Fall

18 Décimo Oitavo Capítulo


Notas iniciais
Sinto muitíssimo pela demora desse capítulo. Minha vida bohêmia me impediu de realizar meus "deveres" nos ultimos dias.

Quando chegamos em casa de noite, sentamos para conversar com Tom à mesa do jantar. Danny ainda estava na aula. Eu não havia mencionado sobre o incidente na cafeteria mais cedo. Preferi contar sem Danny por perto, porque ele provavelmente surtaria. Tom reagiu mais racionalmente.

-Tá... Deixa eu ver se eu entendi... Ela vai postar no blog dela, que cá entre nós é o mais visitado de todo o campus, que eu e o Danny estamos juntos, e que você e o Dougie também? Tipo... Expor totalmente nossas vidas?

-Basicamente isso – Eu respondi com um ar de eufemismo.

-Olha, por mim – Tom respondeu – Não haveria problema nenhum sabe... O problema é o Danny. Ele ia ficar desesperado.

-Eu entendo. Eu não me importo, mas eu realmente preferia continuar sendo discreto em relação a isso. – Eu disse.

-Eu também – Dougie começou – Eu não ligo... Mas ela com certeza vai escrever de um jeito horrível.

-Amanhã eu converso com a Ellie... Ela vai saber o que fazer. A desgraçada da Megan pelo menos disse quando ela vai fazer isso?

-Não... Pode ser qualquer hora...

-Minha irmã entende muito de internet e tals... Ela tem um blog também. – Dougie respondeu – Eu podia pedir pra ela tentar tirar o blog da Megan do ar por uns dias... Assim a gente ganha tempo.

-Ótimo Dougie – Tom disse animado, eu me surpreendi com aquilo – Mas será que não tem como ela tirar pra sempre?

-Provavelmente não, ela conseguiria recuperar o blog se minha irmã fizesse isso, mas acho que a Jazzie consegue mandar algum tipo de vírus pra tirar do ar por uns dias. Ela fez isso com uma menina da sala dela uma vez.

-Caramba, quantos anos ela tem? – Eu perguntei.

-Quinze... – Ele disse olhando para baixo.

-Que maldita! Imagina quando ela tiver uns vinte e dois – Tom disse rindo.

-Vou fazer isso agora mesmo.

-Mas ela não vai... Sei lá, fazer perguntas de por quê? – Tom perguntou, ficando mais sério. Ainda que não o bastante para a situação.

-Ela sabe que eu sou gay Tom... Vocês não foram os primeiros garotos que eu fiquei na vida. – Ele fez um olha de tensão – Mesmo.

-E seus pais sabem? – Eu perguntei segurando a mão dele por cima da mesa. Comecei a afagar as costas da mesma.

-Suspeitam... Devem saber, mas não falam nada.

-O que você quer saber com “devem saber”? – Tom perguntou dando um gole no suco de laranja, no meu suco de laranja.

-Na verdade, é só minha mãe, meu pai foi embora quando eu era muito pequeno – Eu não sabia daquilo. Ele prosseguiu – Meu ex-namorado sempre dormia lá em casa. E eu nunca preparei uma cama pra ele, nem tem outra cama lá em casa. Um dia minha mãe perguntou “Dougie, onde que o Allan dorme tanto, se não tem outra cama aqui em casa?” E eu respondi “Na minha cama comigo”.

-É... Ela sabe – Eu disse pegando o meu suco de volta da mão de Tom. Ele me lançou um olhar de desgosto.

Dougie assentiu com a cabeça com um sorriso no rosto. Eu dei um beijo em sua bochecha e ele ligou para sua irmã. Para nossa satisfação, ela disse que iria fazer, mas ela perguntou o motivo e Dougie teve que contar...

-Eu estou morando com três caras, dois deles são um casal, e eu estou com o outro, e essa garota quer escrever no blog dela sobre nós, porque o Harry deu um pé na bunda dela – Ele ouviu o que ela dizia por um tempo, corou, olhou para mim com um sorriso sem graça – Sim, ele é muito bonito. – Ouviu mais uns segundos a irmã – Aham, os outros também são gatos. – Dessa vez ele disse rindo, um pouco de vergonha – Eu vou ver com eles, depois eu te falo, ok? – Falaram por mais poucos segundos e desligaram.

Terminamos o jantar com um clima um pouco melhor. Concordamos em não contar para Danny, seria um tormento desnecessário no momento.

Quando ele chegou da aula, eu tentei não pensar muito a respeito do assunto para não parecer esconder algo, e pelo visto, Dougie e Tom pensaram a mesma coisa. Danny parecia exausto, então ele e Tom não tardaram a ir para o quarto. E eu fui com Dougie para o nosso.

Nós nos deitamos juntos depois de ficar quase despidos. Dougie pediu para “ficar por trás” aquela noite. Eu deixei sem pensar duas vezes. Ele me abraçou suavemente com apenas um braço, encaixou seu rosto na minha nuca e sussurrou “Eu te amo” no meu ouvido. Eu peguei sua mão e a beijei nas costas dizendo “eu também” de volta. Eu sentia o calor de Dougie em minhas costas, eu nunca tinha sentido algo do tipo, eu sempre estava por trás – Sempre. De certa forma eu estava gostando, eu me senti mais acolhido. Talvez se ele fosse um pouco mais alto aquilo seria melhor, mas eu não podia reclamar, a respiração dele em minha nuca estava me fazendo muito bem.

Tínhamos três cobertores sobre nós – A temperatura daquele outono mais parecia inverno do que qualquer outro que eu já tivera passado – Talvez nós tivéssemos neve pela manhã... Não.

Eu logo dormi, e sabia que ele já estava dormindo também. O mais incrível é que eu sonhei com ele naquela noite. Estávamos deitados em cima de um prédio, olhávamos um para o outro, talvez por horas. Eu percebia que os prédios em volta estavam desmoronando e que o nosso logo desmoronaria também, mas nós apenas nos encarávamos, sem medo. Me lembro de sentir o telhado a nossa volta queimar – E nós dois deitados no chão, um ao lado do outro, com olhos focados na retina do outro, sem parar nem por um segundo.

Então eu acordei, já estava de manhã e eu não lembrava de como o sonho acabara. Dougie ainda dormia com sua mão em minha cintura. Peguei meu chiclete matinal e comecei a mascar. Eu sabia que aquilo poderia causar uma gastrite, mas ainda era melhor que mal hálito pela manhã.

Me virei para o pequeno lentamente, para não acordá-lo, eu tinha algo maligno em mente. Cuidadosamente tirei sua mão de minha cintura. Eu fui estupidamente lento quando comecei a tirar sua cueca – Era difícil fazer isso sem acordá-lo e sem enxergar por baixo das cobertas. Então calmamente eu comecei a acariciar seu membro – Eu me segurava para não rir, aquilo era certamente a coisa mais besta que eu fizera em toda a minha vida.

Ele começou a ficar mais rígido a cada movimento meu, até estar completamente ereto. Dougie continuava dormindo... Eu não estava acreditando. Aumentei a velocidade suavemente e então ele começou a ficar inquieto, acordava lentamente ainda que seu corpo já desse alguns tiques.

Seus olhos se abriram, ele demorou alguns segundos para entender tudo, mas logo me agarrou e me beijou. Eu não parei o que eu estava fazendo. Eu fiquei por cima dele, mantendo o movimento da minha mão por seu membro. O que eu mais gostava daquilo tudo era a cara que ele fazia, como se aquilo fosse a melhor coisa do mundo.

Eu me levantei da cama, e o puxei para mim, o peguei no colo e fui o beijando pelo quarto até chegar ao banheiro. Nos apoiamos na parede do box, nosso banheiro não tinha uma banheira. Eu o puis no chão e abri o chuveiro. A água quente começou a cair sobre nós num jato forte. Dougie tirou minha cueca rapidamente, a jogou por cima da fina parede de vidro e voltou a me beijar. Nossos membros estavam realmente rígidos e eu continuei fazendo o que eu estava fazendo na cama. Nos beijávamos sem parar, ele tinha os dois braços por cima dos meus ombros. Eu o puis contra a parede e aumentei a velocidade da fricção.

Nosso beijo foi interrompido. Ele começou a gemer baixinho no meu ouvido, e cada vez mais intensamente. Já dava pra saber o que estava acontecendo. Comecei a mordiscar sua orelha e seu pescoço e com minha outra mão eu acariciava seu cabelo molhado. O banheiro já estava bem quente e Dougie estremecia-se entre meu corpo e a parede, e não era de frio.

Chegou ao fim, seu fluido correu por meus dedos e logo se foi com a água que caía sobre nós. O abracei com um pouco de força e roubei alguns beijos em seu rosto. Nós sorriamos um para o outro como crianças. Eu não sentia vontade alguma de soltá-lo, aquilo era exatamente o que eu precisava, e eu sabia que fazia bem para ele também.

Alguns minutos depois, realmente nos ensaboamos e tomamos banho juntos. Saímos do box nos secando. Olhei no relógio do banheiro e vi que ainda não eram nem onze da manhã. Quando Dougie viu o horário, me jogou na nossa cama puxando minha toalha e a dele mesmo. As deixou em cima da cama que não usávamos e deitou-se comigo. Eu nos cobri rapidamente. Me acomodei com ele na cama e as cobertas.

Às vezes eu me perguntava por que eu me envolvia com garotas... De fato eu gostava das relações com elas, mas não se comparava a nenhum momento com aquele garoto. Eu não sabia o que era realmente gostar de alguém até Dougie aparecer. Ainda era tudo muito estranho, eu tinha medo. Mas medo por ele, e não por mim, e isso ainda era muito estranho.

Notas finais
Vamos comentar?