Fall
21 Vigésimo Primeiro Capítulo
Notas iniciais
POV — TOM
Eu saí do banho por último. Danny já estava de pé no meio do quarto ainda apenas com a toalha na cintura. Ele havia ligado o aquecedor antes de entrarmos no banho.
Quando eu saí do banheiro, também apenas de toalha, Danny se virou para mim. Ele segurou minha mão com cuidado e me envolveu em seus braços. Eu não sabia julgar se o calor vinha dele ou se o aquecedor estava ligado no máximo – De qualquer forma, aquilo me esquentava indescritivelmente. Nos beijamos enquanto eu soltava a toalha da cintura dele. Ele soltou a minha.
Danny me conduziu até a cama, eu fui sem bloqueios. Não importava aonde iriamos chegar, o percurso já me agradava. Me agarrei a ele enquanto nos deitávamos na cama. Ele já pegava aquele pacote que indicava explicitamente para onde estávamos indo. Eu mesmo o embrulhei e giramos na cama. Eu fiquei por cima dele. Danny se sentou comigo de joelhos com seu membro penetrando lentamente em mim conforme eu descia por ele. Tudo acontecia naturalmente e nós dois sabíamos o quanto queríamos. Eu entrelaçava meus dedos às mechas daquele cabelo castanho recém-lavado, ainda um pouco molhado. Nos beijamos muitas vezes conforme eu aumentava a velocidade em que era penetrado.
Eu podia jurar que era verão pelo calor.
Eu não ligava para o meu próprio prazer naquele momento. O de Danny valia mais para mim – Era estranho pensar nisso. Nós rolamos de novo e ele teve minhas pernas por cima de seu ombro quando ficou por cima de mim. Eu senti uma gota seu suor cair em meu peito depois de outro beijo roubado.
Danny virava os olhos e gemia, ainda que baixo, mais alto que antes. Eu sabia o que acontecia e o beijei. Ele gemeu em meu ouvido enquanto eu gemia no dele. De repente o movimento do quadril dele contra o meu sessou e eu ganhei outro beijo. Eu disse “eu te amo” antes que ele pudesse falar, mas ele repetiu e me deu um beijo no rosto, logo levantando da cama e indo até o banheiro – fazer algo óbvio.
Mas depois disso, francamente, foi a melhor parte da noite, até mesmo da semana.
Danny voltou para a cama e me abraçou. Mantivemos nossos corpos completamente nus juntos por alguns minutos enquanto ele me contava de suas aulas. Eu nos cobri e continuei ouvindo o que ele me contava. Nós riamos de coisas tolas e trocávamos carinhos e cócegas pelo corpo inteiro. Eu tocava seu corpo como se fosse uma extensão do meu e me certificava de deixar essa mesma liberdade para ele.
Eu caminhava com os dedos pelo braço de Danny quando ele me surpreendeu com algo que eu não vi chegando.
-Tom... Eu sei. – Ele disse de sobrancelhas baixas.
Meu coração parou de bater por uns dois segundos, e depois voltou a bater como uma metralhadora. Mil pensamentos num turbilhão explodindo dentro da minha cabeça. Será que ele tinha ouvido alguma conversa? Ou será que o Harry deu alguma bola fora? De qualquer jeito era horrível. Eu queria ser a pessoa a contar para ele, depois que tudo acabasse.
Achei melhor me fazer de desentendido.
-Sabe o quê, Danny?
-Eu sei que você acha que o meu... – Ele parou, olhou para dentro das cobertas – Que o meu pinto é pequeno... – Ele tinha os olhos e expressões tristes naquele rosto sardento.
Pelo menos não era nada sobre uma garota psicótica ruiva com fotos dos garotos do quarto ao lado trocando amores... Mas o quê?! Talvez isso fosse um pouco pior.
-Danny... – Eu disse como quem não acreditava no que ouvia, e eu não acreditava mesmo – Não é pequeno.
-Claro que é Tom – Ele levantou o cobertor – Olha pro seu e olha pro meu... O seu é muito maior que o meu. – Era.
-E daí Danny? Você acha que eu fico pensando nisso? – Eu sorri – Eu te amo Danny... E não é o tamanho do seu barco que vai mudar algo nisso.
-Um bote né... Um botezinho.
-Danny... De verdade... Não é muito grande mesmo. – Preferi ser franco com ele – Mas eu não me importo com isso. Eu já te falei... Eu te amo como você é. Isso é como você é, e eu amo. – Passei a mão por seu rosto – E não quero mais você pensando nisso. – Ele me beijou.
-É por coisas assim que eu te amo Tom. – Ele se ajeitou de costas para mim na cama, puxou meu braço e entrelaçou seus dedos aos meus, ficando de “conchinha” comigo – Almoça comigo amanhã?
Eu não sabia o que dizer. Eu não queria ser visto com Danny por aí enquanto Megan estivesse por aí com uma câmera, apenas esperando por isso. Para tirar uma foto e publicar no seu blog nojento assim que ele voltasse ao ar.
-Aonde? – Eu perguntei.
-Algum lugar no centro da cidade, fora desse campus. – Relaxei. Ele mesmo queria algo longe.
-Quer saber... Qualquer lugar está ótimo, por mim. – Eu o abracei com força, beijei sua nuca e apertei mais nossos corpos um contra o outro.
Oito horas depois, lá estava eu de novo, saindo com cuidado da cama para não acordar Danny e seguindo para a faculdade. Às vezes eu tinha a sorte de ter Dougie tomando café comigo, mas aquilo ficava cada vez mais raro de se acontecer. Naquela manhã, ele não apareceu.
Liguei meu ipod e caminhei até o prédio 3, subi até minha sala e assisti todas as aulas de sextas feiras. No intervalo eu comia alguma coisa no refeitório com Ellie, como sempre, quando meu celular vibrou no bolso com uma mensagem de Danny.
-Vou passar pra te buscar depois da aula pra irmos almoçar. Ok?
Respondi “Ok” e fechei o celular. Voltei para a as aulas. Estavam realmente chatas naquela manhã. Eu não me interessava por nada, me mantive fazendo rabiscos no meu caderno só para não sair e tomar falta.
Saí da aula indo direto até a rua, Danny me esperava com o carro (Lembrando que nós só tínhamos um mesmo). Entrei no carro e senti seu perfume madeirado no mesmo instante, esperei ele andar um pouco com o carro e sair do meio da multidão para beijá-lo. Eu poderia dizer que foi uma tortura esperar todos esses quarenta segundos para poder avançar até seus lábios, mas meu nome não é Edward Cullen nem Bella Swan... Esperei sem problemas.
Fomos num restaurante que mais parecia uma casa do que, de fato, um restaurante.
Estava bem vazio, comecei a entender por que ele tinha escolhido aquele. Sentamos de frente um para o outro. E ele manteve sua mão à minha enquanto esperávamos a comida. Foi um almoço muito bom e calmo. Conversámos sobre nossos planos de irmos ao festival de cinema da universidade, mesmo que como amigos.
Eu odiava a ideia de ser apenas um amigo de Danny.
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