Fallen Angels
47 A chegada de Frank .. A verdade aparece ..
Notas iniciais
Lucia ON
E mais um mês se passou,as coisas estão tão confusas,e cada vez piores,Will tem passado a me ignorar ele não parece mais o mesmo,e todos notaram isso,Jem também teve uma mudança repentina,poucas vezes podemos conversar sem brigar,eles e Tessa voltaram a se aproximar,o que me deixou mais intrigada,tem alguma coisa aí,mas esta tudo acontecendo ao mesmo tempo,depois que Conor se mudou para o Instituto as coisas pioraram,são as informações sobre minha mãe e quem eu era,ele disse que em conheceu quando era bebe,ele é como se fosse uma parte de mim que me conhece que nem eu mesma conheço.
Annya esta com oito quase nove meses,isso é o que salva essa situação complicada,todos estão muito felizes com a espera desse bebe,a própria Annya não aguenta de ansiedade para ter o pequeno Frank nos braços.
Conor e Magnus vivem de conversinhas e segredos sempre que chego mudam de assunto e param de falar,Tessa tem se afastado do pessoal,esta sempre fora e chega tarde da noite,sempre com roupas estranhas,das quais ela não esta acostumada a usar,ela esta metida nisso e eu vou descobrir o que ela esta tramando,o que me alegra e ter meus amigos perto de mim Izzy,Lara,Magnus e Até Alec por incrível que pareça,Annya todos eles estão me apoiando bastante,esta tudo uma bagunça para todos,esse sentimento de que coisas ruins vão acontecer não me deixam um minuto se quer,e pode parecer idiotice,mas sem Will do meu lado eu tenho uma certa insegurança,mas não estou zangada com ele,sei que tem algo inexplicado nessa confusão toda,e eu tenho que organizar a minha cabeça pra poder resolver.
–Aonde você vai,esta um pouco pálida,esta tudo bem ? — eu segurei Annya pelo braço,ela me olhou com os olhos cheios de olheiras,o fim da tarde apontava com o sol alaranjado.
–Eu acho que preciso de um pouco de sol e ar puro,estou enjoada a dias e nada faz passar,preciso caminhar um pouco ...
–Mas você esta de quase nove meses não pode ficar fazendo muito esforço — eu tornei preocupada,mas ela continuou me olhando e eu soube que não poderia impedi-la.
–Ta tudo bem,mas pelo menos me deixe ir com você !! -ela me olhou e deu um pequeno sorriso,e eu olhei bem sua boca que agora não era aquele rosado bonito mas um branco.
–Claro,vou adorar a sua companhia — ela enganchou o braço no meu e saímos la fora,ela insistiu que queria andar pela mata um pouco estar em contato com a natureza,eu estava receosa me cedi,ela andava tocando as árvores,as vezes se abaixava para cheirar as flores,parecia apreciava a naturalidade daquele lugar com paixão,as vezes seus olhos enchiam de lágrima,eu sabia que o seu emocional estava frágil então deixava ela desabafar sobre a dor que ela sentia,acho que me distrai de mais,porque saí da trilha que conhecia e não sabia mais onde estava,mas fiquei quieta tentando achar o caminho de volta,não queria preocupar Annya,mas ja estava escurecendo.
–Annya — ela tombou nos meus braços e agora estava quente,Lucia sua cabeça de vento sabia que ela não estava bem porque a deixou sair,ótimo agora estamos perdidas e ela esta mal.
–Minha barriga,Frank... — ela soluçava chorando e eu sentei com ela,coloquei ela no meu colo e torcia para que desse tudo certo,tentava pensar rápido em algo,quando senti minha perna molhar,olhei para baixo e Annya estava quase desacordada,e o vestido branco que ela usava estava molhado,eu o ergui um pouco e meu coração quase parou,o bolsa tinha estourado.
–Não Annya não faz isso comigo,pelo amor dos anjos — eu choraminguei com ela nos braços,minha mente estava nublada e com o desespero não consigo pensar em nada.
–Frank,não me deixa Frank,eu preciso de você ,volte Frank você prometeu — ele suava e estava muito quente.
–Calma,Annya,vamos dar um jeito — eu a levantei com cuidado,coloquei os braços dela nos meu ombro e comecei a carrega-la,conforme andamos um pouco a escuridão tomou total conta da floresta,e eu via pouca coisa quando Annya quase gritava de dor.
–Por favor,aguenta firme,nós vamos conseguir — eu queria começar a chorar quando enxerguei uma pequena luz amarela,e ali brotou uma pequena esperança,conforme ia me aproximando fui avistando uma pequena cabana,chegamos eu bati na grande porta de madeira,escutei alguns barulhos e eu tentava sustentar Annya que gemia e delirava e ardia em febre,tentei passar um pouco das minhas energias a ela mas não adiantou.
–O que significa isso ? — um homem alto e barbudo apareceu,bem forte e cabelos grandes preso,tinha a pele morena e os olhos castanhos,um cenho franzido passando um ar colérico deveria ter por volta dos 30 anos.
–Me desculpe,mas a minha amiga esta muito mal,ela esta dando a luz e eu estou perdida,por favor me ajuda — eu me desesperei ao pedir ajuda ao homem que eu nem conhecia.
–E o que eu tenho a ver com isso,me deixem em paz — ele foi fechar a porta mas eu coloquei o pé,ele me olhou bravo mas eu o olhei implorando por ajuda,ele olhou para Annya no meus braços e bufou,abriu a porta.
–Coloque-a na cama,vou pegar uma bacia com água morna — eu a coloquei na cama e sentei ao seu lado segurei a sua mão e falei por impulso no seu ouvido — Aguenta firme,eu estou aqui com você,seu Frank esta vindo,seja forte ....
–Frank,meu Frank ... Lucia,eu estou com medo ahhhhhhh — ela se curvou gritando de dor,eu peguei um pano úmido que o homem me deu e coloquei em sua testa para abaixar a febre.
–Calma eu estou aqui e não vou sair,vai dar tudo certo só seja forte — eu segurei forte sua mão e depois olhei para o homem que estava serio e não falou mais do que as instruções de como posiciona-la.
–Você sabe fazer um parto ? — perguntei por impulso.
–Ja fiz vários — ele falou erguendo as pernas dela,ele pegou uma tesoura esterilizadas,e eu só me concentrava em Annya,eu dizia coisas para incentiva-la e a ajudava a pressionar a barriga,ele suava mas a febre tinha se controlado.
–Força,ele está vindo,pressione mais a barriga,força — o Homem dizia olhando para Annya.
–Eu não consigo,não aguento mais — Annya respondeu com lágrimas nos olhos.
–Consegue sim,é o seu filho,o seu Frank que esta vindo,força Annya,força — eu a ajudava no que podia.
–Ela deu um ultimo grito abafado e depois se deixou cair nos travesseiros,e um pequeno choro de bebe foi ouvido,olhei para o homem que o segurava nas mãos um bebezinho pequeno e coberto de sangue.
–Vem aqui você,segure-o — eu receosa segurei o pequeno Frank que chorava enquanto o home cortava o cordão umbilical,ele pegou a criança e a mergulhou com cuidado na bacia o limpando,depois disse para embrulha-lo em um pano que me deu,eu com todo cuidado procurava fazer o que me dizia,ele continuou em um processo de limpeza em Annya e sei la o que estava fazendo,depois que já tinha embrulhado o pequeno Frank no cobertorzinho eu o levei para Annya,que o segurou com lágrimas,ela estava muito emocionada,depois que terminou o homem a cobriu e nos deixou sozinhas no quarto,na casa não tinha divisórias era sala cozinha e uma cama tudo junto,ele colocou algo na caldeira enquanto eu e Annya observávamos o lindo Frank.
–Ele é tão pequeno tão lindo,tão frágil,queria que Frank estivesse aqui,ele iria adorar conhecer o nosso filho — ele passava o dedo com cuidado na testinha dele.
–Sim ele é muito lindo,mas chega disso,sei que em algum lugar Frank esta muito feliz -eu abracei os dois com carinho.
–Aqui,você esta muito fraca tem que comer algo -ele esticou uma tigela como que parecia ser sopa,Annya pegou e agradeceu,o homem se sentou em uma poltrona ali perto e ficou observando o fogo da lareira.
–Me desculpe nem pude perguntar o seu nome,como se chama ? — disse curiosa.
–Allan,meu nome é Allan — ele falou tirando um cigarro do bolso e o acendendo.
–Muito,muito obrigado por tudo Allan,não sei o que seria se não tivéssemos o encontrado — eu falei com sinceridade.
Ele nos olhou me fez um "de nada" com a cabeça.
–Mas onde aprendeu a fazer partos? — eu e minha santa curiosidade.
–Eu era um doutor renomado da cidade, um obstetra muito famoso,mas um dia estava voltando pra casa,e vi um homem jogado na rua,achei que precisava de ajuda então me prontifiquei,mas quando toquei em seu braço ele me mordeu,achei aquela atitude estranha,mas cuidei da ferida e continuei normal,mas na primeira lua cheia eu me transformei,e depois disso todos praticamente me caçaram,e eu tive que me refugiar na floresta,adotei técnicas e virei um caçador — ele falou fumando sua cigarro e eu vi que não foi muito certo fazer essa pergunta,isso parece incomoda-lo muito.
–Eu te entendo,as primeiras transformações são as piores — Annya disse concentrada em comer.
–É pena que descobri isso tarde de mais — ele disse cabisbaixo depois levantou e saiu,eu virei pra Annya que deu de ombros.
–Acho que você não consegue ir para casa não é,acho melhor eu voltar ou esperar você se recuperar..
–Vá,eu vou ver como posso fazer,mas vá ...
–Eu não vou te deixar aqui sozinha — disse preocupada e um pouco baixo.
–Esta tudo bem,não vou machuca-la,ela não pode andar dessa maneira e nem cavalgar,ela terá de ficar aqui até se recuperar,pode ir feiticeira — ele entrou novamente e me encarou serio enquanto falava,não sei se deveria ter fé no que ele diz,minha preocupação com Annya é grande,mas depois de nos ajudar dessa forma acho que não é perigoso,eu concordei e prometi a Annya que voltaria pela manhã,saí da cabana,e usei meus poderes para iluminar o lugar,andei até encontrar a trilha e voltei para o instituto,quando cheguei encontrei Izzy,Lara e Charlotte apreensivas na sala,em poucas palavras eu disse o que aconteceu.
–Allan,ele é de confiança,um homem digno e bom — Henry disse nos tranquilizando.
Todos concordamos e fomos jantar,o assunto era o parto de Annya todos perguntavam e queriam saber e eu contava mil vezes como as coisas aconteceram,menos Will e Jem que estavam calados o jantar todo.
Depois de jantar eu fui para a biblioteca fugir das perguntas e por sorte encontrei Conor sentado folheando o livro dos anjos,aquilo me espantou,como ele soube?
–Você sabe sobre esse livro? — perguntei me aproximando,ele ergueu a cabeça e disse.
–Eu o pedi para que Magnus o escondesse aqui,eu presenciei a escrita deste livro... — ele não tinha aquele ar simpático costumeiro,parecia tenso.
Eu olhei para a página que estava aberta e vi um retrato,como se fosse uma gravura,me aproximei de vagar e ele se levantou e sua fisionomia estranha,eu cheguei mais perto e olhei o retrato e me assustei,era ele,era Conor pintado no livro,mas o que cortou meu coração foi ver o que estava escrito em cima da foto,em letras grandes se encontrava o nome Adariel,então é ele,ele foi o homem que sequestrou minha mãe,ele que matou minha mãe,meus olhos se encheram de lágrimas.
–É você,você a matou seu desgraçado,você a sequestrou seu filho da puta — meus estado de choque passou para histeria,ele tentava me segurar mas minha raiva era muita,a raiva que eu reprimi quando li aquele livro onde dizia o que aconteceu.
–Não Lucia me escuta,aquilo é mentira,Raziel mandou alterar o livro depois de pronto,eu e sua mãe nos amávamos,não aconteceu nada do que você leu,eu amava sua mãe e amo você,porque você acha que eu te procurei por tanto tempo,porque acha que não desisti,porque sua mãe me disse que só o amor que eu sentia por vocês poderia me guiar,e eu sabia que ia te achar porque ele tinha me tirado sua mãe,mas não iria e não podia me tirar você — ele segurava meus pulsos e dizia olhado nos meus olhos que não controlavam as lágrimas,meu Deus o que esta acontecendo ?
–Ele quem ? — falei me soltando dele e sentando em uma poltrona com a cabeça explodindo entre as mãos.
–Vou te contar tudo o que aconteceu,vou te dizer a verdade,a guerra se aproxima e ja esta na hora de você saber — ele disse se sentando de frente para mim.
–Eu,Raziel e Zeta depois que começou a guerra pelo trono,estávamos com muita raiva,mas eu havia desistido iria partir naquela noite com sua mãe,nós iríamos nos casar,mas Raziel não permitiu isso,fez um acordo com os pais de Miranda lhes ofereceu dinheiro pela mão dela,seus avós eram pessoas avarentas então a entregaram sem pensar duas vezes,aquilo nos destruiu,ele se casou com ela mas a guerra entre nós não terminou,ele mal ligava para sua mãe,fez isso só para nos separar,mas eu e Miranda combinamos de fugir e foi o que fizemos em uma noite com a ajuda de um velho sábio o mesmo que escreveu o verdadeiro livro...foram os anos mais felizes de nossas vidas,e você veio,tão pequenina e delicada,a coisa mais importante de nossas vidas — nesse momento eu ergui minha cabeça e a voz dele embargou,mas ele se esforçou e continuou — mas depois de alguns dias após a sua chegada em uma noite Raziel nos achou e estava domado pela fúria,e em nossa briga sua mãe tentou nos separar e impedi-lo,mas ele a matou,naquele momento eu morri junto com ela,ele se debruçava sobre o corpo dela e dizia que a culpa era minha,meu peito se partiu,e achei que aquela dor iria acabar que Raziel me mataria,mas ele fez pior.
"Você foi o culpado pela morte dela você a matou não merece a morte isso seria fácil de mais" e depois de escutar isso eu lembro de acordar em um beco da cidade de Londres,onde tinha minhas asas estava uma ferida e eu não as tinha mais,eu jurei para mim mesmo que te encontraria e que me vingaria de Raziel por isso,e eu te encontrei,minha pequena Lucia,você é tão parecida com ela minha filha,minha filha querida– ele soluçava com as lágrima e eu chorava também mas estava sem saber o que fazer ou o que pensar,sem saber o que é verdade ou o que é mentira,meu pai ? ele é o meu pai e não o homem que eu vivi a minha infância ?
–Não pode ser,isso é loucura,não,não — eu balançava minha cabeça,mas Conor ou Adariel se abaixou na minha frente e me abraçou.
–Eu esperei tanto tempo,tanto tempo para te pegar nos braços minha filha,eu morria a cada dia lembrando do seu rostinho pequeno,mas eu sabia que quando te encontrasse valeria a pena ... — eu o abracei mesmo sem saber se tudo isso era verdade ou não,se Raziel era o vilão,se ele era o meu pai,em pouco tempo nós dois criamos laços,e eu devolvi aquele abraço amoroso,um amor fraterno que recebi pela primeira vez na vida.
–Pai? papai ?
–Sim,eu amo você filha — as nossas lágrimas rolaram juntas e nos braços dele eu me senti segura e confortável,senti protegida e a calma tomou conta de mim.
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