Fallen
11 Capítulo 11
Fui ao quarto de mamãe, a porta estava entre aberta, ela conversava com alguém no telefone.
— Não!... Eu sei, mas você precisa vir rápido!...Sim, tenho certeza de que era um – naquele momento ela se virou e me viu na porta – Espere só um segundo – ela veio até mim e me empurrou para fora do quarto e dizendo – Saia Alice, não posso conversar agora! – e trancou a porta logo atrás de mim. Encostei o ouvido na porta, mas infelizmente não consegui ouvir nada. Voltei para meu quarto e fui tomar um banho. Coloquei um shorts velho e uma camiseta. — Alice! – mamãe gritou de seu quarto. Fui até lá me arrastando. — Alice, você não quer me dizer nada? — Como, por exemplo?... — Aquele menino no seu quarto é claro! – disse mamãe com cara de deboche – Como é o nome dele? Tem quantos anos e de onde é? — Mamãe, não comece com o interrogatório, por favor. — Haha querida, não posso não ser sua mãe! Anda quem é ele? Sentei-me na cama pesadamente. E expliquei para mamãe que aviamos nos conhecido na praia, e que éramos... Amigos. Omiti as partes dos beijos, ela era minha mãe, mas ainda não estava pronta para contar isso a ela. — Hum... E você não está me escondendo nada? — Claro que não mamãe. — E você vai dizer que nunca se beijaram? — Por que está dizendo isso? — Eu vi vocês dois se beijando aquele dia que você veio chorando pros meus braços... Lembra-se? Engoli em seco, mamãe tinha uma ótima memória, diferente de mim. Suspire, já que ela sabia, não havia motivos para não contar a ela. — Esse menino parece ser um anjo bom... – olhei mamãe com os olhos arregalados – Quer dizer, ele parece ser um anjo de pessoa, desculpe-me filha estou meio confusa hoje, mas enfim, conte-me mais. — Foi ele quem me convenceu a ir pra Primer, ele vai pra lá também e nós vamos juntos na segunda-feira. — Então você está gostando dele? – perguntou mamãe com as sobrancelhas arqueadas, já sabendo a resposta. Assenti. Ela havia perguntado se eu estava gostando dele, não ia dizer que o amava, porque eu havia acabado de terminar com Victor, o que ela acharia de mim? — E Victor? Foi por causa de Gabriel que você terminou com ele? Contei a ela que já queria terminar, mas quando Gabriel apareceu ficou mais definitivo. — Bom, ao meu ver, Gabriel já está aprovado. Na verdade, — disse ela sussurrando – prefiro ele a Victor... — Mamãe! – gritei. — Calma! É só a minha opinião – ela deu de ombros e saiu do quarto. Fiquei sentada em sua cama. Pronto, um problema a menos, agora que ela já sabia de tudo. A campainha tocou. — Eu atendo! – gritei e desci correndo as escadas. Escancarei a porta, não sei porque fiz isso, mas logo tornei a deixa-la entre aberta quando vi quem era. Victor estava parado com um sorriso no rosto, seus olhos verdes brilhavam de entusiasmo, ele estava bom uma camiseta preta com detalhes brancos, calça jeans e um tênis preto e branco. — Oi – disse ele. — Oi – retribui abrindo um meio sorriso – o que você está fazendo aqui? — Hã... Na verdade eu não sei, estava andando e resolvi vir te visitar – ele abriu um sorriso tímido. — Você quer entrar? Já aviso que minha mãe está aqui. — Não, tudo bem, só vim para saber se você estava bem – disse ele, seus olhos irradiavam tristeza quando disse aquilo. — Você quer conversar? Podemos sentar aqui e... — Não, eu estou bem – Victor passou a mão em minha bochecha, acariciando-a – e como você está? — Eu? Estou... Indo – disse dando de ombros, não queria dizer que estava indo bem, ele poderia achar que eu estava com Gabriel, ele poderia dar um chute que acabaria sendo o certo. Victor se aproximou de mim e sussurrou no meu ouvido. — Que bom, fico feliz que esteja bem – e me deu um beijo na bochecha – a gente se vê! – disse ele, virando as costas depois de acenar. Fechei a porta e subi as escadas, mamãe estava conversando no telefone novamente, furiosamente, praticamente gritando. — Mamãe! Acame-se! — Saia daqui Alice! Não posso falar com você agora, não está vendo? Saia! Virei-me e fui para meu quarto, ela tranco a porta logo depois que eu sai, ouvi um grito e o barulho de algo se estilhaçando em mil pedaços no chão. — Você não tinha o direito de fazer isso! Fiquei assustada, mamãe nunca tinha sido uma pessoa agressiva ou nervosa, com quem ela estava falando? Deveria ser alguém do trabalho. Faltavam seis dias para começar as aulas. Estava ansiosa para ir com Gabriel e nervosa por descobrir o que era o programa de honra. Finalmente eu iria saber sobre meu pai e se a escola não resolvesse isso, mamãe teria que resolver.
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