Fallen
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Bem, esse foi o capítulo mais demorado que escrevi até agora, espero que vocês gostem!!!
NOTAS NO FIM DO CAPÍTULO!
NOTAS NO FIM DO CAPÍTULO!
Assim que acordei fui para a praia. Levei meu Ipod, minha bolsa com os documentos da escola dentro, fui o caminho todo escutando música, até que eu o vi. Desta vez ele estava com uma bermuda verde escura, seu cabelo estava um pouco molhado. Me sentei na areia, de longe, só observando. Ele se levantou e pegou uma prancha branca e azul que estava ao seu lado e mergulhou nas ondas.
Meu Deus! Além de lindo esse homem também surfa?! Fiquei olhando ele mergulhar nas ondas e se equilibrar em cima da prancha. Uns vinte minutos depois ele saiu da água, balançando a cabeça para tirar um pouco da água que escorria em seus cabelos. Ele se sentou em cima da prancha, provavelmente para não ter areia grudada no corpo. Me levantei e fui sentar ao seu lado. — Oi – disse olhando para a frente, fingindo não dar muita atenção. — Oi – disse ele dando um sorriso – o que está fazendo aqui? — Sabe Gabriel, geralmente as pessoas perguntam se estamos bem, então sim eu estou bem! – Ele sorriu olhando para mim, cara, como eu amava aquele sorriso – Na verdade eu vim te ver. — Sério? – ele abriu o seu sorriso, aquele sorriso encantador, que me deixava sem chão, meu sorriso preferido – Bem, fico feliz então – ele se aproximou de mim e me deu um beijo. — Então quer dizer que você surfa? – bati na prancha com a mão em punho. — Sim – ele riu enquanto passava a mão na nuca, envergonhado – de vez em quando, quando não tenho nada para fazer. — Nada para fazer? Então, o que acha de ir até a escola comigo? Eu preciso entregar alguns documentos sabe...? — Claro – disse ele se levantando e me puxando rapidamente – vamos lá. Ele foi andando na frente com sua prancha em baixo do braço, até que parou. — O que está fazendo ai atrás? Venha. Fui até ele, que estendeu a mão para mim segura-la. Seu toque me causava arrepios. Entramos em uma grande rua, de esquina havia uma grande casa pintada de amarelo claro, com muros altos e um grande portão branco. Na lateral havia um pequeno portão, também branco, para a entrada e saída de pessoas. Gabriel foi entrando sem dar explicações. — Você mora aqui? – perguntei assustada, a casa poderia quase ser considerada uma mansão. — Hã, sim – ele viu minha cara de espanto – por que? Algum problema? — Sim! Se eu soubesse que você morava aqui, nunca teria convidado você para a minha casa! Ele começou a rir e me puxou pela mão, fazendo com que eu entrasse na casa. A sala dele era enorme. Embora morássemos na Califórnia, havia uma lareira na entrada da casa, com sofás pretos ao redor e um tapete marrom no meio. Haviam grandes janelas nas paredes com pesadas cortinas brancas que varriam o chão. Uma grande televisão de tela plana invadia uma das paredes, onde haviam mais dois sofás pretos. As paredes eram pintadas de branco. — Nossa, – consegui dizer e fingindo me recuperar gaguejei – seus... Pais não estão em casa? — Não – disse ele rindo – eles saíram, e provavelmente só voltam de noite. Você quer... Hã... Subir? – disse ele passando as mãos pelos cabelos loiros. — Ah, não, tudo bem, eu fico aqui. — Tudo bem então, eu vou me trocar e já volto, pode se sentar se quiser – disse ele dando um sorriso torto. Como. Eu. Sou. Burra! Dez minutos depois ele desceu as escadas. Gabriel estava com um tênis branco, uma calça jeans escura e uma camiseta branca. Seus olhos cinzas encontraram os meus. Ele estava lindo. Ele era lindo. — Vamos? – disse ele pegando minha mão e me guiando para fora da casa. — Você quer ir a pé ou de carro? – disse ele sorrindo. — Carro? Mas eu não tenho um carro – disse confusa. Mamãe não queria me dar um carro, ela dizia sempre para esperar a “hora certa” e essa hora nunca chegava, mas diferente de mim, Gabriel tinha um carro. Ele abriu a garagem com um controle, o portão se levantou, a luz do dia iluminou o carro. Era um Audi RS8 preto. — Meu Deus! – quando disse isso Gabriel me olhou como quem diz: “Está impressionada? Isso não é nada!” — O que foi? – disse ele sorrindo encostado ao lado do carro e girando a chave. — Nada, esse carro é tipo “Uau!” — Você quer dizer que o MEU carro é tipo “Uau” – disse ele abrindo a porta do passageiro com um sorriso brincalhão. — Exibido – faço uma careta. Entrei no carro e tentei colocar o cinto, um pouco atrapalhada. Gabriel pegou-o da minha mão, e se inclinou por cima de mim para coloca-lo, fiquei um pouco atordoada com seu cheiro adocicado de menta. Assim que ele entrou no carro ligou o rádio e colocou o cinto. Estava tocando Wonderwall do Oasis. Gabriel começou a cantar. — Because maybe. You’re gonna be the one that saves me. And after all. Your’re my wondewall. – seus olhos se fixaram em mim por um momento, como se ele estivesse lembrando-se de algo, eles me transmitiam dor. Ele rapidamente desviou o olhar e se concentrou na estrada. Suspirei. Eu queria consolá-lo, abraça-lo. Estava com as mãos em cima da perna e de repente senti algo tentando segura-las. Gabriel entrelaçava seus dedos nos meus, como se visse minha preocupação e dissesse que ficaria tudo bem.
A escola não era longe, então chegamos rapidamente. Ele desceu do carro e enquanto eu tentava desprender o cinto ele abriu a porta para que eu saísse. Assim que atingimos a calçada uma figura pequena e conhecida surgiu na nossa frente. — Ali! Gabriel! O que estão fazendo aqui? Vocês vieram juntos? Como se conheceram? Estava com saudades de você Ali! – disse Ariane rapidamente e depois sussurrou — Não contou a ninguém sobre nosso pequeno encontro não é? Desculpe, não conseguem me manter longe da cafeína por muito tempo, mas vou tentar me afastar! — Hã, vocês se conhecem? – perguntei a Gabriel que parecia um pouco desconfortável. — Na verdade sim, Ariane é meio que... Minha prima – olhei para ela, estava sorridente como sempre. Arqueei as sobrancelhas surpresa. — Jura? Na verdade, vocês realmente são parecidos, parecem até irmãos. — Viu Gabriel? Eu te disse! – Ariane virou as costas e partiu. — Já mandamos todos ficarem alertas com a cafeína, com isso essa menina não para. Eu ri, já havia visto o suficiente de Ariane para saber o que acontecia quando ela ingeria cafeína. Fomos andando até a porta principal da escola e lá estava o Sr. Smith, pronto para nos atender. — Olá Sr. Grigori, — disse com antipatia para Gabriel e para mim deu um pequeno sorriso com o canto dos lábios — olá Srta. Price. — Oi Sr. Smith – repetimos juntos e seguimos juntos para a sala de Beatrice. Subimos as escadas de mão dadas, bati na porta e assim entramos na sala de Beatrice. — Olá queridos entrem! Ah, Alice, que bom te ver novamente. E vejo que já conheceu um dos melhores alunos da Primer – Beatrice balançou a cabeça em tom de aprovação. Ela estava com uma toga vermelha que descia até o chão. Em seus pulsos haviam braceletes dourados e brincos de argola da mesma cor. Suas sandálias ficavam escondidas pelo tecido do vestido e seus cabelos negros estavam amarrados em um rabo de cavalo perfeito. — Eu vim entregar os documentos que faltavam para a minha matrícula – disse sorrindo, mas um pouco nervosa, ela irradiava muito poder e provavelmente ela notou que eu estava reparando em suas roupas. — Gostou? É da época dos gregos, eu adoro a Grécia, a cultura deles é extraordinária. — Sim, eu adorei o vestido, você tem um bom gosto! — Ora obrigada Alice, bem, fique tranquila, cuidarei de toda a sua matrícula rapidamente – disse Beatrice sorrindo. — Minha mãe ligou para você? — Sobre você entrar no programa de honra? Sim ligou, acho que você vai aprender muito neste curso. Espero que aproveite bastante. — Com certeza irei. — Há, Gabriel, espero que não aconteça este ano o que aconteceu ano passado – disse Beatrice repreendendo-o. — Pode deixar Srta. Beatrice. Aquilo não acontecerá novamente- ele disse envergonhado. — Ótimo – Beatrice sorriu de satisfação. — Bem, obrigada Srta. Beatrice, nos vemos em breve. — Claro. Ah, Gabriel, você tem o seu horário de aulas certo? Pode passa-lo a Alice? Vocês estão nas mesmas aulas. — Sim, tudo bem. — Então, até mais – ela deu mais um sorriso antes de se voltar ao computador. — Até – dissemos juntos e saímos da sala. Gabriel pegou minha mão novamente enquanto descíamos as escadas. — Então quer dizer que você está nas mesmas classes que eu? — Acho que sim – eu ri. — É mais um motivo para que eu fique perto de você. Eu não preciso te dar o horário de aulas e você passa o dia comigo – ele sorriu ao terminar de formar o seu “plano diabólico”. — Agora eu tenho que ficar presa a você sendo que nem sou sua namorada? – já estávamos perto do carro. Gabriel me girou para ficarmos de frente um para o outro. Seus braços me prenderam contra seu corpo, fazendo com que eu não tivesse como fugir. — Poderia ser – disse ele e me beijou. — Isso foi um pedido ou um desejo que você quer que se realize? – disse com as sobrancelhas erguidas quando nos afastamos. — Por que você não atende o meu desejo? – disse ele com um sorriso torto nos lábios. De repente ouvimos alguém gritando. — Ai. Meu. Deus! – Ariane veio correndo em nossa direção, seus olhos brilhavam de excitação – Vocês dois estão juntos? Ah! Que bonitinho! Vocês fazem um casal muito lindo sabia? – ela pigarreou — Gabriel entregue essa carta para a titia, é da minha mãe. Bem, vou indo. Até mais! – ela acenou e saiu saltitando. Gabriel estava atordoado, com os olhos arregalados. — Essa menina ainda vai matar alguém. Fiquei quieta, envergonhada e agradeci silenciosamente por Ariane ter interrompido, eu amava Gabriel, mas ainda não estava pronta para aceitar um pedido desses. Ele abril a porta do passageiro para mim e novamente me ajudou com o cinto de segurança. — Você quer que eu te deixe em casa? Ou você quer ir para a praia? — Ainda está cedo, são só duas horas, acho que podemos ir para a praia. Ele colocou o carro na garagem e seguimos a pé. — Posso perguntar uma coisa? — Claro – ele disse enquanto me puxava para sentar na areia perto dele. — Não precisa me responder se não quiser, mas, no que você estava pensando aquela hora no carro? Quando estava cantando? Gabriel suspirou. — Estava pensando em uma grande amiga que perdi. — Ela... Era sua... Namorada? – perguntei timidamente, não sei se ele noto a pontada de ciúmes em minha voz. — Não – ele sorriu um pouco remexendo na areia – ela era uma amiga mesmo, eu a considerava como uma segunda mãe, ela estava sempre tentando me proteger. Salvou minha vida várias vezes. Percebi que aquele era um assunto que eu não deveria tocar muito profundamente. Segurei sua mão e me recostei em seu ombro. Ficamos assim por algum tempo. — Vamos andar? – Gabriel pega minha mão. Vamos andando calmamente pela calçada. — Posso fazer uma pergunta? – Gabriel pergunta – Com as mesmas condições que você deu para mim. — Tudo bem – disse rapidamente. — Você e o... Victor, estavam a muito tempo juntos? — Seis meses – suspirei. — Ele foi... Seu primeiro... Quer dizer... Namorado? – Gabriel estava tímido e vermelho por ter feito essa pergunta. — Sim – dei um sorriso – foi meu primeiro... E quem foi a sua primeira? – tentei dar de ombros. — Nenhuma. — Nenhuma?! Quer dizer... Você é bonito, inteligente e nunca namorou? – Como aquele menino lindo, inteligente, gentil, simpático, fofo e forte estava parado na minha frente dizendo que nunca havia namorado? Impossível. — Eu nunca me dei muito bem com as pessoas – ele deu um sorriso pedindo desculpas. — É eu também não. — Você nunca se deu bem com as pessoas? Impossível – ele disse enquanto tirava uma mecha de cabelo do meu rosto. Meu celular vibra no bolço do meu shorts, uma mensagem da minha mãe. “Alice, venha para casa, hoje teremos visitas.” — Tenho que ir – suspirei, logo agora que estava ficando tudo perfeito? — Posso fazer uma coisa antes? – assenti. Gabriel se ajoelhou – Você aceita ser minha namorada? Sei que é meio de repente, mas... você aceita? Fiquei sem chão. Gabriel havia me pedido em namoro. Fique olhando-o com os olhos arregalados. — E então? – ele parecia desconfortável com a demora da minha resposta. Ele se levantou e eu me joguei em seus braços e lhe dei um grande beijo, não foi um beijo normal, mas um que dizia o quanto eu gostava dele. Senti seus braços me envolverem e meus pés serem tirados do chão. Assim que Gabriel me soltou, eu me afastei. — Isso foi um sim? – ele perguntou com um sorriso esperançoso. — O que você acha? – mordi o lábio, dei um outro beijo em sua bochecha e fui embora. No meio do caminho recebo uma mensagem, de Gabriel. “ Espero vê-la em breve. Te amo. Minha namorada.”
Notas finais
Aqui vai o link pra quem quiser ver o carro de Gabriel!
http://4.bp.blogspot.com/-dA2CdpvNotY/UA_b9VDTKSI/AAAAAAAAcQY/5dSuGcGMoFA/s1600/r8a.jpg
E a tradução do trecho da música:
Porque talvez
Você vai ser aquela que me salva...
E no final das contas,
Você é minha protetora
E aqui um link do YouTube caso vocês queiram ver a letra: http://www.youtube.com/watch?v=-Is6RZOugps
Espero que tenham gostado! Comentem!
http://4.bp.blogspot.com/-dA2CdpvNotY/UA_b9VDTKSI/AAAAAAAAcQY/5dSuGcGMoFA/s1600/r8a.jpg
E a tradução do trecho da música:
Porque talvez
Você vai ser aquela que me salva...
E no final das contas,
Você é minha protetora
E aqui um link do YouTube caso vocês queiram ver a letra: http://www.youtube.com/watch?v=-Is6RZOugps
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