Fall In Your Arms
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Boa Leitura
Julie P.O.V
- Não Justin ...
- Mas porque? Me diz, você não ta afim? Porque se for isso posso ir — ele abaixou a cabeça.
- Não, não é isso. É que não sei se eu tô pronta — disse me embolando com as palavras
- Ah não, tudo bem é que ... — ele disse indo em diração a janela
- Espera — disse e ele olhou para trás — Acho que podemos tentar
- Você tem certeza? — disse um tanto quanto sério.
- Tenho — assenti — mas você tem que prometer uma coisa!
- O que? — ele disse meio confuso
- Se não der certo, vamos ser amigos e nada vai mudar entre nós
- Sabe Ju, não sei se ... — antes que ele pudesse me responder eu o beijei.
Era incrivel, quando ficava muito tempo olhando sua boca, minha vontade de beija-lo era incontrolavel e dessa vez não consigui me controlar. Ele começou a tirar minha roupa e eu a dele
[...]
Ele estava ao meu lado fazendo carinho no meu cabelo e de repente ele começou a falar 'filha' bem baixinho. Eu olhei para ele com cara confusa e de uma vez um clarão invadiu o quarto. Quando percebi minha mãe estava me chaqualhando e ele não estava mais ali ao meu lado. Eu não estava acreditando. Eu havia sonhado com ele. Essa foi a primeira vez. Fiz minha higiene pessoal, troquei de roupa e desci as escadas para poder tomar café. Mamãe, papai e Joshua estavam na mesa já. Papai lia jornal, mamãe colocava o leite no copo e Joshua comia um biscoito gigante.
- Filha, eu acho que é melhor você ir procurar um emprego não é mesmo ? — ela sugeriu
- É mãe, eu também acho
- Olha aqui, tem uma sorveteria aqui que está contratando — meu pai botou o jornal na mesa — Eles não pagam um sálario minimo, mas você pode pelo menos se virar com esse dinheiro.
- Bom, então eu vou indo — peguei um biscoito, minha bolsa, me aproximei da porta e peguei a chave do meu carro no porta chevez — Tchau pessoal
Depois de fazer a 'entrevista' e conseguir o trabalho na tal da sorveteria, eles me deram um iniforme que particulamente era ridiculo. A sorveteria estava completamente lotada pelo fato de ser verão. Eu não conseguia atender todo mundo e nenhum dos outros atendentes me ajudava. De repente eu estava com três casquinhas na mão e todo o sorvete estava caindo não conseguia segurar. Quando percebi já estava tudo no chão e todos olhavam pra mim. Minha cara foi ao chão, morri de vergonha e todos olhavam pra mim. Algumas pessoas davam risada até. E peguei minha chaves e voltei pra casa.
O dia não estava nem na metada e eu já estava completamente irritada e sem sorte. Decidi sair um pouco, mas foi a pior ideia que eu tive naquele dia.
- Opa, desculpa — Ela disse quando deixou a chave do meu carro cair — Sabe, é que vadias aqui são ignoradas.
- Ah, então deve ser por isso que você não tem amigos né ? — retruquei
- Escuta aqui sua vagabunda, sai de perto do meu homem, ou eu acabo com você! — Ela disse apontando o dedo pra minha cara.
- Primeiro: tira esse dedo sujo da minha cara. Segundo: cadê o recibo de compras ? Já que ele é seu né? Se liga, ele é meu amigo. — disse revoltada
- Você acha que eu caio nessa né? Não nasci ontem minha filha. A amiguinha de infância chega e tudo muda. Mas aqui não. Quem tem que se ligar é você. Vocês dois eram crianças e agora ele é um homem e tem uma vida diferente da sua. Você foi embora depois volta querendo mudar tudo, para com isso.
- Olha, volta pra esquina, vai vadia — peguei minha chave do chão.
Comecei a dirigir sem rumo e de repente estava em um lugar onde eu sempre ia quando era pequena. Aquele era meu ponto de paz, onde eu pensava na vida.
Ali pensei que o que ela tinha falado poderia ser verdade. Ter esperanças era bobagem. Porque bem, nós eramos crianças quando nos conhecemos eramos inocentes crianças e agora já eramos 'adultos' e sei que os dois haviam mudado
Justin P.O.V
- Alô?
- Oi, Justin pelo amor de Deus, você sabe onde a Julie pode estar? Ela foi arranjar um trabalho mas não deu muito certo, ela veio pra casa, mas depois saiu e já faz horas que ela está longe de casa — disse uma voz desesperada
- Por favor, quem é? — disse sem reconhecer a voz
- É a Anne, mãe da Julie. Por favor, diga que sabe onde ela está!
- Fica calma, ela está aqui comigo — eu menti
- Ah sim, fico menos preocupada. Obrigada, tchau.
A sim que ela desligou o celular eu peguei a chave do carro e sai. Sabia onde ela provavelmente estaria. Quando cheguei onde pensava, ela estava lá. Ela podia ter mudado por fora, mas eu sabia que ela ia sempre ser a pequena Julie.
- Oi — disse me aproximando
- Me deixa
- Sabia que é feio sair e não voltar pra casa?
- Quem te disse isso?
- Sua mãe me ligou desesperada pra mim.
- E o que você disse?
- Que estava comigo, para ela não se preocupar.
- Mentir também é feio sabia ?
- Mas foi por uma boa causa. — Ela abaixou a cabeça — Dia dificil ?
- Mais do que você imagina.
- Quer falar sobre isso ?
- Não.
- Só quero que saiba que estou aqui e pode contar comigo !
- Ok. Mas fala pra sua namoradinha idiota pra parar de encher minha paciencia.
- O que ela te fez? E ela não é mais minha namorada, você sabe disso.
- Não é o que ela pensa.
- O que ela disse?
- 'Meu homem'
- O que?
- Ela disse que você era o homem dela. Lerdo — ela revirou os olhos.
- Esses são os sintomas de ficar perto de você.
- Você sempre foi lerdo.
- Mas é que quando eu estou perto de você me destraio e fica pior.
- Destrai com o que?
- Com a sua beleza
Depois disso o silência tomou conta de nós e fomos nos aproximando. Ao fundo o sol estava se pondo. E esse foi o cenario do nosso primeiro beijo. A tanto tempo eu esperava por isso.
CONTINUA...
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