Falcão
17 CAPÍTULO 17: Brigas & Comemorações
Notas iniciais
FALCÃO
Escrita por Coffee
CAPÍTULO 17: Brigas & Comemorações
Sentiu o chakra de Naruto se aproximando. Eles tinham uma ligação forte, eram irmãos de outras vidas e por isso não foi nenhum trabalho para o loiro encontrá-lo. Primeiramente imaginou o pior, mas enquanto o chakra se aproximava o sentia calmo e leve – finalmente — relaxou os ombros tensos e a mandíbula.
— Acabou.
O loiro anunciou tão logo chegou onde ele estava sentado, em baixo de uma árvore em uma área de treinamento afastada das demais. Foi somente naquele lugar que ele encontrou silêncio e paz, embora seu interior estivesse um inferno.
Respirou em alívio. Ela conseguira, afinal. Tinha derrotado o ex-conselheiro.
— Ela ficou muito chateada por você ter ido embora, não deveria ter feito aquilo.
Sabia que não, foi errado abandoná-la quando ela precisava dele, mas não conseguiu se controlar ao vê-la machucada e não poder fazer nada para impedir.
— Teme, eu entendi os seus motivos para ter ido embora, mas pega leve com ela ok? Ela me disse que vocês brigaram antes...
Tudo o que queria dizer era para o Uzumaki calar a boca e não se meter, mas sabia que não causaria efeito. Quando ele começava a falar, só parava depois de dizer tudo que queria (e às vezes nem assim).
— Eu só quero que entenda que ela sempre te apoiou nas suas decisões, por mais insanas que elas fossem, lembre-se que ela até quis ir com você... Você precisa apoiá-la nas dela também, estar ao lado dela, independente das quão malucas essas decisões forem.
Levantou-se praguejando mentalmente. Estar se preparando para ser o próximo Hogake estava deixando o loiro cada vez mais responsável, e de certo modo mais sábio (mas não muito). Entendia o que ele queria dizer e agora que aquele momento infernal de angústia e espera tinha passado via que tinha errado.
Começou a andar rumo a sua casa, deixando Naruto berrando atrás de si.
♦ ♦ ♦
Quando chegou o sol já estava se pondo. Abriu a porta deixando os sapatos no carpete e subiu as escadas. Sakura estava no quarto, sentada na beirada da cama, a cabeça baixa, alguns ferimentos no corpo que ainda se cicatrizavam lentamente.
Ela levantou a cabeça e o olhou assim que entrou. Observou-a morder o lábio inferior em dúvida, talvez pensando no que falar, mas nada saiu.
Eles passaram algum tempo assim, em silêncio, um olhando para o outro sem saber ao certo o que dizer. Até que ela respirou fundo, e disse:
— Acabou.
Acenou positivamente, ainda parado no batente da porta.
— Eu... O que você disse antes...
Sabia que ela se referia a quando ele disse que ela não deveria voltar mais.
— Esqueça — Respondeu, na esperança que ela realmente pudesse fazê-lo.
Ela se levantou os cabelos curtos pingando água de um banho recém-tomado.
— Você foi embora...
A médica comentou com os olhos magoados, os ombros caídos.
Não me olhe assim...
— Desculpe.
Foi tudo que conseguiu dizer. Vê-la daquele jeito, tão chateada, o quebrava.
— Não... Eu... Eu sou quem sinto muito. Não tinha o direito de pedir seu apoio em uma situação como aquela. Agora vejo que eu o que te pedi foi descabido. Pedir apoio em uma luta que podia me matar e você não podia interferir... Eu teria feito o mesmo, tentado te convencer ao contrário...
Não respondeu, não achava certo ela jogar toda culpa para si própria quando ele não havia feito nada para minimizar seu sacrifício.
— Quando eu vi que tinha a chance de matá-lo, a chance de termos uma vida segura e em paz eu nem ao menos pensei na ideia de recusar, tudo o que eu queria era lutar por nós, para ficarmos livre daquele carma.
— Está tudo bem Sakura.
Não coloque toda a culpa em você que sempre esteve do meu lado, eu deveria estar te apoiando também.
Ela suspirou relaxando os ombros tensos. Desencostou-se da porta, andando até ela.
Tocou o ombro nu, ela usava uma blusa de alcinha fina deixando grande parte do colo exposto. Ela cheirava a hidratante e algumas gotas do cabelo molhado pingaram nos seus dedos.
— Morar juntos... — Ela comentou — Dizem que nunca é fácil.
Ela sorriu e ele capturou os lábios rosados com os seus.
Seus lábios se encaixaram, suas bocas se entreabriram e suas línguas se encontraram sedentas. Uma de suas mãos foi até o cabelo róseo, puxando-o em uma leve pressão conforme o beijo se intensificava.
Uma das mãos dela voou para o seu peito e a outra foi para a base do seu pescoço puxando-o mais de encontro a ela.
Puxou mais o cabelo róseo quando seus corpos se colaram, os seios delas cobertos apenas pela blusa fina encostados em seu peito. Seus quadris se encontrando, seu membro despontando sob a calça.
As mãos dela deixaram seu torso para descer até sua calça, tirando-a rapidamente enquanto ainda se beijavam e ele próprio tirou a própria blusa com presa. Cambalearam em direção à cama, segurou-a na curva das costas, jogando-a aos pés da cama.
Deitou-se parcialmente sobre ela, ainda com os pés no chão. A ausência da calça e da blusa o ajudava a ter mais movimento e ele desceu a boca para o pescoço cheiroso.
Seus lábios encostaram-se ao pescoço nu, roçando levemente e depois se abriram sugando a pele clara. Sakura gemeu em incentivo, uma de suas mãos a ajudaram a tirar a blusa, e ele brincou com o seio rosado inicialmente com as mãos e depois com a boca.
Uma mão desceu até a intimidade coberta pela calça e pela calcinha, e se enfiando dentro delas tocou o centro já úmido. Ela soltou um gemido de satisfação quando ele abriu caminho com os dedos pelos lábios vaginais e tocou seu clitóris com um único dedo.
Ela arfou pelo contato. Desceu e subiu o dedo, depois esfregou levemente o botão úmido do exato modo em que sabia que a fazia gemer.
— Isso.
Sakura soltou meio gemido, meio resmungo. O quadril dela se moveu sobre seu dedo, procurando continuidade e ele a atendeu. Esfregou novamente o dedo para cima e para baixo, ela sorriu em satisfação, os olhos fechados, absolta.
Antes de movimentar novamente, ela abriu os olhos, levou as mãos a própria calça, e puxou os dois para baixo, a calça cinza e a calcinha branca, dando-o mais liberdade para explorar ainda mais o corpo que ele conhecia tão bem.
Clamando por atenção ela colocou a própria mão sobre a dele e a movimentou em sua intimidade. Quando ele continuou, fazendo-a se contorcer ela tirou a mão da dele e levou-a para o lençol apertando-o.
Seu dedo se moveu freneticamente, vendo-a fechar os olhos, segurar o lençol com força e abrir a boca em êxtase. Ele continuou o trabalho até vê-la perder o chão com um único dedo trabalhando em seu clitóris.
Voltou a estimulá-la, um dedo entrou na cavidade úmida que parecia querer expulsá-lo, ou puxá-lo para si (não soube dizer), e seu membro já doía implorando para tomar o lugar dos seus dedos.
— Sasuke...
Ela resmungou quando ele tirou o dedo de dentro dela. Subiu pelo seu corpo, beijando-a novamente, enquanto ela se livrava da cueca dele.
A médica segurou seu membro, fazendo-o arfar em sua boca pelo contato e o colocou perto da sua entrada. Ela o deslizou para cima e para baixo, fazendo os dois suspiraram pelo contato e ansiarem por algo mais profundo.
Pegou-a novamente na curva das costas, levantando-a desajeitadamente e levando-a mais para cima, para o meio da cama. Com a mão tremendo pela presa, procurou na mesa de cabeceira um preservativo e o vestiu rapidamente. Em seguida se afundou nela apreciando de imediato a sensação de preenchê-la.
Sua boca encontrou a dela novamente, as mãos dela voaram para suas costas e ele se movimentou três ou quatro vezes antes dela usar chakra e virar sobre si, ficando sobre ele.
Ela deitou-se sobre ele (seus corpos ainda encaixados, seu membro dentro dela implorando por movimento) e o beijou. Enquanto o beijava ela rebolou no seu colo, vindo com o quadril para frente, para trás, fazendo um círculo.
Ele se desconcentrou do beijo com o prazer do movimento. Ela sorriu com a boca colada na sua e levantou o tronco.
Repetiu o movimento, ele grunhiu, levando as mãos até o quadril encaixado acima do seu, auxiliando-a no movimento.
A kunoichi rebolou novamente no seu colo e em seguida se moveu mais rápido, mais forte, sendo ajudada por ele.
As mãos dela foram parar no abdômen dele, como se procurasse por sustento e a cabeça rosada foi jogada para trás, os olhos fechados em prazer enquanto ele mantinha os seus bem abertos vendo seus corpos se conectando.
O prazer o incendiou, o tomou por inteiro. O ritmo continuou até que ela abriu a boca em um gemido mudo, e deu as últimas cavalgadas (ainda mais rápidas e mais desesperadas) sobre ele que já chegava ao máximo também.
Imaginou nunca ter visto uma cena tão sexy em toda a sua vida como ela molhada de suor sobre ele, os olhos fechados, a boca aberta, a respiração totalmente descontrolada.
O corpo pequeno caiu sobre o dele, o suor pingando de ambos, as respirações tão descompassadas como a de um fim de luta. Ela moveu seu corpo, tirando o membro de dentro dela e depois beijou sua testa castamente.
— Nós definitivamente temos que brigar mais vezes — Ela disse, jogada sobre ele, nenhum dos dois com coragem ou energia para procurar uma posição mais confortável.
Ele não pode deixar de concordar com um sorriso de canto.
Definitivamente.
Eles deveriam brigar sempre.
♦ ♦ ♦
— Vocês parecem exaustos.
Naruto debochou assim que eles chegaram à sala do Hokage meia hora depois de terem feito sexo. Ele não pode nem ao menos rebater, porque seu corpo reclamara para levantar da cama querendo relaxar após o ato.
Sakura ao seu lado não parecia feliz. Segundo ela lhe dissera suas pernas estavam tremendo e tudo que ela queria era dormir depois dos orgasmos que tivera.
— Cala a boca.
A médica resmungou mal humorada e o loiro estourou em uma gargalhada.
— Eu avisei Kakashi-sensei, deveria tê-los deixado se reconciliar em paz. Não sei se a Sakura-chan está de mau humor porque não teve tempo para se reconciliar ou porque o teme não está dando conta do recado.
O soco na cabeça do Uzumaki foi auditível e ele, assim como Kakashi se encolheram só de pensar na dor.
— Não precisava fazer isso Sakura-chan!
Ela não respondeu apenas se postou novamente ao lado dele. A porta foi aberta novamente, e por ela entraram Sai e Shikamaru. Eles os cumprimentaram com acenos de cabeça, todos parecendo psicologicamente exaustos devido aos últimos acontecimentos.
— Sinto muito chamá-los essa hora.
Era cerca de oito da noite.
— Bom, pelo menos as notícias são boas. Os chamei para contar que está tudo definitivamente resolvido com as outras vilas, mandei uma indenização pelos danos para o Raikage, isso não irá trazer as vítimas de volta, mas ele ficou satisfeito com a minha iniciativa. As outras vilas menores que foram invadidas tempos atrás e que descobrimos que também foram obras dos conselheiros, foram indenizadas e tudo está bem agora.
Eles acenaram em concordância e alívio.
— Quero te parabenizar novamente Sakura, pelo desempenho de hoje, conseguiu acabar com Umiko, e os outros dois já foram julgados, pegaram prisão perpetua e é lá que continuarão até o fim de seus dias. Com a ajuda de Tsunade e também dos outros kages estou tentando abrir uma emenda na constituição das vilas, deixando facultativa a presença de conselheiros, e não obrigatória como é hoje.
— Assim o kage só os teria se quisesse? — O Nara perguntou.
— Exatamente e também estamos tentando fazer com que o kages possam escolher seus conselheiros, caso queiram. Todas as vilas concordaram porque não foi só em Konoha que esses velhos acharam que tem poder de deuses e quiseram mandar. Os damyos votaram em breve e assim que eu tiver uma resposta, direi a vocês. Como todas as vilas concordaram, eles provavelmente vão aceitar.
— Isso é ótimo!
Naruto comemorou.
— Creio que todo esse problema acabou agora. Como já imagina Sasuke você está livre daquela obrigação ridícula de se casar, Naruto não está mais sendo vigiado e a vila está fora dos perigos em que eles próprios a meteram.
— Isso merece um ramén! ‘ttebayo!
— Dá última vez que você foi fazer uma comemoração quase destruiu a vila.
— Eu prometo Sakura-chan que isso não vai acontecer dessa vez!
Eles suspiraram.
— Não posso Naruto, tenho muito papéis para ler e assinar.
O Hokage comentou se sentando novamente atrás da mesa abarrotada de papéis.
— Eu tenho uma missão — O branquelo disse, se despedindo e saindo da sala.
— Eu tenho um compromisso — Shikamaru comentou também se despedindo, ele não precisava falar que seu “compromisso” era com a ninja de Suna, aquilo já estava bem evidente para todos os presentes.
— Eu e Sakura vamos para casa.
Soltou assim que Naruto olhou implorando para eles dois. O loiro abriu a boca, desacreditado que ninguém queria comemorar com ele.
Desculpe Naruto, tenho ideias diferentes de “comemoração”.
Realmente, ele preferia ir para casa com a rosada do que ver o loiro se entupir de macarrão.
— Heeeeey! Você podem se reconciliar mais tarde! Saiam comigo! Hina-chan está ocupada com uns problemas do clã!
O Uzumaki reclamou quando eles andaram em direção à porta. O Hokage sorriu por baixo da máscara e recomendou:
— Tentem não quebrar a cama... Ou a casa.
Com a força que Sakura tinha e o modo como o chakra dele se descontrolava quando eles faziam sexo... Ele não duvidava nada.
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