Fallen
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Boa leitura!
Fui para casa com um grande sorriso no rosto, o sol ainda brilhava e o vento soprava suavemente.
Assim que entrei em casa, mamãe estava correndo de um lado para o outro arrumando a sala e se arrumando. — O que está acontecendo? – perguntei confusa. — Por que você demorou tanto Alice? Sabe quem está vindo aqui? O meu chefe! Isso mesmo, e talvez eu ganhe uma promoção, então suba tome um banho e coloque uma roupa adequada. Por que você ainda está parada ai...? Ela viu meu sorriso tímido e meus olhos brilhando. Veio me dar um abraço. — O que aconteceu! Conte-me! Rápido! — Nós fomos até a escola hoje, e quando voltamos barra a praia, bem, Gabriel me pediu em namoro. Mamãe engasgou. — O que?! Ele te pediu? Ai meu Deus filha, isso é maravilhoso! E você aceitou não é mesmo? Ele parece ser... Hã... um anjo de pessoa. — Sim mamãe – disse sorrindo – eu aceitei. Ele é maravilhoso. — Espero que seja melhor que Victor. — Eu também mamãe – suspirei de satisfação. Subi correndo as escadas para tomar banho. Coloquei uma saia preta um pouco a cima dos joelhos, uma regata polo branca de botões por dentro da saia e uma sapatilha preta. Deixei meus cabelos soltos. Assim que desci mamãe estava conversando com dois homens. Um era grande e gordo, estava vestido em um terno preto com uma gravata azul marinho, usava sapatos de couro e seus cabelos eram grisalhos. O outro era jovem, usava uma camiseta azul, calças jeans e tênis de marca e tinha cabelos e olhos castanhos, estava mexendo no celular, de cabeça baixa. — Ah, Alice! Este é o Sr. Sterris e este é o filho dele, Miles. — Prazer em conhece-los – disse com um sorriso enquanto cumprimentava-os. — O prazer é todo meu – disse Miles dando um sorriso torto. Sorri rapidamente e fui me sentar. — Ah, que linda filha a senhora tem. — Obrigada senhor – sorri novamente, senti meu celular vibrando em minha mão. Uma mensagem de Gabriel. Meus olhos se iluminaram e eu sorri para o telefone. — Com licença. — Claro – mamãe e Sr. Sterris disseram juntos e eu sai da sala, me sentando na mesa da cozinha para responder a mensagem. — Posso usar o banheiro Sra. Price? – ouvi Miles dizer. — Claro. Fica na primeira porta a esquerda, antes da cozinha. — Obrigado e com licença. Mamãe e o Sr. Sterris continuaram conversando sobre negócios. Miles apareceu na porta da cozinha. — Oi – disse com um sorriso do tipo “sou um bad boy e vou conquistar você” que com certeza não fazia meu tipo. Eu preferia garotos como Gabriel. Eu preferia Gabriel. — Oi – respondi e voltei minha atenção para o celular. “Você chegou em casa bem? Aconteceu alguma coisa?” Mal começamos o namoro e ele já está preocupado comigo. Mandei a resposta. “Estou bem, está tudo normal? E você como esta?”. — Quantos anos você tem? – perguntou Miles. — Dezessete – eu ainda tinha dezesseis, mas faltavam só alguns dias então já me antecipei, tentei não ser antipática, aquele era o filho do chefe da minha mãe. — Eu tenho dezessete também. — Que bom – sorri e logo abaixei a cabeça para ler a nova mensagem de Gabriel. “Amanhã você vem na praia? Ou terei de ir ai te buscar?”. “Que tal você vir me buscar? Podemos ir ao centro”. — Você estuda onde? — Na Primer. — Eu também estudo lá – que “sorte” a minha. — Você está no programa de honra? – perguntei para pirraçar. — Não, por que? Você está? – ele arregalou os olhos, como se eu fosse mordê-lo. — Sim, eu e meu namorado estamos – era muito bom dizer que Gabriel era meu namorado. — Ah, você namora? Eu conheço? – ele ficou um pouco curioso. — Talvez. Gabriel Grigori. Estou falando com ele agora – assim que terminei de falar recebi mais uma sms. “Com ou sem carro? Eu sei que você gostou”. “Por mim tanto faz”. — Vo-você namora o Grigori? – Miles me olhou com os olhos arregalados. — Sim, algum problema? — Na-nada não – disse ele esbarrando em uma cadeira – eu... Já volto. Miles saiu correndo e eu dei de ombros. Outra mensagem. “De carro então. Te pego amanhã às 3 horas”. “Tudo bem. Queria que você estivesse aqui”. Miles voltou, com aquela sua cara de conquistador estampada novamente em seu rosto. Ele puxou a cadeira e sentou bem ao meu lado. — Então você namora o Grigori e está no programa de honra? Quem diria não? Mas quem sabe você não queira mudar o primeiro item desta pequena lista? — Não, obrigada, eu gosto muito de Gabriel – sorri pedindo desculpas – Não está na hora de você voltar para a sala? – sugeri. — Você não vem também? – “nossa que cara insistente” pensei. — Vou logo em seguida – sorri mais uma vez. Outra mensagem. “Se quiser estou indo para ai agora. É só você falar”. “Por mais que eu queira, não seria uma boa ideia. Miles está aqui, eu não o conheço, mas creio que você sim”. “Ah, sim, Miles. Mais um motivo para mim ir até ai”. Mamãe estrou na cozinha. — Alice, eu vou chama-los para jantar daqui a pouco – olhei meu celular, ainda eram sete horas da noite.
— Mamãe, este tal de Miles está me atormentando. Gabriel pode vir aqui? – sussurrei e mordi o lábio. — Filha, você sabe que esse é um encontro de negócios. Tudo bem que você não gosta de Miles, mas... – ela suspirou. — Mas eu acho que o Sr. Sterris não se importaria – sorri triunfante com a minha ideia. — Eu sei o que você está planejando... Vá – fui pulando até ela, lhe dei um beijo na bochecha e corri para a sala. — Com licença Sr. Sterris, mas o senhor se importaria se eu trouxesse um convidado para o jantar? – perguntei sorrindo graciosamente. — Claro que não. Só espero que ele não demore muito – ele sorriu e apertou minha bochecha. Miles me olhou desconfiado, mas eu só sorri de volta e voltei para a cozinha. “Pode vir, mas não demore. Jantar um pouco formal estou esperando”. Assim que terminei de enviar a mensagem ajudei minha mãe a terminar de arrumar a mesa. Mamãe chamou o Sr. Sterris e seu filho para sentarem a mesa. Sterris se sentou na ponta, Miles a sua esquerda e mamãe a direita. Haviam mais 3 lugares vagos, ao lado de minha mãe, ao lado de Miles e na ponta, mas é claro que sentei ao lado de minha mãe, aquele garoto estava me irritando. Assim que mamãe terminou de anunciar e servir o jantar, – camarão ao molho branco, salmão assado, vinho tinto e refrigerante – a campainha tocou. — Com licença, eu atendo – no meio do caminho senti alguém agarrar meu braço. — Quem você convidou? – Miles estava me encarando e apertando meu braço. — Você já vai saber, é só me soltar e me deixar abrir a porta! – ele continuou me encarando – Por favor, está me machucando. Ele me soltou contra a vontade e eu me virei para abrir a porta. Gabriel estava com uma calça cinza e sapatos pretos sociais, uma camisa preta e um blazer cinza por cima. Os cabelos loiros despenteados e seus lindos olhos cinzentos me fitando. — Oi – eu disse arfando. — Oi – ele disse sorrindo e me entregou uma flor. Uma peônia. Branca.
Notas finais
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