Faking It

2 New Perspective


Notas iniciais
E ai meus lokões e lokonas! Ta parei, não sou youtuber. Whatever, esse capitulo era para sair ontem, mas né não rolou por que algumas pessoas (eu) foram trabalhar, cheguei cansado e não deu. Eu acabei de ver que teve comentário, ainda nem li, mas já vou ler! Queria agradecer as pessoas que acompanharam e que mesmo sendo poucas já me deixou bem alegre. Ahh aviso sobre o capitulo! Vocês vão perceber que estará narrado em primeira pessoa e assim será os restantes! Boa leituraa!

Uma pessoa normal nunca pensaria muito em morrer, mas depois de ser Wyatt Devine eu pensei diversas vezes em como morrer seria fácil, e como viver ficava apenas mais difícil. Entretanto eu li “Depois do Suicídio”, conta a história de um menino que se suicidou e então foi para o inferno sendo castigado em ver como sua vida poderia ter sido boa. Isso não me convenceu apenas por ter medo do inferno. Absolutamente não. Uma das grandes felicidades que o garoto suicida deixou de ter foi de sair de casa. Fugir. E isso me convenceu! Eu tinha dinheiro, era inteligente e não havia nada para perder. Sendo assim eu fugi, vários planos deram errado e agora eu estou aqui prestes a morrer. Oh meu Deus eu realmente vou morrer!

— Charles. Charles. Encontro-te depois da aula. Estou ficando louco. Não quero mais esperar. – A voz ecoa por todo o lugar com sua melodia sinistra fazendo com que as folhas secas comecem a cair. É como se a melodia aumentasse a neblina que me cerca no lago.

A água do lago esta realmente muito gelada e eu não sei por quanto tempo mais vou aguentar ficar debaixo do píer. Esse é um esconderijo óbvio? Eu espero que não. Oh meu Deus, por favor, não me deixe morrer.

✘Alguns meses atrás✘

— Ele esta acordando.

Ouço uma voz feminina falar, mas minha visão esta embaçada demais para ter uma figura clara de qualquer pessoa ou objeto. Isso é tão confuso. A luz fluorescente esta forçando minha vista, há pessoas ao meu redor, eu posso senti-las, posso ouvi-las, mas minha mente esta lenta. Estou preso em um amontoado de pensamentos. – Pisco com força diversas vezes para que minha visão fique mais clara. – Quatro pessoas estão na sala, uma enfermeira, uma médica. Um homem e uma mulher sem uniforme hospitalar.

Eu estou em um hospital. Como eu vim parar aqui?

— Charles. Oh meu Deus. Você esta bem. – A mulher usando saia preta e uma blusa cor creme vem até mim com bastante afeto, mas recuo. Não a conheço. Não conheço ninguém no lugar.

— Quem é você? Quem são vocês? – Pergunto com a voz um tanto fraca. Eles se entreolham e a mulher começa a chorar abraçada ao homem de terno, ele a envolve com seus braços fortes. Não estou entendendo nada.

Observo o lugar em que me encontro. Eu já havia estado em um quarto hospitalar, mas não como este. Esse é grande e tem um sofá e também uma televisão. Há balões de boas vindas e ursos de pelúcia. Ah meu Deus por quanto tempo estou aqui?

— O que aconteceu comigo? – Sussurrei com a voz áspera.

A médica com seios grandes veio até mim segurando uma prancheta. Ela estava séria, me analisando, contando cada pequeno movimento involuntário que meu corpo fazia.

— Charles você esta desaparecido há um ano e meio. Foi encontrado há dois dias atrás e agora esta no hospital St. Judes em Lakewood. Você sofreu um acidente.

Lakewood. Uma dor de cabeça me atingiu e então tudo começou a ficar escuro e fui teletransportado para uma estrada. Estava chovendo e eu conseguia lembrar claramente da cena. O veado havia causado um acidente e por pouco eu não morri. Vi-me sair do carro em meio a chuva e logo em seguida um raio atingir o pequeno carro. Que má sorte.

Corri para me alcançar. Eu pareço tão mal e isso faz com que eu consiga recordar de tudo o que aconteceu. A fuga, minha vida infeliz e tudo perdido com o carro; O meu eu do acidente começa a chorar, ele esta soluçando, está desesperado para morrer.

— Sai da frente do carro! – Grito, mas ele não me escuta. Felizmente é uma viatura da policia e eles irão me ajudar. Com certeza foi assim que fui parar no hospital. Dois policiais saltaram do veiculo apontando uma lanterna em meu rosto. Eu parecia um zumbi de algum show de televisão.

— Ele é o garoto dos Mendes? – O policial gordo perguntou para o alto enquanto mantinha uma lanterna no meu rosto. Quer dizer não no meu rosto e sim no rosto da minha lembrança. Oh que merda! Estou tão confuso agora.

— Eu não sou Charles. Meu nome é Wyatt. – Digo, mas ninguém me escuta. Logo meu outro eu é encaminhado para dentro da viatura e eles fazem o contorno. Voltando para a cidade, eu estou calado. Traumatizado.

Quem é Charles Mendes?

— Qual é sua última lembrança Charles? – A médica pergunta retirando-me do transe.

Reviro minha mente procurando por algo mais. Porém nada está claro o suficiente, não tenho lembranças a não ser a de meu acidente.

— E-eu estava fugindo e então o animal... – Minha voz estava tremula assim como meu queixo. Novamente eles se entreolharam, a médica anotou algo em sua prancheta e pediu para falar com as duas pessoas. Logo todos saíram pela porta branca, e fiquei sozinho no quarto.

Haviam tubos em minha mão. Eles incomodavam, mas não me arrisquei em tira-los, apenas me sentei sentindo minha perna um tanto dolorida. Analisei os itens no quarto, um por um. Tinha caixas de presentes, ursos e balões, mas apenas um porta-retratos digital me chamou atenção. Os slides faziam várias transições de fotos minhas. Quer dizer, não minhas, mas de outro garoto. Um garoto completamente, perfeitamente idêntico a mim.

A primeira foto apresentava o garoto incrivelmente parecido comigo, ele estava na beira de uma piscina mostrando sua língua para a câmera, estava acompanhado de outros três garotos. No fundo havia uma mansão. Do tipo que eu apenas veria em filmes. A segunda era do garoto, que com certeza era Charles, sua semelhança comigo era estranhamente assustadora. Nesta foto ele estava abraçado com um homem de setenta e poucos anos e atrás havia um conversível completamente incrível!

“O acidente pode ter lhe causado amnésia, mas ainda é cedo para dizer se é permanente” – Ouvi a médica dizer atrás da porta.

Olhei para meu reflexo preto na tela escura da televisão. Eu tenho o mesmo cabelo castanho escuro de Charles, mesmos olhos castanho, o queixo idêntico ao do garoto e incrivelmente tenho os mesmos traços. Um escuro veio a minha mente, algo realmente sombrio e malvado, mas que soou como minha salvação. Eu poderia ser Charles.

Não. Eu não poderia. A médica Grandes Seios havia dito sobre o garoto estar desaparecido há um ano. Talvez não estivesse morto, ou talvez estivesse. Com a desculpa da amnésia eu poderia fingir ser ele, começar minha nova vida sem risco algum de alguém me denunciar como Wyatt Devine. Por outro lado o garoto poderia estar vivo, poderia aparecer e eu iria para a prisão. Mas afinal como eu sairia disso? Eu precisava fingir ser ele por um tempo antes de fugir novamente, caso contrario iriam me mandar de volta para minha mãe. Iriam me mandar para o inferno.

Preciso fingir ser ele. Conseguir meu dinheiro de volta e fugir. Não vou me dar por derrotado.

Notas finais
E então? O que acharam? Sério vocês podem comentar ae, não vou me importar! Hahaha Esse capitulo esta bem pequeno. Só agora que notei isso, se bem que os próximos também serão bem curtos em média de 1.500 ou no máximo 2.700. ▲▼Next time on Faking It△▽ ***— Wyatt. – Uma voz chamou atrás de mim. Meu coração simplesmente parou, continuei olhando para frente e então acelerei o passo até chegar ao elevador. Não era possível! Como alguém me encontrou?***