Fallen Angels

24 Chega de mentir


Notas iniciais
Heeyyyy Shadows,voltei com mais um cap pra vcs,espero que gostem.

Lucia ON

Eu dormi pensando no que Sophie me falou,ela está certa eu não posso ser fraca pra sempre,eu tenho duas opções ou acabar de vez comigo,ou lutar pra sair dessa,eu tenho amigos aqui,preciso lutar contra tudo isso a pesar dessa dor no meu peito,que parece ser insuportável.

Essa noite diferente das outras eu consegui pegar rápido no sono,sem aqueles pesadelos horríveis,eu acordei meio tonta de manhã,sentei na cara e fiquei uns cinco minutos olhando pro nada tentando pensar no que eu ia fazer,eu não me sinto mais a mesma pessoa,o que eu ia dizer,eles vão olhar pra mim,mas isso não importa,alias você não está sozinha,eu ia levantar da cama e escutei batidas na porta,deve ser a Sophie ou a Izzy.

–Ta aberta — a porta abriu e eu assustei,era Josh,ele entrou e fechou a porta sorriu e sentou do meu lado na cama,eu me cobri mais com a coberta.

–Oi — ele parecia meio tímido — Eu queria ter vindo te ver antes,mas eu fui convocado a Idris no dia em que você foi sequestrada,eu queria ficar mas tive como..

–Ta tudo bem,você veio me ver, eu estou feliz — abri um sorriso forçado.

–Eu sinto muito — ele abaixou a cabeça- eu soube o que aconteceu,cheguei hoje,agora de pouco de viagem e escutei o que aconteceu com você,foi culpa minha,se eu não tivesse te beijado não tinha acontecido aquela confusão e..

–Não,vocês tem que aprender a parar de se culpar,a culpa não foi de nenhum de vocês,a culpa foi daquele monstro,não foi sua,tudo bem olhe pra mim — segurei o queixo dele pra cima — você é meu amigo,e nunca culparia você por isso,então não se culpe ok?

–Ok — ele sorriu e me abraçou,as pessoas estão com um hábito de me abraçar e eu me sinto tão confortável,ficamos abraçados por um tempo mas fomos interrompidos.

–Oh desculpa — Will disse fechando a porta.

–Will nós só estamos conversando — Josh falou se afastando um pouco de mim.

–Eu não queria atrapalhar,eu vi a porta aberta então...

–Bom vou deixar vocês conversarem,conte comigo — ele me deu um beijo na bochecha e saiu do quarto.

Ficou eu e Will nos encarando até que ele se tocou e falou.

–Tudo bem ? — qual é.

–Sim tudo ótimo,o que você quer? — eu não quero ficar perto dele.

–Só quero saber se está você está bem.

–Sim Will ja disse estou ótima,agora me dá licença tenho que me trocar pro café — eu levantei e tava indo em direção ao banheiro,mas Will segurou minha mão.

–Não por favor Lucia,foram uma semana sem te ver,sem saber como você está eu quis te dar um tempo mas preciso saber,eu em importo com você — eu disse de costa pra ele que não soltou a minha mão.

–Você só quer saber se estou bem pra acabar com o seu peso na consciência,mas já viu que estou muito bem agora por favor sai do quarto — eu falei o mais fria possível o que me assustei é que não me esforcei pra ser fria,como se eu fosse assim.

–Não parece — ele virou o meu braço olhando meus pulsos descobertos,aquilo me assustou,e doeu mais do ja estava doendo,eu soltei a minha mão e o empurrei.

–PRONTO JA VIU O QUE QUERIA VER AGORA SAI DO QUARTO WILLIAM — ele pareceu um pouco chateado mas não saiu do lugar,como ele pode fazer isso comigo,porque?

–Olha pra mim — ele segurou meu rosto com as duas mãos me fazendo olhar pra ele — pode não acreditar mas eu sinto muito,pode não acreditar mas você é importante pra mim e eu vou fazer de tudo pra concertar isso,vou estar com você Lucia,você querendo ou não.

–Concertar,você acha que dá pra concertar,tudo bem Will faça o que quiser não sou nada sua pra te dizer o que deve ou não fazer.

Ele ficou me encarando com uma das mãos de acariciou o meu cabelo,eu senti tanta falta dos olhos dele,do cheiro dele,da voz,eu senti tanta falta dele,mas ele desconfiou de mim,desconfiou de quando eu disse que gostava dele.

Ele foi se aproximando de vagar olhando nos meus olhos,aquele olhar intenso que acelera o meu coração,quando nossos lábios estavam próximos eu virei a cabeça,ele encostou a testa no meu ombro e depois se afastou,se recompos e falou agora mais serio.

–Bom agora que sei que esta melhor,vim te avisar que o treinamento começa amanhã.

–Treinamento? o que?

–É o treinamento que teríamos depois do baile,eu dei um tempo pra você melhorar agora nada te impede de treinar.

–E se eu disser que não quero mais.

–Bom Lucia,você está com raiva do monstro que fez isso com você não está? — onde ele quer chegar?

–Estou porque?

–Acho que quando você for acabar com ele,você terá que estar preparada,preparada pra derrota-lo,e também vai querer retribuir o favor a Charlotte que de todo bom grado quis que eu te treinasse. -aaa golpe baixo cara,chantagem emocional,mas ele está certo eu tenho que estar preparada pra derrotar aquele monstro.

–Tudo bem,eu vou treinar com você,apenas porque me importo com Charlotte e quero acabar com Sebastian.

–Ó timo já é um começo,nos vemos no café — ele saiu do quarto e bateu a porta com força

Será uma longa semana.

Jace ON

Ultimamente as coisas tem andado calmas aqui no Instituto,tirando aquilo que aconteceu a Lucia,bom não sou muito próximo dela,mas fiquei triste e com raiva daquele miserável,como ele pode dizer que iria sumir e depois fazer isso,e agora com a volta do Josh,cara minha cabeça ta uma bagunça,pensando na desgraça.

–Ta tudo bem ? — eu perguntei entrando na sala de jantar,só ele estava sentado na mesa olhando pro nada com uma cara de cansado.

–Sim estou bem.

–Ainda com o hábito de mentir...

–Acho que foi só isso que permaneceu do passado — ele olhou pra mim e eu entendi o olhar dele,ele vai ter que entender que o passado está morto e enterrado.

–Não sei do que você está falando.

–Sabe Jace você sabe bem do que eu estou falando.

–Dá pra você esquecer isso,aquilo esta preso no passado,eu toquei minha vida e você devia fazer o mesmo — eu no fundo tinha que dizer isso.

–Como você pode ser tão imbecil Jace,sabe o choque que foi ver você e ela quando eu cheguei — ele olhou pra mim ele estava realmente chateado como no dia que foi embora.

–Só estou te dizendo a verdade.

Algumas pessoas começaram a chegar para o café da manhã,ele levantou e veio até mim,parou de frente pra mim,aquilo me assustou.

–Sabe,você é um babaca Jace que não liga para os outros,o Jace que eu conheci morreu no dia que eu fui embora — ele sussurrou pra mim,aquilo me destruiu,mas me recompus porque vi Clary me olhando estranho.

–Você é um idiota que esta morto pra mim,pelo menos tudo o que aconteceu morreu pra mim. — porque eu estou dizendo isso? claro porque eu sou um idiota.

–É MESMO JACE HERONDELE,QUER QUE EU DIGA,QUE EU GRITE A TODOS O QUE VOCÊ É,QUE VOCÊ É UM.. -não deixei ele terminar de falar,dei um murro no seu rosto,ele me olhou assutado mas se enfureceu e partiu pra cima de mim e me deu um soco,caímos no chão dando murros um no outro.

–Parem com isso -Charlotte tentava separa a gente assim como todos.

–Seus idiotas -Will segurou Josh que limpava o canto da boca que sangrava.

–O que você tem na cabeça? — Jem me pensou na parede,eu não queria bater nele,só que ele não podia dizer,não pra todos,eu estou chateado queria pedir desculpa mas não vou fazer isso ele que pediu pra ser assim.

–Vem meu filho — Charlotte pegou Josh pelo braço e o levou pra sala dela suponho,Henry foi logo atras.

Todos ficaram se olhando assutados,Lucia parecia mais perdida que todos,depois de um tempo me soltei e sentei na mesa e todos fizeram o mesmo e tomamos o café em silêncio.

Josh ON

Minha mãe parece brava,me pegou forte pelo braço e em levou na sala dela,meu pai chegou logo depois,mas ele parecia um pouco mais calmo,meu pai olhava pra mim compreensivo.

–Que diabos aconteceu naquela sala? – Minha mãe estava batendo o pé no assoalho,aquilo significa que ela estava brava.

–Clama Lotte,ele deve ter tido um bom motivo – meu pai tentava acalma-la,já chega,tanto tempo me escondendo deles me escondendo de mim mesmo,já está na hora deles saberem o filho que tem.

–Quer mesmo saber mãe,quer saber o porque briguei com Jace?

–Claro que eu quero.

–Josh,não precisa.... – meu pai já deve desconfiar.

–Mas acho que no fundo você sabe mãe,você sabe o porque – ela relaxou a postura dura e arregalou os olhos,minhas mãos tremiam e suavam,minha garganta tinha dado um nó.

–Josh – ela tremulava ao falar.

–Pois é mãe,o seu filho,o seu querido filho é gay – ela colocou a mão na boca e seus olhos começaram a lacrimejar.

–Josh meu filho – meu pai veio até mim e me abraçou,eu fiquei meio sem reação mas eu o abracei,minha mãe ficou olhando para nós,eu não sabia o que passava na cabeça dela,ela parecia assustada,como se estivesse em choque.

–Não Josh você não é gay,eu sei que você nunca foi como os outros mas você não é gay- a voz dela era calma e rígida.

–Para mãe,para de tentar evitar,você sabe o que eu sou,no fundo sempre soube..

–CHEGA..

–não mãe,você vai me ouvir,sabe o quanto doía pra mim,na minha infância você me dando cavalos de madeira,carrinhos, sendo que eu não queria aquilo,na minha adolescência você me empurrando garotas como você faz até hoje,você viu o que aconteceu da ultima vez que você tentou me empurrar a uma garota ela terminou estuprada,chega mãe,chega de mentir de evitar,eu sou seu filho e sou gay.... — meu pai estava do meu lado segurando meus braços,ele estava calmo e eu até podia ver um sorriso de conforto no seu rosto,a sala ficou um silêncio total,minha mãe estava apoiada a mesa com uma mão ela parecia ter levado um murro no estomago,ela chorava,silenciosamente mas chorava.

–Tudo bem meu filho,somos seus pais,vamos te amar não importa o que aconteça,ou o que você queira,vamos sempre te amar,não é mesmo Charlotte? — não obteve resposta,minha mãe me olhava pasma,ela estava pálida.

–Charlotte?

–Tudo bem pai,eu já esperava essa reação dela,sempre sonhou com o filho perfeito,o filho que daria orgulho a ela,sinto muito por não ser esse filho — eu levantei,não vou chorar na frente dela,abracei meu pai e saí da sala.

Eu fui pro meu quarto e me tranquei lá, fui no banheiro,olhei no espelho e na maça esquerda do meu rosto estava roxa e um canto do meu lábio estava cortado, fiquei o dia e a tarde inteira lá,tentei ler,mas não consegui,depois tentei treinar,mas também não consegui,dormir muito menos,a imagem da minha mãe chorando não saia da minha cabeça.Quando o sol estava se pondo,eu entrei no banho,tomei uma ducha de água gelada,saí e coloquei uma roupa,e um casaco preto de couro,eu não aguento ficar preso,mas não quero olhar pra eles,desci as escadas e passei pela sala principal indo em direção a porta.

–A onde você vai ? — minha mãe estava no sofá,rodeada por Isabelle e Lucia.

–Vou a cidade.

–O que você..

–Até Charlotte — eu disse sem deixar ela terminar de falar,ao sair fiz questão de fechar bruscamente a porta,peguei meu cavalo que ganhei no meu aniversário de 13 anos,um garanhão marrom escuro,e cavalguei até a cidade,depois de alguns minutos avistei um bar,bem chamativo,como dizem todo mundo uma vez na vida tem a sua noite pra afogar as magoas,essa é a minha noite.

entrei ni bar,que era grande até,tinha um palco no canto com mulheres quase nuas dançando,ainda bem que esses mundanos idiotas não me veem,se não não me deixariam entrar,tinha alguns homem que assoviavam e colocavam notas de dinheiro nas poucas peças de roupa das bailarinas que se esfregavam em um cano,rebolando e rebolando,eu fui até o bar,logo pude reconhecer o barman era um fada,de pele rosa e azul,pros mundanos ele provavelmente estava disfarçado mas eu via claramente suas asas.

–E ae o que vai ser Caçador ? — ele veio até mim com uma garrafa de tequila na mão.

–Vou querer uma dose do coisa mais forte que você tiver — ele riu e pegou a tequila e colocou num copo pequeno.

–Não é o mais forte,vai com calam rapaz..- eu encarei aquele copinho,eu nunca bebi pra valer poucas vezes bebi champagne,peguei o copinho e virei com tudo,aquilo desceu queimando tudo,mas a sensação foi diferente eu queria mais,e assim foi eu estava na quarta dose,e um homem sentou do meu lado,eu não prestei muita atenção.

– um Martíni por favor — ele ficou me encarando eu sentia o olhar dele em mim,mas pouco me importe,eu já estava um pouco tonto mesmo.

–Quero mais uma dose — eu estendi o copo pra frente.

–Eu acho que você já bebeu de mais,melhor ir pra casa — o Barman disse tirando o copo de mim.

–Não pedi sua opinião,eu quero mais uma — ele olhou feio pra mime colocou mais no copinho,eu virei em um só gole,aquilo não ardia mais.

–Um homem quando bebe assim,ou vai matar alguém ou se declarar pra alguém — o cara que estava do meu lado falou,eu nem olhei pra ele eu estava coma cabeça abaixada encarando o balcão.

–Nenhum dos dois.

–Quanto tempo Josh — Josh? como ele sabe meu nome,olhei pro lado,ele não era muito velho parecia dois anos mais velho no máximo,ele era forte e ruivo de olhos azuis claro,o rosto com traços fortes,ele abriu um sorriso encantador.

–Te conheço? — cara não sabia que beber fazia ressurgir pessoas dizendo que te conhecem.

–Sim,só não se lembra de mim,você era bem novo — espera eu lembro desse cabelo.

–Stuart? Stu?- meu Deus nós eramos amigos na infância,mas ele teve que ir embora.

–Olha sua memoria tarda mas não falha.

–quanto tempo.

–Pois é,mas porque de tanta bebedeira assim,brigou com alguém? — ele ficou serio mas continuava coma voz doce.

–Minha mãe,eu conte a ela sobre mim e ela não compreendeu muito bem.

–Eu lembro de você quando era pequeno,batendo o pé pra mim que queria bonecas,e eu dizia que teríamos que brincar com os cavalos.....e lembro de você contando sobre Jace,realmente eramos melhores amigos.

–Jace está namorando- eu senti a raiva na minha voz.

–Bom,eu sei pelo que você passou,meus pais não aceitaram no começo mas depois entenderam...-o silêncio se instalou por um instante aí eu lembrei que ele era gay também ele era meu psicologo quando eu era criança,sempre me ajudou a entender o que eu sentia.

–Vem comigo — ele colocou o copo de martíni vazio no balcão junto com algumas notas.

–Pra onde?

–Quero te mostra um lugar,você vai gostar.

–Espera eu tenho..

–Ja paguei.

–Nós saímos do bar e pegamos os cavalos,bom não existe uma lei de que não podemos ter carros muitos até tem,mas nós em Nova York preferimos os cavalos,cavalgamos de vagar conversando e rindo,relembrando o passado,eu não estava bêbado mas estava mais relaxado.

Cavalgamos até chegar em frente a uma casa,estilo vitoriana,com um jardim na frente,era mais estilo antiga,eu não estava entendendo muito bem,mas andamos até a porta.

–Porque me trouxe aqui?

–Essa é a minha casa,eu recebi de herança depois que meus pais morreram- ele abriu a porta e candeu as luzes,dentro era tão bonito quanto fora.

–Eu sinto muito por eles.

–Tudo bem ja faz um tempo.

Eu fiquei admirando a casa em quanto Stuart fechava a porta,ele veio atá mim e tirou o meu casaco,eu sorri,mas ainda sim não entendi porque ele me trouxe aqui,de repente senti os braços dele rodearem a minha cintura e me apertar ao corpo dele.

–Pronto pra esquecer aquele babaca? — Ele sussurrou com a voz rouca e sexy no meu ouvido.

Notas finais
Comentem por favor,se gostaram ou n gostaram,e muuuuuito obg a quem comenta,Espero estar agradando vcs com a historia,bye bj na bunda.