, faça um favor para mim pegue e...!
De repente comecei a levitar, e ser jogado de um lado para o outro na sala, um garoto devia ter em torno de 16 anos começou a me atacar, me jogava de uma lado para o outro na sala, enquanto todos assistiam, eles nem sem mexiam para me ajudar, comecei a ficar com raiva e algo fala comigo dentro da minha cabeça acerte-o, acerte-o, o garoto me jogou no canto e começou a andar para cima de mim com algumas espadas levitando em volta de si e eu sabia que ele as jogaria, então der repente uma explosão de força dentro de mim, algo que me fez desejar lutar eu fechei os punhos, me comecei a me levantar e o garoto jogou as espadas em cima de mim, elas bateram num campo de proteção em volta de mim, logo em seguida espadas de luz apareceram nas minhas mãos sem pensar sem dor sem sentimento algum fui pra cima daquele garoto, tentei ataca-lo de várias formas mas nunca acertava, até que algo em mim dizia "Levante-o", e por segundos levantei o garoto, sai correndo e pulei para dar a ele a morte e então, uma voz estrondosa e com tom de autoridade e alta gritou
— CHEGAAAAA!!!

Todos paramos e olhamos para a tal voz, eu já havia escuta em algum lugar mas não conseguia me lembrar onde, quando eu olhei fixamente para a tal voz consegui perceber da onde a conhecia, era o Alex meu único amigo e imaginário era REAL, eu fiquei chocado, e então ele falou
— Sim este é o Filho de Lucius.

Todos ficaram perplexos me olharam com olhares de esperança, raiva, ódio, e até mesmo desprezo, era difícil entender o porquê! — Deixem ele e voltem aos seus devidos lugares e práticas agora, Sebastaian venha comigo temos muito o que conversar.