Fall

8 Oitavo Capítulo


Notas iniciais
Nossa, escrevi esse capítulo muito rápido, se tiver algum erro grotesco, me avisem por Reviews Lembrando que, pela idade deles, eles teria mais ou menos essa > http://cerradomix.maiscomunidade.com/upload/foto/6/d/6d9b77c3fe1130c96cb73ee4389c280502673ebb < aparência.

Lembrando, antes de tudo, que eles teriam ESSA aparência, por causa das idades.

*

Oitavo Capítulo:

Eu assistia a minha aula de Dinamismo Profissional quando meu celular vibrou no meu bolso, o saquei e abri o flip. Era uma mensagem de texto de Danny.

-Você ainda pega garotos? – A mensagem dizia, com algumas palavras abreviadas. Achei estranho, mas respondi.

-Dependendo do garoto... Acho que sim – Eu respondi sem que o professor visse o aparelho.

Achei uma pergunta muito estranha e eu realmente esperava que Danny não estivesse armando de me apresentar outro amigo dele, o primeiro foi algo bem traumatizante.

Outro torpedo:

-Uhm... Então me encontra na lanchonete do teu prédio em cinco. – Eu li aquilo sem saber a tramoia de Danny.

A lanchonete do meu prédio era a pior de toda a faculdade. Estaria vazia àquela hora da tarde, só voltaria a abrir às seis horas, e ainda nem eram três horas. Respondi a mensagem:

-Está fechada agora Danny.

-Agora são só quatro minutos. – Ele respondeu em segundos.

A porta da minha sala era logo atrás de mim, puxei minha mochila de baixo da cadeira e saí. Passei pelos corredores quase desertos, desci dois lances de escadas e percorri todo o piso térreo até chegar à lanchonete. Isso me resultou em chegar em exatos três minutos – A porta estava fechada. Empurrei e ela abriu.

Danny estava sentado em cima daquelas mesas enormes contra a luz do sol, como eu pensei que fosse estar, ele sempre sentava na mesa, e não à mesa. A porta se fechou quando passei.

-Eu preciso saber uma coisa, Harry. – Ele disse conforme eu chegava mais perto.

-Precisa saber o que? – Cheguei diminuindo a velocidade dos meus passos.

-Se é só o Tom, ou se são garotos... – Ele abaixou a cabeça e então olhou direto em meus olhos. E foi então que eu percebi o que ele queria.

-E então você acha que eu posso te ajudar... – Respondi mais arrogantes do que pretendia.

-Você já beijou uns garotos, qual é a diferença? – Perguntou arregalando seus olhos azuis.

Pensei menos de duas vezes sobre o assunto e percebi que eu queria.

-Então vem aqui... – Meu coração correu.

Me aproximei mais dele e o puxei para fora da mesa, eu não era muito mais alto que ele, então o beijou rolou tranquilamente. Ele me deu abertura quando encostei meus lábios aos dele. Era quase como beijar um primo, ou algo do tipo... Beijar Danny. Ele jogou os braços por cima dos meus ombros e eu o segurei pela cintura levemente.

Ele começou a passar a mão direita por meu cabelo e a esquerda por minhas costas. Eu o apertei contra meu peito sem muita força e corria minhas duas mãos pela lateral de seu corpo e por seus ombros, ele parecia gostar. Sua mão entrou então para dentro de minha camiseta e para o meu peito.

Olhei em volta, separando nossos lábios por segundos, não havia nenhuma alma no ambiente. O empurrei até a parede do fundo, ele começou a rir sem saber o que eu estava fazendo.

-Me diz se achar demais – Eu sussurrei em seu ouvido.

Puxei sua jaqueta para baixo, deixando-a cair no chão e tirei sua camiseta. Em seguida fiz o mesmo com minha jaqueta e camiseta. Voltei a beijá-lo com o receio que ele me parasse, mas ao contrário disso... Ele me jogou contra a parede e me beijou mais vorazmente.

Não descemos nossas mãos, não passamos nenhuma linha, ficamos nos beijos e amassos por quase meia hora, até o sinal tocar.

-Acho que não é só o Tom, Danny. – Eu disse passando minha mão esquerda por seu rosto.

-É... – Ele disse corando – Acho que não...

Eu me abaixei e peguei sua jaqueta no chão, o vestindo, sua pele estava deixando claro o frio que ele estava. Ele agradeceu. Me abraçou me envolvendo no casaco dele junto com ele. Não diminuiu muito o frio que eu sentia, então peguei minha jaqueta, a vesti e voltei a abraça-lo. Nossos peitos continuaram encostados e eu sentia o calor de sua pele na minha.

-Obrigado por tudo Harry... Acho que até já é clichê eu te agradecer o tempo todo, mas obrigado... Mesmo.

-Não se preocupe com isso Danny, eu até gostei de te beijar. – Nós rimos por segundos.

Uma faxineira entrou na lanchonete com um carrinho de limpeza. Danny tentou me empurrar para que ela não me visse abraçado com ele, mas eu o segurei mais forte. A mulher gorda se assustou com a cena e ficou boquiaberta, em choque na porta dos fundos do recinto.

-Pode entrar! A gente já tá de saída. – Eu gritei para a mulher, e ela entrou sem graça e começou a esfregar o chão de costas para nós. Ainda era a saída mais educada.

Me virei para Danny, beijando-o no rosto por alguns segundos de olhos fechados.

-É melhor a gente sair daqui. – Ele disse.

-Eu ia falar isso agora. Mas pra onde você quer ir?

-Qualquer lugar, que não seja ficar em casa sozinho com o Tom, pra falar a verdade.

-Então vamos pra casa, mas vamos jogar vídeo game no seu quarto.

-Por mim, tudo bem.

Eu abandonei as aulas aquela tarde sem pensar duas vezes. Voltamos para casa com o carro, tínhamos apenas um.

Tom estava no sofá com o notebook no colo, Danny passou por ele falando apenas um oi rápido e subiu para o quarto de dois em dois degraus.

-Dá um tempo pra ele Tom. – Eu disse enquanto abraçava-o.

-O que tá acontecendo Harry? O Danny tá puto comigo?

-Tipo isso... Depois eu converso contigo, ele tá precisando de mim agora. Desculpa.

-Vai lá – Ele disse dando um meio sorriso e apertando minha bochecha rapidamente.

Cheguei no quarto, Danny já estava sentado na cama, com um controle na mão e outro jogado ao seu lado, e televisão estava ligada e um jogo de futebol estava carregando.

Jogamos, rimos, eu perdi 90% das partidas, Danny gostava de ganhar e eu não tinha a menor chance contra ele naquele jogo. Só paramos quando começava a escurecer.

-Você não tem aula agora? – Perguntei cinicamente.

-Pois é, tenho. Depois jogamos mais, mas pode jogar a vontade enquanto eu estiver fora, pra melhorar um pouco sua técnica. – Ele riu sozinho, eu o olhei com raiva, e depois ri.

Ele pegou um casaco maior, calçou os tênis e começou a sair do quarto. Voltou até mim, me deu um beijo doce no rosto, agradeceu por tudo e foi embora. Eu o segui até a porta da frente e a fechei.

Tom, obviamente me esperava no sofá com um ponto de interrogação no lugar do rosto.

-O que tá acontecendo com o Danny, Harry?

-Ele tá passando por umas merdas, e acho que é bem pessoal dele. Não sei te explicar.

-Eu sei que você sabe, mas o Danny não deve querer que você fale, depois eu converso com ele. – Ele deu o mesmo meio sorriso de mais cedo – Então me ajuda com esse artigo aqui – Apontou para a tela do notebook

Então Dougie desceu a escada rangente – eu nem sabia que ele estava em casa – notavelmente de banho tomado, porque o cheiro de seu shampoo invadiu a sala. Estava de pijama e embrulhado num cobertor. Algo que, de certa forma chamou minta atenção

Eu não tinha reparado nada em sua beleza até aquele momento, e foi então que me comparei com um tubarão, depois que sente o cheiro do sangue, vira um predador nato. E eu devia isso à loucura de Danny na lanchonete – Porque já fazia meses que eu não beijava ou me interessava por garoto algum, e agora depois disso eu já me peguei olhando para Dougie como o almoço.

Tentei evitar olhar para ele quando ele se sentou ao lado de Tom. Ficamos os três escrevendo o artigo para o trabalho dele por horas, paramos para um chá depois de uma hora e meia.

Eu me segurava, mas era inevitável manter os olhos longe por muito tempo, quando eu ainda podia sentir seu cheiro – Havíamos trocado os lugares, Dougie estava no meio de mim e Tom com o notebook no colo porque digitava muito mais rápido – Eu e Tom falávamos, ele digitava.

Depois de um tempo nisso, ouvimos passos na varanda, eu achei que fosse mesmo Danny quando ele abriu a porta e entrou, eu sorri até ver seus olhos vermelhos e cansados na luz. Seu cabelo desarrumado e sua blusa com uma mancha enorme de algum líquido derramado. Ele entrou pela porta cambaleando, cheirando não só a cigarros. Deu três passos e teve que se segurar para não se espatifar no chão. Ele disse oi para nós – numa cena ridícula – E começou a subir a escada. Então ele caiu nela.

Eu me levantei para ajuda-lo, mas Tom interviu.

-Eu vou, pode deixar... – Disse duro com as sobrancelhas baixas.

-Eu vou, Tom... Eu sempre vou. – Retruquei.

-Você já fez muito Harry, descanse um pouco. Deixa que eu cuido do Dan, só por hoje...

Eu não sabia o que fazer. Eu queria ir ajuda-lo, mas talvez o Tom tivesse razão... E eu não queria reclamar de ficar na sala com o Dougie – Sem o Tom.

Notas finais
Agora repita depois de mim:"TCHAU HARRY FOFINHO, OI HARRY FILHO DA P*** PEGADOR CALCULISTA E PERVERTIDO"brincadeira, me deixa um review?