Fallen Angels

1 Dois anjos lutando


Eu gostava da chuva. Na verdade, gostava mais dela, do que do sol. Estava andando pela chuva numa rua repleta de poças d´água, a caminha para casa. Fiquei agradecida pela chuva, porque últimamente o sol me tinha deixado irritada.

Fui por uma rua, em qual nem a luz das laternas da estrada chagavam a iluminar o caminho. Fiquei arrepiada com o frio, e com o sentimento de estar num filme de terror. Mas quase estava saindo. Faltavam alguns passos. Mas não chegeui ao meu destino. Fui levantada do chão e jogada contra uma parede. Fechei os olhos. A dor era insuportável.Abri os olhos e toquei na parte de trás da minha cabeça. Estava sangrando. Queria me levantar denovo, mas algo me pegou denovo e me apertou contra a parede. A cara de um garoto de olhos pretos e cabelo castanho pareceu bem na minha frente. Ele tinha circatrizes pelo rosto todo. Mesmo com as circatrizes e a cara cheia de ódio, ele pareceu estranhamente familiar para mim.

-Clarissa Fray, você não sabe, que não se pode andar por uma rua escura, no meio da noite?Pessoas como eu poderiam machucar você.- disse ele, me dando um sorriso maldoso.

A batida do meu coração acerelou. E tomei um susto enorme. Não foi porcausa do moreno. Foi porque alguma coisa o puxou e o jogou metros para trás. O moreno caiu, mas imediatamente estava de pé denovo. Nem parecia que ele tinha feito o movimento. Ele correu numa velocidade inexplicável para o outro, que vi que era loiro, enviando alguma coisa no ombro dele. Este gemeu de dor. Pegou a coisa, que era uma espada, e a tirou de seu ombro. Pulou em cima do moreno, fazendo ele cair. Os dois rolavam no chão, batendo um no outro. Pareciam dois anjos lutando.

A cena me fascinavam, pois os dois se movimentavam tão rapidamente e elegante, que parei de respirar. Literalmente. Não era dramatica, mas a cena me fascinava e assustava tanto ao mesmo tempo, que desmaiei.

Acordei numa sala, que parecia uma sala de estar. Eu estava deitada em um sofá velho, porém confortável. A parede da sala estava repleta de armas e retratos. A sala estava decorada com móveis antigos. Eu não sabia como tinha chegado aqui.

Alguém bateu na porta.

Entraram uma garota, com cabelos pretos longos e olhos verdes. Ela era alta e maravilhosa. Ela parecia perfeita. Ela usava um vestido preto, que apenas cobria um parte de suas coxas. Ao lado dela um garoto com cabelos castanhos e olhos verdes, que nem os da garota.Ele usava uma calça jeans e uma camisa preta por cima. Do outro lado dela, estava o loiro, que tinha me salvado. Ele estava de calça jeans e uma camisa branca.

Chegando, até onde eu estava, a garota disse:

-Oi. Eu sou Isabell e esse é o meu irmão Alec. E esse-ela disse, apontando para o loiro.- É Jace. Bem vindo ao instituto de Nova Yorque; o lar dos caçadores de sombras.-

Eu não fazia a menor ideia do que ela estava falando. Mas sabia, que provávelmente eu ia descobrir logo.

Os três se sentaram em cadeiras, perto do sofá em qual eu estava deitada.

-Espero que estejacom tempo, porque temos umahistória para contar e é muito importante que escuta cada palavra.- disse Alec.

Fiz que sim com a cabeça.Mesmo não sabendo do que Alec estava falando, queria ouvir o que ele tinha a dizer. Parecia importante.

-É o seguinte: Você é uma caçadora de sombras. Você nasceu paramatar demônios. Assimcomo sua mãe, mas ela morreu durante o parto. A mulher que você acha que é a sua mãe, adotou você, mas ela não sabe do seu passado. E o seu pai... Bem... Pode se dizer que eleé do mal. Ele cria demônios para matar seresmágicos , como vampiros e lobisomens.E isso para se vingar do Conselho de Alicante, a cidade natal dos caçadores de demônios. O conselho nos pediu para achar a filha de Valentin, o seu pai, e treiná-la para que ela possa lutar com a gente.

Não sabia o que responder. O que ele tinha dito?Minha vida era uma mentira? Isso era impossível.

-Eu não acho que ela é a garota que estamos procurando. Ela desmaiou só de ver eu e Sebastian lutando. Ela é uma humana. Uma mortal incompetente que nem todos os outros mortais. –disse Jace, saindo da sala.

Silencio total.

Isabell sorriu para mim.

-Ele não gosta de ninguém. Não liga para ele. Mas o mais importante é que você já conheceu o seu irmão. O Sebastian. Ele mora com o seu pai, numa fazenda, perto de Alicante. Mas tenho que dizer, que não é um irmão muito adorável.-

O Moreno era o meu irmão. Ele me pareceu tão familiar. Ele tinha os meus olhos. Mas, porque ele queria me matar? O que eu tinha feito?

-O Sebastian é a única pessoa, que é mais mal-humorada, do que o Jace. Ele não liga que você é a irmã dele. Ele mataria você de qualquer jeito. — falou Isabell, tentando me animar.

Me levaram para um quarto do instituto, onde eu ia ficar por um bom tempo.

Antes de saírem, Alec se virou para mim e disse:

-Lamento, mas a sua mãe adotiva vai ter que pensar que você morreu. Vamos na sua casa pegar umas roupas para você.

Fiz que sim com a cabeça. Assim que os dois saíram, as lagrimas rolavam sobre o meu rosto.Minha vida toda eu tinha me sentido deslocada e finalmentesabia o porque da minha solidão interior.